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Sábado, 14 de Abril de 2012
Recalibrar

Páscoa, é época de rever a família, atulhar o organismo com calorias e gorduras, e passar uma imensidão de tempo afundado num sofá em frente a uma TV.

 

Por vezes, um gajo satura as nádegas e a espinha de tanto descanso de qualidade e aspira a uma lufada de ar fresco. Propus ao meu irmãozinho fazermos uma investigação breve sobre o “gajedo” no mega centro comercial da cidade, ao que ele contrapôs com um comentário de elevadíssimo nível intelectual: não, irmãozinho, vamos é recalibrar! Eu sei que o meu irmãozinho anda a ficar meio apanhado de tantas horas a trabalhar em investigação ao nível da fusão nuclear e outras coisas do mesmo calibre, mas, ainda assim, fiquei impressionado. Vamos ao centro comercial recalibrar. Soa bem. Parece que vamos recalibrar um osciloscópio, quando, de facto, a verdade esconde o desejo obsceno de recalibrar dezenas de elásticos de cuequinhas e sutiãs.

 

Já no centro comercial, não aguentei mais e obriguei o meu irmãozinho a pronunciar-se mais profundamente sobre o conceito da recalibração aplicado ao sexo feminino. O que dali saiu, foi uma teoria lindíssima, surpreendentemente aplicável no dia-a-dia, a saber:

 

Do ponto de vista masculino, quando convivemos algum tempo com a nossa namorada, amante colada, companheira ou esposa, há um processo insuspeito do nosso subconsciente que nos convence progressivamente de que a dita cuja é realmente gira. Tal não corresponde à realidade, claro, porque a sorte não é para todos e há razões que a escassez de dinheiro desconhece. Mas, aos poucos, vamos ficando convencidos. Elas dão uma mãozinha, um perfume novo, lingerie fatal, menos saia, depilação cuidada, culinária apurada, carinho quanto baste, etc. Assim, e a bem daquele pragmatismo que nunca devemos abandonar (uma gaja boa, é uma gaja boa), é de suma importância que seja feita uma recalibração periódica dos parâmetros que assistem à definição da beleza feminina. Tal consegue-se, com alguma facilidade, lavando as vistas em qualquer centro comercial ou praia onde abundem exemplares do sexo feminino. Um gajo observa, tira as medidas, arreganha as beiças, deixa escorrer um fio de baba pelo canto da boca, sussurra umas exclamações pouco católicas, e, aos poucos e poucos, começa a recalibrar a bitola da qualidade. A fasquia sobe, evidentemente, até à medida standard, pelo que a namorada ou esposa sofre uma queda brutal na reapreciação, com uma aproximação consistente à realidade. Já não é “gira”, mas apenas “engraçada”. De “boa”, passa a “dá para umas trincas”.

 

Já agora, o que é uma amante colada? É uma namorada que não se assume como namorada, mas que vive colada como uma, embora seja apenas amante. Dá para perceber? Pois claro.

 

Este processo de recalibração deve ser usado com algum cuidado e critério. Se decorrer em ambiente adverso, apinhado de gajas feias, peludas, gordas, mal feitas e forradas com trapos, incorre-se no risco de ficarmos convencidos que a nossa namorada ou coiso e tal é uma forte candidata a Miss Universo (já ganhou) e uma excelente capa para a Playboy. pickwick

publicado por pickwick às 23:19
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Segunda-feira, 5 de Setembro de 2011
Ding, dong!

Estava eu na pacatez da minha maison, com as minhas janelas tipo fenêtre, a tentar fazer alguma coisa de útil e produtivo para quebrar com a improdutividade do Verão que já se foi, quando tocou a campainha de porta.

 

Um gajo pensa que vive numa aldeia perdida nas beiras e que é como se vivesse numa ermida isolada no cimo de uma montanha, mas, afinal, de vez em quando, alguém toca à campainha. E não é o motoqueiro das pizzas, não.

