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Sábado, 5 de Fevereiro de 2011
O triunfo dos cintos

A sexta-feira é um daqueles dias em que o que se faz está excessivamente dependente do estado de espírito momentâneo. E assim foi, na pretérita. Isto é, na última. Ontem, vá.

 

Fraquejando ao desafio da boémia, sacudi as rodas do bólide azul para cima do asfalto da A25, a caminho de Aveiro. Destino: uma farra caseira, em casa do Nando, só para amigos bem humorados e pouco esquisitos. À entrada de Aveiro, tive o cuidado de parar num hiper-mercado para fazer umas compras estratégicas: queijo, cerveja e um pacote de fatias de presunto! Porque, a bem dizer, um gajo tem que se prevenir atempadamente, quando se avizinha uma patuscada em que a ementa é – no forno - um carapau de 32 centímetros, alapado em meia dúzia de pobres batatinhas! Carapau para os amigos, portanto, e presunto de qualidade para mim. Isto não costuma deixar dúvidas. Muita cerveja, por causa da desidratação. Mas, muita mesmo! Uma caneca de aguardente de zimbro e um charuto entupido, deram o mote para a chegada prematura do sono, e nem umas cenas de pancadaria com o Steven Seagal conseguiram vencer o peso diabólico das pestanas.

 

E onde entram os cintos? Em lado algum!

 

Hoje, que é sábado, por enquanto, acordei com aquele ambiente cerebral de quem tem um carapau a nadar no líquido cefalorraquidiano (ide ver o que é, ide). Demasiado sol na rua, demasiado barulho na rua (apesar do silêncio quase de cemitério), demasiado tudo. Depois de comprar meio quilo de ovos moles para uma sobremesa mais à frente, fui até a uma loja TuttiPromo algures. Gajo que ande a brincar aos viveiros florestais, como é o meu caso, tem que se abastecer convenientemente.

 

À saída da loja, ia-me dando uma coisa ruim. Do outro lado da rua, numa casa de pasto chamada “Pizzarte” (ena pá!, acho que já existe há uns vinte anos), o que é que eu vi? Uma mocinha, com ar de quem tem 27 anos, a passar a esfregona pelo chão, antes da clientela para o almoço. Ora, uma regra (ou boa prática) conservadorista, dita que não é conveniente passar a esfregona no chão quando se tem mais de 1,40m de altura e se está com decote. É uma questão angular, simplesmente. Regra não observada pela mocinha, para gáudio deste infeliz ressacado, de beiça caída perante aquela aparição matinal tão saborosa. A coisa foi de tal ordem, que, se bem me lembro, ainda levei para cima de vinte segundos para conseguir encaixar o cinto de segurança e dar à chave.

 

E onde entram os cintos? Em lado algum! pickwick 

publicado por pickwick às 21:27
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Terça-feira, 28 de Agosto de 2007
As tripas e as birras

