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Domingo, 28 de Julho de 2013
No espírito da gazela

Programa para um final de tarde de Julho: ir de carro até casa do Nestor (nome de código), descarregar a bicicleta, ir de bicicleta com o Nestor até casa do Pascoal (nome de código), beber umas minis que o Pascoal tinha prometido meter ao fresco, dar uma voltinha de bicicleta pelas matas ao redor da terrinha do Pascoal, regressar a casa do Pascoal, beber mais umas minis que entretanto já estariam mais geladas do que as anteriores, regressar a casa do Nestor, carregar a bicicleta no carro, e regressar de carro a minha casa. Adoro programas saudáveis para um dia de Verão!


Onde é que entrou a gazela? Entrou na parte do programa em que estávamos a regressar a casa do Pascoal para a segunda (e última) rodada de minis e não havia mais minis. Ao invés, havia vinho verde Gazela geladinho, camarão salpicado de sal grosso, queijinho, omelete, manteiga, pãozinho, batatinhas fritas exóticas, e tostas. O Nestor ria-se e abanava-se no banco e fazia de conta que não queria mais vinho verde de cada vez que o Pascoal esticava o gargalo da garrafa para a beira do copo dele. A mulher do Pascoal parecia satisfeita por haver gente de bom garfo a fazer uma visitinha. O Pascoal estava divertidíssimo e parecia que não comia tostas com manteiga desde 1984. Eu ia descobrindo, a pouco e pouco, que os planos para um jantar saudável de água com duas barrinhas de cereais tinham ido pelo ralo do esgoto abaixo.


O regresso a casa do Nestor, já com o pôr-do-sol à vista, foi feito no verdadeiro espírito da gazela. Mas só no espírito. Porque, com aquelas subidas íngremes sem escadas rolantes, a serem trepadas por corpos encharcados em vinho verde e atulhados de petiscos, não havia gazela alguma! Quando muito, uns esbeltos exemplares de Syncerus caffer! pickwick

publicado por pickwick às 19:51
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Sexta-feira, 31 de Agosto de 2007
A mulher com cabeça de cabeça-de-fósforo – parte 2
Esta é a continuação de uma história de fantasia e sei lá mais o quê, essencialmente disparates, mas também com algumas inovações literárias, nomeadamente disparates.
 
Tudo a postos para a cerimónia! Rusalka começou a bater palmas. Uma, duas, três, quatro… o Kondilingsh, voltou-se repentinamente, abriu as mandíbulas e abocanhou inesperadamente a cabeça de Rusalka. Contudo, o animal não conhecia as propriedades ignitoras da cobertura da cabeça de Rusalka, nem o efeito consequente do resvalar dos afiados caninos na superfície vermelha. Numa fracção de segundo, a cabeça da moça explodiu numa bola de fogo dentro das mandíbulas do Kondilingsh, obrigando o animal a abrir a boca e soltar a vítima. Os pêlos do focinho do Kondilingsh começaram a arder e o animal teve que se atirar de cabeça para debaixo de uma pipa de vinho verde Alvarinho, abrir a torneira e deixar que o precioso líquido extinguisse as chamas. Entretanto, Ninini percebeu o que correra mal. Rusalka cheirava a tremoço e a sua cabeça era vermelha, tal como a cor das cerejas-de-caroço-de-azeitona que abundavam nas montanhas e que eram o principal alimento do Kondilingsh. De pronto, Ninini abriu o seu kit de emergência e sacou de um frasco de pasta de ovos moles, com a qual untou a cabeça de Rusalka, transformando-a num apetitoso chupa-chupa amarelo.
(um naco de lasanha acabou de se entranhar no teclado… bolas p’ra isto)
Depois de o Kondilingsh recuperar da sua desventura com o fogo, Ninini e Rusalka voltaram a aproximar-se do bicho, para uma nova tentativa. Correu bem. Ao sétimo bate-palmas, Rusalka carregou no play do leitor de MP3, fazendo ecoar o grito “Ai Tá Tá! Moiumbé Lingsh Kondimar”, e fez de conta que fechou os olhos, porque, afinal de contas, Rusalka não tinha olhos. O Kondilingsh, ciente da solenidade do momento, abriu novamente as mandíbulas mas, desta vez, esticou a sua língua de 1,40m e lambeu a cabeça de Rusalka. Soou um trovão, as luzes apagaram-se, caíu um relâmpago, veio novamente a luz, e Rusalka viu-se transformada num ser humano normal, com a cabeça da Lili Caneças. O Kondilingsh uivou de pavor e comeu Ninini.
(porque é que o fundo da minha lasanha parece as solas dos meus sapatos novos?)
Rusalka, agora transformada, teve um ataque de pena e lambeu o Kondilingsh. Como consequência, o Kondilingsh transformou-se no Rui Unas, da cabeça aos pés. Rusalka, visivelmente satisfeita, uivou de prazer e saltou para cima do Kondilingsh. Com o impacto, ambos caíram e começaram a rebolar montanha abaixo. Passados 230 metros, caíram num poço, que era um poço do tempo, mas eles não sabiam. Levaram um choque eléctrico, as luzes apagaram-se, depois acenderam-se, estava muito fumo, e ouviram umas vozes. O fumo dissipou-se. Para onde e para quando haviam sido transportados? Ui! Nada mais, nada menos, do que para a cerimónia de condecoração do Carlos Cruz como Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, em 2002. Brilhante! Mesmo a tempo de evitar a vergonha nacional. O Kondilingsh sentiu uma convulsão no estômago, encolheu-se e teve um vómito, acabando por regurgitar Ninini, que vinha pior que estragado com o fedor no estômago do bicho, especialmente pevides misturadas com cerejas-de-caroço-de-azeitona e raspas de limão. Ninini, muito chateado, abriu o seu kit de emergência e sacou um alguidar com tomates para atirar aos ilustres presentes na cerimónia, obrigando ao seu cancelamento e evitando o pior. Vieram os fotógrafos para registar os três heróis (que na altura ainda não se sabia), mas o disparo dos flash’s fez actuar o alarme de incêndio e os tectos começaram a despejar água, tanta água, que o salão nobre se inundou e Rusalka, Ninini e o Kondilingsh foram arrastados por um turbilhão de água e restos de croquetes e rissóis, até caírem num novo poço do tempo, sendo multi-transportados, isto é, cada um transportado para um tempo e local diferente. Os poços do tempo fazem destas partidas, quando há croquetes e rissóis à mistura. Rusalka, já sabemos, a meio da sua brilhante carreira como animadora de ursos amestrados em festas do jet-set, fez vinte e seis plásticas à cabeça para tentar conter o imprevisto efeito regressivo da lambidela do Kondilingsh. O Kondilingsh, dedicou-se a apresentar programas duvidosos num canal da televisão por cabo, evidenciando uma necessidade incontida de fazer-se acompanhar de mulheres semi-nuas. E, quanto a Ninini, bom… isso é outra estória… acabou por não cobrar a noite de sexo com Rusalka, mas esse facto não lhe deve ter tirado o sono… pickwick
publicado por pickwick às 00:10
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