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Quinta-feira, 23 de Abril de 2009
O engenhocas
Tempos houve em que, sobre este blog, alguém disse que era dedicado a questões de humor, mulheres e política. Qualquer coisa assim.
 
Não querendo desiludir os que assim se pronunciaram, acho que chegou a altura de intercalar as saias e os decotes com algo do cenário político nacional, se assim me permitirem os leitores.
 
Ora, não há nada melhor sobre o cenário político nacional que o protagonista de todos os protagonismos: o nosso primeiro-ministro, o homem das engenhocas.
 
Engenhocas, ao contrário do que se possa pensar, não deriva de engenheiro, mas de engenho. Porque agora me apetece que seja assim, independentemente do que digam os especialistas em língua portuguesa ou os dicionários ou a minha mãezinha.
 
Engenhocas, porque o senhor primeiro-ministro é um prodígio na produção de engenhocas para alcançar os seus fins. Tem muito engenho para a coisa, portanto.
 
Uma das suas maiores engenhocas, digo eu, é conseguir ser omnipresente. Ele está nas capas dos jornais e revistas, ele está nos telejornais, ele está nas rádios, ele está nos blogs, ele está nos powerpoints humorísticos, ele está num site cujo domínio “pt” tem o nome dele quando os domínios “pt” são para “as pessoas colectivas, as entidades públicas, os empresários em nome individual, os profissionais liberais e ainda os requerentes ou titulares de marcas, apresentadas pela via nacional, comunitária ou internacional”, mas enfim, ele está num site cujo domínio tem o nome dele mas que vai usar um partido político para tentar continuar no poder, ele está nas conversas de café, ele está nos WC’s, ele está nas inaugurações pomposas, ele está no parlamento, enfim, enfim, enfim.
 
Pessoalmente, acho que a maior das engenhocas ainda é o Freeport.
 
Para quem não sabe, porque não vê, ou porque anda distraído, ou porque está rodeado de muitos decotes, e tal, o pretenso caso Freeport é mais uma das engenhocas do primeiro-ministro para conseguir manter-se omnipresente.
 
E onde é que eu fui inventar isto? Simples:
 
1. Pensemos, em votos, quanto vale, para a oposição, andar de roda de um primeiro-ministro, a morder-lhe os calcanhares com o fantasma da condenação por corrupção, a tentar derrotá-lo. No fim não dá em nada, porque em Portugal a corrupção é uma virtude e não um crime. X votos.
 
2. Pensemos, em votos, quanto vale, para o primeiro-ministro, criar o “mito provável” de que é um corrupto, andar durante meses e diariamente em tudo o que é comunicação social, fazendo-se de vítima, acusando a armada da oposição de tentativa de assassinato político, para depois, em jeito de conclusão fantástica e apoteótica, terminar a telenovela com uma auréola de inocência a moldar-lhe o penteado, com o povo a beijar-lhe os pés e a exclamar “Ah, afinal ele é um santo, um salvador, um inocente, uma vítima daqueles sacanas da oposição que recorrem a tudo, sem escrúpulos, só para destruírem o nosso grande líder”. Y pontos.
 
3. Compare-se X com Y. Vá, sinceramente!
 
4. Conclusão: o caso Freeport é uma engenhoca do primeiro-ministro para:
 
a) Andar todos os dias na comunicação social e nas bocas e olhos dos portugueses, entranhando-se nos cérebros dos cidadãos como se fosse uma indispensável telenovela com argumento eterno;
 
b) Garantir-lhe um incremento eleitoral bastante chorudo, quando se revelar que, afinal, o homem é inocente e foi alvo de uma tentativa de assassinato político sem escrúpulos.
 
