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Sábado, 8 de Março de 2014
A flash of lightning…

The word comes from French éclair 'flash of lightning', so named because it is eaten quickly (in a flash) (in Wikipédia).

 

Durante o delicioso jantar com a loirinha, sucedeu um episódio multipolar que me esquivei de relatar, tanto pela sensibilidade da questão, como pela sensibilidade da minha maquineta de batimentos cardíacos. Resumidamente, chegámos à mesa, ela tirou o casaco e eu agarrei no telemóvel para chamar o INEM por causa da imediata taquicardia… mas, a verdade é que não consegui ligar para ninguém, porque a loirinha teve a simpatia de massacrar-me violentamente com o anúncio de que tinha o fecho éclair do vestido encravado e não conseguiu desencravá-lo até cima, pelo que ficou algures… A taquicardia evaporou-se e deu lugar a uma perigosa paragem cardíaca! Por uns segundos, a minha língua descaiu-se pateticamente para fora da boca, esgueirando-se pelo lado direito das beiças entreabertas. Um gajo desligado do mundo dos vivos, ainda que por segundos, nunca consegue segurar a língua. Está comprovado.


Findos uns quantos segundos, alheado e embasbacado no mundo parolo dos semi-mortos, voltei, como que ressuscitado, mas possuído de um gravíssimo Transtorno Multipolar Simultâneo Estagnado! Quando sou possuído por um TMSE, consigo fazer parecer qualquer transtorno psiquiátrico irrecuperável com uma ida à pastelaria. Num TMSE, os Polos do transtorno acontecem todos aos mesmo tempo, mas eu não mexo uma unha. Insólito, eu sei. É um transtorno estagnado, portanto. E assim foi.

 

Polo 1
- Queres que te desencrave isso?
- Consegues?
- Claro, é um instante.
Rodeei a mesa de 2 km e acerquei-me das costas da loirinha, saltitando com a leveza de um elefante de nenúfar em nenúfar, quase me babando com a ideia de esfregar as pontas dos dedos nas costas dela. Ela manteve-se estática, como quem se auto-anestesiou com um pudim. Com jeitinho, deslizei o fecho dois centímetros para baixo. A seguir, devia puxá-lo para cima, com jeitinho, mas, algo me atraía como um buraco negro para as costas dela. Não me aguentei e puxei-lhe o fecho todo para baixo! Ela ainda guinchou que não sei o quê de badalhoco mas eu queria lá saber! Aquelas costas estavam embrulhadas num mega-corpete do século XVII, de cor violeta-claro-choque e cordame cor-de-licor-beirão!!! Quem guinchou forte e feio fui eu! No fundo das costas, uma tatuagem com a letra da canção Ó Laurindinha rematava a surpresa. Ainda passei os olhos pelos ilhós cromados e por uns pêlos estranhos que se esbatiam debaixo das barbatanas de baleia, mas não aguentei mais: atestei o copo com água, subi à cadeira e atirei-me de cabeça, afogando-me dramaticamente naquela imensidão de líquido, como escapatória para a situação tão desagradável.

 

Polo 2
- Queres que te desencrave isso?
- Não faz mal, pode ficar assim, ninguém nota.
- É um instante, conheço uma técnica porreira.
Rodeei a mesa de 2 km e acerquei-me das costas da loirinha, deslizando como que por cima de uma placa de gelo. Descalcei o sapato do pé esquerdo, rodei o tacão para a esquerda e saquei um sabonete Dove com essência de bigodes de camarão. A loirinha olhou para mim, mas, perante o meu ar de infinita sapiência, baixou os olhos para o guardanapo. Com a habilidade manual que resulta de séculos de experiência, esfreguei o sabonete no fecho éclair, para cima e para baixo, meia dúzia de vezes. Entretanto a loirinha começou a balancear a nuca, gemendo baixinho qualquer coisa. Não liguei e passei para a fase de teste do fecho. Incrível! Ficou como novo! Mais um jeitinho e, por descuido, o fecho desceu todo até baixo. A loirinha tossiu.
- Esfrega… sussurrou ela.
- Queres que te esfregue as costas com sabonete?
Grande maluca, pensei eu. Não querendo passar por desagradável, acudi ao pedido. Depois de três passagens nas omoplatas, para aquecer, molhei o sabonete no flute de champanhe com pedaços de fruta e comecei a ensaboar aqueles delicados costados. Ela gemia já com um ruído indisfarçável. A espuma da ensaboadela começava a avolumar-se, escorregando por dentro do vestido. E a loirinha passou-se! Meteu à boca uma mão-cheia de azeitonas com orégãos, mais o pires das manteigas e o guardanapo que embrulhava as fatias de pão, subiu para cima da mesa, assobiou para o fundo da sala e nisto surgiu do nada um cavalo alado branco, com malmequeres pintados nos quartos traseiros. A loirinha montou-se no cavalo (o empregado de mesa até bateu as palmas, que mulher de saia curta a montar a cavalo é sempre aquele espectáculo) e desapareceu pela janela sem partir o vidro. Até hoje, ainda não percebi como é que o vidro não partiu. Duplo, ainda por cima!

