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Sexta-feira, 21 de Setembro de 2012
Mulherio abundante – parte 2

No pretérito sábado, fui até ao Porto. Primeiro, fui até Braga, armado em empresário, mas isso agora não interessa. No Porto, na companhia do M e do N (letras de código, que isto está de crise), fui almoçar com duas moçoilas de tenra idade, qualquer coisinha a roçar os 30 por baixo. É sempre bom almoçar com moçoilas, se bem que estas podiam dar umas corridinhas de vez em quando para melhor se acomodarem na cadeira de um restaurante.

 

De seguida, gastei mais de um vinte avos do meu ordenado em livros que não me servem para nada a curto prazo, mas que, pelo sim, pelo não, é melhor tê-los à mão.

 

Posto isto, e depois de a A (yes, yes, não corra que não é preciso) se ir embora (acabou com o namorado outro dia, mas isso agora não interessa), a T (tão fofinha…) levou-nos até junto do Douro, para bebermos qualquer coisinha para a despedida numa simpática esplanada. Pensei eu, ah e tal, vista para o rio, ambiente calmo, dois dedos de conversa, coiso e tal. Era bom, era. Mas, o impensável aguardava-nos: a esplanada ficava mesmo, mesmo, mesmo, mas mesmo encostada à Meta de uma prova desportiva internacional, chamada “Pop in the City”. Característica principal desta prova? Só gajas! Característica secundária, mas não menos importante? Mais de metade das gajas não precisam fazer mais corridinhas!!!

 

E pronto! O N tinha a sua máquina fotográfica Canon xpto com lente de 300 mm, e foi um ver se te avias a disparar para a esquerda, para a direita, para a frente, coiso e tal, que elas eram tantas e tão jeitosas, que o processador interno da máquina deve ter dado quase o tilt. Uma única máquina para três ansiosos e excitadíssimos fotógrafos. Foi extremamente fascinante! Em especial, porque, daquele magote intimidante de gajedo, eu diria que apenas 5% necessitaria de fazer umas corridinhas para corrigir divergências entre as nádegas e algumas cadeiras mais estreitas.

 

A meio da orgia, a pobre T resolveu entrar ao barulho com um breve relato de um dia de verão em que foi não sei onde e era só ela, uma amiga, e meio milhão de gajos. Para que raio é que uma gaja se mete com conversas destas? Para não ter resposta e ficar a olhar incrédula para três gajos a escorrerem baba pelas beiças e as cabeças como que na plateia de um jogo de ténis em fast forward? Não havia necessidade…

 

Marie, Clémentine e Sophie: as três francesas organizadoras da prova, segundo noticiado pelo Público. Com um bocadinho de imaginação, consegue-se perceber que estas meninas também não precisam de fazer mais corridinhas!

 

No fim, um gajo sai dali a dizer mal da vida. Porque terá que regressar à parvónia, onde só há mulheres de buço inflamado e rabiosque XXXL. Ora bolas! pickwick

publicado por pickwick às 20:58
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Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008
Quinta da Vedação

Outro dia, fui dar um passeio de bicicleta naquela altura do dia em que ninguém desconfia, assim a hora e meia do pôr-do-sol, como quem chega a casa depois de mais um dia de trabalho no patronato. Embora tenha já uns percursos alinhavados para puxar pelas pernas, onde se destaca uma descida até ao Mondego e o penoso regresso a casa, sabe sempre bem explorar novos trilhos. Aqui, a aldeia é rodeada por matas de pinheiros e antigos terrenos agrícolas, algumas espécies florestais nativas aqui e acolá, um ou outro ribeiro, e muitas subidas e descidas. Quilómetros e quilómetros…

 
Relativamente perto, há uma quinta recuperada para efeitos de turismo, cujo tipo ainda não consegui perceber, embora no site da Câmara Municipal falem daquilo como se fosse uma versão rural do “Dolce Vita Tejo”. Para mim, parece mais uma treta para dar de mamar a uns quantos iluminados partidariamente bem conectados.
 
Acontece que a quinta passou a ter uma vedação de rede. Quem olha através da rede, só vê mato rasteiro e não percebe o que é que aquilo tem de tão maravilhoso assim. A originalidade do local é de tal ordem, que até o nome é original e só pode ter sido produto de momentos de profunda e divina inspiração: Quinta da Vedação (nome de código, claro). A originalidade não é tanta assim, pois já reparei que há mais umas quantas quintas com o mesmo nome espalhadas pelo país. O que quer dizer que, se eu comprar um terreno em nenhures e lá largar uma carrada de tijolos, posso pomposamente chamar o meu terreno de Quinta dos Tijolos. Básico. Muito básico.
 
