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Arautos do Estendal

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Arautos do Estendal

24
Mai12

Peito de franga

pickwick

A Nélia (nome de código) hoje apareceu completamente deslumbrante, nos seus 170 cm de altura, vestido preto até um palmo acima dos joelhos, com aqueles magníficos olhos azuis e a juba nitidamente viking. Os bafos de calor proporcionam momentos assim.

 

No entanto, as coisas dentro de casa ainda “soam” a um início de primavera.

 

Quando a vi, ainda pensei, ah e tal, vamos lá ver se não me chama para nada. As gajas, onde eu trabalho, passam a vida a chamar-me para resolver problemas técnicos com maquinaria sofisticada, incluindo a caça aos bichos virulentos. Com a proximidade do verão, um gajo tem que se mentalizar que vai apenas resolver problemas técnicos, e não vai aproveitar-se das oportunidades para deitar o olho onde não é chamado.

 

E, pronto, a Nélia lá fez o favor de me chamar. Um gajo aproxima-se, com aquele ar altamente profissional, a transpirar preocupação e generosidade, faz um esforço hercúleo para concentrar a linha de vista no objecto do problema técnico, mas, infelizmente, em poucos segundos sucumbe vergonhosamente à tentação, qual fracote a agachar-se perante o feroz rugir de uma meia-leca de gato vadio.

 

Nestes momentos, devia fazer-se uma pausa breve para agradecer o facto de termos os olhos presos ao crânio e o dom de nos equilibrarmos instintivamente. Porque, caso contrário, os meus olhitos hoje teriam saltado para lá das bochechas e caído milimetricamente no meio do decote da Nélia, escorregando por ali abaixo e escondendo-se no umbigo, grunhindo de prazer: uiii!... qu’é tão bom!... Caso contrário, teria simplesmente tombado para cima dela, partindo-lhe os ossos do tórax com o peso farto do meu corpo. Obrigado! Obrigado!

 

Descobri o quão sexy é a “pele de galinha” numa mulher. Fica-lhes bem, sei lá. E assim estava o peito da Nélia. Uma perfeitinha e deliciosa “pele de galinha”. O decote, atenção, não era muito. Não era daqueles decotes do tipo ui-onde-é-que-foram-parar-os-mamilos, em que a área descoberta é tanta que se estranha a invisibilidade dos ditos. Nada disso. O decote da Nélia era sensual, mas discreto. Todinho feito de uma “pele de galinha” que apelava ao conforto de um toque masculino. Um gajo não pode chegar a “vias de facto”, nem pode deixar cair o queixo a escorrer um fio de baba. Um gajo tem que ser forte. E a melhor forma de um gajo ser forte, é fugir. Ah, pois é! Quem diria?... pickwick

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