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Arautos do Estendal

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Arautos do Estendal

07
Set09

Em maré de fraca qualidade

pickwick

 

O meu dia de hoje começou com uma reunião matinal, para alinhavar ideias e analisar papéis. Se há uma coisa que eu adoro, é reuniões. Acho o máximo. O meu caderno de apontamentos enche-se de desenhos e rabiscos, facas-de-mato, espadas, caveiras, mãos de unhas compridas e forcas. Os apontamentos, em sim, são sempre poucos ou nenhuns. São horas que dedico à meditação profunda de temas actuais, passados e futuros.
 
São momentos em que aproveito, também, para, de forma discreta e imperceptível, apreciar e avaliar os exemplares femininos que me rodeiam, já que continuo convicto que a Mulher ainda é o ser mais bonito e interessante a pisar este planeta.
 
Findo o Verão, costuma haver uma certa renovação dos recursos humanos da minha instituição, tal como acontece em todas as instituições semelhantes, pelo que esta foi a primeira oportunidade para apreciar as novidades.
 
Confesso que também dediquei alguns segundos a apreciar a “mobília da casa”: a Ana (nome de código), que parece que engordou depois de uma operação para queimar não sei o quê e poder fornicar à vontade com o marido sem correr o risco de engravidar e que passou a reunião toda a coçar a zona mesmo abaixo do peito; a Ana (nome de código), que, apesar de nadar no dinheiro do pai que é dono de um gigantesco concessionário de automóveis numa capital de distrito, ainda não decidiu fazer uma operação para retirar os impressionantes sinais-tipo-furúnculo do nariz nem sequer uma lipoaspiração aos pneus; a Ana (nome de código), que andou a fazer dieta e exercício físico e arranjou um namorado mas o namorado qualquer dia despacha-a porque praticamente ficou sem maminhas.
 
Em relação ao ano anterior, a qualidade das novidades teve uma queda acentuada e dramática. Havia casadas e solteiras, geralmente novas, umas com maminhas maiores que as outras, umas mais corcundas que as outras, até havia uma loira, de vez em quando havia decotes deliciosos, ah e tal, até dava gosto.
 
Este ano, é uma decepção: a Carla (nome de código), tem um pneu que dava à vontade para um Fiat 600, cabelo curto, acho que ainda não a vi a rir-se e não é propriamente o tipo de mulher que possa provocar uma erecção natural; a Carla (nome de código), é mãe de filhos, uma das filhas é mais alta que eu, tem uma perna com metade da grossura da outra, também tem cabelo curto, tem queixo de golfinho (quem não perceber o que é um queixo de golfinho, eu posso explicar), diz “portantos” entre cada duas frases quando lhe estamos a explicar qualquer coisa e ela não está a perceber à primeira, e, para cúmulo, está no meio da reunião com os mamilos extremamente salientes; por fim, a Carla (nome de código), anilhada, cabelo curto (que praga, irra!), adoravelmente elegante, simpática, mas com uma verruga do tamanho de uma ervilha debaixo do queixo, o que estraga logo o quadro todo.
 
Por alguma coisa eu passo tanto tempo a fazer desenhos e rabiscos no caderno... este vai ser um ano mesmo difícil... pickwick