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Quarta-feira, 27 de Junho de 2012
Intimidações

Desde há vários e longos meses que travo uma discussão filosófica muito acesa com a Liliana, a propósito do jejum a que o destino a parece ter forçado.


(contextualização: a Liliana tem 24 aninhos (já?!), a acabar a sua licenciatura, moça inteligente, sabe o que quer, muito bem apresentada, faz duas horas de ginásio dia-sim-dia-não e o resultado até faz impressão à vista desarmada)


A discussão gira, portanto, em torno do facto de a Liliana estar de jejum, apesar daquela tão boa apresentação. As amigas, pelos vistos, abarbatam-se todas com os respectivos namorados, embora fiquem a anos-luz dela no que respeita a boa apresentação. Mais, parece que, quanto pior o feitio delas, mais fácil é encontrarem um namorado.


Para contrapor as teorias delas sobre o destino e a má sorte, eu insisto em duas teorias principais que se lhe aplicam na perfeição: a teoria das probabilidades e a teoria da intimidação.


A teoria das probabilidades, é simples de perceber. Quanto maior o número de rapazes que ela conhecer, na sua vida pessoal, profissional ou lúdica, maior a probabilidade de encontrar um rapaz que lhe caia aos pés com uma rosa entalada nas beiças. E como está a haver, claramente, uma assímptota horizontal na função que descreve o número de rapazes que ela conhece, as coisas correm mal. É como ir à caça de coelhos com uma G-3, lado a lado com uma mão-cheia de caçadores com os seus coelhos à cintura, num terreno já batido e onde apenas sobram esquilos, ratos-do-campo, gafanhotos e uma menina de mini-saia de serviço ao quilómetro trinta e nove.


A teoria da intimidação já é uma coisa mais refinada. Dita esta teoria que há um certo número de pessoas, independentemente do sexo/género, que têm um perfil intimidante. Ainda que possa tresandar a simpatia, um perfil intimidante é algo natural, quase inexplicável, mas facilmente detectável, que coloca uma barreira cerrada dissuasora de qualquer niquinho de atrevimento. A um homem, nunca passará pela cabeça dar uma palmadinha nas nádegas a uma mulher com perfil intimidante, ou apalpar-lhe uma maminha a ver se faz “fon-fon”. Ora, sendo dissuasor de atrevimentos, este tipo de perfil será, também, dissuasor de desejos. Ou seja, em vez sugerir um jantar romântico, ou um passeio à beira-mar, ou um cineminha, ou uma canja com broa à luz da vela, o homem desanima e parte em busca de paisagens mais pacíficas, em que não corra o risco (ainda que infundado) de ter que engolir um sofá ou um fardo de palha a arder. E, dado o facilitismo e o imediatismo que se entranharam na cultura da nossa sociedade, para quê arriscar, quando ao lado há garantido e sem esforço? pickwick

publicado por pickwick às 22:31
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Domingo, 10 de Junho de 2012
Mirador de gajedo

Há gente que, por meia palha, faz julgamentos sumários de personalidade. Apelida fulano e sicrano, bate palmas, pega fogo às barbatanas, aponta o dedinho, enfim. Tem dias em que eu também sou assim e não perdoo.

 

Ora, estava eu distraidíssimo a divagar sobre coisas importantes da vida, quando uma leitora deste blog traçou implacavelmente o meu suposto perfil: “mirador de gajedo”. Podia ter-se lembrado de outra coisa, eventualmente mais bonita? Podia, claro que podia, mas deu-lhe para isto. Curiosamente, não encontrei argumentos imediatos para refutar tal traçado, mas isso agora não interessa.

 

No dia seguinte, calhou ir almoçar com colegas de trabalho. Quando dei por mim, estava sentado à mesa com seis mulheres. Em princípio, é agradável almoçar numa mesa só com mulheres.

 

À minha frente, a colega que me apalpou obscenamente o braço num dia de chuva. À minha direita, a colega que o mais majestoso par de coiso-e-tal que deambula lá pelo local de trabalho, sendo que o dito par sobressai predominantemente entre a Primavera e o início do Outono, devido às temperaturas mais amenas que incentivam à condução de camisas descapotadas. Em frente a esta, uma colega com dentadura estilo “Aliens, o oitavo passageiro”, mas que compensa pela sua boa disposição e disponibilidade. Ao lado da colega do majestoso par, uma de par inferior, da qual não há muito a dizer, excepto que o pai quase que se afoga em dinheiro. Na extremidade da mesa, a eguazita saltitona com cérebro de ervilha e uma colega discreta sobre quem jamais teria assunto para escrever.

