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Terça-feira, 25 de Setembro de 2007
Xi, tanta água!
Isto de estar no patronato, é do melhor para se saber de coisas que não faríamos ideia se estivéssemos pura e simplesmente do lado de fora. Hoje, a novidade foi a conta da água. Eu sei que na minha instituição convivem diariamente mais de três centenas de pessoas, mas, francamente, seiscentos e tal euros por mês?! Quando me disseram o número, mandei-me logo aos arames e exclamei: carago!, isso dá para dois computadores! (assim modestos, mas dá) Não sei quê, a culpa é da relva, argumentava o patrão Zé, que é tanta e gastam-se pipas de água para a sustentar, para depois ficar verdinha, e não sei que mais, e diz o chefe dos funcionários que ah e tal, sabe, fica bonita assim toda verdinha, e precisa de água para estar assim, e coiso e tal. Eu, por mim, embora não o tenha dito, arrancava a relva toda e metia calhaus do rio, daqueles seixos redondinhos como as maminhas das meninas, e acabava-se os gastos com a água. Não é que os seiscentos e tal euros sejam todos gastos em água para as plantinhas coitadinhas que também precisam de se alimentar. Na viagem para casa vim a matutar na coisa, com o número entalado na garganta. Ora, trezentas almas por dia, dá um mínimo de seiscentas mijadelas por dia e duzentas lavadelas de mãos (as outras almas não lavam as mãos para poderem condimentar de forma natural as sandes de fiambre), e, assim por alto, digamos que umas cinquenta almas aproveitam as instalações para defecar. Depois, diariamente haverá umas cem almas que tomam banho. Mesmo sem ver o recibo da água, há outras despesas para além da água em si. Há o aluguer do contador, por exemplo. Tal como quanto compramos um carro, também temos que, todos os anos, pagar o aluguer do motor. Tem lógica, obviamente. Chegado a casa, dei de caras com – que coincidência – o recibo da água da minha própria casa. Catorze euros e não sei quê. Sendo que, pasme-se, seis e tal eram de uma taxa qualquer de tratamento de resíduos sólidos. Se bem percebo, a Câmara Municipal da minha terra cobra-me seis euros e tal para me tratar dos… dos… bom, dos poios! Com base em quê mediram esta taxa? Hum? Será chapa cinco? Se sim, fazem mal, porque há lares onde predomina a diarreia e aí deveria haver um descontozinho, tendo em atenção a redução da componente sólida dos resíduos. Por outro lado, há lares onde abundam os comilões, do género de pessoas que comem por duas ou três e que, consequentemente, defecam proporcionalmente, devendo ser taxados por esse excesso. Num lar de meninas cuidadosas com a alimentação, que comem uma folha de alface para o almoço e dois centímetros de cenoura para o jantar, a taxa para o tratamento de resíduos sólidos devia ser anulada, uma vez mais tendo em conta questões de proporcionalidade. No meu caso particular, posso tentar fazer um simples exercício académico para avaliar se os seis euros que pago valem a coisa. Ora, vejamos. Imaginemos que não havia saneamento básico aqui no bairro e que todos os dias, logo após o íntimo acto de obrar, feito de forma simples e modesta para dentro de um balde preto daquele das obras que são mais baratos e têm uma pega e são fortes e aguentam o peso todo e se ficarem com mau cheiro não faz mal porque podem ir para o lixo porque foram baratos e além do mais o preto disfarça bem a cor das obras que costumam ser castanhas e ah e tal e isso agora não interessa porque já estou a ser muito badalhoco e ah e tal. Fazendo as contas a uma média, digamos que era plausível que, finda uma semana, houvesse um balde preto e mal cheiroso pronto para enfrentar a luz exterior do dia. Como em qualquer experiência científica na área da física mecânica, na qual se desprezariam aspectos insignificantes como o atrito, também aqui, de forma científica, se poderia desprezar o pivete depois de uma semana de armazenamento de poios e dejectos. Pormenores. Findo o mês, seriam quatro baldes cheios. A quem é que eu iria pagar para me levar os baldes daqui para fora? E quanto! Ah e tal, podia eu mesmo levá-los e enterrá-los no quintal, para adubar a terra, potenciando a cultura de tomates de dois quilos, mas, francamente, não me estou a ver a descer as escadas com um balde cheio de coiso e tal. Não me fica bem. Depois, no dia seguinte, no café da esquina, estaria alguém a contar que ah e tal esta semana o fulano tal andou com uma caganeira muito amarela com leves tonalidades de laranja e verdura. O fulano coiso e tal? Não, o outro que é do patronato, que há três semanas atrás tropeçou nas escadas durante a noite e entornou o balde todo por ali abaixo, o porcalhão. Não era bonito, não. Contas feitas, seis euros não custa nada a dar e poupa umas quantas vergonhas. Preço justo! pickwick
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Domingo, 16 de Setembro de 2007
Empadum de Atum
Para hoje, dedico este post à bela receita de “Empadum de Atum”. De momento, estou completamente empanturrado com a iguaria. Estava a saber tão bem que só parei quando um naco enorme não passou das goelas para baixo, indicando o momento propício para terminar o jantar. Sim, porque a vida é feita destes sinais…
 
Receita de “Empadum de Atum”
 
Ingredientes:

- 1 lata de atum, grande (a lata, que o atum já tem tamanho que chegue, se bem que, se o atum for pequenino, não tem sabor… acho eu).