Bem, posto isto da apresentação turística, cheguei ao portão da quinta e segui por um trilho apertado que segue do lado direito, junto à vedação, claro. Mais à frente, o trilho alarga-se e, durante uns dois quilómetros, vai-se cruzando com outros trilhos, fazendo curvas e contra-curvas, proporcionando aquele prazer imenso que é ir a esgalhar ora por cima de lajes de granito, ora em terra batida, a ver quando é que um gajo se espalha ao comprido e enfia com a dentadura num naco de rocha.
 
Entretanto, cheguei a um curso de água que dá pelo bonito nome de Cagavaio. Este, sim, é um nome original e divertido. Passei o curso e segui por um trilho que virava à esquerda, uma vez que o da direita levava a uma povoação onde já tinha passado noutra altura. Em poucos metros, o trilho que seguia passou a acompanhar a vedação da dita quinta. Um trilho majestoso, suficientemente largo para um jipe circular à patrão. Eu nem fazia ideia de que a vedação da quinta continuava para o lado de cá do Cagavaio, o que já parecia ser até um abuso, mas, dada a largura do trilho, não valia a pena reclamar.
 
Trilho e vedação seguiam lado a lado. Giestas altas, tojos e silvas, compunham a vegetação circundante, misturadas com penedos de granito. Estas coisas de andar pelos trilhos são muito bonitas, mas há que cuidar dos acidentes. Ou seja, cada vez que se atravessam silvas ao caminho, há que apear da bicicleta e levá-la ao ombro, para não arriscar um furozito pouco desejado.
 
Parei numa laje gigantesca para puxar da Canon e testá-la na caça ao pôr-do-sol, nos poucos minutos que ainda sobravam até o sol desaparecer lá ao fundo, por trás dos montes. Ainda perdi um tempinho a brincar aos fotógrafos, mas deu para relaxar, ali, no meio do nada, só com o laranja do céu, o verde da vegetação o cinzento do granito. Muito bonito.
 
Depois continuei, pedalei, subi e desci, e o raio da vedação parecia não ter fim. Um verdadeiro abuso. Do outro lado do Cagavaio, atrás de umas árvores, avistavam-se alguns edifícios pintados de amarelo-cocó-de-bebé, a destoarem completamente com a paisagem, já com os pontos de luz a funcionarem. Era o complexo urbanístico da quinta, pois claro. E a noite a cair, a passos largos.
 
A ideia não era pedalar de noite. Com sorte, daí a poucos metros encontraria outro trilho, mais plano, que me levaria a uma povoação e a partir da qual chegaria a minha casa em vinte minutos. E tanta sorte tive, que, daí a poucos metros, o trilho terminou abruptamente junto a um lameiro ao lado do curso de água. No lameiro, dois burros pastavam. Dos verdadeiros, tipo jumentos, asnos e ah e tal. A vedação continuava a fazer curvas e contra-curvas. À frente, a giestas enormes e silvas a condizer barravam o caminho, numa mistura de densidade impenetrável. Noite.
 
Nestes momentos, não há compostura que sobreviva! Então aqueles montes de esterco fizeram um trilho ao lado da vedação e depois acabam com o trilho assim, sem mais nem menos?! Cambada de testículos de javali que pariram o caraças da quinta!!!
 
Há já algum tempo que não praticava o calão lusitano corrente e de baixo nível, pelo que foi o momento oportuno para rever o repertório nacional e desenvolver a expressão oral.
 
Não havia mesmo outra solução senão voltar para trás, com a visibilidade a desaparecer e a espumar de raiva pelos cantos da boca. Ainda me aventurei num minúsculo eucaliptal que surgiu numa curva, mas, onde aquele acabava, recomeçava a vegetação alta e impenetrável. Meti o “farol” no guiador e foi sempre a abrir até chegar à estrada alcatroada, já depois das 22h00. Enquanto havia vedação, havia asneiras a bailar no ar, predominando as começadas por “C” e “F”.
 
Cheguei a casa às 22h30, ainda com restos de espuma nos cantos da boca e um olhar assassino como quem deseja ardentemente esfrangalhar à catanada os inventores da quinta e da sua vedação.
 
Para a próxima, além da bomba de ar para os pneus, do equipamento para iluminação, da chave-estrela, do cabo com cadeado e do spray lubrificante que costumo levar sempre na mochila para estas escapadinhas na natureza, vou levar também uma bateria de doze Volt, daquelas dos automóveis, uns cabos eléctricos com pinças e um tijolo.
 
