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Quinta-feira, 20 de Setembro de 2007
Às armas! Às armas!
É agora! É o momento! Chegou a hora! Às armas!
Notícia:
“Três violadores condenados a 10, 12 e 14 anos de prisão no Tribunal de Sintra estarão já desde esta madrugada em liberdade como consequência da entrada em vigor do novo Código de Processo Penal, que restringe os prazos de prisão preventiva”.
Eles, agora, andem aí. Ladrões, pedófilos, violadores, assassinos, blá, blá, blá, o lixo da humanidade de calça de ganga ou de fazenda vincada. O que eu não consigo entender, é porque é que os acéfalos dos jornalistas (falta pouco para deixar de os haver, substituídos que estão a ser por uma panóplia de amadores com artrose no cérebro) noticiam o “caos nos tribunais”. Nos tribunais?, seus broncos? Quais tribunais? O caos vai ser é nas ruas, nas vossas e na minha casa! É um meu carrinho lindo e azul que está em perigo! São as janelas que tenho que trancar! É o olhar por cima do ombro! Em poucas semanas, Portugal estará transformado no cenário dantesco no início daquele maravilhoso e bem conseguido e bem interpretado e muito intelectual filme com o Silvestre, ah não sei quê, do demolidor, em que depois aparecia o Snipes e batia no Stalone e não sei quê e o Stalone batia no Snipes. As ruas em fogo, carros a arder, segurança zero, vidros partidos, violações, assaltos, assassinatos, enfim, do melhor. Nos tribunais e noutros locais da mesma temática onde diariamente se vive num planeta qualquer distante, o planeta Zorg, os responsáveis pelo caos nas ruas fazem de conta que os seus locais de trabalho também são um caos, mas não são, porque o povo sabe, porque o povo é inteligente: nessa doentia máquina de fazer e fazer cumprir leis, os dejectos da humanidade continuam no planeta Zorg, embrenhados em pormenores ridículos e inúteis, a nadarem em urina-legislativa. Os sacanas! Nas ruas, o matador, o esfolador, o violador, o gatuno, ora rouba e é apanhado, ora sai novamente para as ruas, a intervalos de vinte minutos. Portanto, dadas as circunstâncias, e após uma análise cuidada da situação, creio que o povo português está em condições de inverter a queda vertiginosa da nação. Terá que ser agora, hoje. Mais tarde, será tarde demais. O apelo à nação, à minha nação, ao meu povo: às armas!, às armas! Peguemos em armas e varramos o lixo humano que em breve verá a liberdade perpétua como a forma eterna de vida. Homens, mulheres, crianças e idosos, todos temos a obrigação de pegar em armas, erguermo-nos e honrar o passado heróico dos que conquistaram a nossa terra, a nossa língua e a nossa autonomia. Às armas, já disse! Não vale vassouras com cabo em plástico! Como abutres, seguimos os passos da polícia e, caçados os gatunos, assaltamos a polícia, roubamos os gatunos, partimos-lhes as articulações de braços e pernas, e enterramo-los vivos numa vala comum. Como falcões, entramos de rompante pelos tribunais dentro, e, na ligeireza de uma audiência, batemos na vergonhosa raça dos juízes, raptamos os suspeitos, para, horas depois, com as articulações de braços e pernas esmagadas, os atirarmos para o fundo de um rio, com um bloco de cimento agarrado ao pescoço. Nas prisões e cadeias, ou nas cadeias e nas prisões, e também nos estabelecimentos prisionais, entramos de surpresa (bem, depois de lerem este blog já não é surpresa, mas não faz mal, fica a intenção), manietamos os guardas, coitados, que não tem culpa de nada, tiramo-los para fora dos edifícios e, com combustível potente (aguardente é que não, é mal empregue), pegamos fogo a tudo, deixando aquela corja, aquele lixo, aqueles dejectos, arderem até os ossos ficarem em cinzas. Qualquer fuga encetada por um ladrão de malinhas de senhora por esticão, é prontamente interceptada pelo povo em fúria, que, de forma simples e rápida, desmembram, por esticão, o corpo do malandro. Para os menos cultos, quatro motorizadas presas com cabos a cada um dos membros de um ser humano, dão um excelente resultado, desde que partam em direcções diferentes. Nas bombas de gasolina, estações de serviço ou postos de abastecimento, um sofisticado sistema electrónico encarrega-se de, em caso de assalto, promover o abate imediato dos ladrões, a tiro, sendo o corpo imediatamente recolhido e lançado a uma fornalha, para cremação. Nos bancos, apesar de merecerem um assalto semanal para partilhar os fabulosos lucros, qualquer gatuno sabe que, mesmo com reféns, mesmo com ameaças, mesmo com armas e explosivos, o seu destino é a electrocussão com uma descarga de 10000 Volt nos testículos. Violadores pendurados pelos testículos (outra vez estes) na gaiola dos abutres no Jardim Zoológico de Lisboa. Arrombadores de automóveis empacotados em carcaças metálicas nas prensas de ferro velho num qualquer sucateiro (vi num filme e gostei, pronto). Podia ficar aqui, um dia inteiro, a debitar receitas eficientes para o lixo humano que uns abelhudos licenciados em direito arranjaram maneira de deixar permanentemente nas ruas. Às armas! Uma laranja roubada vale decepar uma mão. E, no fim, quando tudo acalmar, quando o pretendente a ladrão achar mais saudável cavar terra e plantar batata, o povo dará a estocada final, juntando na Praça de Touros do Campo Pequeno (chegará), todos os palhaços, labregos e aberrações que meteram no papel as regras que lançaram o caos nas nossas ruas e nas nossas casas. Aí, todos juntos, todos nus, estes mete-nojo verão entrar na arena um pelotão de cyborgs, modelo Black Gay - Dick XXL Prolonged, com o sistema de lubrificação desactivado, o temporizador de necessidade de prazer programado para dezoito dias, e o “modus operandi” regulado para o Status N – Muito Bruto. Então, em paz, o povo baterá palmas e acabará o dia a beber cervejolas fresquinhas e a dançar à volta de uma fogueira. pickwick
publicado por pickwick às 00:10
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Quinta-feira, 6 de Maio de 2004
Teoria do Caos
A ouvir, na voz de João Vaz

