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Quinta-feira, 5 de Julho de 2007
Sejam felizes 3
Post: Concorrência desleal
Comentador: Alff
Mensagem: é como a concorrência desleal que existe quando passamos por uma barraquinha de limonada, e no final da rua, temos um limoeiro e uma fonte! Enfim... O meu maior sonho é aparecer num "sejam felizes 3".
Resposta: Caro Alff, permita-me que discorde dessa comparação com o limoeiro e a fonte. Um limoeiro, uma fonte e um fundo de rua, são como o Trio Odemira no auge do sucesso discográfico. Deite-se relaxadamente à sombra do limoeiro, descontraia-se com o som da água a pingar da fonte, beberique algumas golfadas da pureza cristalina do líquido, e não pense em mais nada. Nem em concorrentes. Nem em saias curtas. Nem em caldo verde. É do melhor. Em três tempos atingirá a felicidade plena. E, por falar em felicidade, aproveito para o felicitar pela sua aparição na saga “Sejam Felizes”, episódio três. Acabou de ver concretizado o seu maior sonho, pelo que, assim sendo, esperamos ansiosamente pelo seu convite para estarmos presentes nas festividades gastronómicas em honra deste acontecimento. Para mim, nada de ensopado de borrego nem bacalhau com natas, sim? Obrigado, desde já.
 
Post: Concorrência desleal
Comentador: faltadecu
Mensagem: ai, (censurado)! que repugnância!!! começaste tão bem e acabaste tão mal... chiça, que até fiquei com urticária, ... ah, e tal... até vou ter pesadelos..
Resposta: Querida faltadecu, venho, por este meio, solicitar o seu perdão pela falha indesculpável que levou ao seu problema de urticária e pesadelos. Não era, obviamente, o meu objectivo. O meu objectivo é, agora e sempre, a felicidade dos leitores e, principalmente, das leitoras, independentemente do tamanho global das nádegas. Posso fazer algo para remediar? Umas massagens com óleo de fígado de golfinho? Uma música popular para embalar o sono e evitar os pesadelos? Um banho de imersão? Quatrocentos mil euros? Vá, deixe lá isso passar, seja feliz, e, quando voltar ao normal, logo combinamos uma jantar em Paris, está bem? Aí, aproveito para verificar ao vivo essa coisa da sua falta de cu que tanto me tem apoquentado.
 
Post: nenhum
Comentador: Pickwick
Mensagem: (secreta, via subconsciente)
Resposta: Caro Pickwick, aproveito este espaço para te endereçar algumas palavrinhas, a propósito da felicidade. Já percebi que andas feliz. O calor começa a chegar, finalmente, fazendo com que as tuas colegas não se consigam conter e apareçam com decotes arrojados e roupa curtíssima. Eu sei que ficas muito feliz porque é bonito de se ver. Eu sei que ficas muito feliz por veres-te rodeado de mulheres cheias de calor e com pouco decoro. Eu sei que ficas muito feliz por, finalmente, poderes avaliar em pleno as dimensões dos apetrechos torácicos das tuas colegas. Eu sei que ficas muito feliz quando, como aconteceu ontem, uma das tuas colegas resolve aparecer com umas calças brancas estrondosamente transparentes que deixam bem à vista desarmada umas cuequinhas fio-dental escuras. Eu sei que ficas muito feliz com estas coisas. Mas, gostava de te alertar para outra situação. Não achas que andas a abusar um bocadinho da tua fã número um? Cada vez que estás com ela, achas mesmo que tens necessidade de meter o dedo indicador dentro do decote dela, puxá-lo para ti e espreitar avidamente lá para dentro? Não tens modos? Está bem que o recheio continua muito apetitoso e o volume é perfeito, mas podias dar uma folga a essa tua missão de verificar todos os dias se continua tudo como dantes, não achas? Qualquer dia, assim um destes dias, mais dia, menos dias, ela responde-te à letra e arranca-te um punhado de pêlos do peito, à bruta. Aí, não te queixes. Sê feliz, sim, mas não te engasgues com a própria felicidade. Abraço. pickwick 
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publicado por pickwick às 20:13
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Sexta-feira, 2 de Junho de 2006
Uma miúda chamada Z
