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Arautos do Estendal

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Arautos do Estendal

04
Abr13

Mistérios do Corpo Feminino II

pickwick

Há uns anos atrás, escrevi um post sobre um episódio marado da minha adolescência, chamado “A violação da Susana”. Pela Páscoa deste ano de 2013, calhou tropeçar virtualmente nas duas moças que entram na peça, das quais não tinha notícias há quase 30 anos. Maravilhas do Facebook, obviamente. Vai daí, trocam-se umas mensagens a relembrar bons velhos tempos e aproveita-se para espiar as fotos alheias, só porque a curiosidade é algo que não se deve contrariar.

 

Jeni

A Jeni era a namorada do amigalhaço do peito que montou o esquema. Era gira de morrer. Daquele tipo de miúdas que um gajo fica de beiças caídas enquanto o cérebro trabalha ao ritmo do caracol. Agora, estamos todos quarentões, mas, a Jeni, continua com a mesma carinha e o mesmo corpinho de teenager. Devem ser os ares frios do Canadá, onde vive há vários anos, que lhe permitem este extraordinário bom estado de conservação, só pode. Nem barriguinha, nem nada repreensível.

 

Susana

A Susana, cheira-me que é como o Vinho do Porto: melhora com o tempo. É mãe de filhos, mas, também extraordinariamente, continua com o mesmo corpinho elegante, sem barriguinha que se possa apontar. Não sei como consegue. Pior que isso, está muito mais bonita de cara. Parece que tem 20 anos. Especialmente quando sorri. De morrer. De chorar por mais. De largar baba de caracol pelos cantos da boca.

 

Eu vivo no país errado, decididamente. Olho à minha volta e parece que, a partir dos 17 anos, as mulheres portuguesas substituem o brio pessoal pelo desleixo, a troco não sei bem de quê, provavelmente por telenovelas, computadores e muito tempo no banco da frente do carro. É um desespero… pickwick

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