Outro dia, fui até Vila Real, lá no norte, acima do Douro. Fui visitar um amigalhaço, ah e tal, e agora vou fazer publicidade. O amigalhaço tem uma loja de conveniência, ali relativamente perto do McDonald’s da cidade, na qual se vive um ambiente pouco tradicional. Chama-se “Conta Coisas” (http://coisascontadas.blogspot.com/) e é um mix. Vende artesanato. É aderente ao Comércio Justo. Vende preservativos a vinte cêntimos. É aderente ao Bookcrossing. Vende tripas. Apoia eventos culturais. Vende batas brancas com desenhos de animais, para estudantes de Medicina Veterinária. Se o cliente não for estudante de Medicina Veterinária, não faz mal, pode comprar a bata na mesma que o dono da loja não fica chateado. Também vende caixas decoradas artesanalmente. E chocolates. E mais não sei o quê. Eu, que sou um gajo muito esquisitinho, só dou consumo a duas coisas: a bela da tripa, e a bela da birra. A tripa, para os menos cultos, é uma coisa que se tornou famosa ali para os lados de Aveiro, sendo feita com aquela massa da “bolacha americana” ainda meio crua, recheada com qualquer coisa. Tradicionalmente, imponho eu, tripa que é tripa, é com ovos moles. Nada de morangos, nada de frutos silvestres, nada de bacon, nada de lagostins, nada de chocolate. Ovos moles é que é! Cai na chapa, solidifica, dobra para aqui, dobra para ali, a mando do mestre da tripa, é barrada com ovos moles, dobra para acolá, dobra para acoli, e serve-se com uma pitada de canela por cima. Inexplicavelmente delicioso. Eu já tenho idade para ter juízo e saber que não devia comer destas coisas, pois devia ter mais cuidado com a saúde e fazer uma alimentação equilibrada e rica em coisas saudáveis como alface, grelos, tomates, leite magrinho a saber a água choca, feijão verde, fruta, cenoura, água, chá, errr… não sei quê integral, fibras, errr… pronto, coisas assim. Devia saber, e sei. Mas, derivado do meu profundo problema com o Alzheimer, vejo-me frequentemente privado de todo o meu discernimento e capacidade de análise, pelo que, quando dou comigo, estou a ingerir quantidades astronómicas de porcarias que não fazem muito bem à saúde mas que sabem tão bem que um gajo fica num estado alucinado, a babar-se e a pedir por mais. Enfim, é assim com as tripas. É viciante. Antigamente, tinha que fazer 100 km até Aveiro para lhes poder sentir o cheiro. Mas, agora, basta fazer 100 km até Vila Real para lhes tomar o gosto. É que dá um gajo viver no meio dos montes: para qualquer coisinha, toma lá 100 km. Até para uma tripinha, que é tão docinha e sabe tão bem assim com ovinhos moles e nham e depois trinca-se e “hum!” e os ovos moles escorrem e é preciso ir a correr com os beiços e lamber tudo e depois já se pode trincar outra vez mas depois escapa-se mais um bocadinho de ovinhos moles e é preciso lamber mais um bocado e lambe e trinca e geme “hum…” e trinca e lambe e fica a ponta do nariz com canela e é preciso limpar a ponta do nariz com o guardanapo onde repousa a tripa mas com a habilidade a tripa inclina-se e escorre mais um fio de ovinhos moles e é preciso lamber e ah e tal e depois quando se acaba tudo um gajo está tão cansadinho destas coisas e tão fraquinho e tão diabético que é preciso logo logo logo a seguir pedir mais uma tripa para não desfalecer ali mesmo e tombar com os dentes na lousa do chão. Ah pois é! Vida difícil! Tripas à parte, e no âmbito dessa coisa bonita que é o Comércio Justo, no “Conta Coisas” vende-se uma cervejola especial de corrida com turbo, nas versões Scura e Chiara. Para os amigos, versões preta e branca. A marca é Birra. Ou não. Não sei, mas é o que diz no rótulo numas letras em tamanho XXL. É uma cervejola feita com arroz da Índia e quinua da Bolívia. Dupla fermentação. Coisas assim. Alguém sabe o que é quinua? Eu não sei. Podia ser bolacha Maria ou pasta de dentes. E o que é uma dupla fermentação? Alguém sabe? Eu não sei. Mas, quando um gajo bebe, dá a impressão que a segunda parte da fermentação desta cervejola vai ter lugar dentro do estômago, originando uma grande revolução e três dúzias de arrotos-à-pastor. E o que é um arroto-à-pastor? Trata-se de um arroto que pode ser libertado sem limites sonoros, nem condicionantes éticos, como se à volta não houvesse mais que ovelhas, pasto e chaparros. Mas, servida fresquinha, esta Birra cai no estômago como a cereja na nata. E, em cima de uma tripa, mais perfeito fica. Tripa, fica. Poxa, quase que rimava! Por falar em rimar, o “Conta Coisas” estava a ajudar a promover os livros de uma jovem autora e poetisa, a Carlinha, que estava na loja quando lá fui, o que me lixou a vida porque comi três tripas e bebi duas cervejolas e tive vergonha e não pude arrotar-à-pastor e isto de um gajo beber cervejolas e depois ter que reprimir a natureza é muito chato. Ai, como a vida é difícil!... pickwick 

publicado por pickwick às 00:10
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Sexta-feira, 22 de Junho de 2007
Ai, não posso…

