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Arautos do Estendal

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Arautos do Estendal

26
Set09

Ah! Dicionário do umthondo!

pickwick
Outro dia, em vez de sair como uma amiga, fiquei em casa a desenvolver um trabalho de investigação para um livro que ando a escrever, em colaboração com uns amigos. Entre muitos temas, cruzei-me com alguns termos em línguas africanas do século XIX, nomeadamente em Zulu e em Twi.
 
Sim, há uma língua africana chamada Twi. É uma língua do caraças e vi-me à rasca para conseguir encontrar o que queria num dicionário online. E sim, há um dicionário online de Twi. Tem é uns caracteres esquisitos, com uma pronúncia ainda mais esquisita, mas ao fim de uma hora já tinha o que procurava.
 
Quanto do dicionário de Zulu, há coisas em que a curiosidade é mais forte que qualquer pedacinho de racionalidade. Andava eu à procura do significado de “panzi”, quando o dicionário me respondeu que ah e tal não existe, mas se quiser e tal pode procurar “Similar English entries: pan, pénis”. E eu, pimba, deixa lá ver como é que se diz pirilau em Zulu. Diz-se “umthondo” ou “ubolo”, conforme apeteça. Mas, atenção, se estivermos a falar do pirilau de um animal, por exemplo de um elefante, diz-se “umboko”. Bonito, não é?
 
Passo seguinte: como se chama o órgão sexual feminino? Ora, aqui é que as coisas se tornam divertidas, pois até os Zulus tinham palavras vulgares a serem usadas para o efeito. Assim como nós temos a passarinha, a bichana, o grelo, o berbigão, a pombinha, a sardanica, a rata, a grila ou a pardaloca.
 
Portanto, “isinene” ou “isibunu” é por definição. Mas também se usa “ikhekhe” (bolo) e “inkomo” (cabeça de gado). Não querendo fazer do comentário seguinte uma tese de Doutoramento, atrevo-me a sugerir o seguinte: os Zulus chamarão “ikhekhe” à passarinha de uma mulher dentro do prazo e “inkomo” no caso de a senhora já estar fora do prazo. São uns malandros! pickwick

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