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Quarta-feira, 3 de Abril de 2013
Mistérios do Corpo Feminino I

Estava eu a braços com as festividades pascais, isto é, na paz e no sossego do lar-doce-lar apenas com o compromisso do almoço familiar no Domingo de Páscoa, quando recebo uma chamada da Lulu. Surpresa!

A Lulu é uma quarentona, divorciada, mãe de filhos já adultos, na qual tropecei há uns três anos atrás. Foi daquelas oportunidades que… chutamos inexplicavelmente para canto. A terminar uma licenciatura em psicologia e com um passado ligado ao atletismo, como atleta e treinadora, acrescia a característica de ser uma boa moça, coisa rara nos tempos que correm. Do contra, uma relação mal finalizada e que lhe deixou mazelas psicológicas não desprezáveis, e uma barriguinha descuidada. O suficiente para me recusar a um envolvimento para o qual ela estava prontamente disponível, com múltiplas opções de profundidade. Sim, eu sou mesmo esquisitinho.

Ora, durante este tempo todo, acho que nos encontrámos duas ou três vezes, no máximo, uma das quais para uma saudável caminhada na Serra da Estrela, e outra para uma corridinha no mato, que terminou com um quase-desmaio da Lulu e um cotovelo avariado na minha pessoa. E meia dúzia de conversas para meter as novidades em dia.

Então, recebo a chamada da Lulu, e, para evitar o aquecimento exagerado da minha orelha por causa das ondas electromagnéticas do telemóvel (algo que cada vez mais me irrita), desafiei-a para irmos jantar os dois. Assim, eu sempre saía de casa para desanuviar, poupava-me à fritura dos miolos com ondas electromagnéticas, e gozava de alguns momentos em companhia feminina, coisa que tem escasseado.

Sempre vi a Lulu de calças. Tanto ao vivo, como em fotos. Daí que, quando apareceu ao pé de mim de salto alto-moderado, com uma mini-saia e umas meias escuras fantasiadas, comecei a pensar seriamente na minha vida. Elegante. Muito elegante. Pernas esguias. Postura direita, muito agradável à vista. Uma delícia. Cabelo pintado de castanho. Sem maquilhagem que se vislumbrasse, mas com um rosto muito bonito. Um gajo começa a fazer contas de cabeça e tem que se conter para não começar a uivar, nem a fazer comentários como se acartasse tijolos de sol a sol.

Dadas as condições climatéricas, a Lulu só tirou o casaco à mesa, no restaurante. Camisola carmim, justa ao corpo. Como é que um gajo tira as medidas a uma mulher sentada à sua frente durante uma refeição? Liliana, sempre quiseste saber, não? Eu explico. Há fracções de segundo, ao longo do tempo, em que, ou porque ela precisa de olhar para o bife que está a cortar com a faca, ou porque ela farta-se de olhar para mim e precisa de descansar a vista noutro alvo. Aí, um gajo está atento e tira as medidas. Num piscar de olhos, para não ser apanhado em flagrante. É tudo um jogo de velocidade. Ela nem dá por nada. É preciso é estar sempre a controlar-lhe o olhar.

Esta técnica só não resulta quando se está em frente a uma gaja extremamente sabidona e desconfiada, que já conhece a técnica, e que simula, por um cagagésimo de segundo, o esperado desvio de olhar para o bife ou para o além. Simula que olha o bife, um gajo detecta que desviou o olhar, o cérebro diz que é altura de olhar para o decote, mas, no preciso momento em que os olhos pecadores caem sobre o peito dela, já está o olhar reprovador a apanhar o flagrante delito. Pimba! Eu sei que só me lixo a relevar publicamente esta técnica, mas, depois deste jantar, não resisti.

E pronto, foi uma fartura de tirar de medidas à Lulu, só para confirmar que aquela elegância era transversal ao corpo inteiro, desde os pés à cabeça, incluindo a barriguinha. Houve uma evolução positiva, inegavelmente.

Ela falava da vida dela e eu perdia-me em sonhos. Momentos houve em que já me estava a ver, qual animal incontrolado, a varrer a mesa com os copos e os caroços de azeitona e os bifes e as batatas fritas, tudo a voar pelos ares, para lhe agarrar as mandíbulas com um toque de veludo e encher-lhe aqueles lábios de beijos. Felizmente, sou um homem com um auto-controlo acima da média, e comi mais umas batatas fritas e duas folhas de alface, na esperança de uma calma interior que tardava em chegar.

Eu nunca tinha visto a Lulu naqueles preparos. E fiquei fascinadíssimo. Estava uma figura, que não há homem à face da Terra que não se sentisse orgulhoso de passear de braço dado com ela. Ou de mão dada, pronto.

