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Quarta-feira, 9 de Setembro de 2009
Os carros dos patrões

Pouco tempo depois de o ex-patrão ter sido nomeado sub-patrão, ou seja, assim lá para o início deste Verão, resolveu trocar de carro. Despachou o seu Land Rover Discovery, muito prático para quem vive numa zona rural nas fraldas da Serra da Estrela, à troca por um Volkswagen Passat, último modelo, em segunda mão, todo artilhado com as mariquices possíveis e inúteis que se podem arranjar. Faz um vistaço! Pronto, foi uma oportunidade única de negócio, blá, blá, blá, trinta mil euros.

 
Há umas três semanas, o patrão achou que também estava na altura de despachar um dos seus carros, que normalmente é conduzido pela esposa. Um carro modesto, daqueles que qualquer trabalhador da classe média consegue comprar com uma perna às costas. Dada a bonita moradia que ele tinha mandado construir há cerca de um ano, e olhando para os dois carros que tinha em casa, cada um mais modesto que o outro, pensei que ele se iria ficar por algo também modesto. Mas, sabe-se lá porquê, resolveu meter-se a trocar a lata velha por um Mercedes todo xpto, ainda a cheirar a novo, embora usado. Ele ainda andou com aquela conversa que ah e tal, Mercedes é carro de empreiteiro e não sei o quê, mas, há três dias atrás, toma lá trinta mil euros e não se fala mais nisso. Que vistaço!
 
Depois do patrão e do sub-patrão, sobra o adjunto do patrão, que escreve estas palavras. Não sei onde é que aqueles dois foram desencantar tanto dinheiro, mas, pela parte que me toca, os quinze mil euros que dei pelo meu Ford Focus a gasolina vão ter que render até 2030 e a carroçaria vai ter que marchar até aos 900 000 kms, nem que tenha que lhe meter duas mulas à frente para puxar monte acima a cada vez que atravesso o Mondego. Que vistaço! pickwick
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publicado por pickwick às 19:55
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Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008
O Mercedes e o mau hálito
No sábado passado fui até à capital, para uma reunião de trabalho. Fica bem a um gajo ir reunir-se à capital, em especial se for com pessoas que igualmente se deslocaram de longe, assim tipo Algarve, Porto e Braga.
 
Na véspera, ligou-me o Figas (nome de código), que mora a 11 km de mim e também tinha sido convocado para a mesmíssima reunião. Foi a primeira reunião dele na capital, pelo que estava um bocado tímido. Combinámos ir juntos, de carro até Coimbra e depois de Comboio até à capital.
 
Às 6h30 em ponto, conforme combinado, ainda de noite e a pingar, o Figas estava no cruzamento à beira de minha casa, no seu Mercedes não-sei-quê-sport. Ah e tal, é um modelo Sport, já dei duas vezes 260 km/h com ele, em Espanha, e agora mudei-lhe os pneus para uns mais duros, que se gastam menos, mas não são bons para a chuva. E tal. Chovia com fartura. Num troço de auto-estrada, os lençóis de água eram mais que muitos, mas o Figas não perdoava. Olha, olha, dizia ele, enquanto o bólide se ressentia do impacto neste ou naquele lençol de água.
 
Eu não acho graça nenhuma a estas divagações automobilísticas. Mesmo dentro de um Mercedes versão Sport. Até Coimbra, não consegui desgrudar os olhos da estrada, sempre alerta para aquele momento inesperado em que somos obrigados a accionar os travões secretos de emergência debaixo do tapete do lado do pendura, salvando a pátria, o coiro e os dentes.
 
O Mercedes é um carro engraçado. Pessoalmente, depois de uma viagem destas, não vejo grandes melhorias, ou mais valias, em relação a uma carroça puxada por duas vacas injectadas com ecstasy. Engraçado, mas nada mais.
 
Em Coimbra, apanhámos o Alfa. Grande conforto, às vezes grandes gajas, mas com o frio a exibição de carnes torna-se mais rara e o prazer da observação é reduzido a uma unha. Na capital, reunião, argumentos para trás, argumentos para a frente, heresias à mistura, almoço de escalopes de peru com natas e cogumelos, o presidente da reunião pagou o almoço, é um querido, continuação da reunião, concessões, esforços estéreis, blá, blá, blá, e entretanto são 17h e está na hora de regressar.
 
Do Chiado a Santa Apolónia, apanhámos boleia de um dos companheiros de reunião. Num Mercedes. Arre! No banco de trás, não havia espaço para coçar a micose, tal era o aperto. Afinal de contas, o único gajo com menos de 90 kg era o próprio condutor e proprietário. Um Mercedes é, afinal, uma carroça apertadinha.
 
Comboio até Coimbra, poucas gajas para apreciar, com excepção da hospedeira de bordo a impingir umas bijutarias gastronómicas a preços astronómicos. 
 
De regresso ao interior do Mercedes versão Sport, estofos em cabedal, ah e tal, andámos uns 200m e íamos levando com outro carro em cheio pela lateral esquerda, assim daqueles acidentes bem assanhados, com mortos e feridos e muita baba e muito ranho. O cruzamento era manhoso, eu sei, mas o Figas podia ter menos problemas de vista, não? Valeu-nos o meu “cuidado!!!” e o ABS da carroça. Senão, era cá um tiro pela esquerda que íamos parar ao fundo do Mondego com os faróis do outro carro enfiados nos sovacos.
 
Eu, quando são estas cenas, perco logo a paciência e prefiro fazer os outros 75 km a pé até casa. Mas, pronto, um gajo tem de ser diplomático e disfarçar o buraco que acabou de fazer no tapete do lado do pendura, à procura dos travões.
 