 

À distância de uma jogada do Cavalo no xadrez, estava uma colega que veio almoçar connosco para matar saudades. Já escrevi sobre ela várias vezes, porque aquela elegância toda combina muitíssimo bem com a respectiva dimensão peitoral. Mas, neste dia, a minha impressão sobre ela tomou uma nova perspectiva. O cabelo liso, pintado de carmim, caía pelo crânio abaixo, apenas se desviando para deixar passar duas orelhas-de-abano. Acima dos lábios pintados, dois olhinhos de carneiro-mal-morto. Tive um flash e juro que vi nela Neytiri, a personagem feminina saída-da-casca de “Avatar”, numa versão atacada de palidez súbita. Só lhe faltava a pele azul e a cauda sexy a mergulhar na sopa para aferir a temperatura. Entretanto, aproveitei a minha camuflagem natural para verificar se os restantes adereços eram compatíveis com a Neytiri e dei de caras com um decote exótico e improvável: o extraordinário decote-de-alguidar!

 

O termo “decote-de-alguidar” surgiu-me naturalmente. Por comparação: imagine-se um alguidar cortado ao meio (na vertical) e colado a uma parede de onde brotam duas maminhas que parecem ficar a nadar no vazio dentro de um meio-alguidar tão grande. Ou seja, houve ali um claro lapso na escolha do tamanho do sutiã… ou… é algo que estará a entrar na moda e eu tive a honra de ver um dos primeiros exemplares. Seja como for, não fica bem. Não fica bem, porque alguém pode começar a atirar azeitonas ou ervilhas lá para dentro. Não fica bem, porque o empregado pode descuidar-se, confundir o prato da sopa com o decote e provocar uma queimadura. E não fica bem, porque, de onde eu estava sentado, garanto que conseguia encestar uma bola com, pelo menos, 18 cm de diâmetro! pickwick

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publicado por pickwick às 20:50
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Quinta-feira, 3 de Maio de 2012
A importância da cintura

Não saberia explicitar esta minha preocupação com as cinturas femininas, se não tivesse levado uma ensaboadela da minha ex sobre o assunto, há largos anos atrás. Convém referir, contudo, que a minha ex não sabia desta minha preocupação, tal como desconhecia as demais, pois por essa altura eu era um gajo muito despreocupado, excepto com o fenómeno do excesso de pêlos, com o fenómeno do excesso de volume, e outros aspectos de dimensão estética elevadíssima.


Dizia a minha ex, que o macho faz uma inconsciente distinção das fêmeas na perspectiva da procriação bem sucedida. E o sucesso da procriação está directamente relacionado com a largueza estrutural das ancas – que é bem diferente da largueza conseguida às custas da acumulação de celulite! Porque, pois então, uma estrutura de ancas mais larga permite procriar melhor, isto é, debitar cachopos maiores e a um ritmo mais acelerado. O olho do macho detecta isto num relance, sem que o consciente se aperceba. Um gajo está a tirar as medidas às coxas, à penugem, à dimensão e firmeza dos seios, ao cabelo sedoso ou seboso, ao aroma, ah e tal, enquanto o inconsciente está a fazer contas à velocidade da luz. Zás!, 34 cm de ossatura, parideira média, comprado! Só 29 cm?... Nem com um esquilo consegue procriar!


Ora, das ancas até ao umbigo, vai aquilo a que chamamos cintura. Menos ancas, logo cintura menos acentuada, logo reprovação do inconsciente.


E se tiver umas ancas estruturalmente largas, mas sem cintura? Isto é, uma espécie de cilindro. Será boa parideira? Veja-se o caso do hipopótamo: não tem cinturinha nenhuma, apesar de não ser bicho estreito de ancas, e o resultado está bem à vista – uma cria, apenas! Já a Popota foi desconfigurada com o nefasto propósito de accionar os inconscientes alarmes das criancinhas, geneticamente preparadas para a detecção de boas parideiras. Assim, uma Popota com uma ligeira cinturinha – e não o pote de geleia de um real hipopótamo – convence a criançada de que estão perante uma eficaz reprodutora de hipopotamozinhos. Até os paizinhos olham uma segunda vez, para conferir a sua capacidade reprodutora e dar a bênção financeira.