O meu blog dava um programa de rádio - Rádio Comercial

 

É incrível o caos que se consegue albergar em apenas dez metros quadrados. É verdade que se trata de uma balbúrdia metódica, compilada por anos e anos de sabedoria desorganizacional, mas isso não explica tudo. Que se desengane quem pensar que falo de uma qualquer repartição de Finanças Públicas, apesar de não ser de todo descabido. Refiro-me apenas àquilo que dizem ser o meu quarto, designação que, obviamente, nego veementemente em público, não vá a minha sanidade mental ser posta em causa.

 

Mas só hoje me apercebi do potencial financeiro que me rodeia… na verdade, tenho aqui uma mina de ouro por explorar.

 

A primeira das hipóteses de exploração financeira seria alugar o espaço para festas de crianças. O estratagema é simples: põe-se o Peixe de Plástico a cantarolar o Fungagá da Bicharada, enquanto os pirralhos usam a cama como trampolim para o monte de roupa por lavar. Mais tarde, podia organizar-se um certame de pintura nas paredes do quarto, com os restos do bolo do aniversariante. Assim estaríamos a complementar a rambóia com princípios de uma vida social activa, o que é altamente aconselhado, segundo psicólogos infantis de renome. Fácil e rentável! 

 

A segunda alternativa, mais rebuscada, seria tornar o quarto num Centro de Inspiração para músicos. É uma verdade inegável que este quarto pode ser a musa de qualquer poeta, mesmo sem o auxílio de alucinogéneos, aos quais recorrem frequentemente. É para mim fácil de imaginar o Pedro Abrunhosa a obter inspiração divina no meu quarto… óculos escuros, careca a brilhar, fato preto sopimpa, com camisinha branca por baixo. OK. Começa-se a escrever: 

 

Uma toalha no chão (entre roupa interior e derivados, sempre se deve encontrar uma ou duas),
uma luz inquieta (a da varanda, que tem a lâmpada semi-fundida à anos),
uma garrafa vazia (Yop Melão),
um cinzeiro apagado (de porcelana, muito bonito, com motivos chineses),
um bilhete no ar (post-it da minha mãe: "ARRUMA O QUARTO!"),
dois corpos despidos (com alguma sorte, é um fenómeno observável). 

 

Em abono da verdade, podiam-se juntar-se duas ou três coisas, embora bem menos românticas: o pó acumulado, os livros espalhados, a cama a chiar (falta-lhe um parafuso, chia por tudo e por nada).

 

Depois, é só pôr a vozinha de gigolot reformado e recitar o poema. Vende-se bem.

 

Entretanto, se conhecerem alguém disposto a adquirir os meus serviços, sintam-se à vontade em entrar em contacto comigo: basta tocarem à trombeta.

 

Enquanto ninguém se propõe, perdoem-me a cobardia, mas vou continuar a deixar a porta fechada quando houverem visitas. riverfl0w
música: ‘Momento’, Pedro Abrunhosa
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publicado por riverfl0w às 14:24
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