Depois tirei-lhe uns vírus do computador portátil, dois beijinhos de despedida e lá foi ela. Fiquei uns segundos imóvel, no carro, de olhar grudado naquelas pernas enquanto ela atravessava a rua até ao carro dela. E o resto da noite foi para pensar na vida, nas oportunidades chutadas para canto e nos mistérios do corpo feminino. pickwick

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publicado por pickwick às 18:37
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Terça-feira, 17 de Abril de 2012
Tortura silenciosa

No blogue de uma certa menina e moça lisboeta com escamas, que não conheço de parte alguma, encontrei uma referência a um episódio a transbordar de erotismo: uma mulher trajando um casaco comprido (o termo técnico é “trench coat” – as coisas que eu aprendo com mulheres), saia curta e oculta, provocando, assim, a imaginação de quem lhe passa a vista por cima; com uma hipotética abertura do casaco, revelar-se-ia um corpo nu e sensual, ou, para estragar tudo, um bem abonado mostruário de relógios traficados.

 

Pessoalmente, acho que, quando uma mulher usa casaco comprido e saia curta, sendo que esta é tão curta ou aquele tão comprido ao ponto de aquela ficar oculta por este, fá-lo por pura e dura sacanice para com o sexo oposto. Não é uma opção inocente. Não pode ser. É propositadíssimo, porque já é sabido que tal combinação de vestuário vai gerar uma daquelas dúvidas capaz de levar um homem ao suicídio por afogamento na própria saliva.

 

Há um niquinho de sadismo em toda a mulher minimamente apresentável… uma espécie de “querias comer-me toda mas agora não que acabaram-se-me os oregãos”. E o ego vai pela sanita abaixo quando não se vislumbra um olhar masculino carregado de dúvida. Não me importo nada com isto e até acho muito bem. Nós, homens, devemos saborear as dúvidas, ao invés das “favas contadas”, pois as coisas mais difíceis são aquelas a que daremos mais valor. Dizem.

 

Mas, muito pior que um “trench coat” por cima de uma saia curta, é uma saia-calção, ou, melhor, um calção-saia. Ou seja, um calção a imitar uma saia. Uma mini-saia! São a coisa mais irritante que existe em termos de vestuário feminino! Dá vontade de ir lá e espancar a rapariga e gritar-lhe sua estúpida era mini-saia a sério que devias usar, mas ‘tás parva ou quê?! Um gajo ali a salivar e afinal… Juro que já não me chegam os dedos dos pés para contar o número de vezes que senti um impulso animal interior para ir ao pé delas e distribuir chapadas a eito e meia dúzia de cabeçadas com a nuca.

 

Aparentemente, usar calção ou calção-saia vai dar ao mesmo, dado que mostra a mesma área desnuda de pernas, mas… que tem de tão fenomenal a mini-saia? É aquela “coisa” do casaco… o que estará por baixo? Toda a gente sabe, é o mesmo em todo o mundo, tirando o mito das orientais ou alguma inesperada redução de pano… Portanto, qual é a crise?

 

Qual é a ideia, afinal? A pornografia é uma mera exibição da nossa privacidade… é como fazer cocó e levá-lo num frasquinho para o trabalho, para mostrar aos colegas, ou para um jantar com a família. Eventualmente, selar o cocó com laca para o cabelo, para o expor inodoro numa qualquer galeria de arte. Ninguém leva o cocó para o trabalho, porque é coisa íntima, tal como o pirilau que não se exibe por aí com um pouco de Rimel nos pêlos púbicos mais compridos.

 

A mini-saia consegue fazer a ponte entre a privacidade e a pornografia. O triunfo da mini-saia, não está na nudez das pernas, mas no efeito “trench coat” que provoca. Se não fosse assim, e se não houvesse o niquinho de sadismo feminino tão generalizado, não haveria mini-saias. Era calções curtos para todas as mulheres: a mesma área de pernas a bronzear, muito mais prático para subir escadotes em bibliotecas, e a garantia de nunca arejar as cuequinhas numa qualquer escorregadela imprevista! pickwick

Toma! Toma!

 

publicado por pickwick às 20:02
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Sexta-feira, 13 de Abril de 2012
A fotógrafa do presidente

Há uma semana atrás, estava eu a degustar um Sunday de caramelo no McDonalds, de frente para uma amiga de peito excepcionalmente generoso mas sem qualquer nesga de decote, quando recebo um telefonema “urgente” do meu treinador: ah e tal, o senhor presidente da câmara quer homenagear-te por teres sido campeão nacional.

