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Quinta-feira, 12 de Abril de 2012
O humor do alce

Há dias em que uma das minhas convicções pessoais sobre a vida e as gentes toma uma solidez impressionante: há cada vez mais gente avariada da cabeça.

 

Na última oportunidade que tive para ficar boquiaberto, dialogava com uma empresária farmacêutica trintona, muito bem arranjadinha e prendada, aparentemente moça simpática. E digo aparentemente, porque, logo desde o início do diálogo, achei-a muito fofinha e comecei a debitar algumas graçolas que não tiveram o retorno habitual. A maioria das pessoas com quem convivo, tem capacidade para perceber quando estamos a atravessar umas piadinhas no meio da conversa, assim como que para descontrair.

 

Por exemplo, posso gracejar que o meu carro tem o motor quase a cair para o chão, que é como quem diz que já tem uns quilómetros jeitosos no pêlo. A moça responde a isto com um ar entrunfado, ah e tal, estás sempre a gozar. Estou nada, digo-lhe eu, estou só com uma gracinha, até parece que não estás bem humorada hoje! Eu tenho bom humor, diz ela, só que bom humor não é sinónimo de gozo! Cheio de oriental paciência, ainda lhe tentei fazer ver que uma coisa é estar com piadinhas pelo meio e que outra coisa é gozar com a cara das pessoas, mas ela sugeriu-me perguntar a opinião a qualquer pessoa, em especial alguém que fosse expert na língua portuguesa, como uma professora de português, por exemplo. Eu nem me atrevo a tal!

 

Mas, isto anda tudo a ficar maluco?

 

O gajo que faz humor, nunca goza, porque gozar é feio. Por outro lado, o gajo que goza, nunca tem humor, porque é feio e o que é feio não tem humor. Deve ser assim o pensamento elevando da moça. Cá para mim, isto não é um caso isolado.

 

Há uma quantidade absurda de gente que se acha inteligente, mas que é incapaz de perceber uma ironia, por mais óbvia e vistosa que seja. O “achar-se inteligente” já é um sintoma de uma qualquer falha, nem que seja apenas um défice daquela virtude maior que é a humildade. Mas a incapacidade para processar uma frase irónica é algo que me deixa mesmo muito pasmo. Fico logo com a comunicação toda avariada. Um gajo tem que fazer o esforço para não conversar como conversaria com qualquer pessoa normal, mesmo com um miúdo de dez anos, e procurar expressar-se para um misto entre um atrasado mental e um penedo cheio de musgo. Deve ser o tal povo bronco que abunda e domina a nossa sociedade lusa. Sinto-me desolado, quando é assim.

 

Eu gosto de sorrisos. Gosto de dizer umas piadinhas para ver se me rodeio de sorrisos. Os sorrisos femininos, em particular, são aquela coisa deliciosa tipo chocolate cor-de-rosa a derreter-se debaixo de um sol de agosto. Uma gargalhada também é bom de ouvir. A vida vive-se melhor assim, digo eu. Corre-se o risco de deixar alguém mal disposto, porque dizer uma piadinha é estar a gozar, mas, lá está, é como o alce: um bicho careta daqueles, não tem mesmo motivação alguma para arreganhar as beiças. pickwick

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publicado por pickwick às 22:09
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Sexta-feira, 12 de Janeiro de 2007
E eis que da penumbra surge...
Mais um post meu. Perdoem-me os que ainda esperavam o regresso de El-Rei D. Sebastião. Para quem começou a ler este blog há menos de um mês: sou o riverfl0w, prazer. E sim, eu existo, não sou apenas um mito. Adiante. Nos últimos 11 dias tenho-me dedicado dia e noite à concepção, planeamento e implementação de um artefacto digital de índole intercomunicacional (um site - para quem quiser ser poupado ao paleio académico). E isto não me tem deixado tempo para muita coisa, quanto mais não seja pela quantidade mínima de palavras que temos de usar para descrever uma coisa tão corriqueira como é um site. Mas este não é apenas mais um site. Este foi, na realidade, desenvolvido para um grupo de senhoras muito apessoadas cuja façanha informática mais relevante será, provavelmente, localizar o Microsoft Word na barra de Iniciar em menos de quatro minutos. Mas enfim, o importante é encontrá-lo (pelo menos é o que se diz nas revistas quando se fala do ponto G). Nós, a equipa de implementação, fomos portanto obrigados a fazer com que as ditas senhoras pudessem editar qualquer conteúdo do site, sem para isso precisarem sequer de saber soletrar "Internéte". E assim foi. Basicamente aquilo tornou-se numa espécie de Arautos do Estendal, em que lhes basta escrever umas baboseiras quaisquer e carregar no botão "Enviar", para depois aparecer tudo bonitinho sem mexer uma palha que seja. Mais difícil será certamente habituarem-se a descobrir o Internet Explorer algures no menu Iniciar. Aqui está uma imagem do dito (preservando, obviamente, o anonimato):

