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Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011
Apalpou-me o braço!

Desde há já vários meses que uma colega de trabalho me olha com uma insistência pouco discreta. Também manda umas SMS às vezes meio despropositadas. Aparentemente, isto seria delicioso. Mas, a rapariga é casada, é mãe de três filhos e tem características físicas que não abonam a favor de uma hipotética empatia visual: cintura de copo de imperial, caroços de azeitona em vez de suaves mamilos, queixo de golfinho, cabelo de coco empastado, locomoção em “passo doble”, enfim.

 

Físico à parte, usa “prontos” e “portantos” com demasiada frequência para o meu gosto.

 

Seja no local de trabalho, ou à mesa numa refeição, passa a vida a olhar-me. Não lhe fica bem e confesso que me incomoda bastante.

 

Esta semana, fomos a uma reunião a alguns quilómetros do nosso local de trabalho, num dia de chuva. À saída, e porque tínhamos ido quatro pessoas no mesmo carro, saímos juntos. Como chovia e eu não uso guarda-chuva (por causa do Alzheimer), a rapariga insistiu em dar-me “boleia” debaixo do dela. Eu não aprecio “boleias” desta natureza, até porque uma chuvinha na careca sempre ajuda a suavizar as emoções e a dar valor ao lar. Mas, não fui suficientemente explícito quanto à minha vontade de molhar as ideias. A rapariga agarrou-me pelo braço, qual cachorro esfomeado a abocanhar um osso. Mais do que agarrar-me o braço, apalpou-o, como quem dizia: ui, anda cá, ui, ui, nhac, nhac, …

 

Senti-me como que num estado de pré-violação. Como se já me estivessem a puxar pelo elástico das cuecas e a enfiar o dedinho onde o sol não brilha. Ela parecia satisfeitíssima, aos apalpões. Eu contava os metros que faltavam até ao carro. Por fim, a liberdade. Ufa!

 

Nota final: O que é uma “cintura de copo de imperial”? Bom, é como um daqueles copos de imperial de tasquinha, ligeiramente mais estreitos em cima e em baixo do que a meio. Coisa feia de se ver numa mulher, mas frequentemente impossível de evitar. pickwick