Prontinho. Missão cumprida. Já posso voltar às mini-saias e aos decotes e ao verão que se aproxima. pickwick
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Segunda-feira, 10 de Julho de 2006
Extremas
Ao que parece, o nosso blog foi referenciado como contendo abordagens à política. Ou seja, falamos de mulheres (estou a tentar evitar o termo “gajas”, porque fica muito mal quando ouvido na rádio) e de política. Eu, sinceramente, não me lembro de falar de política. Mas, já que temos a fama, não custa nada fazer o jeito ao proveito. O meu parceiro de blog situa-nos, politicamente, em opostos: ele é de extrema esquerda e eu sou de extrema direita. Perguntei-lhe porque é que eu era de extrema direita, ao que ele justificou com umas quantas banalidades e uns certos posts da minha autoria. Não percebi nada do que ele disse, mas desconfio que estava a tentar dizer que sou um bruto. Pronto, está no seu direito. Os brutos são da extrema direita e os meigos são da extrema esquerda. Ora bem, é como o mais e o menos na electricidade. Mas, isto da política sempre me fez muita confusão. Isto de direita e de esquerda, dos do centro, dos do centro à esquerda, dos do centro à esquerda, e depois os dos extremos, e mais os caramelos, as bolachas, os comunistas e os paninhos quentes. Enfim, eu acho que é tudo uma grande tanga! Acho que o pessoal usa esta classificação apenas para darem ares de entendidos. É como falar do Sporting, do Benfica e do Porto: ninguém sabe muito bem porque é que é de um ou de outro clube, todos deitam fogo aos restantes clubes, especialmente os que fazem sombra, chamam-se nomes uns aos outros, não se sabe muito bem porque é que os outros não prestam e muito menos porque é que o seu é que é bom, comenta-se em catadupa sobre coisas que têm a mania que sabem mas que ninguém dá cinco tostões pela sabedoria, enfim, mais ridículo que ser adepto extrovertido de um clube de futebol ou militante activo de um partido, só mesmo andar de patins em cuecas de renda num bar gay. Com todo o respeito pelos respectivos. Portanto, eu não curto adeptos e militantes que erguem bandeiras. Pronto. Nem adeptas e militantas. Se forem podres de boas, ainda posso fechar os olhos, mas as restantes ficam de fora. Pronto, lá estou eu a ser de extrema direita… Mesmo assim, não consigo evitar sonhar com a fundação de um verdadeiro partido político que meta tudo isto na ordem. Cor política? Podem ser tremoços com umas cervejolas fresquinhas, obrigado! Posicionamento político? Sentado! Acho que é por causa destas ideias para o partido que o meu parceiro me situa na extrema direita. Não podia ser apenas radical? Ou às bolinhas? Mas que mania as pessoas têm de encaixar tudo em grelhas esgalhadas em cima do joelho! Ora bolas! A única coisa que me leva a não fundar um partido político é porque depois era preciso andar pelas feiras a beijar morsas suadas e a elogiar cuecas e casacos à venda por meia leca. No dia em que as vendedoras de feiras forem todas jeitosas, bem cheirosas, arranjadinhas, falarem com doçura e não palitarem os dentes com os ferros do guarda-sol, então, aí sim, estarei disponível para fundar um partido que faça de Portugal uma nação triunfante e orgulhosa, correndo as feiras todas a dar beijos na boca às feirantes. Mas, não é por beijar feirantes que seria frouxo, ou me esqueceria das grandes necessidades que só serão ultrapassadas quando grandes medidas tomarem efeito. A nação lusa necessita, com urgência, de um pulso firme que coloque regras onde hoje só há saladas mistas, de umas reguadas nas nádegas dos que julgam que isto é o da Joana e da Francisca, de uma mega prisão onde caibam, em estádios sociais distintivos, trinta por cento da população portuguesa, ou seja, os indivíduos com os quais não me quero cruzar na rua. Eu tenho a mania das prisões, sei disso. Mas é um bom sistema. Um tipo rouba, prisão com ele, para não roubar mais. Um tipo bate no outro, prisão com ele, para não bater em mais ninguém. Um tipo abusa sexualmente de outrem, prisão com ele, para não abusar mais. E por aí fora. Entra e não sai mais. A reabilitação é um mito e ocorre com frequência inferior à mudança de sexo. Depois, claro, há a questão da estética. O meu partido seria extremamente preocupado com a questão da estética. Aquelas mulheres mal feitas, com cuecas fio dental, barriga de melancia, que passam de lado nas portas e têm mandíbulas à crocodilo, não podem andar livremente na rua. São como grafitis humanos andantes, a desfigurar a paisagem urbana. Eu devia escrever um manifesto político e falar na televisão. Já falaram por mim na rádio, por isso, já faltou mais. Depois, vêm as fãs. Sim, que isto da política é muito prático para arranjar fãs desejosas de serem vistas aos pés do líder do povo, com fama e proveito de com ele se deitarem, ansiosas por transportarem pantufas e bandejas com azeitonas. Podia começar por escrever um livro de referência, tipo manual de instruções para seguidores fanáticos, um best-seller para estudantes universitários sequiosos de disparates e teenagers lunáticos abandonados por gurus caídos em desgraça. Também me podia deixar destas tangas e ir beber umas cervejinhas geladas, que o calor está em grande… pickwick