Resumindo, essa coisinha que aí vêem privou-me de uma vida normal, ou seja: dormir até às quatro da tarde, ver o telejornal, falar no MSN com as já famosas leitoras deste blog e, claro, apreciar de esguelha um ou outro rabo de saia. Para celebrar o sucesso do projecto, decidi aproveitar o convite da Sheilinha (que também trabalhou no projecto) e de uma amiga da Sheilinha para ir a um cinema e tomar um copo ali-não-sei-onde. (Devo referir, antes que me esqueça, que a  Sheilinha e a amiga são dois rabos de saia bastante apreciáveis. Pena uma ser casada e a outra não usar saia mais vezes.) Ora bem, cinema tá quieto. Como bons portugueses que somos, chegámos 25 minutos depois da sessão começar, pelo que decidimos ficar a conversar numa das mesinhas lá-do-sítio-onde-há-cinema. Isto foi o planeado, mas na realidade o tempo do filme foi todo gasto com as três meninas (Sheilinha+amiga da Sheilinha+irmã da amiga da Sheilinha) a irem à vez à casa de banho encher a cara de pozinhos e químicos. Chegados ao sítio ali-não-sei-onde, que por acaso é mesmo ao lado lá-do-sítio-onde-há-cinema, o panorama visual parecia promissor. Cerca de uma centena de corpos à pinha, muito top sem alças e muita carinha laroca. Pior foi quando efectuei o reconhecimento do panorama auditivo: música brasileira "ah e tal samba práqui samba prálá" e uma grande maioria da população a expressar-se na versão brasileira do português. Não é que eu tenha alguma coisa contra os brasileiros. É só que sempre que eles abrem a boca, dá-me uma vontade incontrolável de explicar àquela gente toda que "cara" refere-se à zona frontal da cabeça de um indivíduo e não ao indivíduo em si, e "galera" é um tipo de navio, muito utilizado nos Descobrimentos, e não um conjunto de "caras". Pior, só mesmo na passagem de ano, onde a proporção brasileiro/português era de cinco para um. Pena ninguém se ter dado ao trabalho de explicar que à meia noite de Lisboa, a passagem de ano no Brasil só será pelo menos daí a 3 horas. riverfl0w

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publicado por riverfl0w às 01:30
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Terça-feira, 24 de Outubro de 2006
10.000* voyeurs!

1% da população portuguesa já pôs o pé neste estendal. Venham os outros 99. Até está frio, a gente aperta-se. riverfl0w

 

* Para efeitos de contagem, foram também contabilizadas as visitas de robôs, brasileiras, transsexuais e porquinhos-da-índia. Estas informações não dispensam a consulta do folheto informativo. Em caso de dúvida, consulte o seu médico ou farmacêutico.

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publicado por riverfl0w às 19:04
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Domingo, 22 de Outubro de 2006
Le centre du monde est partout
doclisboaHoje foi noite de doclisboa. O doclisboa, para quem não conhece, é um festival internacional de cinema documental que se realiza em Portugal desde 2004, organizado (e bem!) pela apordoc. Já na edição anterior tinha por lá passado e, a bem dizer, tinha gostado muito do que vi.

Assim sendo, este ano tive então o cuidado de me credenciar antecipadamente junto da organização do evento. Até aqui tudo bem. Eis senão quando (adoro esta expressão… vocês não?), ao dirigir-me ao balcão de acolhimento para levantar o livre-trânsito, me dão não só o dito mas também – e pasmem-se – uma maleta preta de trazer a tiracolo da TV5, com a bonita inscrição que dá título a este post. “É o dossier de imprensa” – disse a menina, enquanto fitava os meus olhos transbordantes de emoção. A verdade é que em todos os eventos onde tive direito a um dossier de imprensa – e não foram tão poucos assim – este não passava de uma capinha com alguns documentos de utilidade questionável e, com sorte, uma caneta Made in Pakistan ou um mini-bloquinho de notas do Continente. Compreenderão pois o meu espanto ao receber, de mãos trémulas, uma mala em tudo semelhante à do Tintim - essa referência do jornalismo francês (ainda que se trate apenas de um personagem de BD). Obviamente, o meu próximo passo será arranjar umas calças de sarja e um terrier que saiba ganir em francês.