E para que quero eu uma bateria, uns cabos e um tijolo? É simples. Da próxima vez que me irritar daquela maneira, no meio do mato, solto o animal que há em mim, salto a vedação, procuro o patrão da quinta, parto-lhe o tijolo na cabeça, baixo-lhe as calças e as cuecas, e frito-lhe os testículos com choques eléctricos. Sacanas, pá!... pickwick
publicado por pickwick às 00:06
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Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008
A problemática dos macacos

Minho, 16h00. Depois de quatrocentas fotos tiradas, desde as 10h00, chegara a vez das últimas. É o que dá um gajo andar a fingir que é repórter fotográfico para uma revista, com um cartão de identificação a dizer “Press”, barba por fazer, cheiro a cavalo cansado, enfim, o aparato todo.

 
Às mijinhas, chegavam à minúscula praia fluvial duas centenas de crianças do 1º ciclo, darem um mergulho na pouca água do rio, pouco mais que ao nível do tornozelo. Quando há uma concentração de crianças, a probabilidade de apanhar expressões engraçadas e tirar fotos de mestre aumenta abruptamente. Claro que, para tirar fotos de mestre, é preciso ser-se mestre, mas isso agora não interessa. Aliás, acho que só interessava ao gajo que foi transportado juntamente comigo, para missão idêntica, com uma bolsa enorme a tiracolo, uma máquina profissionalíssima nas mãos e outra igual suspensa no ombro, ambas com canhões tipo macho-africano-bem-dotado. Nitidamente, era um profissional, o gajo. Até usava um colete, vejam só! Metia-se com as criancinhas todas, ah e tal, juntem-se lá aqui para tirar uma foto, coiso e tal, enquanto eu era mais do tipo discreto, tipo barata tonta a disparar em todas as direcções sem pedir nada a ninguém.
 
A determinada altura, o gajo aproxima-se de mim, com um sorriso, mostra-me uma das suas fotos de um grupo de crianças a posarem cheias de sorriso, e pergunta-me: quanto é que dá por uma foto destas lá para a sua revista? Senti-me ofendido, calmamente guardei a minha Canon compacta e pequenina e discreta e pobrezinha na respectiva bolsa, olhei-o nos olhos e parti para a loucura. Saquei-lhe a máquina das mãos, espetei-a numa pedra e comecei a gritar, completamente enlouquecido. O gajo foi apanhado de surpresa e não se conseguiu recompor a tempo de escapar à minha fúria, pelo que lhe escavaquei a outra máquina, parti-lhe dois dentes da frente, arranquei-me um tufo de cabelos, rasguei-lhe o colete e fiz-lhe uma luxação no ombro. Entretanto apareceu a GNR e foi o que o salvou, perante o pânico das criancinhas que desataram a chorar assim que o gajo começou a sangrar das beiças.
 
Bom, claro que entre o que um gajo deseja fazer e aquilo que realmente faz, vai um saltinho, por vezes bem longo, mas não custa nada sonhar. Fiz um sorriso aparvalhado, um “hehe” tipo deficiente mental, e ele começou a disfarçar que ah e tal, estava a brincar, que se eu quisesse mandava as fotos a troco de nada, porque estava ali por prazer e mais não sei o quê. Ok, pá.
 
E este post vem a propósito de quê? É que muitas das fotos que tirei às miúdas de 7, 8 e 9 anos, assim mais coisa menos gafanhoto, ficaram completamente estragadas. E porque ficaram completamente estragadas, apesar de já ter rifado o cartão de 4Gb e comprado um de 2Gb que funciona lindamente? Porque muitas das miúdas passavam a vida a escarafunchar as narinas com os dedos e a retirar de lá todos os macacos possíveis e imaginários!
 
É frustrante! Um gajo apanha assim uma carinha larocas a olhar o horizonte, à espera de vez para entrar na água, num belíssimo dia de sol, e quando vai a disparar ela mete o dedo todo dentro do nariz, feita bruta! Não há condições!
 
Como se isso não bastasse, e porque depois acabei por ficar especado a ver se elas tiravam o dedo de dentro do nariz, as miúdas tinham todas o horrível hábito de enfiar o dedo logo de seguida dentro da boca, para lhe tomar o gosto! Como nos filmes de terror! A minha sorte foi ainda não ter almoçado, senão ia ficar mesmo enojado e o resultado podia ser pouco higiénico.
 
Algumas delas, devo dizer, tinham umas carinhas muito giras, promissoras de poderosas beldades daqui a uma década. Ou não. Ou não, porque, sabendo-se deste hábito pouco higiénico, há que compreender que, por mais bonitas que fiquem, por mais podres de boas que fiquem, aqueles corpos vão crescer alimentados a macacos do nariz! Ou seja, debaixo da pele sedosa, haverá quilos de macacos do nariz acumulados nas células, nas articulações, nos músculos, a largar sebo no couro cabeludo, enfim, uma grande nojeira orgânica! pickwick
publicado por pickwick às 00:20
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