Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Arautos do Estendal

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Arautos do Estendal

11
Set09

Questões de chifres

pickwick
Hoje almocei com vários colegas, entre eles o João (nome de código). O João começou a trabalhar na nossa instituição este ano, pela primeira vez, mas a sua esposa já lá trabalhou durante alguns anos, inclusive durante o meu primeiro ano no patronato.
 
No decorrer da conversa à mesa, que abordou vários temas, nomeadamente o Sócrates, o primeiro-ministro Sócrates e o candidato a primeiro-ministro Sócrates, veio-me à lembrança uma estória que circulou boca-a-boca durante muito tempo.
 
Era uma vez a mulher do João, que trabalhava na nossa instituição. Corria o ano de não sei quantos, mas o então patrão é o que hoje podemos considerar o ex-ex-patrão, isto é, era o patrão antes do actual ex-patrão. Há dois patronatos atrás. Portanto. Vá, chamemos-lhe então-patrão.
 
Bom, corria o boato de que o então-patrão tratava com paninhos quentes alguns dos funcionários, nomeadamente os que o tinham visto num pinhal próximo a mandar uma pinocada na mulher do João, ao abrigo das janelas pouco fumadas de um BMW.
 
Já agora, falta acrescentar que o então-patrão era (e ainda é) casado e pai de filhos.
 
Para além do boato, o actual ex-patrão confidenciou-me que, há uns bons anos atrás, o então-patrão adormeceu ao volante e foi parar ao hospital, feito em fanicos. Numa visita de cortesia ao hospital, o ex-patrão foi apanhar o então-patrão na caminha, com a mulher do João a dar-lhe garfadas de comida à boca, muito carinhosamente. Porque é que o João deixou a mulher ir para o hospital dar comida à boca ao seu patrão, ou porque é que a mulher do então-patrão se deixava substituir por uma funcionária, não sabemos, mas esta situação foi um facto, não um boato.
 
Ora, mesmo sendo o Sócrates o tema de conversa, não pude deixar de imaginar o João com umas sugestivas saliências na testa e tive mesmo que fazer algum esforço para não me largar a rir. É que eu acho sempre muita piada a estas coisas. Mesmo quando acontecem comigo. pickwick