- 2 dois copos de arroz agulha, sem agulhas, para não espetar ninguém (as agulhas, são como os palitos, é preciso ter cuidado com os amigos que vêm a casa e metem tudo à boca sem olhar e engolem palitos e também podem engolir agulhas e é do caraças mas não deve haver problema porque as agulhas do arroz não devem fazer mal a ninguém).

- quantidade indeterminada de polpa de tomate, vinda de um frasco grande com capacidade para um litro (adquirido por sessenta e seis cêntimos com o propósito de reutilização da carcaça de vidro para produção de licores caseiros).

- temperos, especiarias, sal, azeite, água, aroma a colher de pau.

- 2 cebolas verdadeiras, daquelas que fazem um gajo viril derramar lágrimas às escondidas.

 
Modo de preparação:
Prepare uma frigideira e um tacho, vazios, lavados e secos, sem restos de comida de semanas anteriores. No tacho, deite quatro copos de água do cano e meta ao lume, para ver se ferve. Na frigideira, em azeite, pique cebola e meia, e, já farto de picar cebola, corte à toa a meia cebola que falta. Meta a refogar, com jeitinho não queimar. Atenção ao tacho. Abra a lata de atum e deite o líquido gorduroso e suspeito para o ralo do lava-louças. Prepare o arroz, directamente do pacote, sem entornar tudo no chão e deixar a cozinha num chiqueiro. Isso, em cima da banca é melhor. Meta uma tampa na frigideira. Olhe com desdém para a água que ainda não ferve. Tire a tampa da frigideira e repare como a cebola já tem uma coloração alourada. Está na hora de entornar a polpa de tomate. Com jeitinho. Entorne a polpa de tomate para a frigideira. Pare! Não deite mais! O atum é que era primeiro! Troque o frasco da polpa de tomate pela lata de atum, despejando todo o atum na frigideira. Chegue-lhe as especiarias todas que tiver à mão, incluindo duas colheres daquele picante caseiro que fez com uísque e alho e mais não sei quê. Mexa com jeito, para não entornar e emporcalhar o fogão. Tape a frigideira e meta o lume brando, para não sair asneira. Tire novamente a tampa, depois de chegar à conclusão que a polpa e o atum podem ir ao mesmo tempo, que ninguém nota a diferença e vai tudo dar ao mesmo. Entorne um quarto de litro de polpa de tomate, mexa e tape. Atire uma mão cheia de sal para dentro do tacho. A água já ferve, por isso, deite-lhe os dois copos de arroz, sem o lavar. O arroz, para homens, quer-se porquinho de branco, tal qual como vem do pacote, por causa dos anticorpos e não sei quê. Além disso, dá muito menos trabalho. Mexa bem. Repare como a água fica toda branca, com aspecto nojento de sopa de arroz insonsa para doentes com caganeira imparável. Suspire. Vá até à sala, consultar os e-mails, ver os jornais online, enfim, ver de novidades, etc. Cuidado, já passaram alguns minutos, se calhar o arroz já está esturrado no fundo do tacho e a frigideira já está seca. Abra a tampa da frigideira. Hum… E o arroz? Hum… está tudo a ficar nos conformes. Deite mais água no tacho que está tudo a ficar seco. Deite mais polpa para não desidratar a frigideira e o atum. Mexa um e outro. Ande ali a ver se aquilo fica com melhor aspecto. Ligue o forno eléctrico, regulando para vinte minutos. Prepare uma travessa de Pirex, a maior que couber no forno. Ora bem, agora desligue os dois bicos do fogão e traga o tacho e a frigideira para o pé da travessa. Com sorte, não se entorna nada. Vá, só um bocadinho da frigideira, por causa do excesso de polpa, mas não faz mal. No fundo da travessa, despeje três quartos do arroz cozido. Engane-se e despeje apenas três quintos. Não tem problema. Espalhe bem, para ficar uniforme e como uma plataforma de arroz onde qualquer mortal poderia caminhar sem se enterrar. Agora, despeje cinco sextos do conteúdo da frigideira e espalhe bem. Engane-se nos cinco sextos, mas não faça mais contas com fracções, porque isso de ser professor de Matemática não funciona quanto se está a mexer em colheres e tachos e há que dar uma folgazinha aos saberes científicos. Espalhe bem. Agora, deite o resto do arroz, acame, e, por cima, o resto do que está na frigideira, com um mau aspecto tremendo e uma cor atomatada. Meta tudo ao forno. Volte para o computador e navegue mais um bocado na Internet. Navegue, navegue. Ao som do “plim”, volte para a cozinha, abra o forno, aprecie a camada de bedum de atum e tomate quase queimado, deite para um prato, acompanhe com um guardanapo e um garfo, volte para o computador, e coma. Repita até não conseguir meter mais nada à boca. Feliz? Eu também. Nem consegue arrotar, pois não? Bendita água com gás Vimeiro! Vá, bebe lá a ver se alivia… pickwick