 

Abro a porta e… numa fracção de segundo, assim como que num bater de asas de um colibri, vi a minha vida a andar para trás. No bater de asas seguinte, foi para exclamar “mau, mau, Maria!” para comigo mesmo. Já no terceiro bater de asas, um conselho a mim próprio cheio de sabedoria, sensatez e serenidade: “shttt… não olhes, pá! não olhes!”.

 

Plantadas à minha frente, estavam as minhas vizinhas de cima, mãe e filha. A mãe, ah e tal, agora não interessa e mais logo também não. A filha, 17 aninhos, fresca que nem uma alface, trajava uma coisa que, no tal bater de asas do colibri, me pareceu um vestido de noite muito sensual, daqueles com alcinhas fofinhas, a dar pelo meio da coxa, excepcionalmente decotado para não atrofiar os pulmões durante a noite. Como era hora do lanche, presumo que não fosse mesmo vestuário para dormir, mas não tentei verificar, especialmente porque já tinha reparado que a lingerie era preta e corria o sério risco de ser apanhado pela mãe a tirar as medidas à roupa da filha. Pior: ser apanhado com as retinas a caírem para dentro do decote da rapariga! E eu, que ainda não tinha a noção de que a rapariga era tão prendada ao nível do tórax. Mas mesmo muito prendada!

 

Espanto-me comigo mesmo. Como consegui recolher tantas evidências num bater de asas de um colibri? Estou com um poder de observação muito à frente!

 

Contextualizando, as duas vinham entregar-me um pack de três garrafas de vinho (cerveja é que era!), como agradecimento pela ajuda que dei à miúda numas dúvidas que lhe surgiram ao longo do ano com a Matemática, sendo que a respectiva terminou a coisa com dezoito valores.

 

Voltando ao que interessa, lá se foi aquela teoria de que as mães e os pais não têm noção de que as jovens saem da casca e abalam de casa à socapa com roupas capazes de facilmente provocar paragens cardíacas. Esta mãe, que até parece boa pessoa, acompanha a filha - esta quase em trajes menores - à porta do meu apartamento, em plena luz do dia. Será que, por eu viver sozinho, esta mãe acha que sou larilas e que até poderia trazer a filha de tanguinha e em topless sem que isso me despertasse apetites indecentes? Não compreendo, a sério. Escapa-se-me. Mas agradeço o gesto. Foi um gesto bonito, para uma tarde de segunda-feira. Até escusavam de ter trazido o vinho. pickwick