Depois, há os detalhes da cintura. Uma cintura mais discreta e mais flácida, passa a ideia de uma procriação relaxada. Uma cintura mais bem delineada, com um pouquinho de fibra e palmo e meio de músculo, transmite uma sensação de procriação cuidada, bem assistida e vigorosa. Quando há aquele discreto desfiladeiro duplo (“double canyon”) a descer para as virilhas, o olhar perde-se e o coração atrapalha-se, porque o inconsciente está a dar o tilt com o brutal expoente da potência de procriação da fêmea.


Passando à frente da teoria da minha ex, a cintura feminina também tem muita importância pelo facto de que qualquer gajo se sente muito mais confortável quando sabe que a mulher está do seu lado e nela se pode apoiar para não dar uma das muitas possíveis quedas ao longo do trilho da vida. Evidentemente, toda o homem sabe que, numa queda, não vale a pena lançar as mãos às maminhas da mulher, pois aquelas não foram concebidas para os homens se pendurarem nelas e alguma eventual ou bem disfarçada elasticidade pode levar os dentes ao chão. Pelo que, a seguir às maminhas, a caminho do solo, vêm as ancas. Havendo cintura, é como na escalada de montanhas, um gajo tem onde se segurar. Sem cintura relevante, é como querer subir a um poste ensebado, e as mãos deslizam non-stop até aos tornozelos, onde já é demasiado tarde. E não, joelhos salientes não são sexualmente estimulantes nem ajudam a parar o deslizamento das mãos numa queda.


Por fim, há um outro pormenor na preocupação com cinturas bem definidas: o extremo erotismo da roupa que sai por cima. Gaja que é gaja, tira a roupa por cima quando está com um gajo. Cruza os braços com aquele jeito inimitável, levanta-os e a banda filarmónica começa a tocar “Carmina Burana” como se fosse o desembarque de intrépidos pioneiros numa qualquer praia de uma qualquer ilha desconhecida. Não há maminhas que não subam na consideração de um homem quando os braços se levantam. Junta-se, neste momento, a oportunidade bem safada de um gajo poder deitar o olho, em total liberdade e sem qualquer constrangimento, a qualquer parte do corpo (ou roupa) dela. Uma espécie de momento “Red Light District”. Sem cintura, qualquer movimento das magras ancas pode levar a que a roupa caia de forma pouco natural e muito pouco sensual. É o aconteceria se uma fêmea de hipopótamo estivesse em cima de apenas as patas traseiras, trajando uma mini-saia axadrezada e meias de seda fantasiadas, e abanasse a cauda – blerk!... Com cintura, elas até costumam fazer aquele teatro simpático em que fingem que tentam tirar a roupa por baixo, mas descobrem que não passa nas ancas, e ups!, um sorriso traquina, levantam os braços e… lá está… a banda toca a “Carmina Burana” e… pronto… o resto já se sabe… pickwick

publicado por pickwick às 23:04
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Quinta-feira, 20 de Outubro de 2011
Os abraços que esborracham

No fim-de-semana passado, estive com algumas amigas. Não são propriamente daquele tipo de amigas que são mesmo amigas e confidentes e que estão ao nosso lado quando nos borramos todos e é preciso mudar a fralda. São mais do tipo ah e tal assim amigas como quem é conhecido e tem algumas coisas em comum mas pouco mais que isso.

 

Seja como for, são raparigas muito sentimentalistas, muito emotivas, muito dadas a momentos nostálgicos e discursos de chorar baba e ranho. Simpatizo com elas pela forma como se dedicam a causas sem fins lucrativos e como vivem essas causas. São umas queridas, pronto.

 

Ora, acontece que o fim-de-semana, para além de ter sido ocupado com uma actividade de uma causa sem fins lucrativos, também foi aproveitado para fazer um flashback das actividades do último ano que passou, puxando pela memória colectiva e explorando a emotividade dos presentes. De forma ligeira, dei (juntamente com o Carlos) alguns contributos para a realização de algumas dessas actividades, pelo que pairava nos corações de duas das amigas um pouco daquilo a que algumas almas chamam pomposamente de gratidão.

