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Arautos do Estendal

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Arautos do Estendal

03
Jul06

Mamas abaixo das omoplatas

riverfl0w
Ainda a propósito do casamento da minha prima. No final da missa, que foi animada por um grupo de jovens bem prendados, uma das mocinhas do grupo levantou-se calmamente, assim com aquela descontracção de quem vai fazer a milésima leitura da sua vida, sobe lá acima, junta-se ao micro, pigarreia para eliminar bicharada das cordas vocais, aguarda uns segundos, o gajo do órgão (o instrumento musical) toca uns sons muito desafinados, e… bem, divinal! Simplesmente divinal. “Ave Maria”, aquela bela música, numa voz completamente extraordinária! Até me veio um arrepio à espinha, tal era emoção de estar ao vivo na presença de uma voz assim. Fantástico. Até dava vontade de gravar e levar para casa para passar um dia a ouvir. Bom, com a mesma descontracção com que subiu, assim desceu, a menina vestida de cor-de-rosa. Como se viesse da milésima leitura da sua vida. Uma miúda ligeiramente bonita, nos seus não mais de 20 anos. A minha mente, perversa como aparentemente é, cravou-se nas costas dela, assim que voltou ao seu lugar, uns bancos mais à frente. A miúda vestia uma cena que não sei explicar muito bem, mas que vou tentar descrever. A parte da frente não reparei, mas nas costas tinha uma abertura, tipo boca-de-sorriso-de-hipopótamo, a qual deixava ver as costas, logo abaixo das omoplatas. Não sei o que me deu, mas passou-me pela cabeça como seria se as mulheres tivessem mamas também nas costas, logo abaixo das omoplatas, e usassem vestidos destes. Ou seja, à frente, um soutien aparava a jogada e uma camisola garantia o pudor. Atrás, para gáudio dos trolhas, um novo par de mamas, todas espevitadas, como que a saltarem à golfinho, exibiam-se por entre a sugestiva abertura. Estou a falar, portanto, de uma mulher com quatro mamas. Seios, portanto, para os que teimam em confundir mamas com a conjugação do verbo mamar. Quatro mamas, duas à frente, duas atrás, como naquele anúncio dos airbags da BMW. Não era bonito? Houve, na história, uma civilização qualquer onde a moda era as mulheres usarem um vestido propositado para que as mamas ficassem totalmente à mostra, a caírem melodiosamente para a frente. Bons tempos, esses. Mas só tinham duas mamas. Com quatro era bem melhor. Aquelas imagens que aparecem inesperadamente na Internet com uma mulher com três mamas são altamente inestéticas e representam um aberração da natureza. O que é bonito, vem aos pares. Excepto o que vem só, porque se emparelha muito bem com outros solitários, acabando a fazerem pares na mesma. No que toca a relações sexuais, ou, para os mais pudicos, no que toca a fazer amor (os pudicos devem pensar que sexo é como fazer panadinhos de peru, não?), há uma vantagem óbvia: duplicam as posições em que o acesso das mãos é directo. Isto não é estar a ser ordinário, mas é apenas um exercício académico elementar: experimentação assistida pela imaginação! Segundo os teóricos da evolução, é provável que, se começarmos a afagar circular e insistentemente a zona abaixo das omoplatas das nossas mulheres, companheiras, namoradas ou amigas, daqui a X milhares de anos as mulheres verão crescer naturalmente nas suas costas um belo par de mamas. É certo que não dá muito jeito na hora de dar de mamar aos cachopos, mas se os pegarem pelos tornozelos e os atirarem para trás das costas, os pequenos são bem capazes de dar conta de si e chegar onde o líquido jorra. Depois de Y milhares de anos, os bebés nascerão com os ossos das pernas elásticos, para poderem ser atirados para trás das costas sem que se partam os ossos ao vergar a mola nos ombros da progenitora. O Estado deveria criar uma polícia especial que controle a evolução, por forma a que não surjam uns tarados quaisquer que passem o tempo a acariciar outras partes dos corpos das mulheres, na perspectiva de lhes ver nascer mamas por todo o lado. Imagine-se uma nova seita cuja ideologia se baseasse nas mulheres com três pares de mamas: um par no sítio do costume, um par nos rins, uma mama no cotovelo direito e outra debaixo do queixo. Há que precaver estas situações, obviamente. Como já referi, as mamas querem-se aos pares, por isso, nada de separações inestéticas e perversas. pickwick

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