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Segunda-feira, 17 de Julho de 2006
Quinta-feira do azario
Só agora reparei que quinta-feira foi dia 13. Devia ter desconfiado, mas pronto. Comecei a desconfiar que alguma coisa estava a correr mal quando tive que ir várias vezes ao supermercado fazer compras para a jantarada na sexta-feira. Um vai e vem desnecessário se, como toda a gente, fizesse uma lista de compras e não confiasse na ah-e-tal-a-memória. Mas não, não fiz, e tive que passar o dia a ir ao supermercado. Uma das vezes, depois de colocar os sacos no banco do pendura, descobri que a respectiva porta não fechava. Bonito serviço, pensei eu, sozinho nesta terrinha no fim do mundo, especado no meio de um parque de estacionamento com resmas de compras ansiosas por serem enfiadas num frigorífico e uma porta do carro que teimava em não fechar. O problema não era do fecho… era a porta que não passava mesmo da posição de toda aberta. Como as galdérias. Nem dava para ir para casa com um cordel a segurar a porta, porque ficaria sem ela num poste qualquer, de certeza. É nestes momentos que um gajo vê mil e um pensamentos a passar pela mente. Num deles, penso que o 847º, via-me a solucionar o problema de forma poética: grunhia que nem um javali irritado por estar a ser molestado sexualmente por um urso chamado Artur, espumava como se estivesse a lavar os dentes com cardos, pegava na porta com muita virilidade, arrancava-a e atirava-a para o meio da linha do comboio, a dez metros dali, bufando de triunfo. Uma solução eficaz, note-se, pois podia voltar descansado para casa. Ainda deitei mãos à porta e estive a pontos de perder as estribeiras e enfiar-lhe um biqueiro ou dois para ir ao sítio. Mas contive-me a tempo. Foi por pouco. Respirei fundo e, com gentileza e carinho, fui abanando suavemente a porta, assim como quem embala um bebé. Não resultou. Agarrei na dobradiça, já mais chateado do que devia, e dei uns safanões, assim como quem agarra pelas goelas um fulano que nos tentou roubar a carteira. Mais uns abanos daqui, umas carvalhadas dali, um ranger de dentes, e, milagre, a porta foi ao sítio. Olhei-a intensamente, já fechada, a perguntar-me a mim mesmo se valia a pena enfiar-lhe um chuto e meter a chapa toda a dentro para depois pagar uns cem contos ao bate-chapas. Mas a razão falou mais alto. No dia seguinte fui à oficina e paguei apenas cinquenta e cinco euros para soldarem a estúpida da dobradiça. Bom, a noite trouxe-me a continuação do dia. Seguindo os sábios conselhos da minha maior fã, optei por preparar a sobremesa de véspera. “Natas do Céu”, esse poderoso doce. Não tem nada de especial, mas cai muito bem no estômago. A receita é simples, mas nunca me lembro. Só sei que há natas para bater, idem para as claras de ovos, misturam-se as duas com açúcar, dispõem-se em camadas entremeadas com bolachas Maria desfeitas em pó, e termina-se com uma camada de uma mistela parecida com ovos moles. Bonito, não é? E muito simples. Acontece que, só passados uns cinco minutos de ter começado a desfazer as bolachas e já ter a cozinha toda invadida por nacos de bolacha, é que me lembrei que havia uma técnica para evitar aquele incómodo. Os ovos não foram muito compreensíveis comigo. Depois de décadas a partir ovos habilmente, separando gemas de claras e vice-versa, dei comigo a esborrachar os ovos na borda da tigela, a murmurar “ai ai ai o caraças” e a tentar evitar que a coisa se transformasse num mix de cascas partidas, claras e gemas, espalhados artisticamente na banca da cozinha. Mas, o artista é um bom artista, e acabei por conseguir a separação devida, apesar de ter andado a pescar pedaços de casca na tigela das claras e na tigela das gemas. Finda a aventura, e quando já estava quase a parar de resmungar com o azar desse dia, os resmungos dobraram de intensidade depois de quase meia hora de batedeira em punho em cima das claras dos ovos, as tais que deveriam ficar em castelo, como sempre fiz desde pequeno. O resultado estava a ser uma nojeira com aspecto de urina de galinha. Consternado, saí da cozinha e fui ao MSN perguntar à tal fã que me tinha dado o sábio conselho, qual seria o problema. Ela foi muito esclarecedora, informando-me que tinha colegas que não conseguiam bater as claras quando estavam com a menstruação. Fiquei sem palavras. Tentei as alternativas todas, desde a possibilidade de eu, macho e viril, ter repentinamente adquirido a espectacular e invejável capacidade de me menstruar, até ao vudu ou algum tipo de ligação telepática com uma apaixonada que estivesse naquela altura do mês. Esta última encaixava, o que representava uma explicação fantástica para um fenómeno não menos fantástico. A minha fã, graciosamente, arrancou-me a estas divagações e sugeriu-me o congelador como solução, assentando no pressuposto teórico de que natas frias proporcionavam mais castelos. Assim fiz, mas, para gáudio de alguém que me quer muito mal, as claras ficaram exactamente na mesma, ou ainda piores, depois de meia hora no congelador e mais quinze minutos de tortura na batedeira. Assim ficaram e assim foram directamente pelo cano. Fase seguinte: natas. Já precavido, trouxe-as para a tortura já muito arrefecidas. Mesmo assim, não correu nada bem. Por alguns momentos, pensei que seria do jeito que dava à batedeira, pelo que experimentei novas posições, como se a arte de bater natas fosse como o sexo. As natas continuaram na mesma, mas consegui encher metade da cozinha com salpicos de nata, desde o chão até às portas dos armários. Para algumas pessoas, isto é arte, mas eu não sou desses, felizmente. Por fim, faltava a mistela parecida com ovos moles, a qual tem um procedimento mais cuidadoso, ao qual não liguei a mínima importância. Limitei-me a atirar água, açúcar e gemas para dentro de uma panela a ferver e vir teclar para o MSN. Ficou uma nojeira. Ainda está ali no frigorífico, à espera de um destino pouco honroso. Era dia treze, mais palavras para quê?... pickwick
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publicado por riverfl0w às 00:12
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