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publicado por riverfl0w às 18:00
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Quinta-feira, 22 de Junho de 2006
Parideiras condicionadas
Há aquelas parvoíces dos Direitos Humanos e dos Direitos das Fêmeas e dos Direitos às Liberdades e outras anormalidades começadas com “direitos”. Eu sei que há, mas não pode continuar a haver. Pelo menos, não da forma oferecida como tem sido desde que se conquistaram. E não, porque é um cancro. Daqueles que infestam a sociedade, que minam a civilização, e que irritam enormemente. O direito a parir tem de ser condicionado. Mas tem mesmo, carago! Mães não há muitas, no meio de tantos milhões e quaquitribilhões de mulheres. O que há muito, isso sim, são Parideiras. E o que é uma parideira? É uma fêmea – por enquanto – que apenas dá o seu contributo fisiológico para trazer ao mundo uma criança, sustentando-a (ou não) durante uma série de anos. Portanto, e para que não haja dúvidas, uma parideira é uma mulher que dá à luz, mas que depois se demite da função que a civilização lhe atribuiu para os anos vindouros – ser a Educadora do rebento. Como não dá educação ao rebento, deixando-o crescer como uma aberração da sociedade, cravejado de traumas fingidos e desvios sociais acentuados, não passa esta mulher de uma simples parideira. Como as galinhas e as peruas, aliás. E outros animais. Pois, falta concluir com esta perspectiva: a mulher parideira não passa de um animal que pariu. Ponto final. Ora bem, e estas cenas deviam ser condicionadas, obviamente. Deu-me para isto, hoje, depois de observar com alguma atenção um bando de “pitas” de 12-15 anos. Deviam ser todas carimbadas de “parideiras condicionadas”, imediatamente, e para sempre. Aliás, “parideiras inviáveis”, definitivamente, mas pronto, há que dar o benefício à dúvida que o futuro reserva sempre. Estas “pitas” estão predestinadas a serem os espécimes de classe mais reles daquilo a que uns quantos poetas inspirados designaram de “vacas”. É uma evolução natural e previsível, esta. Basta olhar e está tudo visto. Esta gentinha de meio palmo e muito vazio, não pode parir. Era só o que nos faltava! Até podiam parir petizes saudáveis, sim, mas, e depois? Que sairia dali? Que educação teriam aquelas amostras de bovinos para dar? Zero! Ou menos, ainda. Portanto, tem de ser missão da civilização corrigir-se a si própria, prevenindo que o futuro traga aberrações ainda maiores do que as que já circulam por aí. Chama-se a isto um processo auto-correctivo. Carimbam-se estas “pitas” logo que se denota a pinta, e pronto, meio caminho andado para a prevenção eficaz. Ou seja, pode partir-se logo para aquelas operações maquiavélicas de extrair não sei o quê dos ovários e cortar não sei o quê no útero e encher não sei o quê nas trompas e ah e tal. Depois, que andem por aí a roçar-se com trolhas e a rebolarem com bêbados, que não virá muito mal ao mundo. Porque estas “pitas”, a bem dizer, do jeito que estão as coisas, vão todas emprenhar muito cedo, ficando depois muito surpresas, apanhadas a meio da festa da vida, atiradas para aquela chatice de vida de progenitora à qual darão o mínimo dos mínimos. É mau, esta onda, mas ainda há-de vir o dia! Daqui a uns anos, provavelmente quando eu já não andar cá, mas vai ser esse o caminho. A sociedade vai ver-se a braços com um descontrolo total da transmissão de valores de geração em geração, e terá que meter a mão na massa para endireitar tanta coisa torta. O direito a parir terá que ser adquirido, como se de um passaporte se tratasse. Estará dependente do percurso de vida até aí, e não olhará a desculpas. A sociedade condicionará as tantas coisas que hoje fazem parte daquela libertinagem disfarçada de liberdade e direitos a que estamos habituados. E vai doer, pois vai, mas terá que ser assim. Os direitos não serão adquiridos, como até agora, mas terão de ser conquistados. A diferença, em relação ao passado, é que estarão inteiramente disponíveis para serem conquistados. Só faltará mesmo conquistá-los. A Patrícia quer ser mãezinha? Quer? Então vamos lá ver como tem sido a sua vida!... Ah pois é! Vai doer, mas vai ser assim, depois de termos todos batido muito lá no fundo. pickwick
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publicado por riverfl0w às 21:12
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Quinta-feira, 25 de Maio de 2006
Porquê?
