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Quinta-feira, 26 de Abril de 2012
Abutrismo

“Abutrismo” vem do “abutre” e já sei que esta palavra não existe, mas fica bem mais exótico do que recorrer a malabarismos com “necrófago”. Se bem que “detritívoro” e “saprófago” fazem lembrar, respectivamente, uma dançarina bolachuda de Honolulu abanando dezenas de folhas de couve agarradas à cintura, e um sapo que só come batatas fritas do McDonald’s regadas com molho de saliva de princesa. É giro, mas não é modermo. Já “abutrismo”, faz lembrar essa “nova” modalidade desportiva chamada arborismo, que mais não é do que uma imitação barata de uma prova constante do currículo de várias tropas especiais em todo o mundo. Cheira a modernidade, portanto.

 

Outro dia, dei por mim a sentir-me nitidamente como um abutre, a pairar lá no alto dos céus, vigiando as tragédias alheias e aguardando pacientemente uma pouco esforçada refeição. A que propósito?

 

Há uns três anos atrás, trabalhou na minha instituição uma mocinha chamada Caty (nome de código), aí pelos seus trinta aninhos, fofinha quanto baste, casada e mãe recentíssima. Uma joia de miúda, prestável, simpática, reservada, elegante, enfim, só com o grande “defeito” de ser casada.

 

Ora, há um par de meses, comentou-se em sussurro que a Caty se tinha divorciado, após um curto casamento. E pensei para comigo: ena pá!... tão fofinha… agora, livre que nem um passarinho… provavelmente a precisar de compreensão e carinho e atenção e miminhos e um penteado novo e coiso e tal… Assim que pude, espreitei-lhe o dedo, para confirmação, e aproveitei a onda para espreitar tudo o resto, a ver se as condições de qualidade se mantinham: o diâmetro das coxas, o volume das calças de ganga, o posicionamento do umbigo em relação à espinha, e até o sorriso, que quase não se vê. Como um abutre, a ver se o naco de carne em decomposição ainda está dentro do “prazo”. E senti-me envergonhado comigo próprio! Francamente. A desgraçada da miúda a tentar endireitar a vida, provavelmente, e eu a tirar-lhe as medidas todas e fazer contas de cabeça.

 

Felizmente, caí em mim. Não há nada como um défice excessivo de glúteos para um gajo cair em si. Ou, como diria um amigo: arranjas com cada desculpa mais esfarrapada…

 

Ainda assim, vou aguardar pacientemente por um clima mais propício à apreciação visual da arte anatómica. pickwick

publicado por pickwick às 22:08
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Sexta-feira, 13 de Abril de 2012
A fotógrafa do presidente

Há uma semana atrás, estava eu a degustar um Sunday de caramelo no McDonalds, de frente para uma amiga de peito excepcionalmente generoso mas sem qualquer nesga de decote, quando recebo um telefonema “urgente” do meu treinador: ah e tal, o senhor presidente da câmara quer homenagear-te por teres sido campeão nacional.

 

E assim foi. Ontem, acompanhado de uma muito extensa comitiva do meu clube desportivo (treinador, administrativo, presidente da direcção, presidente da assembleia, secretário, ajudante de secretário, vice-qualquer-coisa, etc.), fui recebido pelo senhor presidente da câmara municipal, no salão nobre da autarquia.

 

E o que é que um gajo pensa assim que é convidado para uma coisa destas? Obviamente: gambas e vinho verde! Infelizmente, os tempos são de crise e nem um quadradinho de chocolate de culinária.

 

O senhor presidente bota discurso, eu reservo-me o direito de pouco ou nada dizer para pouco ou nada errar, os membros da comitiva aproveitam para debater o movimento desportivo no concelho, o meu treinador divaga em mil e uma filosofias, recordam-se tempos idos que nada me dizem porque eu ainda por cima resido no concelho ao lado, elogia-se o pai do senhor presidente que por acaso até foi treinador (da bola) de alguns dos presentes num passado recuado vinte anos, e, voltando a mim, suspiro ininterruptamente em segredo, pois no salão só há homens. Ou não.

 

Com muita discrição, uma mocinha dos seus trinta anos entra pelos bastidores, de máquina fotográfica em punho e sorriso tímido. Como é que fazem os radares quando detectam um submarino? Ping, ping, ping? Pois é. Calças de ganga justas, camisola discreta, uma delícia de elegância feminina. Nem uma gordurinha naquelas coxas! Com a atenção toda concentrada nas costuras das calças dela, perco definitivamente o fio à conversa do senhor presidente com a comitiva desportiva. Sinto-me satisfeito, assim como que com a sensação de dever cumprido e a pátria a salvo, quando descubro uma mulher assim tão bem apresentada. Como se a descoberta contribuísse, realmente, para a salvação da pátria. Eu sei que não, mas há dias em que parece.