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publicado por pickwick às 22:43
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Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008
As túlipas negras
Há uns bons anos atrás, a Ana ofereceu-me um livro chamado “A Túlipa Negra”. Adorei o livro. É muito difícil eu adorar um livro. Não passei da segunda página do “Senhor dos Anéis”. Outros nem encontrei coragem para abrir na primeira página. Outros, foram devorados em regime non-stop, apesar da imensidão de páginas em letra miúda. Depende do estado de espírito, depende da onda, depende do vento, depende do tempo livre, depende das gajas, e de mais uma infinidade de factores. Enfim, são gostos e desgostos, como se costuma dizer. E eu que pensava que a túlipa era uma daquelas ervas daninhas tipo Sardinheiras e Malmequeres. Li, aprendi e diverti-me à brava. Não me lembro minimamente qual o enredo nem quais os protagonistas. Também não interessa, que os livros são para voarmos e não para tirarmos apontamentos mentais de vidas alheias. A Ana, foi minha vizinha durante dois anos, numa daquelas caves arrendadas a estudantes pindéricos. Já falei dela muitas vezes. Sempre nutri um carinho especial por ela, embora não traduzisse esse carinho em actividades carnais. É verdade. Sempre reinou, ali, o respeitinho. Depois ela “chateou-se” por não obter de mim o que nós sabemos que ela queria, “chateou-se” com o meu companheiro de quarto por motivos idênticos, e com mais não sei quem, e com os gajos que só queriam dela o prazer momentâneo de uma noitada de sexo. Chateou-se e hoje é freira. A sério! Era uma porreira, a Ana. Querida Ana, se me estiveres a ler, aí na tua simpática clausura, o meu mais sincero obrigado pelas longas conversas que tivemos, durante as quais tentaste – insistentemente e em vão – educar-me para a boa moral, para as boas maneiras, para o respeito pelo sexo oposto, para a importância superior do amor em relação ao consumo carnal, e para a moderação alimentar. Ainda hoje penso nas tuas lições. Sempre. Bom, esta conversa toda sobre a Ana e as freiras e as túlipa negras, serviram apenas como vulgar introdução para os factos que me trazem à luz deste blog. E os factos são que a Rici – a minha colega rechonchuda e séria – mudou claramente a sua forma de estar no mundo. E essa forma de estar no mundo passa, para começar, pela pintura do cabelo, impecavelmente liso, numa cor preto-ruivo-brilhante. Um gajo olha e, assim de repente e numa fracção minúscula de uma milésima de segundo, fica a pensar que deu de caras com um borracho. Eu sei que “borracho” é um termo em desuso, caduco, típico de arrastadores de tijolos nostálgicos, mas a Magda fez o favor de me lembrar da sua existência. Um borracho é que a Rici não é, certamente. É mais para o bolachuda, pronto. Eu gosto dela, atenção! É querida, simpática, responsável, profissional, etc. Além do cabelo, também tem um dente desalinhado, daqueles que podem entrar de imprevisto numa das narinas. Presumo que terá sido o resultado de um tabefe mais viril proporcionado pelo namorado, numa noite de prazer mais intenso. Além do cabelo e do dente desalinhado, a Rici também aderiu à moda da pele ao léu. Timidamente, mas aderiu. Apesar do frio intenso que se tem sentido aqui nas fraldas da Serra da Estrela. Assim como que a medo, tem deixado escapar, para fora da roupa, um engraçado pneuzinho de gordura. Disfarça, tapando logo a seguir com a camisola pouco comprida, mas eu já conheço esta peça de teatro. Lá para Abril já andará com pêlos púbicos entalados no cinto. Isto é que foi um avanço! Mas, além do cabelo, do dente desalinhado, do pneu ao léu, e, porque não, de uns sorrisos a que não estávamos habituados, a maior novidade é a cuequinha dela, trazida à luz do dia num daqueles momentos em que deixava o pneuzinho vir espreitar o ambiente. Eu até fiquei sem jeito. Foi inesperado! Muito inesperado! “Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és”, passou a uma nova versão: “mostra-me um pedacinho das tuas cuecas e irei para o meu blog escrever disparates sobre o assunto”. As cuequinhas da Rici eram brancas, naquele tecido rasca de cueca-da-feira, compradas um ou dois números acima para poder acolher desvios volumétricos indesejados. Brancas, mas com uns motivos pequeninos a preto, que mais pareciam pontos uniformemente espalhados. O elástico era preto, também. Fiquei curioso quanto aos motivos. Seriam as iniciais do nome do namorado? Seriam ursinhos? Pulgas? Rodelas de micro-salpicão? Caveiras? Não resisti ao desafio. Fiz de conta que dava uma volta pela sala, com ar distraído, até lhe passar à porta dos quartos traseiros, à distância de três palmos. Foquei o meu olhar de lince, regulei-o para intensidade máxima, seleccionei o dispositivo de reconhecimento de padrões para o modo padrão-de-cueca e fiz as contas. Caramba! Eram túlipas! Dezenas de minúsculas túlipas negras!... pickwick
publicado por pickwick às 21:35
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Quarta-feira, 15 de Agosto de 2007
Memórias à esquerda
Outro dia fui a Inglaterra. Como quem vai ali a Coimbra beber uns copos. Vai-se bem de avião até Inglaterra, naqueles voos suspeitos, baratos, com mais hospedeiros do que hospedeiras. Aliás, nestes voos, não há hospedeiras. Há, apenas, umas sopeiras que se vestem como quem vai para um desfile de Carnaval, com roupas pedidas às amigas e primas. Numa companhia de aviação a sério, a circulação das hospedeiras pelos corredores tem mais audiência do que qualquer outro acontecimento a bordo. Nestes voos baratos, bem, só nos resta olhar para os decotes das companheiras de viagem, quando as há, ou mirar pela janela, para o infinito, entre dois suspiros de infelicidade. Nestes voos baratos, não há sofás: os bancos têm ar de bancos de jipe, duros e desconfortáveis, com cintos de resistência duvidosa. Não oferecem comida, nem bebida, nem sequer um copinho de Coca-cola; uma sandocha ordinária custa tanto como uma ida a um rodízio à brasileira. Tudo tem um ar suspeito e, tanto na ida, como na vinda, ia jurar que um dos hospedeiros de bordo era larilas. Se calhar fiquei com essa impressão por causa daqueles gestos que são obrigados a fazer para fingirem que explicam como é que os passageiros se salvam no caso de o avião cair ou chocar contra o Big Ben.
 
À saída do aeroporto, já agoniado com tanta gente doente com quem me cruzei e que abunda naquelas paragens, esperava-nos um carro alugado. Uma bomba, um Fiat Punto novinho em folha. Já passava da meia-noite, o que era uma vantagem para quem se ia iniciar na condução à esquerda.
(Bom, iniciação, não é bem. Em tempos idos, há mais de duas décadas, vivi uns anos num lugarejo onde se conduzia pela esquerda. Na altura, ri-me que nem um perdido no banco de trás do Honda da família, enquanto a minha mãezinha treinava a condução à esquerda, a bater constantemente com o braço direito na porta à procura da manete das mudanças, a guinar o carro de um lado para o outro e a praquejar como se fosse a conduzir uma carroça puxada por mulas teimosas. Depois habituou-se. Eu, na altura, também me habituei a conduzir a bicicleta pela esquerda, até porque, quando se é jovem, tudo é mais fácil de aprender. Embora, devo confessar, o regresso a Portugal tenha sido marcado por alguns incidentes menores, com a minha pessoa a protagonizar momentos de grande emoção ao entrar rua-sim-rua-não em sentido contrário, a pedalar ferozmente na minha bicicleta, completamente baralhado com os sentidos.)
 
