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Segunda-feira, 22 de Julho de 2013
Os pernis desequilibristas

Era uma manhã de sol e calor, típica de Julho. O plano era dar uma voltinha de bicicleta e/ou a pé pelas matas, antes de nos atirarmos – de garfo e faca em riste – aos petiscos no restaurante do Pedro.

 

Quando cheguei com o Nestor (nome de código) ao cruzamento, já depois de 45 minutos a pedalar pelos pinhais, ficámos pasmos: quatro mulheres, cada uma em cima da sua bicicleta. O maior espanto foi para duas delas, que eu nunca imaginaria que sabiam andar de bicicleta: a Dulce e a Fabiana (nomes de código muito codificados). Cada uma numa bicicleta, emprestadas pela colega-que-me-apalpou-o-braço, cada quadro mais enferrujado que o outro.

 

O sedentarismo, em particular o sedentarismo feminino português, é muito deprimente. Tal como o desempenho da Dulce e da Fabiana. Qualquer inclinação superior a 0,5% era suficiente para as bicicletas começarem a ziguezaguear perigosamente. Qualquer troço de terra batida mais parecia uma etapa do Paris-Dakar com beduínos esfaimados atrás de cada giesta. Aderiram à actividade com a falsa promessa de terreno plano e alcatroado, mas acabaram em trilhos irregulares e corta-matos inesperados. “Ai, que estou tão cansada” foi o queixume mais popular. A Fabiana caiu três vezes, em terreno plano e alcatroado. Safou-se na terra batida e escapou à fúria dos beduínos, graças àquela sábia estratégia militar de se apear e andar a pé.

 

Faziam-me lembrar a Cláudia, há uns anos atrás, quando a levei a fazer uma modesta caminhada pela Serra da Estrela, com passagem pela mítica Nave da Mestra. Os últimos quilómetros foram feitos em marcha extraordinariamente lenta, com intervalos intermináveis entre cada passada. Só lhe faltou cair para o chão e ficar a gemer.

 

Durante os momentos em que assumi o comando do carro-vassoura, deu para compreender as dificuldades. Rabos grandes e pesados, ausência de fibra, pernas em sintonia com os rabos e muito sofá. Tudo do melhor para causar sistemáticos desequilíbrios em cima de duas rodas. Ao que acresce a soberba dificuldade em vencer a roda pedaleira e fazer avançar o barco.


Mas, as moças podiam ser pouco ágeis em cima de duas rodas, mas mais destras quanto ao manejo de faca e garfo. Nem por isso. No final das “entradas” do almoço, já havia queixumes. Ah e tal, já não consigo comer mais nada. Eu, o Nestor e o Gaspar (nome de código), olhámos uns para os outros, com aqueles sorrisos alarves de quem se vê a passar o resto da tarde a esvaziar jarros de vinho verde gelado e a devorar a chicha que as mulheres – que dobravam o número de homens - não conseguiriam ingerir. Mesmo depois daquela manhã de rabos agitados em cima dos selins.

 

Depois de uma voltinha de bicicleta pelas redondezas, para fomentar a digestão, num trajecto muito mais sereno do que o matinal, atracámos junto à piscina da colega-que-me-apalpou-o-braço. Pela enésima vez, a Dulce e a Fabiana ficaram sentadinhas nas cadeirinhas, vestidas de todo, enquanto o resto do povo se banhava numa água pouco abaixo dos 30ºC. Eu compreendo que, nem uma nem outra, têm perfil fisionómico para fazer arreganhar as beiças a um homem, mas, também não havia necessidade de ficarem ali assim, tal e qual como quando estavam a almoçar. Até porque, convenhamos, os dois únicos homens presentes não estavam em condições intelectuais para conseguir notar a diferença entre um saco de batatas e um malmequer. Podiam ter aproveitado. pickwick

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publicado por pickwick às 13:56
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Quarta-feira, 5 de Maio de 2004
Que raio está a fazer um sofá no meio da savana africana?

Eu a bem que só me vem uma coisa à cabeça quando finalmente tiro os olhos de cima dela: aqueles documentários extraordinários sobre a vida animal no meio do continente africano, onde o leão, numa fracção de segundo, dá mesmo de caras com a presa do mês, uma bela gazela de pelugem aloirada e ar de quem vai à horta regar a salsa. Não vá o par de orelhas traí-lo, agacha a carola abaixo do nível do lombo (como se o lombo tivesse ido dar uma voltinha ao jardim), o seu fabuloso corpo repleto de músculos transforma-se subitamente num sucesso de breakdance, movimentos pausados, mecânicos, pêlo eriçado (no dançarino de breakdance seria a carapinha eriçada, mas não faz mal, que vai dar ao mesmo), enfim, arte. Findos alguns passos, não se aguenta mais com tanta impaciência e, em meia dúzia de saltinhos pouco elegantes para uma passerelle, está abocanhando o pescoço da gazela, babando-se sozinho com tamanha alegria e prazer que tal gesto lhe proporciona. E depois come a gazela. Bom, é assim que eu me sinto. Quer-se dizer, mais ou menos assim. A bela gazela não é assim tão bela. De facto, até é mais cheia que a gazela, embora não demasiado. Não estou a dizer que seja gorda, que não é, mas também não é levada pelo vento quando sobra a brisa. Não é que seja perfeita... quer-se dizer... eu até a acho perfeita... e até tem pelugem aloirada, ou pelo menos aparenta. A menos que se pinte, o que é muito feio. Sei lá. As mulheres têm destas coisas. Mas é assim mesmo, eu paro no meio da sala, e sinto-me um leão. Os leões - dizem - nem costumam caçar, que para isso estão lá as leoas, para irem às compras e trazerem gazelas p'ro almoço. Mas não faz mal, faça-se de conta que os leões caçam e fazem essas figuras tolas de pararem no meio da savana a olhar para a uma gazela. Faça-se de conta que as leoas, assim sendo, não são ciumentas, para não haver problemas. E pronto, parece que agacho a cabeça, para passar mais despercebido, dou um passo em frente e estaco, imóvel, pronto para o salto. E bem que saltava. Mas, ó pá!, na sala há sofás e mesas... As mesas ainda vá que não vá, mas agora o sofá??? Aí é que se me estraga o filme todo... saltar por cima do sofá e voar até cair mesmo em cima dela, as garras já de fora para lhe agarrar sedutoramente, e abocanhar-lhe aquele pescoço lindo, lindo, lindo... Era bonito, confesso. Se ela cortasse o cabelo ainda era melhor, para não ficar com uma mão cheia de cabelos cheios de tinta entalados entre a fiada de dentes que emergem da minha mandíbula superior. Mas pronto, faz de conta que usa cabelo curto. Não há crise. O Sofá é que estraga mesmo tudo. O sofá é para outras coisas. Para além de não haver sofás no meio da savana, os sofás têm utilidades mais... como direi... proveitosas... do que servirem meramente de trampolim para o salto da glória. Isto é que me lixa os sonhos, bolas! Raio dos sofás! Para mais, ainda nem sequer comprei um sofá para a sala da minha casa. Que atrofio. pickwick

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publicado por riverfl0w às 22:20
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