 

Polo 3
- Ó miúda! Isso são maneiras de sair para jantar?
- Errr… quer-se dizer…
- Xiu! Mais valia teres vindo de pijama!
- Hein?!
Levantei-me de rompante, amarfanhei a vela que emprestava algum romantismo ao jantar e meti-lhe a língua no pavio. A loirinha abriu a boca de espanto com o “pfffff” da chama a extinguir-se. Rodeei a mesa de 2 km e acerquei-me das costas da loirinha, de cera em punho. Com inusitada habilidade, esfreguei a cera ainda quente no fecho. Quente demais. Alguma cera derretida entranhou-se no fecho, arrefeceu, endureceu, e nem para cima nem para baixo, o raio do fecho. Corri até a uma mesa a alguns metros de distância, onde um casal de namorados se beijava apaixonadamente (a mesa deles era mais pequenina), espetei dois bufardos no moço, rasguei a blusa à rapariga (o sutiã azul-escuro com ursinhos ficava-lhe mesmo mal) e voltei em passo acelerado com uma vela acesa roubada sem que eles percebessem. A loirinha nem se mexia, tal era a atenção e incredulidade com que acompanhava o desenrolar dos acontecimentos. Com a nova chama, derreti a cera do fecho éclair, que começou a deslizar, mas a inclinação da vela acesa deixou escapar uns grossos pingos de cera quente para o fundo das costas da loirinha, que começou a uivar e a chamar-me coisas indelicadas. Veio o empregado de mesa com o balde e a esfregona, em socorro da donzela, e despejou-lhe dez litros de água perfumada com detergente aroma a bosques e framboesas. Para mim, sobrou a esfregona, que o homem entusiasmou-se e quis-me levar os dentes com ela. Nisto apareceu o moço a cuja namorada eu tinha rasgado a blusa, e, não por causa dos bufardos nas mandíbulas que de mim recebeu, mas pelo sutiã descoberto da namorada, encheu-me o corpo de pancada com uma cadeira. Entretanto, a loirinha começou também a bater-me com a toalha da mesa (enrolada, para doer mais), e ainda veio um cão ladrar à janela e a cozinheira a atirar-me com frasquinhos de especiarias. Parecia o fim do mundo. Na falta de alternativa, saí a correr, com pedaços de pano da esfregona entalados nos dentes, um braço entalado com o pescoço entre os pés de uma cadeira e a orelha cheia de orégãos. Nem cheguei a provar o tamboril.

 