Voltando à realidade. Imediatamente senti que a pasta tinha um peso atípico – inviabilizando com sucesso qualquer tentativa de sprint furtivo atrás de um VIP – o que me levou a intuir que as surpresas não ficariam por aí. E não ficaram. O recheio era composto por:

- Programa do evento;
- Agenda Cultural dos próximos três meses;
- Publicação doclisboa: "Histórias mínimas: o documentário japonês contemporâneo";
- Sinopse e ficha técnica de todos os filmes plus fotos e currículo de todos os realizadores, produtores e júri - num total de 230 páginas;
- Um exemplar da docs.pt - revista de cinema documental;
- Bloco de notas muito catita, journalist style, plus duas canetas;
- Convites para o LUX, B.leza, entre outras (oh, infortúnia! a Sílvia Alberto está lá e eu não posso ir...);
- Informações sobre o alojamento de todos os intervenientes (sim, eu sei onde a nova namoradinha de Portugal está hospedada);
- Dados de todos os jornalistas acreditados - onde o meu nome surge ao lado de nomes como... muitos ilustres desconhecidos (os restantes 48 jornalistas que me perdoem a ignorância);
- e... the last but not the least... duas bisnagas de produtos da Rituals - uma de esfoliante e outra de gel de banho - que deixaram a minha mãe em estado de pré-lacrimejo.

E mais. Tomei um café servido por uma mulher como só se vê nos filmes de Hollywood sobre corridas ilegais de automóveis - if you know what I mean - que no final sussurou, com um sorriso atrevido, "Este é por conta da casa". Se a isto acrescentarmos dois excelentes documentários - "A Sunday in Pripyat", de Frédéric Cousseau e "The Fisherman and the Dancing Girl", de Valeri Solomin - rapidamente perceberão porque sou (e serei certamente) fã incondicional do doclisboa.
Amanhã, tenho já encontro marcado pela tarde, onde vou (engatar a deusa do bar/assistir a "China Blue", um documentário americano de referência sobre os efeitos secundários da globalização)(riscar o que não interessa).

Fica então o repto a quem se interesse e possa estar presente, sendo que o festival continua até 29 de Outubro, na Culturgest. Consultem o programa e não se preocupem com os preços, pois mais depressa vêem dois documentários no doclisboa do que bebem uma imperial no LUX. riverfl0w
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publicado por riverfl0w às 04:06
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Sexta-feira, 20 de Outubro de 2006
Pressão, só conheço a da cerveja.
"Sinto que estou seguro no clube e não há lugar para receio do futuro. Em pequeno, frequentei ginásios e por isso tenho as costas largas. Pressão, só conheço a da cerveja." Augusto Inácio, in conferência-de-imprensa-há-meia-hora-atrás.

Parece que o estilo de vida do Jardel já está a alastrar por Aveiro. riverfl0w
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publicado por riverfl0w às 20:00
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Quinta-feira, 19 de Outubro de 2006
A globalização ultra-personalizada

Web 2.0, RSS feeds, aggregation tools, tagging, social bookmarking - estes são hoje os termos in da World Wide Web. E pensar que quando nos metemos nesta coisa dos blogues - em meados de 2004 - surgia uma caixinha inócua com a indicação "Escreva aqui o seu texto", onde depositávamos alegremente isto e aquilo. E saber que, à data, Ajax era sinónimo de marca de limpa-vidros ou de um clube de futebol holandês, onde jogou o nosso saudoso Dani. Hoje, no entanto, o Ajax foi promovido a linguagem de programação client-side e o Dani a apresentador de televisão de 3ª categoria. E mais, hoje RSS é o acrónimo de Sindicância Realmente Simples (Really Simple Syndication) – como se um termo que inclui a palavra “sindicância” pudesse efectivamente ser “realmente simples”.

