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Arautos do Estendal

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Arautos do Estendal

20
Jul06

Elas não querem ser princesas

riverfl0w
Só a ida à Serra da Estrela, no passado fim-de-semana, dava um blog inteirinho. Em vez de apreciarem a natureza, o contacto com a beleza suprema, os passarinhos a chilrear, o vento da passar entre os arbustos serranos, e outras coisas que tais, os cinco letrados de mochila às costas que compunham o grupo de andarilhos, não se calaram o tempo todo. Ainda estão por escrever algumas divagações menores obtidas durante a caminhada, mas esta é demasiado profunda para ser deixada no meio das outras, pelo que lhe dedico um post próprio. Ora bem, então, após o confronto de uma série de experiências pessoais e alheias, chegámos à brilhante conclusão de que as mulheres não querem ser princesas. E, atenção, isto não é uma conclusão machista e desavergonhada, como algumas mentes feministas possam alvitrar. A própria Ana (nome de código do único elemento do sexo feminino do grupo, cujo nome verdadeiro se escreve ao contrário) defendeu esta ideia com unhas e dentes, ela própria partilhando factos e argumentos a favor. A ideia, que já defendo desde há duas décadas, é de que as mulheres gostam mesmo é de levar porrada. Bem, não precisa de ser à estalada. Aliás, nem precisam de levar porrada. Elas não querem mesmo é ser tratadas como princesas. O passado mostra que, em todos os casos em que os homens mimaram as respectivas mulheres, a relação acabou por se deteriorar com o passar do tempo. Numa larga percentagem destes casos, as mulheres, outrora tratadas como princesas, acabaram por se juntar a homens que as tratam como sopeiras de segunda escolha. Mesmo assim, mesmo sabendo que agora já não são bem tratadas como antigamente, resignam-se com alguma satisfação. Isto é, ou não é, de um gajo atirar com a cabeça contra uma parede? O JN (nome de código já referenciado noutro post), chegou-se à frente com uma teoria para justificar esta atitude aparentemente insana das mulheres: elas gostam de um homem que as trate à bofetada, porque esse será o homem que as defenderá mais rapidamente. Ou seja, é tudo uma questão animalesca. Ou seja, as mulheres são uns puros animais grosseiros. Aquela imagem que temos das mulheres, doces, sensíveis, belas, frágeis, queridas, e ah e tal, não passa de bluff. Elas regem-se por instintos animais básicos, onde a violência é parte integrante e omnipresente. O JN foi mais além na sua teoria: cada vez que o homem bate na mulher, esta sente que ele está a treinar para um dia a defender. É bonito, não é? O gajo que trate bem a sua mulher, é um frouxo, sabendo ela que, quando se vir num aperto, atacada por outrem, em risco, o frouxo do seu gajo não irá em sua defesa, porque... não tem treinado nela! Todas estas teorias, note-se, assentam em estudos científicos verídicos. São resmas e resmas de casos assim. E, quando estivermos perante um caso de separação ou divórcio, em que haja o argumento de violência doméstica por parte do homem, atentem: pode ser um caso de défice de violência, e não de excesso, ok? pickwick