Polo 4
- Ó… faxabor! – chamei eu, a ver se o empregado de mesa aparecia.
A loirinha olhava-me, enternecida, certamente pensando que eu ia pedir uma flor bem cheirosa para lhe entalar na orelha ou uma música romântica para dançarmos e abrirmos o apetite para o jantar.
- Diga.
- Tem um lápis?
- Só um momento.
Enquanto o empregado foi buscar o lápis, olhei para a loirinha com o ar mais armado-aos-cágados do mundo, braço direito apoiado nas costas da cadeira, joelho ao nível da mesa… só me faltava mesmo um palito nos dentes, óleo de fígado de bacalhau espalhado no cabelo e um tufo de pêlos negros a espreitar pelo colarinho.
- Aqui tem.
- Obrigado.
Saquei do canivete suíço escondido na peúga, puxei a lâmina e em poucos segundos tinha o lápis mais afiado que um bisturi. Ergui-me da cadeira, como se fosse bater com a testa no tecto, rodeei a mesa de 2 km e em seis passos largos meti-me atrás das costas da loirinha. Ela, paciente, aguardava. Com jeitinho, comecei a esfregar o fecho éclair com a ponta afiada do lápis. O pó de grafite que se desprendeu do lápis, começou a entranhar-se no fecho e serviu de lubrificante natura. Em poucos segundos o fecho ficou como novo.
- Tens umas costas muito bonitas.
- Obrigado!
- Deixas-me ver melhor?
- Claro que não!
- Vá lá, faço-te um desenho artístico de graça.
- A sério?!
- Claro.
- Pronto, está bem…
Já com o passaporte na mão, passei o lápis para os dentes, puxei o fecho para baixo, agarrei-me ao sutiã e desapertei-o com mestria. As costas desnudadas gritavam por uma obra-prima.
- Ai, está frio…
- Xiu! Pede umas malaguetas que isso passa-te já.
Assim que o lápis voltou aos meus dedos, surgiu um casco de cavalo. Seguiu-se o resto do cavalo, uma amazona com molas de roupa nos mamilos, um dragão a chamuscar o rabo ao cavalo, um cachorro rafeiro chamado Crespim a morder as patas ao dragão, uma rã inchada a fumar cachimbo e a declamar a letra da canção “O Rapaz da Bilha” da Cátia Palhinha, e um peru recheado com Bolas de Berlim. Inigualável. Sublime. Coiso.
- Que tal?
- Vai ao WC e vê.
Subi-lhe o fecho até cima e fiquei a vê-la circundar as mesas e as colunas a caminho da casa-de-banho. Assim que desapareceu atrás da porta, tirei a mão detrás das costas, olhei para o sutiã carmim com cachos de bananinhas e cestas de tangerinas, e sorri. Ela não tinha dado por nada. Silenciosamente, esgueirei-me para o fresco da rua, meti-me pela escuridão do mato e, consolado com a nova aquisição, fiz os 30 km que me separavam de casa e da minha sensacional colecção de sutiãs com motivos de frutas, legumes e seres vivos. pickwick

publicado por pickwick às 20:56
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Terça-feira, 4 de Março de 2014
Second chance date

Comecemos pela “first chance date”, algures no início de Fevereiro, poucas horas depois de regressar de uma noite passada na Serra da Estrela dentro de uma tenda, enquanto se abatia sobre Portugal a tempestade Estefânia. Foi na mesa de um cafezinho simpático, a bebericar qualquer coisa quente, a ver fotos num computador e a dar dois dedos de conversa. A loirinha não tirou o casaco-contra-tempestades, porque estava a nevar dentro do café e a queda de um pinheiro de grandes dimensões já tinha escavacado a caixa registadora. Ainda assim, entre um piscar de olhos e meia dentada numa Bola de Berlin imaginária, consegui tirar umas quantas medidas estratégicas ao vestido meio-azul-e-coiso que se escondia debaixo do casaco. Isto é como tirar medidas à unha de um elefante: não é preciso ver o elefante todo para perceber, pela unha, que não se trata de uma minhoca.


Entretanto, o tempo antena terminou, demasiado abruptamente. A loirinha saiu a correr porta fora, eu ainda fui atrás dela, mas veio a Estefânia e levou-lhe o guarda-chuva e uma saca com pão e mais a ela e dois arbustos. Eu só tive tempo de deslizar pela rampa abaixo, entrar de cabeça no carro e zarpar dali para fora, não fosse o céu desabar de uma vez só e estragar-me os piscas do carro.


Apesar da velocidade alucinante a que se passaram os anteriores acontecimentos, forçei-me a estacar corpo e mente por uns segundos, agarrado ao volante, só para que, do fundo das entranhas, saísse um “uau!...”, algo a meio caminho entre a estupefação e as beiças caídas.


Bom, passado quase um mês, surgiu inesperadamente uma nova oportunidade para estar com a loirinha. Sem tempestades com nomes de gajas santificadas, sem sacas de pão, sem correrias. Ontem, mais propriamente.


À hora marcada, e porque não se fazem esperar princesas, plantei-me à porta do prédio dela, dentro do carro, tentando ver qualquer coisa para além do metro e meio por entre as pingas de chuva que tombavam na chaparia automóvel. Fiz-me anunciar por SMS, na falta de clarins e tambores. Ao fim de quase quarenta SMS’s com troca de referências geográficas, consegui perceber que a loirinha, afinal, estava no carro dela, poucos metros mais à frente, com os mínimos ligados quase a ofuscarem-me os binóculos. Ela podia meter um pirilampo dos bombeiros no tejadilho para me chamar a atenção e poupar SMS’s? Podia, mas depois arriscava-se a ter os gatos todos da vizinhança a miarem-lhe e a fazerem-lhe xixi nas rodas. Mais quinze SMS’s e acertámos que eu me transladava para o veículo dela, deixando o meu ao abandono e sujeito a ser vandalizado pelos cães dos vizinhos que também fazem xixi nas rodas.