 

Entretanto, há umas movimentações inesperadas e sou apanhado pelo senhor presidente a apertar-me a mão e a oferecer-me uma salva metálica e uma porcelana e um saquinho e uns brindes e a dizer umas palavras bonitas sobre a ocasião e o esforço desportivo. A menina saltita para a esquerda e para a direita e solta-se-lhe uns flashes. Para melhor captar a cena, refugia-se atrás do magote de gente que compõe a comitiva desportiva, privando-me sadicamente da visão das suas esbeltas coxas. Ainda estou a tentar apanhar bonés e o senhor presidente, numa iniciativa enérgica, afasta a grande mesa de madeira e chama a comitiva para uma foto de grupo, gracejando sobre o meu peso e não sei o quê de eu lhe poder dar um enxerto de porrada, que não percebo nada porque o “céu” fica limpo e a fotógrafa aparece em primeiro plano, procurando o melhor ângulo. A foto já apareceu no site da câmara e eu estou com um ar de tarado, de olhar fixo algures abaixo da linha da objectiva da máquina fotográfica. Vergonhoso, eu sei, mas ela era tão fofinha… pickwick

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publicado por pickwick às 22:44
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Terça-feira, 27 de Março de 2012
A anfitriã tormentosa

A propósito de nada, uma ex-colega de trabalho resolveu meter as beiças no chifre e tocar a recolher as tropas em sua casa, para um lanche ajantarado, para relembrar velhos tempos e trocar novidades. Para evitar confusões, a anfitriã chamar-se-á Fena (nome de código).

 

A Fena já foi alvo de, pelo menos, um post aqui neste blogue. Afinal, sempre foram dois anos de convivência profissional, remontando a uma época em que eu fazia parte do patronato. Estamos a falar de uma moça trintona recente, casada, mãe, cabelos alourados, tão elegante que até chateia, e de pulmões bem protegidos. Um luxo, portanto. O único defeito físico, é um místico olhar de carneiro mal morto, daqueles que são atropelados numa qualquer estrada alentejana e que são misteriosamente resgatados para uma dimensão desconhecida e que aí lhe trocam o corpo peludo pela carne sedosa de uma musa e que lhe tiram os chifres e lhe fazem a depilação do focinho com laser, e que, para finalizar, lhe metem uns implantes de silicone até ficar pronto a consumir por qualquer mortal. Ah! Não esquecer a mudança de sexo, claro.

 

Bom, nesse dia do lanche, a Fena usou umas calças de ganga justas. Não sei o que prefira. Se quando ela usa calças justas para se tirar todas as dúvidas. Se quando se atravessa no caminho com um vestidinho curtinho de saia rodada, daquelas que chamam pelo vento: ffffuuuuuuu… sopra-me… sopra-me…

 

Independentemente das minhas preferências, foi um lanche muito perigoso e tormentoso. O marido ligeiramente à minha esquerda. Ela, para trás e para a frente, ora a fazer de mãe, ora a fazer de empregada de mesa. Nestas ocasiões, há que dominar muitas variáveis para conseguir disfrutar todo o ambiente na sua plenitude, mais a variedade gastronómica. Não querendo ser gabarolas, confesso que tenho algum domínio. À minha esquerda, todos os homens da mesa. Dois bem que me podiam apanhar a babar-me para as nádegas da anfitriã, que saberiam ser discretos e guardar segredo. Quanto ao marido, a coisa poderia acabar à facada, no mínimo. À minha frente, uma moça de quinze anos, perspicaz e incapaz de guardar qualquer segredo. Ao lado dela, a tia solteirona e artista, muito discreta, mas não cega. Ao lado desta, uma divorciada, também discreta, e nada cega. A seguir, uma colega casada e mãe de filhos com quem simpatizo muito e cujos decotes de primavera-verão costumam fascinar-me até ao delírio – e muito, mas mesmo muito perspicaz. Para finalizar, mais uma mãe de filhos, que há pouco tempo me apalpou o braço (escandaleira, carago!). No meio da mesa, um sem fim de pratos com iguarias e umas garrafitas de coisas que fazem bem ao espírito.

 

Foi cansativo, é o que posso dizer. Cada vez que a anfitriã se levantava, era preciso aproveitar para apreciar o movimento da ganga, controlando o marido e as outras mulheres todas e respondendo em tempo útil às inúmeras solicitações para passar o pratinho do presunto ou encher mais um copo.

 

E o que é responder em tempo útil? É receber o pedido para passar o pratinho do presunto e não ficar meia dúzia de segundos de olhar fixo no movimento harmonioso das nádegas da anfitriã, de boca entreaberta da qual escorreria inevitavelmente um asqueroso fio de baba… pickwick

publicado por pickwick às 23:10
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