Sair do parque de estacionamento até não foi muito difícil. O carro cheirava a novo, o que ajudava a aumentar o stress. Logo na primeira estrada que apanhámos, o meu co-piloto deu largas à fome que o vinha a assaltar desde a saída de Portugal, engolindo de forma selvagem apetitosas batatas fritas de origem suspeita. Eu só queria que o meu co-piloto me co-pilotasse e me repetisse “pela esquerda! pela esquerda!” para eu não fazer nenhuma asneira… mas não… limitou-se a encher-me a boca com batatas fritas e a voltar a encher a dele com o mesmo repasto. Às tantas, sucumbi ao stress de conduzir pela esquerda, de noite, a bater constantemente com o braço direito na porta, com um fedor a fritos no ar; e parei o carro. Para comer, claro. Finda a comida, arrancámos, sendo que o meu co-piloto prestou-se ao auxílio que lhe competia, com um sorriso sádico em face da minha atrapalhação ao volante. Até que entrámos numa auto-estrada. A partir daí e praticamente até acabar os 250 km de viagem até à costa, o meu co-piloto não fez mais nada senão roncar. Enfim. Achas bem, ó co-piloto?
 
Chegámos ao destino por volta das cinco e tal da madrugada. A cidade portuária dormia. Só umas gaivotas se armavam aos cágados, a darem às asas feitas doidas. Dei uma volta pela cidade, para fazer o reconhecimento ao local, ver pontos-chave para o dia, fixar referências e apreciar os barcos. Fui estacionar o bólide já na periferia do centro, numa zona habitacional, onde não se podia estacionar mas eu só ia parar para roncar um bocado. Lá para as 8h00, já não se podia. A calmaria da cidade foi substituída pela rotunda do Marquês do Pombal em hora de ponta. Que confusão. E tudo pela esquerda. Felizmente, o programa do dia era para andar apeado, daí que fomos deixar o carro ainda mais além, perto de umas casas, onde, finalmente, não havia proibição de estacionar. Desde o ali até ao mais além, note-se, foi um caso sério, um drama rodoviário, com cruzamentos pela esquerda, rotundas pela esquerda, setas pela esquerda, pombas e gaivotas, avenidas e bicicletas, uma grandessíssima confusão!
 
A pé anda-se melhor, naquele país. Fomos apanhar um barco para uma ilha, onde fica uma espécie de reserva natural que queríamos visitar. Era Julho, estávamos em Inglaterra, mas havia mesmo necessidade de chover torrencialmente e fazer uma violenta ventania e o mar estar todo picado e o barco ir carregado de pessoas e bagagens? Claro que não. Mas foi assim mesmo! Sem condições! Na ilha, não havia animais. Só pavões pirosos. E árvores. E gente. Fomos enganados. Os ingleses não têm noção do que é uma reserva natural. Tem que ter javalis, raposas, ratos, cobras, sapos, mais javalis, doninhas, mais ratos, lagartos, caçadores, piqueniques, carros com casalinhos em movimentos suspeitos, lixo, mais ratos, pescadores, preservativos usados, açores, pardais, codornizes, patos bravos, garrafas de água vazias, melros, latas de atum ferrugentas, formigas, rãs, beatas, etc. Os ingleses não percebem nada disto! Enfim.
 
E comida? Bem, para começar, em Inglaterra não há ingleses. É tudo um mix de gente. Logo, não há gastronomia britânica. Se houver, por favor, não lhe chamem gastronomia. Chamem-lhe outra coisa qualquer. O remédio, era mesmo comer no belo do Mac. O menuzinho Big Mac, a cocacolinha frescola e a batatinha fritola. E o café! Que nojo! Servem os cafés logo pela manhã em baldes, com sabor a… a… a baldes de meter a esfregona e limpar o chão, é o que é! Aquilo não parece um país. Parece é o Algarve. Ou o Allgarve. Ou whatever! Até no supermercado tudo tem um ar suspeito. Bom, tudo, não. No supermercado, o que choca mesmo é a falta de guardanapos, esse instrumento de utilidade múltipla e fineza imensa. Francamente, um gajo ao fim de oito minutos dentro de um supermercado naquele país fica com uma vontade quase incontrolável de começar a derrubar prateleiras, pegar fogo às hortaliças e estilhaçar tudo o que é de vidro. Mais valia ir daqui com umas latinhas de Bom Petisco e três chouriças para assar.
 