E é neste mundo de areias movediças - onde a tecnologia de ponta de hoje é obsoleta na próxima semana - que os blogs se instalam. Na verdade, estamos actualmente a percorrer o caminho da globalização ultra-personalizada. Acabei de inventar o termo, mas na prática quer dizer que somos todos impelidos a seguir um mesmo caminho – o global – mas temos a 'vantagem' de personalizar esse ‘global’ de modo a que ele se torne unicamente nosso. O mesmo será dizer que somos obrigados a almoçar todos os dias sardinhas em lata, mas em contrapartida podemos escolher a cor da lata e o tipo de metal usado na anilha de abertura. O mesmo será dizer, no caso do nosso blog, que somos obrigados a mudar de servidor sempre o SAPO assim o exige - ainda que nem todos os conteúdos que anteriormente produzimos sejam totalmente compatíveis com o novo servidor (!) – mas ao menos podemos alterar a cor do pixel que está escondido no canto inferior direito da página, porque ele é cinzento-escuro e eu quero que ele seja cinzento-muito-muito-escuro-quase-preto.

Mas enfim, enquanto a paciência não nos faltar cá andaremos, mesmo que nos vejamos obrigados a escrever em Courier New em nome dos Web standards. E já que nos damos ao trabalho de estar a par do estado da arte, pede-se que dêem uso às tags no estendal e incluam o nosso RSS feed (http://arautosdoestendal.blogs.sapo.pt/data/rss) nas vossas ferramentas de agregação. E quem sabe se amanhã serão vocês a despejar jargão informático num post às 4 da manhã. riverfl0w

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publicado por riverfl0w às 03:57
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Segunda-feira, 14 de Agosto de 2006
Lexicologia

Altiloquência, borzeguim, ciclóstomo, desinência, elanguescente, feérico, grácil, hiperónimo, ignífugo, jurisconsulto, lazarento, muar, necear, obnubilar, parvajola, questiúncula, rescender, solilóquio, tataranha, undívago, vulvovaginite, xairel e zaranzar.

Desculpem, mas isto algum dia tinha de ser feito. É preciso memorizar tanta coisa nesta vida e eu ainda me dou ao luxo de ter na cabeça palavrões destes. Como se algum dia viesse a dizer "Atentastes na altiloquência daquele solilóquio sobre a vulvovaginite? Até me sinto a zaranzar de tão obnubilado que estou.". Se alguém as quiser levar para posterior uso, está à vontade. Título incluído. E não, não ando a ler dicionários. riverfl0w

