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Arautos do Estendal

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Arautos do Estendal

15
Abr09

Vera, porque demoras a chegar?

pickwick
É com a chegada da minha prima Vera que os conteúdos imorais femininos dão à costa. O Dia da Floresta já se foi, mas a coisa continua a não dar. O frio abotoa casacos e intimida decotes. É uma chatice.
 
Há pouco tempo atrás, parecia ir tudo muito bem encaminhado. As peles peitorais começavam a ganhar cor, algumas pernas davam um ar da sua graça, e o sorriso andava por aí, de boca em boca.
 
Estas coisas que surgem com as temperaturas mais amenas fazem falta para tonificar os espíritos escurecidos por um inverno gelado. Está bem que a neve é gira, toda branca, ah e tal, mais parece um bando de coelhinhos da Páscoa todos branquinhos e fofinhos, mas há limites. Um gajo não pode passar demasiado tempo a cruzar-se com mulheres encasacadas! Há, em cada um de nós, uma necessidade fisiológica de botar olhadura em bonitos decotes, cinturas delgadas, e pernas esguias e bem depiladas até às alturas. Vá, chamemos-lhe alimento para o espírito.
 
As minhas colegas desportistas, em quem deposito monumentais esperanças, continuam a vestir-se com camisolas da Quechua fechadas até ao queixo, deixando espaço apenas para a fértil imaginação divagar sobre o que se esconde debaixo dos contornos da roupa. Ora bolas :-( pickwick