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Arautos do Estendal

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Arautos do Estendal

02
Ago06

Homossexualidade feminina

riverfl0w
Sinónimo de confusão? Um bando de vinte lésbicas, de olhos vendados, num mercado de peixe! Era, assim, uma anedota que ouvi em tempos idos, juntamente com aquela de as polacas não poderem praticar ginástica de solo. Conhecem? Se não era assim, era tal e qual. Bom, seja como for, pode estar aqui a explicação para a homossexualidade feminina: os peixes! Não sei muito bem como é que se lá chega, mas de alguma forma há-de ser. Deve haver qualquer coisa de misterioso, quanto de erótico nos peixes. Ou ao contrário. O que é certo, é que elas deixam-se fotografar todas nuas, enroscadas em enormes peixes, para o calendário de uma marca de equipamento para pesca. Portanto, é só pensar um bocadinho, e havemos de chegar a alguma conclusão. Será que as lésbicas são mulheres que nunca compraram peixe num mercado? Nunca sentiram o contacto daquelas escamas húmidas, os bigodes da boga, a elegância da pescada? Ou será que, as lésbicas, são mulheres que tiveram um impulso secreto quando chegaram a casa com o pescado? Imagine-se, uma adolescente, que vai às compras com a mãe. Compram carapaus, a mãe vai à garagem arrumar as batatas e a miúda fica na cozinha a arrumar os carapaus no frigorífico. Quando lhes toca, sente um arrepio na espinha. Aquela humidade, as escamas escorregadias, a sensibilidade… e se metesse o carapau entre as pernas, pensa a adolescente? Os olhos até brilham! Entretanto, chega a mãe e estraga tudo. A adolescente, passado um bocado, vai até ao seu quarto, ainda alucinada com os carapaus húmidos, a respiração ofegante. Mais tarde, já mais calma, procura no seu universo de vida um carapau. Não há. O mais próximo que existe, é uma sereia. E uma sereia, é um ser mítico do sexo feminino, regra geral com uns seios perfeitos debaixo de uma gadelha farta. Uma sereia é que era, pensa a adolescente. Mas não há sereias. Por isso, o mais perto de uma sereia, é uma mulher. E pronto, está produzida uma lésbica. No dia seguinte, vai para a escola e procura, com o olhar atento, outras adolescentes que tenham tido um encontro imediato com um carapau, ou uma solha, ou uma pescada, e que busquem nas outras adolescentes a sereia que há nelas. Outro dia, fiz uma longa viagem de carro com uma amiga, nome de código Rita. Há poucas semanas atrás, eu tinha conhecido o namorado dela. Agora já era ex-namorado. Ela tinha-lhe dado um chuto. Conversa puxa conversa, ela confessa que já teve uma experiência a três, com o ex-namorado e mais uma amiga de ambos, numa típica “ménage à trois”, que correu muito bem. Tão bem, que depois experimentou só com a amiga, e ainda foi melhor. Segundo a Rita (cujo nome verdadeiro é bem diferente), uma relação sexual com uma mulher é bem mais interessante e proveitosa do que com um homem. Ela não deve conhecer muitos homens, tive vontade de lhe dizer. No entanto, passados meses, ela voltou a arranjar um namorado, e ainda por aí toda contente. Não a percebo. Seja como for, essa da relação mais proveitosa pode estar na preferência das mulheres pelas mulheres: a homossexualidade feminina. A ter em conta, nestas preferências, pode ser o conhecimento que as mulheres têm da máquina feminina. Por exemplo, a Ana sabe o que lhe dá muito prazer, logo, será, muito provavelmente, o que dará também muito prazer à Catarina. Além do mais, a mulher não chega ali, monta a outra mulher e em 18 segundos já tem a torneira aberta e está pronta para ir para o sofá beber uma cervejola e ver televisão. No mínimo, 18 minutos, e mesmo assim… Bem, para finalizar, estava aqui a pensar que um bom negócio para montar, e assim ganhar uns trocados extra, seria a venda de carapaus em sex-shops. De silicone. Vibradores, em forma de carapau, com variações em forma de sardinha, atum e peixe-espada. Auto-lubrificados. Com umas luzinhas nos olhos que piscavam, verdes ou azuis. Para as mais violentas, ou sadomasoquistas, uma versão de vibrador em forma de peixe-aranha, com os devidos ferrões. Ui… como elas iriam gostar! Com um dispositivo motorizado na cauda, tipo abano, para quando o carapau desaparece todo e fica só o rabo de fora, a abanar. Muito sexy! Um sucesso! pickwick

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