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Segunda-feira, 24 de Setembro de 2007
Via de acesso
Na sequência de um trabalho outrora lançado pelo meu estimado parceiro de blog, faço aqui uma pequena actualização dos termos usados nas pesquisas das pessoas que abrem este blog e que, evidentemente, saem tão depressa como entraram, nunca mais voltando. A saber, com apontamentos em parênteses:
 
  • vidios de gajas pretas (brancas, amarelas e marcianas, aqui temos de tudo)
  • como tirar o mau cheiro dos canos de WC (com pasta para os dentes, tal como quando temos mau cheiro oral)
  • Moviflor (também vendemos móveis da Floribella, se preferirem)
  • maminhas de miúdas (sim, definitivamente, dominamos o mercado nacional de maminhas, e estamos aberto a propostas de franchising)
  • nus em flagrante (em alternativa, temos nus em pelota, em compota de pêssego ou com natas)
  • tshirt molhada (já conhece o nosso concurso trimestral da miss tshirt molhada, com fotos exclusivas?)
  • herbalife vaucher jn (herbalife, bife de novilho, gambas grelhadas e outros produtos dietéticos e naturais)
  • nua na cam (aceitamos cartão de crédito, embora demos preferência pagamentos em numerário)
  • estendal de roupa (e as respectivas donas de casa extremamente sexy)
  • mulheres apanhadas em flagrante todas nuas (a Polícia Judiciária costuma pedir a nossa preciosa e estimada ajuda para desvendar esses casos inéditos de delinquência feminina)
  • anedotas de lavar a loiça (temos anedotas sobre anedotas, anedotas sobre lavagens, anedotas sobre loiça, mas não fazemos misturas, obrigado)
  • comida para cágados (às quintas-feiras é o nosso dia de leiloar magníficos lotes de comida para cágados, fabricados em exclusivo para o nosso blog segundo processos tradicionais e com certificação de qualidade)
  • calendário de mulheres feias (já está em produção o de 2008, que promete bater todos os records de vendas)
  • gajas apanhadas de fio dental (é um verdadeiro sucesso este programa em que escondemos câmaras de filmar nos armários espelhados das casas de banho, para apanhar as gajas quando vão tratar da sua higiene oral)
  • sexo entre secretária e patrão (somos especializados neste tipo de fetiche, com milhares de clientes em todo o mundo – temos secretárias da Moviflor, em cerejeira, pinho mel e faia)
  • strippers Coimbra (a nossa casa de fados - o Estendal - em Coimbra, é a mais afamada casa de strippers da região centro, desde Beja até Figueira de Castelo Rodrigo, com performers dos melhores cursos da Universidade de Coimbra)
E, ainda:
  • adolescentes nuas fotos
  • fósforo de duas cabeças
  • hospedeiro de bordo
  • restaurante teta da onça
  • homens tarados pra mamar leite de mulher
  • revistas com penteados 2007
  • mulheres super gordas
  • luciana zara
  • luciana abreu novas mamas
  • gajas+lingerie
  • luciana abreu silicone
  • lulu caty.com
  • ementas com frazes romanticas para casamentos
  • quarentonas nuas
  • luciana abreu soutien
  • vestuario dos xungas
  • penteados de cabelo
  • biquines para grávidas
  • loiras sacanas
  • trintonas carentes
  • historias de pénis
  • fotografias sexo mulheres prenhas
  • lojas de corpete dos tempos medievais
  • como se faz o rodízio á brasileira
  • tartes
  • comprar retalhos de ganga
  • contos eroticos sogra 2007
  • bateria moulinex
  • sms fixes para o telemóvel
  • bola de carne
  • pitas apanhadas msn
De forma resumida, este blog recebe a visita diária de cerca de dez leitores e duzentas almas em busca de coisas tórridas. De forma resumida, o universo lusófono não prima pela moralidade e decência. É bonito de saber. E “homens tarados p’ra mamar leite de mulher”? Vou mas é comprar umas cervejinhas, que já estou a ficar agoniado com estas visitas… pickwick
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Segunda-feira, 10 de Setembro de 2007
Na Sopinha da Aguieira - 3