Eu não quero ser chato, mas há alturas na vida em que devemos usar um método prático para esconder identidades. Não é das coisas mais bonitas da vida, isto de esconder destas coisas, mas pronto, há aquela coisa da privacidade e ah e tal, e pronto, chegamos a este ponto. Por isso, chamemos-lhe a miúda Z. Portanto, Z é um nome de código, que tem directamente a ver com o nome da visada, mas que só eu conheço a chave. Coisa difícil de adivinhar, digo já. Bom, a Z estava ali há bocado com o mesmo problema que eu: falta de inspiração. Isto de ter blogues é muito giro, mas depois há que mantê-los, alimentá-los, dar-lhes mimos, levá-los ao jardim. Um fotoblogue torna-se mais simples, porque até se pode tirar fotografias a uma ratazana no esgoto do prédio ao lado, que dará sucesso garantido, bastando acrescentar uma frase emblemática. E vai daí, achei que a Z daria um bom tema para divagar. Para disparatar, portanto. Bom, então o que eu queria dizer sobre a Z, é que ela devia mudar de ares. A sério. Isto aqui em Portugal é muito bonito, ah e tal, morangos com natas, morangos com açúcar, mas o mundo é muito grande e há que ultrapassar fronteiras e conhecer o desconhecido. Não falo de fronteiras físicas, tipo arame farpado ali em Vilar Formoso, mas de fronteiras culturais e psicológicas. Não sei se me estou a exprimir objectivamente. Provavelmente, não. Se calhar o objectivo mesmo, é ser subjectivo. Digamos que, quando a mente está que parece que vai rebentar, há que dar pano à vela e correr os mares do mundo. Não é que haja alguém com a mente para rebentar, longe de mim apontar o dedo a alguém, mas enfim, é sempre uma possibilidade. Como se diria antigamente, abrir os horizontes. É uma das coisas que mais gozo dão na vida, isto de abrir os horizontes. É deitar para trás das costas as peripécias e os pormenores do mundo com o conhecemos, dar um passo em frente sem escorregar no chão acabado de lavar, e avançar. É estabelecer novas metas, novas formas de estar, novas abordagens, novos métodos de lidar com os outros e com o dia-a-dia. Não por necessidade de abandonar o que se tem e o que se vive, mas pelo gosto de ir mais além no espectáculo do inconstante circo da vida. Mesmo sem mudarmos nada ou quase nada do nosso encaixe físico no mundo, podemos mudar por dentro, subordinar as nossas opressões, subjugar as nossas aflições, dar um chuto nas tíbias das nossas ansiedades, enfim, encontrar outro eu mais… mais… como direi? Com uma respiração mais solta? Como se já não faltasse mais nada de importante. Como quando se sobe a um patamar da vida em que olhamos para baixo e ficamos satisfeitos, podendo sentar-nos e contemplar, sorridentes, o que tivemos, o que temos e o que fazemos. A felicidade, resumidamente. Raio da felicidade… tanto se fala nela, mas parece uma enguia! Enfim, bom, quando à Z, fica a sugestão. Eu adoro dar sugestões destas, ah e tal, abrir os horizontes, moscas e formigas. Fica bem, convenhamos. Depois a malta fica na mesma, continua com os horizontes tal qual estavam, abertos ou oprimidos, conforme os casos, vão beber uma imperial e comer uns tremoços e pronto, tudo bem. Mas quem é que inventou esta cena dos blogues??? pickwick
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publicado por riverfl0w às 23:36
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Terça-feira, 12 de Outubro de 2004
E tu? Estás feliz?
Alguém deixou esta pergunta à porta de um post. Confesso que me engasguei por uns momentos, quando a li. Um gajo ali a discursar sobre a felicidade e outras baboseiras da vida, armado em sabichão, e depois… pimba! Apanha com uma destas e fica sem saber o que dizer. Porque, cá no fundo, não é assim tão fácil dizer “sim”. Superficialmente, é fácil, é como se responde quando nos perguntam se queremos dar uma trinca num pastel de nata. Ser-se feliz, não é para todos. É, para começar, um conceito demasiado simplório para o emaranhado de variáveis que condicionam as nossas vidas e as nossas relações. Ser-se feliz, é equacionar mil e uma dessas variáveis e chegar ao final com um saldo a chegar ao cimo da escala, porventura só com algumas lacunas insignificantes tipo Mercedes Coupé, veleiro de três mastros, ilha privada no Pacífico, etc. Ser-se feliz é querer ser-se assim. Não vamos a passar à beira da estrada e de repente cai-nos a felicidade nos braços, toda risonha, a dizer “cheguei!” e a abanar a cauda. É daquelas coisas que para ter, temos que querer primeiro. E querer com muita, muita, muita força. O ser humano, por mais incrível que pareça, está aparentemente destinado a ser feliz aqui em baixo, na Terra. Como diria alguém, “andamos cá é para sermos felizes”. Virando a medalha, temos o facto de o ser humano tender, irremediavelmente, para o desastre, a destruição, a violência e a consequente infelicidade. É mais forte que nós, convenhamos. A única coisa que nos separa – pelo menos a alguns – é o facto de vivermos em sociedade, com regras, leis e contextos que nos condicionam a liberdade de explosão. Muitos de nós, uma vez atrás da outra, deitam para trás das costas todas as oportunidades e mais algumas de alcançarem um pedacinho de felicidade, ainda que minúsculo. O ser humano corre. Fá-lo