Em câmara lentíssima, fechei a porta e cumprimentei-a com dois beijinhos nas bochechas, daqueles que se desejava demorarem uma eternidade, ao invés das milionésimas de segundo que a cruel realidade me permitiu. Apertei o cinto e, perante um painel de instrumentos aeronáuticos capaz de envergonhar um Airbus A350, temi pelo pior: a loirinha pressiona um dos milhares de botões iluminados, o motor dá duas bufas, saem asas muito aerodinâmicas debaixo das portas, as jantes das rodas transformam-se em hélices e saímos por aí, pelos céus afora, trespassando nuvens e serpenteando por entre flocos de neve… Felizmente, ou infelizmente, ela engatou a primeira e fomos directos para o restaurante, conforme combinado, deslizando muito conservadoramente pelas estradas de alcatrão.


A loirinha, que nos tempos livres poderia desempenhar papéis em filmes de cowboys italianos, escolheu uma mesa posicionada a jeito de sacar do seu Colt Peacemaker 45 e com três nacos de chumbo quente estragar a dentadura ao primeiro atrevido que entrasse e arreganhasse as beiças. Eu sentei-me do outro lado da mesa, quase a dois quilómetros.


Depois ela tirou o casaco e eu agarrei no telemóvel com as minhas mãos trémulas, prontinho para chamar o INEM assim que a minha imediata taquicardia passasse a perigosa fasquia dos 300 batimentos por minuto. Porque, entre o casaco e a pele, a loirinha tinha trazido um vestido coiso-e-meio-azul, justinho ao corpo, a terminar o tecido 3/4 de palmo acima do joelho. Pareceu-me reconhecer o vestido de há quase um mês atrás, mas, sinceramente, bem que o pode trazer novamente num próximo encontro, e nos seguintes, se Deus for grande e os houver, que eu só tenho a agradecer. O meu coração é que se queixa um bocadinho, mas dou-lhe meio bife de picanha crua para se acalmar e pronto.


Nisto, descubro-lhe um piercing em jeito de diamante, cravado nas goelas. Pensei logo: Ai! Ó mulher de Deus! Que foste fazer? Isso não te prende a comida a descer pelo esófago? E não cria ferrugem quando bebes água? É nestas ocasiões que o silêncio vale ouro. Antes de fazer estas perguntas idiotas, fiz uma pausa silenciosa, inspecionei melhor o assunto e percebi que, afinal, não era um piercing, mas um singelo colar com um brilhante. E safei-me de levar dois pares de estalos e ficar mal visto.


Bem, entretanto, veio o momento de escolher a ementa. Ela tinha-me confidenciado que gostava muito de comer, e que, efectivamente, comia muito, pelo que achei que nem valia a pena abrir a carta com as ementas e podia partir logo para o disparate, pedindo uma vitela inteira cortada às postas, um saco de 40 kg de batatas assadas e dois litros de natas para pincelar a carne. Mais uma vez, uns segundos de pausa silenciosa antes de abrir a boca, e safei-me de boa: ela anunciou que preferia peixinho. E pedimos arroz de tamboril com gambas.


As duas horas seguintes foram de pura tortura! Duas horas a arreganhar a toalha da mesa com as unhas, para chegar mais perto dela ou a trazê-la mais para perto de mim… sem sucesso! Duas horas a controlar um impulso insano de saltar por cima da mesa e enchê-la de beijos, equilibrando-me com um joelho dentro da terrina do arroz de tamboril e o outro em cima de um caroço de azeitona perdido. Duas horas a evitar uivar para o teto da sala, escondendo na linguagem do uivo todos os elogios àquele corpo que me estava a matar de deslumbramento. Duas horas a tentar adivinhar qual seria o aroma daquele pescoço fofinho que se erguia acima do vestido. Duas horas completamente nas nuvens. Enfim.


Depois chegou a hora, ela levou-me de volta ao meu carro de jantes lavadas do xixi dos cães com a água da chuva, a despedida com dois beijinhos-relâmpago naquelas bochechas de pele-rabo-de-bebé, e lá fui eu… a arfar… a tentar discernir se aquele jantar tinha mesmo acontecido, se a loirinha era mesmo aquela loirinha de há minutos atrás, que quase ainda sentia o gosto da pele dela nos meus lábios, se… coiso… Há dias em que um gajo fica mesmo desorientado de todo. Este, terminou assim. pickwick
 

publicado por pickwick às 13:56
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