 

E assim foi. Ontem, acompanhado de uma muito extensa comitiva do meu clube desportivo (treinador, administrativo, presidente da direcção, presidente da assembleia, secretário, ajudante de secretário, vice-qualquer-coisa, etc.), fui recebido pelo senhor presidente da câmara municipal, no salão nobre da autarquia.

 

E o que é que um gajo pensa assim que é convidado para uma coisa destas? Obviamente: gambas e vinho verde! Infelizmente, os tempos são de crise e nem um quadradinho de chocolate de culinária.

 

O senhor presidente bota discurso, eu reservo-me o direito de pouco ou nada dizer para pouco ou nada errar, os membros da comitiva aproveitam para debater o movimento desportivo no concelho, o meu treinador divaga em mil e uma filosofias, recordam-se tempos idos que nada me dizem porque eu ainda por cima resido no concelho ao lado, elogia-se o pai do senhor presidente que por acaso até foi treinador (da bola) de alguns dos presentes num passado recuado vinte anos, e, voltando a mim, suspiro ininterruptamente em segredo, pois no salão só há homens. Ou não.

 

Com muita discrição, uma mocinha dos seus trinta anos entra pelos bastidores, de máquina fotográfica em punho e sorriso tímido. Como é que fazem os radares quando detectam um submarino? Ping, ping, ping? Pois é. Calças de ganga justas, camisola discreta, uma delícia de elegância feminina. Nem uma gordurinha naquelas coxas! Com a atenção toda concentrada nas costuras das calças dela, perco definitivamente o fio à conversa do senhor presidente com a comitiva desportiva. Sinto-me satisfeito, assim como que com a sensação de dever cumprido e a pátria a salvo, quando descubro uma mulher assim tão bem apresentada. Como se a descoberta contribuísse, realmente, para a salvação da pátria. Eu sei que não, mas há dias em que parece.

 

Entretanto, há umas movimentações inesperadas e sou apanhado pelo senhor presidente a apertar-me a mão e a oferecer-me uma salva metálica e uma porcelana e um saquinho e uns brindes e a dizer umas palavras bonitas sobre a ocasião e o esforço desportivo. A menina saltita para a esquerda e para a direita e solta-se-lhe uns flashes. Para melhor captar a cena, refugia-se atrás do magote de gente que compõe a comitiva desportiva, privando-me sadicamente da visão das suas esbeltas coxas. Ainda estou a tentar apanhar bonés e o senhor presidente, numa iniciativa enérgica, afasta a grande mesa de madeira e chama a comitiva para uma foto de grupo, gracejando sobre o meu peso e não sei o quê de eu lhe poder dar um enxerto de porrada, que não percebo nada porque o “céu” fica limpo e a fotógrafa aparece em primeiro plano, procurando o melhor ângulo. A foto já apareceu no site da câmara e eu estou com um ar de tarado, de olhar fixo algures abaixo da linha da objectiva da máquina fotográfica. Vergonhoso, eu sei, mas ela era tão fofinha… pickwick

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publicado por pickwick às 22:44
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Quarta-feira, 26 de Outubro de 2011
Uma liga não resolve o problema

Era sábado e a madrugada tinha sido antes do nascer do sol. É daquelas coisas que não se devem fazer num dia daqueles, mas, a bem dizer, há valores que chamam mais alto. Três maganões com idade para terem juízo, enfiados num bólide, a cruzarem a Serra da Estrela por cima, apanhando com o nascer do sol em cheio no meio da testa.

 

Já no fim da descida, do outro lado da serra, essa bela localidade chamada Covilhã. Coisa desenvolvida, McDonald’s, universidade, estação de comboio, árvores nos passeios, etc.

 

Depois de tanta apreciação, chegámos às fraldas da Universidade da Beira Interior, ou coisa que o valha. Aqui e ali, estudantes do sexo feminino, trajadas a rigor, avançavam a passo firme pela rua abaixo. Uma delas, em especial, carregava – qual mochila de campismo – a “embalagem” do que aparentava ser um gigantesco violoncelo. Com a nossa extraordinária capacidade de análise intuitiva por observação directa, chegámos à brilhante conclusão de que ia haver farra musical, a julgar pelas moças que transportavam instrumentos musicais.

 

Junto a uma rotunda, com uma construção “armada ao pingarelho” a fingir de fonte, um pequeno grupo de moças aglomerava-se, certamente esperando as restantes. Mesmo à passagem, fui sacudido violentamente pela visão de umas pernas, generosa e extensivamente expostas à luz do dia, por via da inclinação perigosa para a frente da respectiva proprietária. Podia concluir-se, também, que a saia fora concebida em época de crise dos têxteis. Mini, portanto. A subir pelas pernas acima, discretamente, uns collants preto-transparente, firmemente terminados com umas poderosas ligas negras rendadas.