todos os dias, de manhã à noite. Se não o faz fisicamente, o seu cérebro encarrega-se de o fazer, sozinho, neurónio ao lado de neurónio, num lindo gesto de solidariedade. Mas, ser feliz, é conseguir parar. Parar no tempo, na correria, estagnar os miolos e contabilizar o que queremos alcançar na vida e o que já alcançámos até agora. Mais difícil ainda, mostrarmos a nós próprios que mandamos no “que queremos”, e que não é o “que queremos” que manda em nós. Somos nós a dizer e a mandar: é isto que queremos para sermos felizes! Metas. Fasquias. Atingíveis, acima de tudo. De preferência, a breve prazo. Que a felicidade, tal como as princesas, não se deve fazer esperar. Quanto a mim, não sei bem. Há uma série de pequenas grandes coisas que não consigo equacionar devidamente para poder estabelecer uma meta, pois parece que flutuam. A esmagadora maioria das metas que estabeleci estão atingidas. São metas pequeninas, que de pequeninas e simples coisas se faz a nossa riqueza interior, que só a nós diz respeito. As que não estão, hão-de estar, mais minuto menos ano, mais mês menos década, sem pressa e sem estresse. Em resumo, estou no caminho para lá chegar. À felicidade. Espanto quaisquer dúvidas que me possam assaltar, a meio deste caminho, pois sou dono e senhor dos meus pés, que me levarão aonde os mandar. pickwick
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publicado por riverfl0w às 21:57
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Domingo, 10 de Outubro de 2004
A Bela da Água
Hoje, chove com força! Ontem também choveu, mas menos impressionante, apesar da ventania. A apreciação da chuva faz-se sob a influência do local e da companhia, não fosse a queda de água um fenómeno psicológico. Por alturas da Primavera, a chuva já não tem a força de agora. Não é que caia com menos força ou molhe menos, mas deixa de ser tão impressionante como agora. É tudo uma questão de hábito, bem vistas as coisas. Como quem deixa de se impressionar com o berbequim do dentista e o arrepiante raspar da broca entre os dentes, lá para a centésima consulta. Mas, estas são as primeiras chuvas de Outono. A valer. Se pingou alguma coisa até agora, não contou. Espero que já estejamos no Outono, já agora. Nunca sei quando muda, o que também não é importante, pois o Outono começa quando o vento sopra as folhas acastanhadas caídas no passeio. Esta chuva, por a ela não estarmos habituados, parece novidade. Há uma mistura de sentimentos que deixamos passar ao lado, ano após ano, de tão vulgar que pensamos que é. Sente-se que algo acabou. Não só os bikinis fio-dental, o geladinho da “Olᔠe a pele bronzeada das meninas que passam, mas também aquele calor e aquela calma que nos fizeram companhia durante alguns meses. Vem à memória a estória da cigarra e da formiga, que não vivemos mas que sentimos cá dentro, em que se acabou o bem bom, e é necessário começar a preparar as coisas para o Inverno que aí vem. Sente-se um arrepio pela espinha abaixo e uma necessidade brusca de procurarmos um local acolhedor onde possamos saborear um pouquinho das lembranças do tempo quente e seco. Mesmo dentro de casa ou de um carro, olha-se pela janela, e o arrepio ainda circula, como que a natureza a dar-nos aquele toque de cotovelo para nos acordar do marasmo do calor. Temos o conforto, mas, ainda assim, demoramos um pouco a tomarmos consciência disso. Como se metade de nós estivesse lá fora, à chuva, desorientado, desesperado para chegar até aqui. Gritamos “Hei! Pssstt… aqui!” e fundimo-nos novamente em nós próprios, esfregando as mãos de contentes por aqui estarmos, abrigados. Quentes. A chuva traz as nuvens, ao contrário do que se pensa. As nuvens vêm por arrasto, porque a chuva é que é mesmo necessária. E estes apêndices, negros, felpudos, acelerados pelo vento apressado, roubam-nos a luz e a cor. Sente-se que de repente tudo ficou cinzento, os sorrisos transformaram-se em expressões carrancudas e desiludidas, e o meio-dia parece mais um entardecer. Fazemos um esforço para procurar algo com que nos alegrarmos, um motivo para sorrirmos. Nestes momentos, somos confrontados com a derradeira questão: somos felizes? É uma pergunta que, inconscientemente, a nossa alma faz ao nosso coração, no segredo daquilo que nos passa ao lado. A resposta do coração, dada no mesmo tom camuflado, condicionará as nossas feições e o nosso estado de espírito. Porque a felicidade não se deixa vencer por um arrepio na espinha. pickwick
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publicado por riverfl0w às 18:08
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