 

E como a gratidão é uma coisa bonita, resolveram tirar uma fotografia comigo e com o Carlos. Elas atrás e nós à frente. E, dada a boniteza da gratidão, fizeram questão de se encostar a nós, de forma muito amistosa, não fossem passar por emplastros. Acontece que ambas as raparigas são dotadas de adereços peitorais naturais com dimensões compatíveis com uma desmedida generosidade. Adereços que, num abraço pela retaguarda, ficaram completamente esborrachados nas nossas costas.

 

Mais tarde, na despedida, e porque a gratidão é uma coisa bonita, houve direito a sentidos, apertados e prolongados abraços, com os adereços peitorais a esborracharem-se novamente, desta feita no meu peito varonil.

 

Confesso que fiquei meio sem jeito com aqueles abraços pela frente e à retaguarda. O Carlos diz que ah e tal, dantes também ficava muito incomodado mas que agora isso já lhe passou e que se está nas tintas se as maminhas delas ficam todas espalmadas nas costas ou no peito dele. Eu não consigo evitar sentir-me incomodadíssimo. Acho que as maminhas femininas são daquelas coisas que todas as mulheres deveriam preservar para momentos de maior valor, como é a amamentação efectiva de um filho ou a amamentação fictícia de um namorado. Acho que não são coisas para se andar a esborrachar contra os corpos sensíveis de homens sérios com os quais não há compromisso algum!

 

Por outro lado, dou comigo a tentar perceber o que passa pela cabeça daquelas raparigas. Uma já é quarentona e mãe e a outra está daqui a nada nos trinta. Será que têm peitos sem sensibilidade? Não sabem que uma mama com o diâmetro de um prato-de-sobremesa causa pressão considerável no corpo masculino? Se sabem, esborracham-nas porque é saudável e activa a circulação, ou só porque sim? Será alguma mensagem oculta, assim como que um regresso às delicadas técnicas de engate do Homem das Cavernas? Sinceramente, nunca compreendi.

 

Seja como for, tenho que reconhecer que esta coisa de abraços sentimentalistas com exemplares do sexo feminino é uma alternativa muito válida ao grosseiro apalpão. Isto é, um gajo vai apalpar as maminhas de uma rapariga, para quê? Para lhe tomar o volume, obviamente. É uma simples questão de curiosidade científica, nada mais. O pessoal é que diz logo que ah e tal ordinário, tarado, vadio. Mas, não é nada disso. É só a curiosidade. São verdadeiras? Ou metem um balão de ar para dar volume? São das que caem até ao umbigo, ou aguentam-se? São panquecas, ou pães-da-avó? Enfim, curiosidade científica, portanto. Um abraço daqueles permite fazer esta aferição rigorosa sem que haja lugar a mal entendidos ou a tabefes à conta de virtuosidades achincalhadas.

 

Por falar nisso, resta-me dizer que, da aferição decorrente dos abraços das duas amigas, resulta uma avaliação muito positiva: autênticos Pães-de-Mafra! pickwick

publicado por pickwick às 21:56
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Domingo, 30 de Janeiro de 2011
Palito tangerina – parte 2

Conversa havida no MSN, após recepção de uma SMS no telemóvel identificando o remetente como sendo a original e única “Palito tangerina”:

 

Pickwick – Não percebi a parte do palito, nem a parte da tangerina... isso é um desafio?

Margarida – É!! Se é! A outra não é a palito-meloa? Eu não tenho meloas, mas tangerinas! Sim?

Pickwick – Tens tangerinas????

Margarida – Tenho!

Pickwick – Mau... Assim tangerinas tangerinas, ou tangerinas laranjinhas?

Margarida – Tangerinas mesmo!

Pickwick – Estás a querer dizer-me que tens maminhas pequenininininhas do tamanho de tangerinas?

Margarida – Exactamente!

Pickwick – Achas bonito dizeres isso assim, dessa maneira tão... tão.. a seco?

Margarida – Pois, tens razão. Devia dizer-te : " Olha tenho um segredo para te contar! Tenho uma árvore dentro de mim, que dá tangerinas!"

Pickwick – Estás a arranjar lenha para te queimar... estás estás...

Margarida – Euuuuuuuuu??? O fogo fascina-me!

Margarida – Gostava de ter sido bombeira!

Pickwick – (abasteceste o frigorífico outra vez com minis, não foi?)

(…)

 

Nota da redacção: no longínquo primeiro dia do mês de Outubro do ano de dois mil e nove, num post intitulado “A crise do casamento”, fiz referência a uma colega de trabalho a quem, por pura necessidade técnico-linguística, chamei de “palito-com-meloas” (http://arautosdoestendal.blogs.sapo.pt/117712.html).