 

(continuo a pasmar-me com a minha capacidade para memorizar certas coisas da vida numa fracção de segundo e enquanto se contorna uma rotunda)

 

Ora, tal paisagem deveria ser motivo de satisfação e alegria. Mas, a verdade é ainda mais negra que as ligas. Há a acrescentar que a proprietária das pernas era uma moçoila arraçada de boi-almiscarado (Ovibos moschatus), na parte que toca ao volume das carnes.

 

Ou seja, um gajo vai por ali abaixo, descansado da vida, a pensar na beleza do interior português e das serras e das cidades serranas e das árvores e dos passarinhos e do nascer do sol, quando, inesperadamente, leva nas ventas com as pernas ao léu de alguém que deveria saber que não tem pernas andarem ao léu. É como alguém andar com um saquinho plástico transparente pendurado ao pescoço, com dez centímetros do seu próprio cocó lá dentro, qual exibicionista orgulhoso. Não há condições e provoca mau estar em quem passa.

 

Confesso que fiquei transtornado. Sorte que ainda não tinha tomado o pequeno-almoço. O enjoo foi tanto, que nem me atrevi comentar aquela visão com os parceiros de viagem, não fosse alguém vomitar-me o carro.

 

Entretanto, a coisa diluiu-se no frasco aberto da memória volátil. O sábado foi passado a desbastar uma zona de silvado em redor de uma charca. O domingo foi mais ameno e terminou com o regresso. Curiosamente, já no fim da viagem, ocorreu-me tocar no assunto da liga preta nas pernas de boi-almiscarado com os meus parceiros, como quem fala no pretérito sobre alguma tragédia. Para meu espanto, também eles tinham reparado nas ligas. Reconheceram-no com voz baixa e olhar desconsolado, e penso que o jantar já não lhes caiu bem. pickwick

publicado por pickwick às 20:57
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Domingo, 22 de Junho de 2008
A Rici vai casar-se

A Rici é uma colega que apareceu algures em Dezembro, para substituir aquela outra colega podre de boa que estava infelizmente grávida. A Rici, para as memórias mais degradadas, é uma rapariga ainda com poucas primaveras, mas com muito presunto na coxa. Rosto engraçado, com um sorriso bonito, cuida-se com primor, até pinta o cabelo, mas não consegue disfarçar os presuntos entre o umbigo e os tornozelos.

 
Esta semana, não me ocorre o dia com precisão, a Rici apareceu de saia de ganga até ao joelho. Ora, como é sabido, o tecido de ganga necessário para dar a volta àqueles dois presuntos tem uma área tal, que por pouco cobre um campo de futsal. Sendo até ao joelho, transforma aquela miúda numa matrona conservadora e impossibilitada de provocar a erecção a um homem normal. Mesmo assim, mesmo assim, há ali qualquer coisa que me transcende.
 
Por um lado, está o facto de, a par da saia, a Rici ter revelado comportamentos inesperados, nomeadamente posicionando-se na sala de convívio sentada com as pernas bem abertas. E, quando digo “pernas bem abertas”, posso adiantar números: amplitude do ângulo de abertura seguramente superior a 55º. Não fosse o mau estar automático que me provocam as gajas excessivamente reboliças, estaria aqui, agora, a dissertar sobre roupa interior e depilação feminina. Mas, o mau estar eminente foi mais forte que eu e fico-me pela amplitude do ângulo de abertura. Resta referir que a situação surgiu por mais que uma vez, em locais diferentes. Sobreaquecimento das virilhas? Who knows?...
 
Por outro lado, a Rici vai casar-se. Outro dia saiu a correr porque ia não sei onde “provar” o vestido de casamento. Eu olho e penso, para comigo, como é possível. Isto é, daqui por uns cinco anos, no máximo, a rapariga vai estar tão gorducha, tão rechonchuda, que terá que andar todos os dias equipada com “crampons” e “bastões de caminhada” (termos técnicos de montanhismo), para não começar a rebolar a cada passada. Enfim.
 