Já em casa, cervejinhas no congelador, batatas e chouriça para o forno, sal e salsa, e o jantar a caminho de se comer. Antes, ainda começámos a ver o filme. Tivemos que interromper para o jantar. No fim deste, gerou-se à mesa uma intensa discussão a propósito das aguardentes, cachaças e bagaços que deram entrada na minha cozinha, uns para consumo directo, outros para envelhecimento segundo técnicas requintadíssimas à base de madeira, outros para elaboração de licores ilegais. Não chegasse a discussão a nenhum resultado conclusivo, tivemos que resolver a questão através de uma sessão de provas, o que é muito bom, porque ajuda a fazer a digestão. E desentope o nariz. E alivia a tosse. Embora ninguém estivesse com problemas de saúde. Depois, já com a digestão em velocidade de cruzeiro, fomos ver o resto do filme “Flyboys”. O filme é fixe: aviões, biplanos, triplanos, mortos e feridos, decepados, tiros, fumo, um leão com coleira, franceses, francesas, revólveres, soldados, uma garrafa de conhaque com cem anos, alemães mal encarados, e a Jennifer Decker. Ah, pois é! Não fosse a Jennifer e o filme seria fantástico. A Jennifer veio estragar o filme, a fazer o papel de virgem carente, que não dá duas para a caixa em inglês mas que se apaixona à primeira vista por um piloto americano que não dá duas para caixa em francês, e fazem umas cenas românticas muito pirosas, ora debaixo de um carvalho, ora com ele a levá-la a passear de avião, enfim, do piorio. A Jennifer, que é francesa, tenta fazer o papel de virgem – entenda-se jovem mulher que nunca provou do que é bom -, mas muito mal. E, muito mal, porque não consegue disfarçar o ar real que a actriz tem por natureza: a de uma francesa ninfomaníaca, magricelas e depravada, com lábios perfeitamente adaptados ao desempenho de alguns actos de índole sexual, nomeadamente o mítico “bóbó”. Perdoem-me a franqueza, mas é mesmo assim. E mais. A Jennifer, no papel que desempenha neste filme, tem um efeito perverso nas mentes masculinas: traz à memória o sonho de se engatar uma mulher que não fala a nossa língua, nem nós a dela, com a fantástica vantagem de ela poder falar, falar, falar, falar, e isso não nos afectar minimamente, porque não percebemos chavelho do que ela diz. Aparentemente, e a menos que eu tenha adormecido nalguma parte mais monótona do filme, o piloto acaba por não lhe saltar para a espinha, o que também é bom, porque poupa o espectador a mais uns momentos de fastio. Posto isto, algumas conclusões sobre o dia.
1. Não andar de bicicleta num Domingo. No dia seguinte não haverá força nas pernas para subir qualquer lanço de escadas, nem espírito crítico para apreciar as pernas das colegas de trabalho.
2. Não discutir questões vinícolas à mesa. A coisa pode facilmente descambar para uma sessão de provas e acabar com uma violenta ressaca na manhã do dia seguinte.
3. Não ver filmes de guerra ou pancadaria que incluam virgens francesas protagonizadas por francesas com ar de tudo menos de virgens, a menos que seja um filme do Quentin Tarantino, estilo “Kill Bill” – pois, aqui, qualquer virgem pega numa espada e ceifa meia dúzia de cabeças, em vez de perder tempo com conversas da treta debaixo de um carvalho.
4. Não comprar equipamento completo de windsurf da década de oitenta por apenas cem euros.
5. Não esquecer de levar uma carabina com mira telescópica quando se vai passar um dia pacato junto a um extenso lençol de água; pode ser bastante útil para eliminar de forma eficaz e discreta alguns ruídos indesejáveis provocados pela anormalidade de alguns cidadãos.
6. Não sair de casa para um dia cansativo sem deixar o frigorífico devidamente abastecido; caso contrário, o regresso tardio ao lar poderia implicar a impossibilidade de fechar o dia com umas cervejinhas fresquinhas, o que se transformaria numa infelicidade imensa.
7. Não ligar a resultados de análises sobre a qualidade da água onde se toma banho; se seguirmos esse caminho, quando dermos por isso, estamos a tomar banho com garrafas de litro e meio de água do Luso, previamente fervida e desinfectada com lixívia.
8. Não comprar bicicletas sem motor.
9. Não passar o dia numa praia sem gajas em biquini, ou simplesmente sem gajas, como aconteceu, porque priva o homem de apreciar o que o mundo tem de mais belo.
