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Arautos do Estendal

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Arautos do Estendal

21
Set09

Malinhas de senhora

pickwick
Outro dia, fui sair com uma amiga. Ah e tal, fomos não sei onde, que já não me lembro, mas foi algures num local público, que eu sou um gajo decente e ela também é. Às tantas, o meu olhar de lince apanhou a minha amiga a mexericar dentro da sua malinha de senhora.
 
Eu não sou muito de olhar para dentro das malinhas das senhoras, até porque não deve haver lá nada de interesse para um simplório como eu e, ainda por cima, costuma reinar lá dentro uma confusão tal que ficamos logo mal impressionados.
 
No caso em apreço, intrigou-me o facto de a amiga trazer duas malinhas de senhora! Sim! Duas! Uma dentro de outra! Um gajo, quando é confrontado com um aparato desta natureza e envergadura, presta-se logo ao académico exercício das hipóteses:
 
1. Está com medo que chova e assim espera que a dupla camada proteja os haveres.
2. A mala de dentro é mais prática e é a preferida da dona, mas partiu-se a alça e não houve tempo para a substituir.
3. A mala de dentro é mimada e gosta de andar na rua aconchegada dentro de outra.
4. As malas são muito chegadas uma à outra e fariam um berreiro infernal caso uma delas ficasse em casa.
5. Caso apareça uma promoção ou uns saldos inesperados, a mala de fora pode servir para o respectivo transporte.
6. Se à dona das malas passar uma ventania e subitamente lhe apetecer roubar um banco ou uma loja de gomas, pode enfiar a mala de fora na cabeça e consumar o assalto sem que ninguém a venha a reconhecer.
7. Se de repente se vir sozinha em plena rua e for vítima de uma tentativa de assalto, pode rapidamente enfiar um tijolo na mala de fora e girá-la no ar, qual arma ameaçadora e mortífera.
 
Enfim, não aguentei mais e quis saber.
 
Ah e tal, saí à pressa de casa e não tive tempo de trocar o conteúdo de uma para a outra. E para que é que uma gaja necessita de trocar o conteúdo de uma mala para outra? Porque a cor da primeira não condiz com a roupa. Obviamente.
 
É nestes momentos que me sobe ao umbigo uma estranha sensação de ir completamente nu na rua, sem uma qualquer mala que condiga com a minha roupa rasca e muito usada. pickwick

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