 

Nota do autor: lá mais para o verão, espera-se ansiosamente pela oportunidade de verificar, no terreno, qual é, de facto, o fruto associado ao palito em causa; porque, tal como diz o ditado popular – e muito bem -, há “sempre duas faces da mesma tangerina”... ou, “do mesmo fruto”… isto é, um fruto pode, aos olhos de alguém, parecer uma nêspera, enquanto que, aos olhos de outrem, parecer uma melancia encharcada em hormonas de crescimento... ou um Zeppelin trancado pelas amarras cruéis de um maléfico sutiã... ou um caroço de azeitona mirrado… ou… ou… ou é melhor ficarmos por aqui, está bem? Obrigado! pickwick

publicado por pickwick às 23:30
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Quarta-feira, 19 de Maio de 2010
Efeitos psicológicos no desempenho físico

Hoje cheguei a casa a uma hora decente (tipo antes das 21h) e, saboreando o facto de não ter compromissos para o resto do dia, vesti a fatiota apropriada para ir dar uma corridinha para os pinhais.

 

Já há vários anos que tenho um percurso fixo, com subidas e descidas, que consigo fazer em cerca de 50 minutos se não andar coxo, ou em 45 se estiver no ponto caramelo. Por ora, encontro-me na fase imediata ao abandono do coxear como forma de estar no desporto. Isto é, estou a tentar começar a entrar em forma. Quer isto dizer que o percurso demora 50 minutos, mas o meu objectivo é começar a reduzir o número de vezes que paro pelo caminho para evitar engasgar-me com meio pulmão a querer saltar por uma narina. Nas primeiras vezes, há umas semanas atrás, a boa forma era tanta que tinha que parar nas descidas para descansar. Mas isso já pertence ao passado. Agora estou bem melhor.

 

O percurso que faço pelos pinhais, ou pelo mato (conforme a preferência), usa uma rede de trilhos frequentada por gente que trata de umas terras, maioritariamente vinhas, ou não fosse isto uma zona demarcada de vinhos do Dão. Na prática, cruzo-me com mais coelhos do que pessoas. E é bonito, cruzar-me com coelhos, os passarinhos a chilrear, um ou outro esquilo quando calha, um cachorro, ah e tal.

 

Como forma de controlo, estipulei atingir o ponto mais extremo do percurso ao fim de 25 minutos, no máximo. É um ponto relativamente alto, pelo que, enquanto não estou no ponto caramelo, é um local de paragem obrigatório para meter a respiração ofegante na ordem. Também é um local de onde se avista um bonito pôr-do-sol, em especial porque costumo ir correr ao final do dia.

 

Hoje, quando cheguei a este ponto, ao fim de uns excelentes 25 minutos (à tabela), lá tive que abrandar e arranjar maneira de parar de arfar que nem um cão vadio perseguido por um bando de velhotas empunhando furiosamente guarda-chuvas com desenhos de flores. Quando consegui recuperar, retomei a corrida, a descer, com um olho nos calhaus do chão e o outro no pôr-do-sol. Ao fim de vinte e sete passadas (mais coisa, menos coisa), o que é que me aparece à frente?

 

Uma menina montada numa bicicleta, suando devido ao esforço da subida. E pensei cá para comigo: eh lá! Mais seis passadas (mais coisa, menos coisa), e o que é que me aparece à frente?

 

Outra menina, montada também numa bicicleta, igualmente suando devido ao esforço. Só que, ao contrário da primeira menina, que era uma menina bonita, bem feita, bom corpo, carinha larocas, elegante, cabelos ao vento, ah e tal, a segunda menina tinha um vistoso par de maminhas, generosamente arejados através de um decote perigosamente acentuado devido à inclinação do corpo a dar ao pedal encosta acima. Ou seja, numa situação normal o decote já seria interessante, sendo que naquele caso dava para fazer uma tese de doutoramento.

 

Devo dizer que fui arrebatado por uma onda inspiradora. Psicologicamente, fui afectado, confesso. De repente, parecia que levava um isqueiro Bic fazer-me faíscas junto aos pêlos do rabo. Ena pá! Acho que só parei mesmo na subida fatal, a mais íngreme de todas, porque, senão, ainda caía para o chão e engolia dois quilos de calhaus, tal era a velocidade com que arfava. A cada passada, imaginava as esferas de deliciosa carne fresca a balouçarem ao ritmo das pedaladas na bicicleta. É como o cavalo atrás de cenoura. Por cada passada, uma das maminhas abanava e eu ficava todo satisfeito.