Já no IP3, começa a conversa esquisita. Ah e tal, uma pastilha para o mau hálito, diz o Figas. Não sei quê, que não gosto nada quando as pessoas estão ao pé de mim e estão com mau hálito. E o fulano tal está sempre com mau hálito e não posso com aquilo mas o gajo não percebe. E por isso eu não gosto nada de estar com mau hálito, porque também não gosto que estejam ao pé de mim com mau hálito. E às vezes a malta também não está à vontade para dizer ao outro que está com mau hálito, com receio de ser desagradável. Mas devia dizer, se o outro estiver. Vamos parar ali para comer uma sandes de leitão? Não, obrigado, vou jantar com alguém.
 
Como ninguém foi acusado de mau hálito, quedou-se sobre o Mercedes um silêncio pouco agradável, enquanto eu tentava digerir a conversa. Pelo tom, deduzi que era mais provável que ele quisesse que eu lhe dissesse se ele tinha ou não mau hálito, do que eu ter mau hálito e ele me querer informar disso sem ser demasiado grosseiro. A dúvida pairou no ar até à minha rua. E foi-se, com o vendo, a chuva e o frio.
 
Para a próxima, vou de bicicleta. pickwick
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publicado por pickwick às 20:42
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Sábado, 10 de Fevereiro de 2007
Ana e o motorista II

Bom, com a conversa toda do Euromilhões e do motorista novo e jeitoso, a Ana ia atropelando violentamente uma jovem inocente de cerca de dezoito anos. Segundo a versão da própria Ana. Consta que, segundo relato pormenorizado e dramatizado a rigor, ia um camião do lado direito, perto da passadeira, a Ana não repara que vai o camião nem que há uma passadeira, pimba prego a fundo com a ansiedade de chegar ao lar-doce-lar, e, quando dá por isso, está em cima da passadeira, na qual uma apavorada jovem agita os braços no ar, ali numa fracção de segundo com a morte a cheirar-lhe o chulé dos pés. Ana mete travão a fundo, o carro já é um bom carro, apesar de ser o mesmo, e afocinha mesmo a tempo de não passar a ferro a moçoila em pânico. A colega da Ana, que entretanto viajava no seu próprio carro a poucos metros, ainda lhe vociferou um “és maluca!”, mas parece que a Ana ficou vidrada de todo e nem ligou. O descontrolo emocional apoderou-se da Ana, que quase não conseguiu tirar dali o carro, com tantos tremores e pestanejares de olhos, e eu ainda pensei que ela ia ter ali um ataque durante o próprio relato, tão bem que ela imitou a situação de pânico pessoal desse dia. Chegou a casa, o marido quis saber a que se deveu o filme, blá blá blá. Enfim. No fim do relato, ao qual assistiram várias pessoas, não resisti em gracejar com a fabulosa solução de ela contratar um motorista. Novo e jeitoso, obviamente! E, pasme-se, a Ana voltou a ter aquele nervoso miudinho, aquele arrepiar de espinha de quem ouve falar numa situação imaginária que a levaria ao rubro desde as peles até à ponta dos cabelos. Os lábios mexeram-se naqueles tiques denunciadores. Eu ri-me para ela. Do género, ai tu gostas de levar com ele. Gostas, gostas, sua maluca! Ela olhou-me. Deve ter telepatia! Ai se o meu homem me ouvisse a falar destas coisas! Boca aberta de medo, só de imaginar. Ela finge muito bem. Ai que o meu homem é assim todo direitinho. Aiiii… E aí é que comecei a perceber melhor o filme. Esta mulher vive uma segunda personalidade! É uma maluca, só pensa em gajos novos e jeitosos, tem o pé pesado, guincha por tudo e por nada, deixa transparecer uma personalidade de rigor e seriedade mas, no fundo, é uma maluca. A conversa deu para o MSN, que ontem ela tinha-se ligado no MSN, pela primeira vez. Eu meti-me com ela, ah e tal, foste lá, tão pouco tempo, entrar e sair. Bem, pensava eu que tinha sido por falta de tempo, como ela diz sempre. Mas não. A Ana descaiu-se e contou a verdade. O marido chegou a casa e ela entrou em pânico, não fosse ele apanhá-la nesse antro de depravação e sexo barato que é o MSN e a Internet. Correu para não sei onde, fechou a porta do escritório, foi sacudir o marido para outro lado qualquer, e regressou depois, sorrateiramente, para desligar o MSN e a Internet, não fosse ele desconfiar de qualquer coisinha. Oh Ana… bem, andas-me a sair cá uma maluca… que até fico espantado! Portanto, começou o descalabro daquele casamento. E de quem é a culpa? Das modernices, pois claro. E a Maria? Ah pois é! A Maria também entra na estória. Ainda a conversa ia no motorista, quando a Maria intervém em força, indagando se a Ana também estaria interessada numa motorista. Tipo a própria Maria, que estaria disponível para ganhar um ordenado de motorista de uma euromilionária. Ora bem, eu aí calei-me, mas fiquei cá a pensar para comigo se a Maria estava a tentar transmitir alguma mensagem em ultra sons, ou se não tinha percebido qual era a ideia do motorista novo e jeitoso. Esta gente é toda muito esquisita. Mas a Ana nem lhe respondeu, que devia estar com a mente completamente atravessada com um motorista seminu alapado no banco de trás de um Mercedes. Não é, Ana? Sua maluca, pá! Não tens vergonha? pickwick

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publicado por pickwick às 00:10
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