publicado por riverfl0w às 03:51
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Sábado, 5 de Agosto de 2006
pickwick: Toda a verdade
Ele também é jornalista. Mas é segredo. Isto porque descontar como professor e jornalista faria uma grande mossa no Imposto sobre Rendimentos Singulares, o que poria em risco o seu fétiche por varas de bambu macaenses e selos de correio do séc. XIX onde aparecem estampados reis com peruca. riverfl0w
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publicado por riverfl0w às 17:34
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Quarta-feira, 2 de Agosto de 2006
Homossexualidade feminina
Sinónimo de confusão? Um bando de vinte lésbicas, de olhos vendados, num mercado de peixe! Era, assim, uma anedota que ouvi em tempos idos, juntamente com aquela de as polacas não poderem praticar ginástica de solo. Conhecem? Se não era assim, era tal e qual. Bom, seja como for, pode estar aqui a explicação para a homossexualidade feminina: os peixes! Não sei muito bem como é que se lá chega, mas de alguma forma há-de ser. Deve haver qualquer coisa de misterioso, quanto de erótico nos peixes. Ou ao contrário. O que é certo, é que elas deixam-se fotografar todas nuas, enroscadas em enormes peixes, para o calendário de uma marca de equipamento para pesca. Portanto, é só pensar um bocadinho, e havemos de chegar a alguma conclusão. Será que as lésbicas são mulheres que nunca compraram peixe num mercado? Nunca sentiram o contacto daquelas escamas húmidas, os bigodes da boga, a elegância da pescada? Ou será que, as lésbicas, são mulheres que tiveram um impulso secreto quando chegaram a casa com o pescado? Imagine-se, uma adolescente, que vai às compras com a mãe. Compram carapaus, a mãe vai à garagem arrumar as batatas e a miúda fica na cozinha a arrumar os carapaus no frigorífico. Quando lhes toca, sente um arrepio na espinha. Aquela humidade, as escamas escorregadias, a sensibilidade… e se metesse o carapau entre as pernas, pensa a adolescente? Os olhos até brilham! Entretanto, chega a mãe e estraga tudo. A adolescente, passado um bocado, vai até ao seu quarto, ainda alucinada com os carapaus húmidos, a respiração ofegante. Mais tarde, já mais calma, procura no seu universo de vida um carapau. Não há. O mais próximo que existe, é uma sereia. E uma sereia, é um ser mítico do sexo feminino, regra geral com uns seios perfeitos debaixo de uma gadelha farta. Uma sereia é que era, pensa a adolescente. Mas não há sereias. Por isso, o mais perto de uma sereia, é uma mulher. E pronto, está produzida uma lésbica. No dia seguinte, vai para a escola e procura, com o olhar atento, outras adolescentes que tenham tido um encontro imediato com um carapau, ou uma solha, ou uma pescada, e que busquem nas outras adolescentes a sereia que há nelas. Outro dia, fiz uma longa viagem de carro com uma amiga, nome de código Rita. Há poucas semanas atrás, eu tinha conhecido o namorado dela. Agora já era ex-namorado. Ela tinha-lhe dado um chuto. Conversa puxa conversa, ela confessa que já teve uma experiência a três, com o ex-namorado e mais uma amiga de ambos, numa típica “ménage à trois”, que correu muito bem. Tão bem, que depois experimentou só com a amiga, e ainda foi melhor. Segundo a Rita (cujo nome verdadeiro é bem diferente), uma relação sexual com uma mulher é bem mais interessante e proveitosa do que com um homem. Ela não deve conhecer muitos homens, tive vontade de lhe dizer. No entanto, passados meses, ela voltou a arranjar um namorado, e ainda por aí toda contente. Não a percebo. Seja como for, essa da relação mais proveitosa pode estar na preferência das mulheres pelas mulheres: a homossexualidade feminina. A ter em conta, nestas preferências, pode ser o conhecimento que as mulheres têm da máquina feminina. Por exemplo, a Ana sabe o que lhe dá muito prazer, logo, será, muito provavelmente, o que dará também muito prazer à Catarina. Além do mais, a mulher não chega ali, monta a outra mulher e em 18 segundos já tem a torneira aberta e está pronta para ir para o sofá beber uma cervejola e ver televisão. No mínimo, 18 minutos, e mesmo assim… Bem, para finalizar, estava aqui a pensar que um bom negócio para montar, e assim ganhar uns trocados extra, seria a venda de carapaus em sex-shops. De silicone. Vibradores, em forma de carapau, com variações em forma de sardinha, atum e peixe-espada. Auto-lubrificados. Com umas luzinhas nos olhos que piscavam, verdes ou azuis. Para as mais violentas, ou sadomasoquistas, uma versão de vibrador em forma de peixe-aranha, com os devidos ferrões. Ui… como elas iriam gostar! Com um dispositivo motorizado na cauda, tipo abano, para quando o carapau desaparece todo e fica só o rabo de fora, a abanar. Muito sexy! Um sucesso! pickwick
publicado por riverfl0w às 09:42
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Terça-feira, 1 de Agosto de 2006
A velhice está perdida