Já ando com esta tanga há muito tempo, mas lembrei-me agora de lhe pegar. É a tanga do “porquê”: a minha explicação para o ser humano e todos os seus disparates. Há uma lei da Física, muito foleira, que fala sobre a reacção que existe sempre que há uma acção. Ou seja, se metermos à boca um ovo cru inteiro dentro da respectiva casca e fecharmos as mandíbulas, o ovo partir-se-á e ficaremos com a boca toda badalhoca, cheia de pedaços de casca misturada com um líquido seboso e a cheirar a penas. A acção é meter o ovo e a reacção é ficarmos todos badalhocos. A Física é uma ciência lindíssima. Mas, tecnologias à parte, o bicho Homem é um palermita de primeira e tudo o que faz tem sempre um porquê. Fizéssemos nós um esforço por entender os porquês e as soluções radicais não tardariam a surgir e a melhorar a sociedade. Vejamos. Porque é que o pessoal rouba? Muito simplesmente, rouba porque pode roubar. Se não pudesse roubar, ou o acto lhe trouxesse inevitáveis e imediatas consequências, tem a sua lógica pensar que não roubariam. Imagine-se, por exemplo, que mal acabasse de roubar, um larápio era apanhado e obrigado a andar nu pelas ruas com um cartaz pendurado a anunciar a besta que ele era, com as unhas dos dedos dos pés pintadas de roxo fluorescente. Porque é que o pessoal conduz na estrada que nem uns loucos? Porque podem conduzir assim. Se não pudessem conduzir assim, ou esse tipo de condução lhes trouxesse um efeito imediato, acabariam imediatamente os acidentes na estrada. Por exemplo, imagine-se os carros equipados com um sistema de ejecção de um objecto fálico lubrificado e pontiagudo, com ponta em forma de broca, no assento do condutor, que, ao menor sinal de condução perigosa, como atravessar um traço contínuo ou ultrapassar limites de velocidade, dispararia o dito objecto entre as nádegas relaxadas do condutor. É que isto entrava logo tudo nos eixos! Infelizmente, os intelectuais e os seus mandatários não partilham esta opinião, recorrendo àqueles discursos da liberdade e dos direitos de não sei o quê, enfim, disparates em cima de disparates que nos trazem como andamos. Mas o dia virá! O dia virá em que isto leva uma volta e tudo passará a levar em conta os porquês, e estes estarão na base de todo o tipo de consequências e previdências. Pode demorar umas décadas, mas lá chegaremos. Que esta mania de se esperar que sejamos todos cidadãos, tem de acabar. Não há cidadãos! Porque é que haveríamos de ser cidadãos? Cheios de civismo! Porquê? Algum motivo prático para o sermos? Sabemos que é isso que desejamos em sonhos, mas que na prática implicaria deixarmos de ser uns porcos e uma cambada de mal intencionados. Por isso, falamos em civismo, fazemos de conta que damos lições de civismo, mas na realidade continuamos a ser os mesmos animais de sempre. Porque o próprio conceito não existe, não se enquadra no ser humano. O ser humano não nasceu para ser cívico, nem para ter civismo, nem para ser cidadão. Portanto, se a malta quer que o povo tenha civismo, tem que ser por obrigação. Depois o povo pensará: ó carago, deixa cá ser cívico senão ainda fico sem um olho ou um testículo ou um mamilo. E aí tem um “porquê” que lhe guiará a vida, como rumo, como farol. Não se explica ao povo que é feio deitar-se lixo para o chão. O povo não percebe. O povo não entende. O povo está-se nas tintas para que o chão fique cheio de lixo. Portanto, é preciso arranjar um porquê para que o povo não deite lixo no chão. Por exemplo, se deitar lixo no chão, é obrigado a viajar três horas seguidas dentro do contentor de um camião do lixo em hora de ponta no serviço de recolha. Aí, o pai diz ao filho, qual advertência: Zezé, se deitares lixo para o chão, depois vais ter que andar três horas dentro do camião do lixo e ficas a cheirar tão mal que não te queremos em casa durante dois meses. O próprio pai não deitará, porque não está com muita vontade de viajar no camião. O mesmo sistema se pode alargar a tudo e mais alguma coisa que dependa da vontade pessoal do ser humano e que possa ter prejuízos para a sociedade e para o mundo. Por exemplo, as gajas feias não podem andar na rua sem uma máscara. Porquê? Porque senão depois vem a Polícia da Estética e as gajas feias, apanhadas em flagrante delito, têm de andar durante um mês de verão com um tapete de Arraiolos com dois furos para os olhos enfiado em cima. Sou mesmo mauzinho. Vá, eu não queria ir por aqui, mas, não sei porquê, não resisto a estas coisas, a esta censura da falta de estética. Isto é mais forte que eu. Mas é daquelas coisas para as quais não há porquê que lhes valha. Já se nasce assim. Pior, é quando a feiura vem de dentro e aí reside. Não há plástica que modifique, não há chicote que eduque, nem creme que hidrate. Ser-se feio por dentro é do pior que pode haver e não tem cura. Ou melhor, ter cura, até tem, mas era preciso um “porquê” muito convincente e assustador para curar. Demasiado assustador. Demasiado brutal. É que, este “porquê” teria de abalroar o outro “porquê”, o “porquê” que leva a que algumas pessoas sejam feias por dentro, que está associado a um prazer mórbido em ser-se assim, em ser-se feio, em ser-se mete-nojo, em ser-se um monte de esterco, em ser-se um pedaço de poio de cavalo engripado. Uma missão impossível, direi eu. Por isso, o mundo está irremediavelmente perdido. A todos os que são feios por dentro, eu desejo, sinceramente, que morram numa valeta com um foguete psicadélico enfiado naquela zona do corpo onde o sol não brilha! Não fazeis cá falta!!!... pickwick
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publicado por riverfl0w às 22:07
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Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2006
Recrutamento para os HDL