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publicado por pickwick às 21:54
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Domingo, 9 de Dezembro de 2007
A Rici é uma balofa
Há já muitas semanas que a Sandy se foi. A Sandy, era a minha colega podre de boa, que pecava apenas pelo natural facto de estar prenha. Isto não é um comentário machista e pouco humano, mas, antes, um simples desabafo técnico. De um momento para o outro, e tal como já prevíamos, chegaram as ordens superiores para a rapariga ser transferida para outra instituição, à pala de uma gravidez de risco, devendo, portanto, ser substituída. À ansiedade que tomou conta de alguns trabalhadores durante alguns dias, seguiu-se o desalento e a desmotivação laboral. É que, para desilusão geral, a Sandy foi substituída pela Rici. Ora, é certo que antes a Rici que um gajo barbudo. Ou, num patamar mais básico, antes uma gaja que um gajo! É certo. Mas, podíamos ter tido um pouquinho mais de sorte. Mas, não tivemos. Saiu-nos na rifa uma tripeira balofa! Nos tempos da Sandy, ainda podíamos vislumbrar a lingerie que usava, por exemplo – se a memória não me falha, era sempre um soutien requintado e umas cuecas muito rascas e excessivamente usadas. Com a Rici, bom, para além de não dar vontade de saber que lingerie traz, também não dá para ver, já que a moça apresenta-se sempre de forma imaculada e conservadora. Ali, não há rego do cu que apareça para tomar um pouco de ar fresco. É uma espécie de convento-ambulante. Um convento rechonchudo, já que falamos nisso. A toda esta conjectura, chama-se um “grave decréscimo nas condições laborais”. Já não bastava a progressão na carreira congelada durante décadas e os aumentos salariais anuais de fazer rir, agora ainda temos que gramar com uma colega balofa. E eu ainda vou mais longe nas críticas: era preciso, também, ter uma pronúncia exageradamente tripeira?! O “B” não se diz “bê”, mas “biê”. O “3” não se diz “três”, mas “triês”. E por aí fora. Eu já nem ligo. Não ligo à pronúncia, nem às formas balofas do seu corpo que parecem querer saltar para fora da roupa, como que banha espremida por um cinto apertado. Formas e linguagem à parte, tenho a dizer que a Rici ainda é uma jovem, muito jovem, quase que acabada de sair da fase pós-teenager, mas que tem uma postura demasiado rígida e séria para uma moçoila daquela idade. Devia sorrir mais, abanar mais as nádegas – sem exagerar, para não partir nenhuma mesa ou portada -, e dizer umas piadas. É demasiado profissional naquilo que faz, não fraqueja, mantém tudo “na linha”, e é inegavelmente dedicada ao trabalho. Mas, não era isto que queríamos. Pelo menos, não era isto que eu queria. Eu queria uma colega jeitosa, airosa, arejada de roupa, sem chicha em excesso, com o elástico da cuequinha sempre à mostra, o decote sempre cheio de calor, com um sorriso maroto e que marchasse com as nádegas a dar-a-dar. Deveria ser menos profissional, para que pudesse ser repreendida segundo o secular método das palmadinhas no rabo enquanto sentada no colinho. Enfim. Ando a ver filmes a mais, parece-me. Ainda tinha algumas esperanças na Caty, outra das colegas novas deste ano, mas aquele metro e setenta de gaja parece-se cada vez mais com um cadáver a caminhar em cima de umas andas de cana rachada. Profissionalmente, não há ambiente! Há anos assim! Este é um deles! Ora bolas! pickwick
publicado por pickwick às 15:43
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Domingo, 2 de Setembro de 2007
Também quero ser inspector

