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Sexta-feira, 6 de Abril de 2012
Piropos em brasileiro

As redes sociais têm destas coisas:


“vemmmmmmmmm
amor
vamos fazer amor
vc quer
vc deve ser lindo nu
quero ve vc nu
amor
amo vc
queria fazer amor com vc”

 

Um gajo está perfeitamente descansado, quando leva com uma mensagem destas pela proa. A autora tem quase cinquenta anos e pode ser que tenha sido uma rapariga engraçada, há uns trinta e cinco anos atrás, sei lá. Loira, ainda por cima.

 

Apesar da intensidade da mensagem, acho que a versão lusitana desta seria muito ordinária. Porque, a bem dizer, esta mensagem nem é ordinária. Não fala em coito, nem em coisas que se fazem na ou com a boca, nem em orifícios, nem em líquidos, nem em coisas que podem ser apertadas com as mãos ou os dentes. Antes, fala na beleza da nudez e na pureza do amor. É lindo, tenho que reconhecer. A versão lusitana seria, certamente, enriquecida com um mui rico vocabulário na onda “massa-para-assentar-tijolos”. As brasileiras parecem ter uma visão amorosa do próprio amor. Isto é, um amor que é mais do que simples amor: é um amor amoroso. Sei lá.

 

Não querendo generalizar, em geral as brasileiras aparentam ter uma auto-estima inabalável e do tamanho do universo. É um facto que sempre me impressionou. Ah e tal, “fogosa e linda de morrer” (credo! parece uma porca atropelada por um carrinho de rolamentos conduzido por um rinoceronte). Ah e tal, “deusa do amor” (só se for no meio dos chimpanzés!). Ah e tal, “rose original” (pudera! quem é que te quereria copiar?). Ah e tal, “loira e deliciosa” (para dar de almoço aos leões? também acho que sim…). Não as consigo perceber. Não vendem espelhos daquele lado do oceano? Lá para aquelas bandas não parece haver complexos do que quer que seja. São todas boazonas, irresistíveis, lindas e poderosas. Não há mulheres feias, mal feitas ou com aspecto de saco de batatas greladas. É um mundo! pickwick

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publicado por pickwick às 22:06
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Terça-feira, 9 de Outubro de 2007
Fábula erótica – volume um

Rebomilda era uma vaca leiteira, malhada, de porte majestoso, que passava os dias a pastar num lameiro na Serra da Freita, perdido num bonito vale verdejante. O facto de apenas pastar erva saudável e natural, evitando assim uma alimentação rica em porcarias sintéticas e industriais, permitia a Rebomilda ostentar um corpo fibroso e, quiçá, elegante. O sobe e desce no lameiro, a dificuldade inerente a progredir em terreno lamacento e a água natural abundante, contribuíam para essa elegância e fibra. Era, a bem dizer, aquilo a que se podia chamar uma bela vaca. Jeitosa, portanto. Certo dia de verão, em que o calor teimava em secar tudo o que não tivesse ao fresco, chegou ao vale verdejante uma esbelta lontra, de nome Magufas, com o pêlo lustroso e olhinhos bonitos. Chegou até ali subindo o ribeiro, saltitando entre penedos, calhaus e poças. Fez uma curva à esquerda, num raquítico afluente do ribeiro, subiu um pouco, e chegou ao lameiro da Rebomilda. Que verdura! Que paz! Que beleza! Uma nascente natural lançava um fio de água pelo lameiro abaixo, até ao ribeiro. Um enorme castanheiro, de braços longos e milhares de folhas, lançava uma apetitosa sombra sobre a erva húmida. Vendo Rebomilda ao fundo do lameiro, Magufas não fez cerimónias e dirigiu-se à vaca.

- Olá! Bom dia! Eu sou a Magufas e vim pelo ribeiro acima.

- Olá! Eu sou a Rebomilda. Como é que conseguiste subir o ribeiro sozinha? És tão pequenina!

- Oh, sou pequenina, mas oriento-me bem. Enquanto houver água, eu safo-me.

Rebomilda correu o corpo humedecido da lontra, de cima a baixo. Aquele palmo e meio de bicho parecia tão confiante. E tão engraçado. Que olhos tão giros.

- Então e vives aqui? – perguntou a lontra.

- Bem, passo aqui os dias, sim. De vez em quando, o meu dono vem mexer-me nas tetas e rouba-me umas dezenas de litros de leite. Eu não gosto muito.

- É melhor eu ter cuidado com o teu dono. Não me está a apetecer muito que ele me apanhe de surpresa e me mexa nas tetas para me tirar leite.

- Quais tetas?

- As minhas!

- Também tens tetas? – Rebomilda inclinou a cabeça, tentando espreitar para a barriga da lontra.