Preços e lojas são mais duas coisas que se me ficam aqui atravessadas. Tudo é caro. Um gajo quer sacudir a pilinha num mictório, toma lá 20p! Um pêssego, toma lá quinhentos paus. À hora de começarmos a descobrir as lojas que interessavam, estão elas a fechar, ainda a meio da tarde, com os vendedores a rumarem não sei para onde, provavelmente para o descanso das suas casas. Onde é que os ingleses passam o tempo?
 
Resta terminar com a constatação de que a cueca-fio-dental está em Inglaterra para ficar. Descaradamente! Daqui a muitos anos, o estudo universitário de um conceituadíssimo cientista revelará alterações evolutivas no corpo das mulheres inglesas, resultantes da fricção sistemática do fio dental da cueca com o mesmo nome. Em que se vai transformar toda aquela depressão geomorfológica entre-nádegas que abrange o mítico buraquinho-onde-o-sol-não-brilha? Uma imensa crosta? Mulher que se preze, não deve insistir na cueca-fio-dental. Se gosta da sensação, que convide o parceiro, amigo ou vizinho, tanto faz, para, com o suave toque das pontas dos dedos, fazer-lhe o gostinho. pickwick
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Quarta-feira, 20 de Junho de 2007
Um copito

Hoje, à hora do almoço, e como já é costume desde há dois anos, fiquei sozinho na paz e no sossego enquanto os meus colegas debandaram para o restaurante. Às vezes, há uma ou outra colega simpática que, por motivos obscuros eventualmente relacionados com problemas de passagem nas portas, fica a fazer-me companhia. Mas, hoje não foi o caso, até porque soa a Verão, apesar de ter acabado de cair uma carga de água dos céus daquelas que metem medo ao susto. A paz e o sossego souberam mesmo bem e consegui dar um adiantamento razoável no trabalho. Mas, como tudo o que é bom ou sabe bem, acabou-se com o regresso do magote de gente. A Lena, essa aterrorizadora de criancinhas, regressou extremamente bem disposta, com as bochechas rosadas e uma vontade incontrolável para dizer piadinhas e soltar disparates. Foi só um copo de tinto, comentavam as colegas no intervalo de mais uns disparates. Risinhos, mais uma gracinha, ah e tal. Eu, com um ar de pilar inabalável da moralidade, abanava a cabeça em jeito de reprovação. Fica-me bem este ar, devo confessar, mas acho que não já não convenço ninguém. Bom, com a brincadeira do copito de tinto, abriu-se-me a mente para mais uma realidade factual: o monstro-das-bolachas que se esconde no corpo feminino e que é facilmente acordado pelo degustar de pomada de uva. A Lena, que normalmente é uma pessoa séria e grave embora humorada, transformou-se no Jô Soares com um ataque de urticária hilariante. Não comparei com o Jô Soares à toa, como se depreende, embora lhe faltem uns quilos. Será por causa deste monstro-das-bolachas que muitas mulheres preferem não beber umas pomadas, ou umas cervejolas, ou uns licores? Porque têm medo que o monstro lhes salte para fora da pele e façam figuras inimagináveis e altamente comprometedoras? Porque vão perder a compustura? Porque nunca mais ninguém as vai levar a sério? Será? Medo? Pavor? Ora, francamente! Não era preciso serem assim. A avaliar pela Lena, até ficam muito engraçadas quando bebem um copito e começam a dizer disparates e a atirar graçolas picantes. É bonito de se ver. Quem assiste, fica sempre com a impressão de que nos próximos três minutos ela vai arrancar a camisola e fazer uma fisga com o soutien para atingir a plateia atónita, mas não é preciso stressar com os pensamentos alheios. Quem assiste, fica sempre com a impressão de que ela vai pendurar-se de surpresa na braguilha do gajo com quem tem sonhos eróticos secretos, mas não há problema. Bom, se a Lena se pendurasse na minha braguilha, com aqueles presuntos todos, haveria problemas sérios… de hérnia! Chiça! Não que ela tenha sonhos eróticos comigo. Ou que tenha sonhos eróticos, sequer. Hum… bem, é capaz de ter… é loira, mesmo que o cabelo seja pintado, portanto, tudo é possível. Medo! Ok! Adiante. Mas nem todas reagem assim. Há delas que ficam incapazes do que quer que seja. Há delas que começam a chorar. Enfim. O melhor, mesmo, é beberem um panaché. Ou sumo de framboesa. Copos à parte, e para terminar, o relatório do dia: Gorety, cuequinha laranja; Maria, cuequinha branco-sujo; Patrícia, cuequinha vermelha; Celine, provavelmente cueca XXXXL. pickwick

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publicado por pickwick às 00:05
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