Uma brigada da ASAE esteve ontem, ao princípio da noite, na Expo do Sexo, no Pavilhão Arena, em Portimão. A principal preocupação dos três inspectores presentes residiu na falta de tradução para português das embalagens de artigos eróticos à venda nos stands”. Esta foi a notícia. Para os mais distraídos, ASAE quer dizer Autoridade de Segurança Alimentar e Económica. E, em face desta e de outras notícias das actividades desta autoridade, também quero ser inspector e pertencer a uma brigada e ir às exposições de sexo e feiras do presunto e do leitão. Sim, quero. É bom. Um gajo mete-se no carro, com a pistola na sovaqueira e o crachá ao peito, os colegas de brigada todos sorridentes, ah e tal, entra-se num festival do sexo, confraterniza-se com as estrelas porno, quiçá recebe-se um donativo em forma de queca (é uma vertente da alimentação, como todos nós sabemos) ou um simples strip privado, trazem-se para casa umas dezenas de DVD’s pornográficos ou uma peça de lingerie obscena para cegar a mulher lá em casa, e pronto, missão cumprida. Quero ser inspector da ASAE. Já não bastava irem às feiras e trazer de lá quilos e quilos de roupas e óculos marroquinos, agora também se pode ir aos festivais do sexo. Parece-me muito bem. Gosto. Não consigo deixar de pensar no assunto. Imagino-me, fato e gravata, ar de manganão, pistola, gel no cabelo (tinha-o deixado crescer de propósito para poder usar gel), sapatos engraxados, fósforo por acender entre os dentes, yes, estilo q.b., e uns óculos Rayban. Ui! Entro na Expo do Sexo. Rapidamente, os organizadores da expo acercam-se de mim e dos meus colegas inspectores, com uma bandeja repleta de copos de champanhe caríssimo e salgadinhos apetitosos. Ah e tal, estávamos à vossa espera, temos ali um cantinho especial, não sei quê. Vamos para o cantinho especial, discretamente desviado do público, “a media luz”. Uma mesa redonda, sofás, espelhos, incenso, mais champanhe. Uma cortina fecha-se nas nossas costas. Música no ar. Elas entram, desfilando nos seus trajes minúsculos e botas altas. Eles despedem-se, coiso e tal, tenham uma boa estadia entre nós, até mais logo. Elas começam a dançar, besuntam-se com óleos aromáticos, abanam as nádegas com mestria inigualável, puxam pelas pontas das tetas como se estivesse na hora da ordenha, roçam-se nas nossas pernas e estragam-me as calças com a porcaria do óleo que trazem no corpo. O ambiente aquece. Já não há cuecas nem fio dental, as depilações estão perfeitas, elas riem-se, o prazer flutua no ar. Uma delas, morena, que tinha entrado com folhas de castanheiro atadas à cuequinha e um colar de flores pendurado no pescoço, dobra-se e, para além de mostrar a coisa e tal, apanha de um armário meio coco com uma palhinha lá dentro e começa a beber, a chupar pela palhinha, ah e tal, ui! que sexy!, exclama o Carlos, entusiasmado. Coco?, pergunto eu? Mas estas parolas não sabem que eu detesto coco? É pior que arroz de grelos com carapau frito depois de assado! Noite estragada! Levanto-me, ajeito a zona da braguilha, saco da pistola, dou três tiros para o ar, e elas fogem em pânico. Vamos a isto, cambada! Porra lá para o coco, palhaço, acabaste de me estragar a noite, diz o Tiago. Atiramos a cortina para os lados e invadimos a expo. O Carlos saca da pistola dele e dá dois tiros para o ar. Gente a fugir por todo o lado. Tiramos os sacos dos bolsos e corremos para os expositores das Sex Shops, repletos de objectos de incrível sofisticação, DVD’s, lingerie sugestiva, etc. Em poucos minutos enchemos os sacos e estamos dali para fora, com uma fortuna arrecadada e meses de entretenimento gratuito garantido. Quando já vamos a passar as portas do Pavilhão Arena, um dos organizadores vem a correr atrás de nós e interpela-nos: mas, então?, que é isso?, que vieram cá fazer?, porque levam esses sacos cheios? Com ar de poucos amigos, passo com a palma da mão na coronha da pistola recentemente devolvida ao coldre, meto ao mão ao saco e tiro, ao acaso, a caixa com o DVD do último filme da Dolly Golden. Esfrego-lhe a caixa nas ventas, com alguma agressividade. Seu palhaço, chamas a isto uma tradução em português? Golden? Como é que os clientes vão perceber que a miúda é dourada? Hem? Devolvo a caixa ao saco, viro-lhe as costas e vamos embora para o carro. Noite ganha! Como é bom ser inspector da alimentação. pickwick

publicado por pickwick às 00:10
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Quarta-feira, 31 de Janeiro de 2007
Barriguinhas Fashion