- Claro. Sou uma gaja! Uma lontra gaja! Por isso, tenho tetas!

- Oh, mas não te preocupes, o meu dono não vai perder tempo a tentar tirar-te leite. Daria muito trabalho e renderia quase nada. Ele quando vem para tirar leite é sempre para ir carregado.

- Mas podia querer meter-se comigo, se fosse tarado ou assim. Não gosto que me apertem as tetas à bruta.

- Bem, ele é assim um bocado tarado. Às vezes, quando vem com o nariz muito vermelho, põe-se a falar comigo, a fazer-me festinhas e a chamar-me Catarina. Não é que ele seja bruto, mas eu não gosto de sentir mãos calejadas em cima do meu corpo.

- Ah, pois é, mas sabes que mãos de macho são assim mesmo. Além de grotescas, não têm sensibilidade.

- Gostava que ele fosse um pouco sensível e me apertasse as tetas com mais delicadeza.

- Claro, até porque as tuas tetas são muito bonitas e é um crime maltratá-las.

- Achas?

- O quê?

- Que as minhas tetas são bonitas.

- Ora, claro que sim, notei isso logo que te vi. As tetas e não só.

- Ai… estás a deixar-me envergonhada…

- Não vale a pena ficares envergonhada. É um facto que és uma vaca muito gira, tens um corpo muito sensual, não és gorducha nem mal feita.

- Achas mesmo?

- Claro que sim.

- Bem, tu também…

- Sim…?

- Tu também.

- Eu também o quê?

- Oh, também és uma lontra muito gira, muito elegante, com uns olhos muito giros.

- Obrigada!

- Então e vais ficar por aqui?

- Estava a pensar passar aqui uns dias, aproveitar a paisagem, descansar, dormir umas sonecas e aproveitar a tua companhia. Achas bem?

- Ai, acho muitíssimo bem. Era excelente! Isto aqui é uma seca muito grande, passar os dias sozinha, de um lado para o outro. De vez em quando aparece uma raposa, para dar dois dedos de conversa.

- Ui, uma raposa? Eu adoro raposas! São tão… tão…

- Tão o quê?

- Eh pá, tão sexy!

- Sexy?

- Sim. Muito! Aquele focinho, aquela cauda sensual. Há três semanas atrás passei uns dias com uma raposa chamada Mimi. Conheces?

- Não, aqui perto só vive uma chamada Ana Teresa.

- Essa não conheço. Bom, mas a Mimi é uma doida! Passámos o tempo todo ora na toca dela, ora num charco. Fazíamos amor de meia em meia hora. Que maluca!

(silêncio no lameiro)

- Fizeste amor com ela?

- Sim. Foi tão bom! Nunca tinha experimentado, nem com uma raposa, nem sequer com uma lontra fêmea. Mas, adorei!

- Então e…

- Então e o quê?

- E é assim tão bom?

- Nunca experimentaste com outra vaca?