Normalmente, não se gosta de reuniões de trabalho. Não é pelo trabalho em si, que com esse pode-se bem ou mais ou menos, mas é mais pela reunião. Muita gente, muitas frases a cruzar o ambiente, alta probabilidade de alguém se chatear com outrem, uns mais bem dispostos que o normal e outros com o humor de um crocodilo enfadado. Apesar disso, e fora o trabalho e o humor, as reuniões têm algumas coisas de positivo. As gajas, por exemplo. Costumo ser frequentador de duas reuniões em que a percentagem de gajas é completamente diferente: numa, costuma haver uma única gaja – que só por acaso é tão podre de boa que até incomoda – para um número variável (mas grande) de gajos; noutra, as gajas são em franca e intimidadora maioria, embora a qualidade não acompanhe a quantidade, pelo que os olhos se cansam muito mais para conseguirem captar cumulativamente uma graduação de beleza mínima. Enfim, é o que temos. Hoje, tive uma reunião do segundo género, com dois gajos e resmas de gajas, que não primavam pela beleza embora não fossem todas de se deitar fora. Pela proximidade do Verão, coincidente com a debandada geral do povinho português para paragens pirosas a sul e a oeste, achou-se por bem fazer desta reunião um momento de salutar convívio entre os intervenientes. É sempre bonito o convívio salutar. Desta feita, a parte do salutar traduziu-se numa feira gastronómica requintadíssima. Houve uns cinco quilos de queijo amanteigado, da Serra da Estrela, daquele que se abre uma tampa em cima e depois se barra no pão e depois um gajo baba-se todo e depois não quer fazer mais nada senão barrar o pão com o queijo e depois até apetece meter logo a colher na boca mas porque está lá mais gente é melhor não e depois por causa disso tem que enfardar pão até não caber mais. E bolinhos. E ovos moles. Ui, e logo ovos moles! Uns dois quilos deles, pelo menos! Quanto a mim, levei uns bolinhos redondinhos e jeitosinhos com frutos secos, dentro de um saco de pano que era do meu avozinho e que ainda trazia bordadas as iniciais dele. Este saco ainda é do tempo em que, na aldeia ribatejana do meu avozinho, o padeiro passava pela rua principal numa carroça toda pitada de vermelho, parando casa a casa para distribuir o pão. Bom, os bolinhos foram um sucesso. Quando viram o saco, as gajas ficaram logo todas histéricas, que ah e tal, são caseiros! Tão bons! Ah e tal, não estão a ver o saco? Nestes momentos, um gajo enche-se de paciência e tem de explicar que ah e tal, não são bem caseiros, porque foram comprados no Pingo Doce, está bem? Pingo Doce?, exclama chocada a gaja da frente. Se é feito no Pingo Doce, está cheio de porcarias!, completou, com um ar falsificado de enjoada, provavelmente lançando a rede para ver se ficavam todos sem vontade de provar os bolinhos e sobravam todos para ela. Azar. Os bolinhos foram devorados, muitos deles barrados com o queijo. Uma orgia gastronómica, é o que foi. Entretanto, algo parecia não correr muito bem. A maior parte das gajas, a bem dizer, só provaram do festim, e só alguns itens. Queijo? Ovos moles? Ai, não posso porque faz engordar, queixavam-se baixinho. Engordar? Está bem que, para trintonas e quarentonas, algumas delas até estão muito bem conservadas, especialmente a que ontem apareceu com cuequinhas laranja, mas não havia necessidade de ficar a ver os outros a comer! Mas, não. Fidelidade ao programa, acima de tudo. Paciência, mais sobra, concluiu a minha pessoa. Entretanto, houve sessão fotográfica para mais tarde recordar. Ai e tal que eu não sou nada fotogénica, queixava-se uma. Ai que eu também não, respondia outra. Enquanto o amador de fotógrafo se posicionava, elas ajeitavam-se para ficarem benzinho na fotografia. Ombros para trás, mamas acima, zás-zás no cabelo, barriguinha para dentro, corpo direito, cabeça ligeiramente de lado, sorriso como que apanhada desprevenida e de surpresa mas que é treta, anca para o lado, e tal. Um gajo fica com vontade de cruzar os braços e ficar a olhar para o arraial fotográfico, a apreciar as habilidades e os tiques. Ai, então já tiraste a foto?, é que eu estava a pentear-me. Mas, verdade seja posta na mesa, há que reconhecer que não são muitas as mulheres trintonas e quarentonas que ainda se preocupam com a aparência física. Frequentemente cruzo-me com mulheres acabadinhas de entrar nos trinta que mais parece estarem de saída dos quarenta, de tão mal estimadas que estão, de tanta falta de cuidado que colocam no seu corpo e na sua aparência. Portanto, apesar de, assim num primeiro relance, as minhas colegas de trabalho parecerem um bocado pirosas com aquelas preocupações todas, é um facto que são merecedoras de todo o meu apreço. Cuidam-se e fazem por parecer bonitas e atraentes. E conseguem-no! É de louvar. Se assim não fosse, haveria raros dias de sol durante o ano. Se assim não fosse, nem a melhor das anedotas me faria sorrir. E, por falar em sorrir… mas o Verão nunca mais chega?! Estou farto de as ver ainda de casaco! Arre! pickwick

publicado por pickwick às 00:05
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