 

O efeito foi tal, que, quando cheguei ao pé do meu carro, ainda pensei seriamente em dar meia volta e repetir o percurso todo. Mas, felizmente, caí em mim e regressei a casa. Ainda bem. Imagine-se que, na repetição do percurso, me cruzava novamente com as meninas? Como era? Ainda perdia a noção da realidade e de um salto abocanhava-lhes os pneus das rodas... Que má figura… pickwick 

 

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Quinta-feira, 6 de Maio de 2010
Teoria Volumétrica do PD-Aki

Até prova em contrário, registe-se, com a designação de “Teoria Volumétrica do PD-Aki”, a previsão quase, quase, quase exacta de que as meninas das caixas do “Pingo Doce” têm todas maminhas pequeninas, por oposição às meninas do “Aki”, que têm todas maminhas de palma-cheia.

 

Uma maminha de palma-cheia é uma maminha que enche a palma da mão, se nela for depositada com jeitinho, ou se colidirem entusiasticamente, ou se ah e tal qualquer coisa que não esborrache, habitualmente com o generoso consentimento da proprietária da maminha.

 

Já há muito tempo que vinha a constatar, dia após dia, que as meninas do “Pingo Doce” aqui da aldeia eram escolhidas a dedo. Não há, nem nunca houve, pelo que duvido que vá haver, uma menina a trabalhar aqui no “Pingo Doce“ que tenha maminhas com mais de 8 centímetros cúbicos de volume.

 

Ontem, aproveitei uma ida à grande capital de distrito, para dar um saltinho ao “Aki” e gastar uns trocos. Não vi uma única menina daquela superfície que não tivesse maminhas de palma-cheia. E note-se que isto não é uma campanha publicitária disfarçada, a imitar o fruto da figueira que gosta do filósofo. Nada disso! Objectivamente, todas tinham sido brindadas divinamente com simpáticos volumes entre o diafragma e a carótida. Presumo que ainda me falte um estudo mais consistente sobre este fenómeno desta loja “Aki”, mas não é nada que não trate nos próximos meses. Adoro estudar fenómenos destes. pickwick

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Segunda-feira, 7 de Setembro de 2009
Em maré de fraca qualidade

 

O meu dia de hoje começou com uma reunião matinal, para alinhavar ideias e analisar papéis. Se há uma coisa que eu adoro, é reuniões. Acho o máximo. O meu caderno de apontamentos enche-se de desenhos e rabiscos, facas-de-mato, espadas, caveiras, mãos de unhas compridas e forcas. Os apontamentos, em sim, são sempre poucos ou nenhuns. São horas que dedico à meditação profunda de temas actuais, passados e futuros.
 
São momentos em que aproveito, também, para, de forma discreta e imperceptível, apreciar e avaliar os exemplares femininos que me rodeiam, já que continuo convicto que a Mulher ainda é o ser mais bonito e interessante a pisar este planeta.
 
Findo o Verão, costuma haver uma certa renovação dos recursos humanos da minha instituição, tal como acontece em todas as instituições semelhantes, pelo que esta foi a primeira oportunidade para apreciar as novidades.
 
Confesso que também dediquei alguns segundos a apreciar a “mobília da casa”: a Ana (nome de código), que parece que engordou depois de uma operação para queimar não sei o quê e poder fornicar à vontade com o marido sem correr o risco de engravidar e que passou a reunião toda a coçar a zona mesmo abaixo do peito; a Ana (nome de código), que, apesar de nadar no dinheiro do pai que é dono de um gigantesco concessionário de automóveis numa capital de distrito, ainda não decidiu fazer uma operação para retirar os impressionantes sinais-tipo-furúnculo do nariz nem sequer uma lipoaspiração aos pneus; a Ana (nome de código), que andou a fazer dieta e exercício físico e arranjou um namorado mas o namorado qualquer dia despacha-a porque praticamente ficou sem maminhas.
 
Em relação ao ano anterior, a qualidade das novidades teve uma queda acentuada e dramática. Havia casadas e solteiras, geralmente novas, umas com maminhas maiores que as outras, umas mais corcundas que as outras, até havia uma loira, de vez em quando havia decotes deliciosos, ah e tal, até dava gosto.
 