Eu até simpatizo com ela… mas… tem destas coisas… pickwick
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Quinta-feira, 13 de Setembro de 2007
Sacanas das peruas
Isto de estar no patronato é um verdadeiro teste à paciência. O patrão Zé hoje andava todo agoniado, logo desde o princípio do dia. Aproximava-se a primeira reunião com os chefes de departamentos e mais uns quantos prendados com assento. Regresso de férias, ah e tal, boa altura para medir forças. As peruas, infatigáveis fãs do ex-patrão, resolveram chatear toda a gente. A mim, não chatearam porque eu não tinha assento na reunião. Mas chatearam o patrão Zé e quase toda a gente. Discursaram sobre assuntos nos quais não estavam abonadas de conhecimentos de causa, exigiram coisas a que não têm direito, bloquearam a aprovação de documentos importantes e com isso conseguiram emperrar o normal funcionamento da instituição, falaram, falaram, falaram, enervaram, despejaram. Ah pois é, que a cultura delas não é suficiente para discursaram sobre alguns temas, pelo que, obviamente, foram injectadas pelo ex-patrão com alguma dose de naftalina com aroma a peru. Cometeram o vil acto de apoquentar o patrão Zé, o que é muito feio e não lhes fica nada bem. Tanto não lhes fica bem que até a Claudinha, no final da reunião, veio ter connosco, relembrou o facto de nas eleições ter estado do lado do ex-patrão mas que, agora, isso era para esquecer e fazer avançar o barco que é de todos, mostrando-se muito surpreendida com a atitude das peruas. É o que se chama separar o trigo do joio. Ou, em linguagem mais apropriada, separar o pastel de nata dos dejectos. São umas sacanas, é o que é. Se, por um lado, dá vontade de bater nelas com toda a gana e espetar-lhes com uns bancos de arraial no meio das beiças, por outro lado, torna-se divertido ajustar contas com outras armas, menos exibicionistas e mais eficazes. Enxovalhar e humilhar delicadamente ainda constituem uns belos métodos para ajustar contas. Com dignidade, pois claro. E jeitinho. Um supositório de nitroglicerina, contudo, resolveria todos os problemas, mas, infelizmente, não sei quê, sociedade, civilização, blá, blá, blá… Por falar em civilização, estou agora a lembrar-me que os dias de ontem e hoje foram muito estranhos. E, quando falo em “muito estranhos”, estou a falar de saias e maminhas. Começo pelas maminhas. A minha fã número um apresentou-se ontem com um decote tão profundo, tão profundo, mas tão profundo, que quase dava para ver o rabo a um chinoca do outro lado do planeta. Quase. Na realidade, o que dava para ver eram duas bolas apetitosas de pele bronzeada. Tal aparição obrigou-me a reflectir cuidadosamente sobre o local onde a levar a jantar fora. Não se vai com uma mulher jeitosa com metade das mamas de fora a jantar a qualquer lado, certo? Há que pensar na clientela, em possíveis encontros imediatos, na reputação, enfim, pormenores. Maminhas à parte, ontem e hoje foram dias misteriosos no que toca a saias. Ontem, foi a Paulinha, que se apresentou com uma saia pelo joelho, discreta, selecta, séria, sóbria. A determinada altura do dia, apareceu no gabinete do patronado, para perguntar qualquer coisa, e, tardando a resposta, não esteve para meias medidas: meteu a mão entre as pernas, subiu por ali a cima, e pareceu ajeitar qualquer coisa dez centímetros abaixo das virilhas. O patrão Zé, acho que não topou nada, tão concentrado que estava entre o computador e a resposta que iria dar à pergunta da rapariga. Eu, sempre atento, topei tudo. Mas não percebi nada. Será que estava com o período e estava a ajeitar as abas do seu pensinho em forma de pizza familiar extra-queijo? Hoje, outra colega – que agora não consigo recordar quem era – voltou a repetir exactamente a mesma coisa, desta feita noutra divisão do edifício, e na presença de poucas pessoas. Mas qual é o problema? Está calor debaixo da saia? Esqueceram-se do ventilador? Bom, o facto curioso sobre a saia da Paulinha, é a sua capacidade de mutação. Eu explico. À hora do almoço, juntámo-nos uns quantos para tentar abater um pouco nos restos de comida da orgia do outro dia. A Paulinha, certamente acalorada, sentou-se no sofá à minha frente, em amena cavaqueira comigo e com outra colega. A saia discreta e pelo joelho, transformou-se numa curtíssima mini-saia, arregaçada até às ancas, de tal maneira estava a rapariga esparramada no sofá, pernas cruzadas, ah e tal, calor, à vontade, não sei quê. Não lhe fica bem estes preparos. Não pretendo queixar-me, nem nunca iria chamar-lhe a atenção para se portar com modos, mas, mesmo assim, não posso deixar de reconhecer que não fica nada bem a uma mulher casada e com dois filhos estar para ali, assim, como se estivesse num bordel à espera de um condutor de cisternas. pickwick
publicado por pickwick às 00:10
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