(continua) pickwick

publicado por pickwick às 00:10
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Quarta-feira, 7 de Junho de 2006
O amor é como o capim
O Guã ligou-me esta semana, novamente, sendo que as vacas vieram novamente à conversa. O Guã é o tal que foi pintar vacas com frases brilhantes para o meio da cidade, num momento de reflexão interior de grande projecção mediática. Desta feita, tinha para me transmitir um daqueles pensamentos eternos que nos revelam grande sabedoria. Era um pensamento comprido, mas posso resumi-lo assim: o amor é como o capim… o capim nasce, com toda a beleza da natureza, cresce, floresce, torna-se lindo, verdejante, apetecível, deslumbrante, eleva os sentidos, torna tudo mais cor-de-rosa (apesar de ser verde), até que um dia… vem uma vaca cheia de fome e dá cabo de tudo! Ora bem, portanto, para os que não perceberam o pensamento todo, a vaca aparece no prado e come o capim. A relva, a erva, whatever. Eu acrescentaria que a vaca ainda há-de acabar por ruminar a coisa. Se bem me lembro, ruminar é aquele acto educadíssimo de puxar a comida do estômago para a boca, para mastigar mais um bocado e, finalmente, engolir de vez. Deve ser assim. As vacas têm destas coisas… ruminar o que se comeu, mesmo que lhes seja indigesto. É um fenómeno psicológico difícil de explicar. Portanto, imaginemos que o capim já não está nos conformes com os gostos mais refinados da vaca, mas ela não hesita em puxar para cima para mastigar e, pasme-se, voltar a engolir. Eu cá não percebo, mas deve ser mesmo típico das vacas. Tal como é típico dos fanáticos por futebol arrotar e grunhir como se percebessem alguma coisa do que deitam cá para fora. O pensamento, é bonito. E muito realista. Depois de meditar nele, puxei do livro das memórias e constatei que é muito comum vir a vaca e comer o capim. Estragar tudo, portanto. Não é que tenham de ser sempre as vacas… não… é sabido que nos prados também há bois, mas todos sabemos que há mais vacas do que bois… deve ter a haver com aquela coisa do equilíbrio da qualidade, certo? Portanto, estatisticamente, como há mais vacas que bois, haverá mais vacas a comer o capim e estragar tudo, do que bois a fazer o mesmo. Feio, feio, é estragar tudo. Seja boi, vaca ou um tabuleiro de xadrez, tanto faz. É feio e é foleiro. Eu também faço como os bois que vão ao prado a estragam o capim. De tempos a tempos. Às vezes, é por uma questão de preservação da qualidade de algo, mas outras é mesmo porque um gajo não as pensa, não as medita e não tem paciência para prevenir. É verdade. O que vale é que costumam ser coisas pequenas, de pouca monta. Se um gajo foi boi e ao mesmo tempo for engenheiro de pontes, aí é que não convém muito, mas isso são pormenores secundários. Entretanto, há uma vaca especial que nos últimos tempos até tem aparecido na TV, que adora aparecer no prado e comer o capim todo. Às vezes, não vem para comer… vem mesmo é para se borrar toda pelas ancas abaixo, para cima da erva, e deixar tudo que é um nojo, mal cheiroso e com mau aspecto. Não quero citar nomes, para não ser processado, mas ela anda aí… a dar cabo do capim… pickwick
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publicado por riverfl0w às 19:11
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Sábado, 13 de Maio de 2006
As vacas, o amor e a vida
Há um filme, giríssimo na época, que tem o título ao contrário: a vida, o amor e as vacas. Tomou esse título, provavelmente, em função do grau de importância de cada um destes conceitos. As vacas eram mesmo vacas, daquelas de pêlo e cornos, que levavam cobóis a passear pelas planícies para passarem o tempo e ganharem algum para pagarem o uísque que consumiam avidamente para tentarem convencer-se uns aos outros - e aos demais - que eram homens do carago. Sendo assim, a vida tomava uma importância maior, seguida pelo amor, essa sacanice maldosa de quem criou o bicho Homem. Passados poucos anos sobre o filme, percebi que a ordem estava trocada e que o centro da vida era mesmo a raça bovina. Daquelas vacas que a gente sabe. Na altura, não me poupava a dissertações sobre a psicologia da vaca, aproveitando o facto de ter muito tempo livre para o fazer, em vez de estudar como era meu dever. Mais anos em cima e, às custas de mudar de cada X vezes e de tentar organizar os meus haveres Y vezes, encaixotei cartas e cartas acumuladas ao longo de vários anos, entre amigos e namoradas. Sobre estas últimas, mais verdadeiramente sobre uma delas, o volume de cartas era mais que muito, tendo acabado por ficar separadas em mais que uma caixa. Uma delas, daqueles “arquivos mortos” de cartão para entalar numa prateleira, acabou por escapar à remessa que transitou para a garagem, encontrando-se na estante da minha sala, com uma pomposa etiqueta a dizer “Correio da Vaca”. Com uma vaquinha que vinha com o Office, a acompanhar. Não há muitos meses, um dos irmãos da dita, com quem me dou na perfeição, veio cá jantar a casa e, estando de frente para a estante, exclamou entre duas garfadas: “Correio da vaca?! Que é essa m****, pá?”