Cristina Alves, com penteado de esfregona estragada... coitada da moça...Há pouco mais de uma semana, recebi por correio electrónico uma mensagem com este título. Pensei que se tratava de mais uma daquelas mensagens humorísticas que os amigos enviam para os amigos e para os amigos dos amigos e para os conhecidos e para os nem por isso, mas, afinal, não era nada disso. Embora eu tenha, no final, interpretado como tal. Dizia assim: “A apresentadora Cristiana Alves, apresentadora do programa da RTP "Portugal no Coração" veste ATTESA PREMAMAN, uma marca exclusiva das Barriguinhas Fashion”. E claro, trazia uma fotografia da Cristiana Alves, que não sei quem é, e muito menos conheço o suposto programa de televisão que, pelo nome, deve ser sobre o combate ao enfarte agudo do miocárdio. No final, dizia a mensagem, em letras minorcas: “O presente e-mail destina-se exclusivamente a endereços adicionados publicamente à nossa newsletter”. Adicionados publicamente?! Que conversa é essa? Mas isto agora é o da Marta? É tudo nosso? E paz e sossego? Não há? Mas que caraças, pá! Bem, pronto, deixando de lado este pormenor de ter sido incluído sem autorização numa newsletter de roupas para grávidas, há que tirar partido do infortúnio e pagar de volta a ousadia. Primeiro passo: mas quem é esta gaja chamada Cristiana Alves, com um penteado de esfregona estragada a encimar um amontoado de ossos chocalhando nas articulações? Primeira descoberta: não se chama Cristiana, mas sim Cristina! E essa, sim, está plantada no site da RTP, assim com ar de galdéria e ah e tal, olhar matreiro, tipo raposa finória. Estado civil: solteira. Esta coisa do estado civil devia ser mudado. Se esta gaja não é casada e está prenha, o estado civil não pode ser simplesmente “solteira”. Solteira é uma gaja que está disponível para emprenhar, mas ainda não o fez. Ok? Bom, deixemos a Cristina em paz. Uma gaja que é apresentadora de televisão, solteira e manequim, não pode ser boa pessoa e ponto final. Até é bonitinha, mas com este penteado estragou tudo… Esclarecida a questão da Cristina, o passo seguinte foi essa coisa da “Barriguinhas Fashion”. Em primeiro lugar, o “fashion”. Está na moda, desde há uns tempos, usar a palavra “fashion” em Portugal. Ah e tal, ‘tás muito fashion… Ui, que fashion! Estes corsários são mesmo fashion! (sim, já sei o que são corsários, fruto de alinhar em passeios a centros comerciais com gajas) Acontece que, verdade seja dita, isto não é moda nenhuma. Em 1985, se não me falha a memória, tinha uns amigos que usavam esta expressão como quem usa o “caraças”. Os amigos não eram portugueses de gema, mas eram luso-descendentes, onde na parte do “descendentes” se pode colocar “asiáticos”. O Almeida, principalmente, usava e abusava desta expressão. Era um castiço e um verdadeiro amigo, ao ponto de, pela primeira e única vez na vida, me ter convencido a sair para a rua com mousse no cabelo! Agora o pessoal é mais de gel, mas na altura a mousse é que era. Portanto, mousse no cabelo, botas de cowboy (literalmente), blusão preto, calças de ganga arregaçadas e óculos à piloto de aviões. E um grande sorriso parvo. Ah e tal, o senhor ‘tá mesmo fashion, dizia-me o Almeida, quando íamos ter com a Susana. A Susana foi uma musa que me disse na cara que não queria nada comigo porque tinha medo que eu lhe batesse. Enfim. Posto isto, agora o verdadeiro fenómeno da “Barriguinhas Fashion”. É uma loja, com site na Internet, para venda de roupa para gajas prenhas. Tipo grávidas. Que querem vestir-se fashion, presumo. Andar na moda, portanto. Fui lá espreitar e… Escandaleira! Biquinis e lingerie para gajas prenhas, com modelos verdadeiros, também prenhas, e não sei quê. Meu Deus!... Não é nada bonito de se ver, aviso já.

A gravidez é uma coisa linda da Mãe Natureza, sabemos bem disso, mas meter grávidas dentro de biquinis e lingerie, fotografá-las e espetar com as fotografias na Internet, é um bocado mórbido! Obsceno, direi mesmo! Parece um filme de terror! Não bastassem as imagens chocantes, atente-se nas descrições detalhadas e científicas dos produtos:

- “Cuecas com uma aplicação de um pequeno botão”;

- “Sedutora tanga desenhada para assentar debaixo da barriguinha”;

- “Bonitas cuecas de cintura descaída debruada na cintura e pernas”;

- “Tanga chique e elegante desenhada para assentar debaixo da barriguinha”;

- “Amorosas cuequinhas de cinta descida para assentar debaixo da barriguinha com desenho ultra moderno”;

- “Shorties com um lacinho de atar”;

Mais os “Morangos com Açúcar” e a “Floribella” e está tudo louco! pickwick

publicado por pickwick às 00:10

editado por riverfl0w em 19/06/2007 às 19:16
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