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Arautos do Estendal

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Arautos do Estendal

26
Ago13

Novas teorias dos incêndios

pickwick

Durante mais de quatro décadas, mantive rigidamente o hábito de dormir com o mínimo dos mínimos: a bela e fiel cueca. Porquê? Porque, se a casa, ou o prédio, ou a tenda, pegar fogo a meio da noite, um gajo está apto a sair a correr e salvar a vida com o mínimo de dignidade, sem qualquer penduricalho que possa ferir a susceptibilidade de uma bombeira menos atrevida ou de uma mirone armada em púdica. Com jeito, dar imediatamente uma entrevista para um canal de televisão, preferencialmente com uma jornalista fofinha. 


Acontece que, ao fim destes anos todos de hábito fixo, precisamente a meio do verão de 2013, o meu subconsciente deve ter terminado uma longa teorização sobre os incêndios, a saber: existe um volume anual de incêndios que não é ultrapassado, digamos que X, sendo que este volume acumula os incêndios de inverno Y (com destaque para as velhotas cujas ceroulas pegam fogo no braseiro) com os incêndios de verão Z (tipicamente o empresário M paga ao magano N, que não regula bem da cabeça ou tem muita sede, para pegar fogo ao pinhal); a relação X=Y+Z mostra, claramente, que durante o inverno não há incêndios no pinhal, porque não dá rendimento, e durante o verão não há incêndios em habitações, porque o fogo está ocupado e não tem aquela mania feminina da multitarefa (o tal mito facilmente desmascarável).


Assim que o subconsciente concluiu a defesa desta teoria a si próprio, deu indicações aos miolos para que não mais se usassem cuecas durante as noites de verão. A memória queixou-se que ah e tal, tem que se usar sempre, mas não serviu de nada. Nem cuecas, nem calções, nem fraldas, nem sequer uma mini-saia escocesa que fica sempre bem num homem maduro. Nudez completa!


Ora, acontece que, face a esta nova situação, o meu consciente começou logo a fazer o que melhor sabe fazer: atrofiar-me o juízo! Tanta nudez, para quê? Agora? Por amor de Deus, devias dormir assim mas era quando tinhas namorada, que ela ficava-te muito agradecida pela disponibilidade, podendo servir-se facilmente em qualquer altura da noite, como quem apetece um copo de leite fresco a meio da noite e o frigorífico nem tem porta e já há uma palhinha a sair do pacote! Portanto. pickwick

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