. O outro irmão, também à mesa, conhecedor da origem da coisa e do conteúdo da caixa, sorria de gozo. Eu disfarcei a coisa como pude, e penso que o rapaz nunca irá relacionar coisa com coisa. Enfim, isto das vacas tem muito que se lhe diga. Hoje mesmo, numa troca de sms com um amigo, atolado em conturbados sentimentos atrofiantes, derivados de uma relação amorosa mal acabada, vieram as vacas à conversa. Confesso que a culpa foi minha, pois quando o aconselhei a recorrer à escrita para aliviar o sentimento e o aperto, respondi ao pedido de sugestão de tema com “a vida, o amor e as vacas”. Fi-lo de forma imparcial, note-se, utilizando a sequência original do filme. Não quis, pois, influenciar o homem. O certo é que na sms de resposta dizia que ia para o meio das ruas de Coimbra pintar vacas. Pois, até ouvi hoje na rádio que iam andar vacas em fibra de vidro pela cidade e não sei que mais. Pouco depois, recebi nova sms com um pensamento filosófico que fez questão de pintar numa das vacas expostas ao público: “As vacas vão a todo o tipo de paradas e, se deixares, põem-te a pastar. Isso não é nada bom. Se possível, não aprendas a pastar. Se aprenderes, deixa o pasto enquanto podes. Isso é para elas, as vacas”. Esteve bem, este poeta. Portanto, se alguém encontrar uma vaca, no meio da cidade de Coimbra, com este pensamento brilhante, já fica sabendo que é tudo uma questão de gajas foleiras. E eu, faz de conta que não tenho culpa. Seja como for, devo dizer que fiquei encantado com a profundidade do pensamento. A analogia com o “pastar” é mais que perfeita e encaixa que nem uma luva. Vou dormir sobre o assunto, esta noite, para tentar digerir a coisa. Pela parte que me toca, os tempos de andar a ruminar pelos prados, feito artolas, a rastejar que nem as lesmas, já passou. Mas, pelo que parece, as vítimas não param de surgir. Parece uma sina, esta coisa de sermos convencidos a pastar. Aos que não conseguiram escapar à primeira, ou à segunda, nem às demais, reitero a necessidade de se manter a fé de que um dia será o dia da fuga do prado e a conquista da liberdade! pickwick
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publicado por riverfl0w às 00:19
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Terça-feira, 5 de Outubro de 2004
CDs
“CD. Compact Disc. Identifica genericamente os discos ópticos.” Está bem. Isto é o que diz num glossário que encontrei na Internet. Nada de novo, até porque CDs são CDs e já toda a gente sabe o que são e para o que servem. Quando derretidos com um isqueiro dão formas artísticas muito originais. Voam, se não precisarmos mais deles e estivermos chateados com alguém. Enfim, é o que se chamam objectos multiusos. Mas, este título reverte para algo mais animalesco do que um prato sintético. Ontem cruzei-me com uma frase que me deixou meio pendurado de uma teia de aranha, algures lá bem no alto. Dizia assim: “… pensava que o meu coração já estava muito duro para amar…” Coração duro. CD. Eu sei, não bato certo, com estas associações de siglas. Não faz mal. Fiquei a pensar para comigo como é esta coisa de um coração muito duro para amar. Uma renúncia, voluntária ou involuntária, àquilo para que o coração foi mesmo desenhado e construído: amor! Dar e receber. Como é que se chega a tal ponto? A vida traz-nos dissabores, amarguras e muitas frustrações, mas é também fonte de alegria, júbilo e muitos sorrisos. Creio que isto passa mais pelo voluntário do que pelo involuntário. O que não faltam são pessoas que passam por tormentos atrás de tormentos, amargam cada minuto que passa, e mantêm o coração sempre disponível para dar o amor. Eternamente fofos, esses corações. Como uma “Bola de Berlim” acabadinha de sair do forno. No entanto, muitas outras pessoas optam por congelar o forno. Não há cá bolos acabados de sair do forno para ninguém. É dureza e mais nada. Nunca se sabe bem se é uma opção estratégica para não levarmos mais daquelas facadas da vida, se é por vermos o nosso mundo confinado a um carreiro sinuoso numa montanha agreste, mesmo à nossa frente. Algo nos faz sentir o coração duro. Incapaz de amar. Muito lá no fundo, desejamos ser capazes de o fazer, com muita intensidade, com muita luz, e por muito tempo, mas, ou já consideramos isso um sonho inatingível, ou simplesmente recusamos enveredar por esse trilho. É uma sensação muito estranha. Uma espécie de conforto mórbido, como que estendidos num caixão, em pleno cemitério dos sentimentos, num marasmo, numa paz desassossegada. Até ao dia em que o destino nos prega uma partidinha e, quando damos por isso, zás! Somos apanhados de surpresa por um sentimento que já quase nos custa a reconhecer, tão distante fica a prateleira para onde o atirámos no passado. Cambaleamos com o peso e ainda levamos algum tempo até conseguirmos reunir as tropas lógicas para pedirmos contas ao coração sobre o que se passa. Encostamo-lo à parede com uma espada de cera e perguntamos: “Então, pá? ‘Tás parvo, ou quê? ‘Tá a dar-te alguma coisa ruim?” E ele responde timidamente “Simmmm…”. Ligeiramente irritados com a resposta, pressionamo-lo ainda mais com a espada. Esta, começa a derreter-se. Se fossemos espertos, usávamos uma espada a sério, mas não, com o coração, fala-se sempre com uma espada de cera. É uma regra! Sem excepção! Esbugalhamos os olhos perante a cena, a cera a derreter-se toda, o coração a rir-se p’ra gente. Fulos, perguntamos “Então, mas q’esta m…., pá???!!”. A resposta vem crua e fulminante: “Cala-te, oh mongo, monte de esterco mal disposto! Não vês que estou a amar?”. (Nota do autor: o coração fala assim, mas é só fachada; ele gosta da gente, mas às vezes tem de dizer assim estas coisas ordinárias, para ser mais convincente e ser levado a sério…) pickwick
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publicado por riverfl0w às 11:13
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