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Arautos do Estendal

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Arautos do Estendal

12
Jul06

Machistas, liberais e conservadoras

riverfl0w
Há poucos minutos atrás, soube que fui classificado de machista. Ainda por cima, por uma mulher! Tentei esclarecer esta possibilidade junto de uma das nossas leitoras, com nome de código “Ita”, através do MSN.
pickwick: acusaram-me de ser machista
pickwick: achas normal? uma gaja!
Ita: não acho, mas as gajas não são normais!
pickwick: ai não?
Ita: não.
Eu já desconfiava, mas pronto, não queria ir por esse caminho, para evitar clivagens sociais verbalizadas com representantes menos compreensíveis. Seja como for, quero esclarecer publicamente que não sou machista!!! Um machista, como o próprio nome indica, é um gajo que aprecia machos. Macho é um homem com qualidades viris, segundo o dicionário. Eu aprecio mulheres. Lindas, de preferência. Feias e badalhocas é que não. Um machista pode, ainda, ser um gajo que aprecia os machos das saias das mulheres, mas isso já é uma tara muito grande e muito gay. Eu sou aquilo que os mais actualizados dicionários classificam de mulherista, ou seja, apreciador de mulheres. Eu e mais metade da população mundial. Metade, sim, porque há muitas mais mulheres do que homens, mas esse excesso é contrabalançado pelo facto de ser constituído por resmas de mulheres que são, elas próprias, mulheristas. São as “fufas”, para os iletrados. Enfim. A ilustre acusadora é, segundo se consta nos bastidores, uma liberal. Eu adoro estas classificações de machistas, liberais, conservadoras e outras coisas acabadas em “s”. É divertidérrimo! Quero adiantar, desde já, que não gosto nem de liberais, nem de conservadores. Umas e outras alimentam-se de um excesso antagónico de ideais, distúrbios e traumas de infância. Mulher que é mulher, é apenas mulher, não é nada dessas coisas de liberais ou conservadoras. As liberais não passam de conservadoras acérrimas a fazerem o pino e a darem as nádegas por três cêntimos para que toda a gente pense que são providas de mentes abertas e de largos horizontes. As conservadoras não passam de badalhocas envergonhadas com os próprios sonhos e pensamentos ensopados em pecado. Regra geral, chega um momento da vida em que cortam, de vez, com o passado fingido e assumem a sua verdadeira condição. As liberais fecham-se em copas com uma vida de clausura e as conservadoras dão em libertinas que só à chapada. A freira liberta-se da prisão da vadiagem e a vaca foge do curral do pudor. Mulher que é mulher, a única surpresa que causa num homem é das boas e surge na forma de um lindo sorriso pela manhã, num leito inundado de amor e salpicado de suor. Ora bem! pickwick

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