Encontra-se em jovial andamento a fase recrutamento de pessoal altamente especializado e motivado para uma nova instituição portuguesa, da qual sou o seu modesto e caridoso fundador, denominada HDL. Leia-se “Homens Do Lixo”. Esta inovadora instituição, mais conhecida por HDL, que procura técnicos para preencher os seus quadros de pessoal, tem um leque de acção diverso, assente em motivações de carácter altamente patriótico, como a limpeza do lixo. Assim, a acção desta instituição será dividida em duas fases distintas, perfeitamente delimitadas temporalmente, a saber:

Fase 1 - Lixo de Grau 1

A HDL formará equipas especializadas que, de forma sistemática e concertada, infligirá no lixo humano primário deste país o salutar método da amputação/corte, como forma de proteger a sociedade da podridão inerente ao lixo. Este método consiste em:

a) Amputar as mãos (ambas) aos que se vejam envolvidos (como protagonistas e executantes) em casos de violência que atentem, em primeira instância, contra a integridade física de qualquer cidadão do mundo, em território nacional. Sem mãos, não há muito a temer. Ou seja, assaltos ou ajustes de contas à mão armada, violência gratuita contra humanos, tentativa ou ameaça ou concretização de homicídio, violação, e outras delícias do mesmo calibre. Válida a partir dos 14 anos de idade.

b) Cortar definitivamente os tendões de Aquiles aos que se vejam envolvidos em acções que visem atingir liberdades e propriedades alheias. Sem tendões, só mesmo de cadeirinha de rodas. Ou seja, assaltos, roubos, gamanços, etc. Válida a partir dos 11 anos de idade.

As equipas da HDL receberão, primariamente, instrução na arte do corte de carnes e ossadas, no Talho Salsicha Boa, propriedade da D. Clementina, que muito gentilmente acedeu colaborar como benemérita da HDL. Os homens trajarão fato-macaco preto, com gorro passa-montanha, e botas com biqueira de aço. Sem óculos escuros (é muito gay). Os homens da HDL actuarão, principalmente, em estabelecimentos prisionais, esquadras e postos das várias polícias, e à saída de tribunais. A Fase 1 terá a duração de 11 meses.

Fase 2 - Lixo de Grau 2

Os técnicos da HDL, também conhecidos (e já temidos) no sub-mundo do crime por “Homens Do Lixo”, já possuidores de uma vasta experiência no terreno, proporcionada na Fase 1, organizar-se-ão novamente em equipas, desta feita trajados de fato preto e gravata (sem óculos escuros, claro). O saldo altamente positivo alcançado com as missões da Fase 1, será catalizador de uma motivação inabalável das equipas, garante à priori do sucesso futuro. Nesta fase, as equipas da HDL assegurarão, em todo o território nacional, a aplicação das seguintes medidas:

a) Reestruturação da rede de estabelecimentos prisionais. A saber, a criação de cadeias niveladas por simulação social. Isto é, a cadeia A funciona com simulação de nível 1, correspondente à ausência de direitos básicos para além dos necessários à sobrevivência, implicando celas individuais e impossibilidade de contactos com outros reclusos, destinada àqueles incapazes de integrar um modelo social funcional. Na cadeia B funciona com um nível 2, onde há uma organização social primária, funções sociais distribuídas por todos, com melhoria dos direitos de cada um em função do seu desempenho. Na cadeia C, de nível 3, funciona um regime idêntico ao de qualquer sociedade, sem restrições além da proibição para sair do estabelecimento, com empregos, remunerações, formação, e todo o tipo de profissões necessárias ao funcionamento de uma pequena sociedade. A degradação de comportamento ou renúncia na sujeição às regras determinam a descida de nível, logo a mudança de estabelecimento prisional. A idade mínima para recolher a um estabelecimento prisional será de 10 anos.

b) Radicalização das consequências da corrupção pública. Eliminada a estúpida limitação de 25 anos nas penas a aplicar por delitos, os funcionários públicos envolvidos em corrupção verão as suas penas multiplicadas por cinco, em relação à alínea

c). Isto é, se a um cidadão normal fosse aplicada uma pena de 3 anos por falsificação de documentos, a um funcionário público seria aplicada uma pena de 5x3=15 anos. Aplicável igualmente a polícias, magistrados, detentores de cargos políticos, etc.

c) Radicalização das consequências da corrupção. Agravamento de todas as penas que impliquem corrupção. Multiplicar por 10 em relação ao que está em vigor presentemente, parece razoável. As situações de fuga a impostos serão penalizadas barbaramente, com apreensão de bens, congelamento de contas, e detenção prisional.

d) Prevenção prematura da delinquência. A partir dos 6 anos de idade, todos os casos que indiciem uma provável queda para a delinquência serão alvo de acompanhamento especial e actuação incisiva por parte das equipas da HDL. Aos progenitores de menores protagonistas de casos de delinquência, serão aplicadas penas com o dobro da duração que lhes seriam aplicadas no caso de serem eles próprios a cometer os delitos. Serão exterminados, definitivamente, todos os estabelecimentos com denominações e objectivos que se assemelhem a “integração social” ou outra palermice que o valha.

e) Caça ao pensamento anárquico. Os pensadores anárquicos serão perseguidos e subtraídos à sociedade. Por pensamento anárquico, entende-se a renúncia e desprezo por qualquer tipo de autoridade ou regra imposta. Passar sinais vermelhos intencionalmente, ignorar ordem a polícia para parar, desobediência a qualquer responsável pela ordem, entre muitos outros, serão motivos para encaminhar os iluminados para a rede de estabelecimentos prisionais.