Este ano, é uma decepção: a Carla (nome de código), tem um pneu que dava à vontade para um Fiat 600, cabelo curto, acho que ainda não a vi a rir-se e não é propriamente o tipo de mulher que possa provocar uma erecção natural; a Carla (nome de código), é mãe de filhos, uma das filhas é mais alta que eu, tem uma perna com metade da grossura da outra, também tem cabelo curto, tem queixo de golfinho (quem não perceber o que é um queixo de golfinho, eu posso explicar), diz “portantos” entre cada duas frases quando lhe estamos a explicar qualquer coisa e ela não está a perceber à primeira, e, para cúmulo, está no meio da reunião com os mamilos extremamente salientes; por fim, a Carla (nome de código), anilhada, cabelo curto (que praga, irra!), adoravelmente elegante, simpática, mas com uma verruga do tamanho de uma ervilha debaixo do queixo, o que estraga logo o quadro todo.
 
Por alguma coisa eu passo tanto tempo a fazer desenhos e rabiscos no caderno... este vai ser um ano mesmo difícil... pickwick
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Quarta-feira, 26 de Agosto de 2009
Que bonitos calções
Tenho uma colega de trabalho com um perfil extraordinário:
- o rosto é tal e qual o daquela primata do filme “Planeta dos Macacos”, que tinha uma relação próxima com o humano;
- é magrinha, o que abona em seu favor, embora não perdesse nada usar soutiens mais sugestivos;
- é simpática e disponibiliza-se facilmente para ajudar;
- tem uma verruga foleira, mas acho que só mesmo eu é que dou por ela;
 
Nome de código: Fafá (se enchermos um modesto tupperware com as mamas da Fafá de Belém, o volume que sobra equivale ao volume das mamas desta minha colega; portanto, é mesmo só nome de código e não quer dizer absolutamente mais nada.)
 
Bom, a Fafá é uma mulher casada e mãe de duas filhas, que são as duas mais bonitas que a mãe. Vá, mais correctamente, as duas filhas conseguem parecer-se menos com a miúda do “Planeta dos Macacos”.
 
Acontece que o marido da Fafá trabalha a cerca de 500 km de casa. Ou seja, a maior parte do tempo, a Fafá vive sozinha com as duas filhas, sem o marido, e tal, de cama fria, e coiso e tal. Pronto, já se sabe como é.
 
Com a chegada do Verão, surgiu a oportunidade de passaram férias juntos, os quatro, junto à praia, bem longe daqui.
 
A Fafá regressou na semana passada e passou lá pelo patronato para nos cumprimentar. Hoje, voltou a passar para nos cumprimentar. É uma querida, já se está a ver. Veio vestida exactamente com a mesma roupa com que se apresentou na semana passada. Presumo que a tenha lavado durante o fim-de-semana. Da primeira vez, fiquei sensibilizado, mas, não sei porquê, varreu-se-me da memória passados uns minutos. Hoje, talvez por estar mais sereno e despreocupado, prestei mais atenção ao aparato.
 
Embora as próximas frases pareçam retiradas de uma qualquer revista cor-de-rosa, não foram. São produto original.
 
A Fafá, então, veio trajada com uns calções curtos e uma blusa simples. Os calções, de ganga clara, eram mais curtos do que o que seria de esperar numa mulher casada e mãe de filhos, com ar habitualmente conservador. As pernas bronzeadas sobressaíam, meio brilhantes (às tantas estava de collants e nem dei por nada), abaixo da ganga. Facto: não é normal aparecerem mulheres naquele gabinete com uma tão grande percentagem das pernas ao léu! Não é que eu me queixe, mas aquele gabinete é um lugar sagrado onde as pessoas se afundam em trabalho. Tirando os momentos em que a loira dentuça aparece, invariavelmente sem qualquer vestígio de soutien.
 
Sobre a blusa, não me ocorre nada. Já sobre o que vai debaixo da blusa, tenho algo a dizer: ou é a Fafá que gosta de maminhas afuniladas, ou é o marido dela que tem um fetiche por maminhas afuniladas, ou as duas coisas. O certo é que – e isto é extraordinário nos tempos que correm – o soutien da Fafá lhe favorece as maminhas em forma de funil. Porque, hoje em dia, as mulheres usam e abusam de soutiens que quase triplicam o volume visual dos peitos, para gáudio dos machos apreciadores. O que se passará na cabeça de uma mulher, mãe de filhos, para usar soutiens em forma de funil? Permanece o mistério. Pela parte que me toca, são dois pontos a menos!
 