Costuma dizer-se que ah e tal, a juventude está perdida. Eu acredito que ainda há esperança para a juventude, naquela base de que não há nada que não se resolva com uns bons tabefes e uns cabelos arrancados. Mas, quanto à velhice, está mesmo perdida. Eu ainda pensava, ingenuamente, que a velhice era o pilar da sabedoria, da educação, da rectidão. Ontem, vi-me confrontado com a triste realidade. Passo a explicar. Enquanto esperava pela minha fã número um, resolvi abancar à sombra de umas belas árvores, num belo banco de madeira, num belo jardim de uma bela vila do centro deste belo país. Era hora do almoço, o sol estava chateado com alguém, e nada como uma sombrinha, um livro, e muito sossego. Tipo férias, a bem dizer. Estava tudo a correr bem, a leitura a deslizar, a sombra agradável, o som do repuxo no pequeno lago, o chilrear dos passarinhos, umas miúdas todas arejadas a passar no passeio do outro lado da rua, enfim. Até ao momento em que apareceu um senhor aí dos seus 65 anos, com ar de tarado e algum atrofio mental. No jardim havia resmas de bancos, todos vazios, à excepção do meu e de outro mais além, onde estava sentada uma miúda toda gira. Mas o homem teve mesmo que se vir sentar no banco em frente ao meu, a uns dois metros de distância. Até aí, pronto, aceitável. A coisa começou a tomar contornos dantescos, quando chegaram as amigas do homem. Duas velhas muito encardidas e enrugadas, uma mancar e a outra sem os dentes, acompanhadas pela filha de uma delas, deficiente mental (a sério). Devo dizer que, esta última, era a única pessoa ali que trazia alguma normalidade. Porque, das conversas que se seguiram, não há memória! Aparentemente, era tudo solteiro, divorciado ou viúvo. Daí que a conversa tendesse, por tudo e por nada, para o sexo. Porque fulano não sei o quê com a gaja tal, porque a fulana não sei que mais a olhar para o outro, porque foram não sei que mais, e o que querem sei eu, e você o que quer sei eu, e ah e tal, e por aí fora. Ah e você passa a vida na cama, tem que passar mais tempo de pé, está a ficar muito gorda, o que você precisava sei eu. O homem só dizia que precisava de uma mulher em casa para lhe tratar da roupa, da comida e das limpezas. Sim, sim, diziam as outras, com aqueles risinhos de quem está a pensar em muito sexo. Nisto, chegou uma outra amiga, aí dos seus 60 anos (uma jovem, portanto), que veio definitivamente baixar a qualidade da conversa. Ainda por cima, veio sentar-se no meu banco, do outro lado da minha minúscula mochila. Não podia com o homem nem com molho de tomate, nem com as amigas de não sei quem, e vai daí aos gritos, a praguejar, a puxar de todo o bonito vocabulário do mais ordinário dos carroceiros, porque estou f***** com fulano tal, c****** os f****, p*** que os pariu, e ah e tal. Às tantas, deu conta que estava gente ao lado dela, nomeadamente aqui este personagem, com ar intelectual, de livro em punho, feito letrado. Ai desculpe a minha conversa e tal, disse ela. Respondi com um olhar condescendente e um sorriso amarelo-torrado. Ah e tal, os homens? Os homens não servem para nada. Só servem para limpar o cu à gente, dizia a outra. Não sei se foi da minha camisa às riscas comprada no Continente, ou da cor dos meus olhos, ou do cabelo rapado à mete-nojo, mas a mulher entendeu e comentou para as outras: ah, este deve ser francês. Pois claro, eu até estava a ler um livro inglês, portanto, só podia ser francês. Passada hora e meia, lembraram-se que estava na hora de zarpar. Ia eu começar a sorrir com o retorno do sossego, após tanto tempo de matracas a chocalhar, quando as velhotas são imediatamente substituídas por uma nova brigada do reumático, de bengalas em punho, almoço no bucho, e muita palheta para soltar. A brigada encheu os dois bancos, deixando-me ali, novamente, encostado a uma ponta, de livro em riste, para levar mais um banho de cultura popular. A presença, ali perto, de um bando de adolescentes com aquelas calças a deixar ver a bela da cuequinha, como é moda, bonitos e minúsculos tops, posições provocantes em cima dos bancos do jardim, serviram de mote para os membros da brigada começarem a divagar sobre a vida. Ah e tal, essas miúdas, agora, andam para aí todas descascadas, dizia um. Pois andam, todas descascadas, responderam os outros. No meu tempo, não era nada disto, elas até se censuravam umas às outras se trouxessem a saia acima do joelho. Assim, nem dá gosto, porque o fruto proibido é o mais apetecido, e dantes a gente ao tentar imaginar o que ficava por baixo da roupa ficávamos logo todos entusiasmados, mas agora não sobra nada para a imaginação. Pois é, pois é. E no meu tempo, se fossem à missa com a saia acima do joelho, eram logo corridas dali, senão o padre não conseguia dar a missa direito. Ah, e outro dia, o padre ali da aldeia X foi apanhado na cama ali com uma fulana da aldeia Y. Ah pois claro, então elas vão-se lá confessar a ele, ele fica logo a saber o que elas são e já sabe que pode aproveitar à vontade. Bom, depois de três horas deste banho oral de cultura popular, tocou o meu telemóvel. Estava safo. A minha fã número um vinha-me buscar. A sorte, é que vinha com um decote de fazer engasgar qualquer um, principalmente a mim. Foi graças a este decote que, após alguns, minutos, consegui tirar da minha cabeça o tormento e o desassossego de imaginar aquelas velhotas encardidas, desdentadas, mal cheirosas, de unhas enormes e rugas por todo o lado, a uivarem em cenas de sexo desabrido com velhotes em idêntico estado de decomposição. Em dias de calor, recomendo: não vos quedeis em bancos de jardim à sombra, pois correis o risco de acumulação de pesadelos eróticos. pickwick
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publicado por riverfl0w às 23:50
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