(sim, claro que ando chateado...) pickwick

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publicado por riverfl0w às 14:15
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Terça-feira, 28 de Setembro de 2004
A.F.L.P.
Isto, para quem não identifique logo à primeira vista, é o nome de uma associação. Não posso revelar o nome, porque é secreta. Não é bem tipo seita, mas fica a meio caminho entre um “mutante” e a torre de um castelo na Floresta Negra. Portanto, “A” é de associação. Esquisita. Muito esquisita. Não está registada, ainda. O “P”, para quem tem olho para a coisa, é de Portugal, esta bela horta empurrada para as areias do mar onde se cultiva a estupidez a par com o intelecto. Os fundadores, e únicos sócios, puxam até si esse direito moderno de se associarem. Não é só um direito, como é também um “must” das civilizações que se prezam. Ou que têm a mania que o são, porque no fundo vai dar ao mesmo. Se há associações muito louváveis, respeitáveis e outras coisas acabadas em “áveis”, também as há, que nem pragas, de origem duvidosa, motivação suspeita e funcionamento ensombrado. Não resisti a ir à Internet procurar algo que não fosse chocante nem dramático. Encontrei quatro muito simples e nada polémicas: “Associação dos Investidores Analistas Técnicos do Mercado de Capitais” (parece um grito de um karateca antes do golpe final… AIA… TMC!...), “Associação das Vítimas de Erros Médicos” (pronto, lá está), “Associação das Famílias para Unificação e Paz Mundial” (é tão linda a paz mundial) e a “Associação dos Pintores com a Boca e os Pés” (esta merece existir). As associações associam-se, também, em associações de associações, como não podia deixar de ser, tal como a “Associação das Associações de Moradores do Monte Cristo” (imagine-se… o presidente, é presidente de vários presidentes… que luxo! Deve usar várias gravatas ao mesmo tempo). Não sei bem para quê, mas é um direito que lhes assiste. Nós, seres humanos, temos uma necessidade gigantesca de nos associarmos. Somos sociais, portanto. Por outro lado, satisfazemos outra grande necessidade do ser humano, quiçá das mais importantes, que é mandarmos. Nós gostamos mesmo é de mandar nos outros. Por isso fazemos uma associação. Assim nós somos o presidente e mandamos nos sócios. Se pusermos uma gravata ainda mandamos mais, mesmo que seja feia e às bolinhas amarelas. E, assim, somos convidados especiais do Presidente da Junta para as Festas em Honra da Nossa Senhora do Assobio. Bestial! Mas há quem não queira mandar em ninguém. Há quem queira associar-se só pelo prazer da associação. Associação de ideias, associação de interesses comuns, associação do prazer de estarmos juntos, associação para fazermos coisas juntos. O presidente somos nós. Redigimos as actas com palavras sussurradas ao ouvido e assinamo-las com um beijo muito molhado. Somos tesoureiros dos nossos próprios tesouros, que são um para o outro, como o ouro para o cofre. Os vogais batem palmas pelas actividades, congratulam-se com a maneira como tudo corre e não hesitam em festejar. Organizamos arraiais em cima de umas mantas no meio do chão, pela noite dentro e até bem depois do sol raiar, na intimidade de uma caixa fechada. Piqueniques é connosco e já é tradição a romaria de farnel debaixo do braço até onde os pés nos levam, algures debaixo de uma sombra – um verdadeiro sucesso associativo! Fazemos planos para voos mais altos, passeios até bem mais longe, muitos mais piqueniques, e, secretamente, ansiamos pela perpetuidade disto tudo, de preferência acompanhada de um crescimento e fortalecer da associação, como tal. Cada vez mais unidos, como os mosqueteiros. Quando calha, fazemos um bailarico, onde se dança ao som do silêncio, nos braços um do outro, num abraço que tenta matar a saudade que há-de vir e abafar o aproximar da despedida. Mais vezes do que podemos querer admitir, sentamo-nos pacatamente a pensar para nós próprios como nos dá prazer sermos sócios desta associação. Sócios, presidentes, tesoureiros, secretários e vogais. De vez em quando, contratamos os senhores do cinema ambulante para virem passar um filme, aqui ou acolá, onde der mais jeito, tanto faz, desde que assistam os dois sócios, mão na mão, na paz reconfortante de uma sala escura. Elegemos uma Comissão Fiscalizadora para se bater pelo fiel cumprimento dos estatutos desta associação, constituída pelos sócios que mais vontade têm de os ver cumpridos: os mesmos que são o presidente, o secretário, o tesoureiro e os vogais. Mais palavras, para quê? Aqui, esta noite, fala-se de amor. pickwick
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publicado por riverfl0w às 23:49
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Domingo, 5 de Setembro de 2004
Diplomacia

"Os jovens vêm e fazem a guerra, trazendo as virtudes da guerra: coragem e esperança no futuro.
Os velhos, depois, fazem a paz e carregam os vícios da paz: desconfiança e prudência."