Esta é mais uma prova de como as aparências iludem. Afinal, esta mulher conservadora, que era a imagem que eu guardava da Fafá, é uma exibicionista que fica com demasiados calores depois de passar uns dias com o marido à beira-mar. pickwick
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publicado por pickwick às 00:09
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Quinta-feira, 24 de Julho de 2008
O vestidinho da Fafá

Ultimamente, tem estado um calorzinho. Daqueles que só dá vontade de andar todo nu pela casa, a arejar. Dá vontade, mas a cautela vem primeiro. Não vá o pirilau ficar trilhado na porta da máquina de lavar roupa, o melhor mesmo é andar com a bela da cueca protectora.

 
Com o calor, o ser humano tem alguma tendência natural para se despojar de excessos de roupa, pelo que, nesta época, os olhos têm muito com que se regalar. Infelizmente, o meu estúpido dever para com o patronato vai novamente privar-me das férias de verão a que tenho direito, condicionando-me o acesso a contextos sócio-recreativos em que a concentração de mulheres a morrerem de calor é elevadíssima.
 
A loira dentuça costuma aparecer todos os dias, sistematicamente sem soutien e com um vestido de alças decotadíssimo que deixa perceber as maminhas invariavelmente descaídas até ao umbigo. Isto é um ritual diário: a loira aparece, eu controlo-lhe o vestuário, constato as alças, o decote e o formato decadente das maminhas, arrepio-me com os dentes em forma de retroescavadora, e suspiro de infelicidade pela paisagem pouco apelativa.
 
No entanto, ao início da tarde de hoje fui surpreendido de forma agradável. A Fafá (nome de código), que se tinha oferecido de véspera para me ajudar a redigir um projecto, apareceu de rompante no gabinete do patronato. Quer-se dizer, ela entrou de mansinho, como sempre, mas como me deixou em choque, faz de conta que foi de rompante, ok?
 
A Fafá, é uma senhora da minha idade, mais coisa, menos tigela, cujo rosto invalidaria qualquer desejo relacional que me acometesse nesta vida ou noutra reencarnação. É feia, pronto. Mas simpática, vá. É magra e, por conseguinte, elegante, coisa que se torna rara acima dos trinta e cinco anos. Fica-lhe bem a elegância, mas o défice de maminhas não abona em favor de qualquer apreciação, ainda que em desespero de causa. E o cabelo curto também não ajuda nada, convenhamos.
 
Não sendo mulher que provoque atracção alheia, e tendo consciência disso, a Fafá costuma trajar de forma simples, muito simples, na maior parte das vezes com umas simples calças de ganga dentro das quais as nádegas parecem nunca encher o espaço livre. Apesar desta apreciação pouco positiva que aqui deixo, estou a falar de uma mulher casada e mãe de duas filhas! Não é um monstro, portanto.
 
Retomando a entrada de rompante no gabinete do patronato, falta descrever a novidade: é que a Fafá apareceu com um vestido que mais parecia roubado à sua filha de catorze anos, a avaliar pelo comprimento diminuto da saia e pelo padrão axadrezado do tecido. Até fiquei sem jeito. Pensei logo para comigo: mau, mau, Maria, está aqui um gajo a tentar trabalhar sossegado e vens para aqui tu nesses preparos, a distrair a malta!
 
Arranjei-lhe uma mesa vazia mesmo ao lado da minha secretária, arranjei-lhe um computador, e pu-la a render. A isto, chama-se estimular a qualidade de vida em contexto de trabalho! Um gajo está a trabalhar e entre cada oito minutos faz uma pausa para deitar o olho ao lado. É que, para quem não sabe, os vestidinhos daquele género transformam-se facilmente em meio palmo de saia abaixo da nádega, quando a mulher se senta. É o conhecido arregaçar natural da saia. Uma coisa linda de se ver, portanto.
 
A Fafá regressa amanhã, para continuar o trabalho. Se gostou de estar ali no gabinete a exibir o pernão, amanhã trará outra indumentária-surpresa, algo igualmente arejado e provocador. Veremos. pickwick
publicado por pickwick às 00:05
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