10. Não dizer mal da Jennifer Decker, que até é elegante, francesa, engraçada e nada feia, embora pareça ter maminhas que mal dão para encher – as duas juntas - meia malga de caldo verde. pickwick
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Domingo, 9 de Setembro de 2007
Na Sopinha da Aguieira - 2
Durante a tarde, que passou lentamente mas acabou muito rapidamente, o que quer que isso queira dizer, ainda deu tempo para estar mais um bocado de molho na sopa, tirar fotografias a libelinhas, montar um soberbo computador de bordo na bicicleta, dormir uma sesta, dormir outra sesta, estar mais um bocado de molho na sopa, e ainda outro bocado, e ainda mais outro, e só mais um bocadinho. Ah e tal, dizia não sei quem, tenho uma amiga que andou a fazer análises à água em diversos pontos do país, e que diz que, por ela, não se metia aqui dentro da água da barragem. Só por causa disso, fomos outra vez meter-nos lá dentro, para afogar o calor. Afinal, não há que ter medo: na água há peixinhos a nadar, apesar dos pedaços de algas com ar altamente suspeito e de não se ver um palmo à frente do nariz debaixo de água. O que realmente estraga todo o ambiente, ali, na Barragem de Aguieira, são os anormais que passam lá o dia a andar para trás e para a frente com as suas motos-de-água e as suas lanchas. Não os percebo. É como subir num balão de ar quente até quinhentos metros de altitude e ligar uma aparelhagem aos berros com música hip-hop. É como escalar uma montanha com música metal-pesado a ecoar por todo o lado. É como subir aos céus e ligar um martelo-pneumático. Simplesmente, não se compreende, a não ser que tenhamos em conta a evidente limitação cerebral destas pessoas! É que, ali, naquelas paragens, com árvores, água e erva verde, a última coisa que apetece ouvir é um motor a roncar. Mas, eles insistem. Passam para um lado, passam para o outro, prego a fundo, velocidade máxima, ui, que emoção!, os estúpidos. Emoção era pegarem numa pagaia e dar aos braços. Isso, sim! É que era de homem! Assim, conspurcam o ambiente sonoro, conspurcam a água, conspurcam a paisagem, e dão-nos uma vontade enorme de lhes trespassar a cabeça com um ferro em brasa. Aqui, sentado, pouco mais posso fazer para além de lhes chamar nomes feios e rogar-lhes pragas negras. Finda a tarde, arrumámos as trouxas e rumámos ao “Lagoa Azul”, para, no âmbito da despedida, bebermos umas cervejinhas geladas. Ah e tal, aposto como não chegas de dia ao Carregal, dizia o Miguel. Vá, anda lá meter a bicicleta dentro do carro, dizia o Nando. Os amigos, são mesmo para estas ocasiões de grande cansaço. Um aposta que não consigo, outro quer convencer-me a desistir. É bonito! Mas eu, que não sou de me deixar ficar, excepto quando vale a pena não ir, arrastei-me até à bicicleta e, com um esforço hercúleo, saltei-lhe para cima e saí disparado estrada fora, em direcção ao horizonte, a brisa no rosto, com destino ao infinito, velocidade de cruzeiro, ah e tal. Vá, pronto, fui a pedalar, quase que não me aguentava em cima, com o cu todo dorido das duas horas passadas em cima, os músculos das pernas a darem as últimas, e o estômago a ressentir-se da variedade gastronómica do dia. Mesmo assim, ainda dei quase quarenta quilómetros por hora numa descida e percorri dez quilómetros. É fácil dar quarenta numa descida. Ou não. Depende, se o computador de bordo estava a funcionar direito ou não. Depois, liguei ao Nando, onde é que estás?, espera aí! Eu podia dar a desculpa esfarrapada de que parei porque já era noite. Mas, não. A verdade, é que parei porque já era mesmo noite. Eu não sou de dar desculpas esfarrapadas, obviamente. Também podia dar a desculpa esfarrapada de que parei porque estava tão cansado que já não aguentava mais nenhum plano adversamente inclinado e até já nem para pedalar no plano horizontal tinha força nas pernas. Mas, não. A verdade, é que parei porque andar de bicicleta é uma actividade muito monótona e não dá luta e homem que é homem não prolonga actividades que não dão luta. E assim foi, metemos a bicicleta no Fiesta do Nando e lá fomos, rumo à minha aldeia. E o jantar? Ah pois é, havia restos de chouriça, uma assada, outra nem tanto, mas faltava o mais importante: a cervejinha fresca. Às 20h40, não havia grandes esperanças de encontrar um supermercado aberto. Ainda parámos em dois, fechados. Mas, como há gajos com sorte, e chegámos à minha aldeia às 21h04, demos um pulinho ao Pingo Doce, só por descargo de consciência. As meninas do Pingo Doce da minha aldeia, umas mais feias que outras, tinham-se esquecido de desactivar a abertura automática das portas, pelo que, assim sendo, aproveitei para entrar por lá a dentro, com passo acelerado, como se aquilo fosse as Urgências do hospital distrital e eu levasse o chifre de um touro enfiado naquele sítio onde o sol não brilha. Uma emergência, portanto. A menina que passava a esfregona ainda gaguejou, mas eu necessitava mesmo muito, muito, muito de umas cervejinhas. Em menos de um minuto estava com dois packs debaixo de um braço e cartão de débito na mão oposta. Dali saídos, ainda passámos no clube de vídeo (que hoje em dia se deveria chamar clube de dvd) para buscar o “Flyboys”. Aviões, tiros, mortos e feridos! Ui, que é bom! pickwick
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publicado por pickwick às 00:10
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