Omar Sharif, in Lawrence of Arabia

riverfl0w
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publicado por riverfl0w às 02:17
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Sexta-feira, 27 de Agosto de 2004
Abate selectivo
Temos gente a mais neste mundo. É uma realidade. Não é que tenha dor de cotovelo, note-se. Mas é um facto. Não se pode ir por aí diminuir os efectivos populacionais, como bem se percebe, embora pudéssemos ser selectivos e criteriosos. Ou seja, seleccionar-se-iam uns quantos. Selectivamente. Assim tipo as Selecções do Reader’s Digest. Eles também seleccionam. E para lançamento deste novo sistema de abate, proponho desde já um voluntário, voluntariamente seleccionado para o efeito. Não sei o nome dele, nem onde mora, nem o que faz, nem o número de telefone. Se for preciso dar-lhe caça, vai ser complicado achá-lo. No entanto, talvez a repetição do comportamento que a seguir descrevo possa ajudar a identificá-lo na praça pública. Ou na rua. Ora bem, passemos à descrição. Estou a falar de um fulano com aparência perfeitamente normal, calção normal, t-shirt normal, corte de cabelo assim mais ou menos, altura mediana – tipo normal nacional -, feições normais, estacado à beira da estrada. Numa mão tem uma toalha e na outra uma miúda de uns 4 anos. Provavelmente é a filha. Coitada. Ao lado, outra miúda, mais velha, aí nos seus 7 anos. Outra coitada. Elas não sabem que são coitadas. Adiante. Situação geográfica? Coisa simples: gradeamento de protecção na marginal da linha de Cascais (ou do Estoril, ou das tias), mais precisamente na curva da praia de Oeiras, do lado do gradeamento que dá para a marginal. Resumindo em cinco palavras: o papá e as filhas encostados ao gradeamento, elas quase a caírem para o meio da estrada, à espera de oportunidade para atravessarem para o outro lado. Ora bem, para quem não conhece a curva em questão, passo a informar que a dita só tem quatro faixas de rodagem e fica num vale, o que quer dizer que quem vem de um lado, vem a descer, e quem vem do outro lado, também vem a descer. Estamos no verão, o trânsito é o que se sabe, paletes de rodas a rolar, e o local escolhido é mesmo, mesmo, mesmo, mesmo, mesmo, a meio da curva. Ou seja, de visibilidade paupérrima. Do melhor para atravessar quatro faixas de rodagem com duas criancinhas. Dei de caras com esta cena quando ia a passar de carro, o que foi pena, porque se não fosse lançado, teria tido todo o prazer em ir direito ao fulano, sacudir-lhe a coitada da filha, pegar-lhe (no pai) por um tornozelo e volteá-lo no ar, terminando com um embate da carne esvoaçante contra o poste da iluminação. Seria o abate perfeito, com uma selectividade exemplar, o verdadeiro eliminar de lixo humano. pickwick
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publicado por riverfl0w às 00:28
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Terça-feira, 13 de Julho de 2004
Os chateados
Estar chateado deve ser moda. Sei lá, um sinal intelectual. De um intelecto capaz de reagir e ficar chateado. E intelectos para todos os níveis, desde o mais pobrezinho de espírito que chora baba e ranho colado aos mais incríveis programas SIC/TVI, até aos que gerem diariamente os destinos disto ou daquilo, desta ou daquela percentagem da massa humana que forma esta sociedade descrente e irreversivelmente decadente. Estar chateado, para o mortal médio dos dias de hoje, é a postura precedente à birrinha. De birra. Como os putos. Fica-se chateado, assim como para dar início à peça de teatro, para logo de seguida entrar o actor principal e exibir uma birra que incentiva os que sobram deste pavoroso buraco negro do bom senso a enviá-lo bem atado para o meio das mandíbulas de um comprido crocodilo do Nilo. Coitadinho do crocodilo, que não tem culpa nenhuma. Os chateados abundam, caso ainda não haja percepção do facto. Lembrei-me deles com o post sobre o Ferro e a sua saída não sei de onde. Chateadíssimo, está claro. Com a birra da praxe a morder-lhe os calcanhares. Mas o marmanjo que é multado também fica chateado, porque o raio do guarda não tinha nada que estar atrás dos arbustos de radar em punho para o apanhar a deslizar – qual elefante saltitando de nenúfar em nenúfar – a uns ridículos 110km/h num trajecto onde algum paspalho resolveu colocar um limite de 50. Enumerar exemplos seria tarefa para vários meses. Mas eu não estou chateado, ok? Eles que se chateiem à vontade, sejam felizes na birra e se embebedem com o atropelo das queixas e das blasfémias. pickwick
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publicado por riverfl0w às 23:36
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Sexta-feira, 9 de Julho de 2004
Ferro... de saída

Ainda não consigo acreditar no que acabei de ouvir. O nosso Presidente tomou, legitimamente, a decisão de convidar o PSD a apontar o próximo primeiro ministro. Até aqui tudo bem, ou menos mal, dado que a minha opinião é divergente.
Mas a incredulidade assolou-me quando Ferro Rodrigues abriu a boca. A frase "assumo esta decisão como uma derrota pessoal e política" deixa-me perplexo. Será possível que alguém considere sua uma derrota decidida por outrém? Incrível. Isto não pode passar de um alibi. Um alibi para sair pela porta média, antes de sair pela pequena quando já tivesse perdido toda a credulidade como líder. 

PS: Peço desculpa aos estimados leitores que por aqui passam pela violência, arrogância e pretensiosismo por mim demonstrado. Isto é bem mais pacífico nos dias normais.
PS2: Nuno, aqui tens a tua política. Enjoy it. riverfl0w

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publicado por riverfl0w às 21:56
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