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Domingo, 10 de Outubro de 2004
A Bela da Água
Hoje, chove com força! Ontem também choveu, mas menos impressionante, apesar da ventania. A apreciação da chuva faz-se sob a influência do local e da companhia, não fosse a queda de água um fenómeno psicológico. Por alturas da Primavera, a chuva já não tem a força de agora. Não é que caia com menos força ou molhe menos, mas deixa de ser tão impressionante como agora. É tudo uma questão de hábito, bem vistas as coisas. Como quem deixa de se impressionar com o berbequim do dentista e o arrepiante raspar da broca entre os dentes, lá para a centésima consulta. Mas, estas são as primeiras chuvas de Outono. A valer. Se pingou alguma coisa até agora, não contou. Espero que já estejamos no Outono, já agora. Nunca sei quando muda, o que também não é importante, pois o Outono começa quando o vento sopra as folhas acastanhadas caídas no passeio. Esta chuva, por a ela não estarmos habituados, parece novidade. Há uma mistura de sentimentos que deixamos passar ao lado, ano após ano, de tão vulgar que pensamos que é. Sente-se que algo acabou. Não só os bikinis fio-dental, o geladinho da “Olᔠe a pele bronzeada das meninas que passam, mas também aquele calor e aquela calma que nos fizeram companhia durante alguns meses. Vem à memória a estória da cigarra e da formiga, que não vivemos mas que sentimos cá dentro, em que se acabou o bem bom, e é necessário começar a preparar as coisas para o Inverno que aí vem. Sente-se um arrepio pela espinha abaixo e uma necessidade brusca de procurarmos um local acolhedor onde possamos saborear um pouquinho das lembranças do tempo quente e seco. Mesmo dentro de casa ou de um carro, olha-se pela janela, e o arrepio ainda circula, como que a natureza a dar-nos aquele toque de cotovelo para nos acordar do marasmo do calor. Temos o conforto, mas, ainda assim, demoramos um pouco a tomarmos consciência disso. Como se metade de nós estivesse lá fora, à chuva, desorientado, desesperado para chegar até aqui. Gritamos “Hei! Pssstt… aqui!” e fundimo-nos novamente em nós próprios, esfregando as mãos de contentes por aqui estarmos, abrigados. Quentes. A chuva traz as nuvens, ao contrário do que se pensa. As nuvens vêm por arrasto, porque a chuva é que é mesmo necessária. E estes apêndices, negros, felpudos, acelerados pelo vento apressado, roubam-nos a luz e a cor. Sente-se que de repente tudo ficou cinzento, os sorrisos transformaram-se em expressões carrancudas e desiludidas, e o meio-dia parece mais um entardecer. Fazemos um esforço para procurar algo com que nos alegrarmos, um motivo para sorrirmos. Nestes momentos, somos confrontados com a derradeira questão: somos felizes? É uma pergunta que, inconscientemente, a nossa alma faz ao nosso coração, no segredo daquilo que nos passa ao lado. A resposta do coração, dada no mesmo tom camuflado, condicionará as nossas feições e o nosso estado de espírito. Porque a felicidade não se deixa vencer por um arrepio na espinha. pickwick
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publicado por riverfl0w às 18:08
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Quinta-feira, 6 de Maio de 2004
Poema: "Ó água que cais"

Ontem vi-te
Ao sair pela porta esquerda,
Que p'la direita não foi,
Pois é uma estafadeira. (a porta era a do carro, tá claro)

Olhei o céu e,
Caindo desgovernada,
Lá vinhas tu,
Ó água danada! (eia, rimou!)

Mais um passo e
Olhei o chão.
Asneira da grossa,
Não gostei, não! (estarei a apanhar o jeito?)

Foi na careca,
Que elas adoram
Onde pingaste feliz,
Molhaste-me todo. (não rima, mas é a verdade)

Corri de volta
Com medo de ti,
Peguei o que te guarda
Ou me guarda a mim. (já não sei bem quem é que ele guarda, mas não faz mal)

De novo t' olhei,
Sorriso maroto,
Anda cá ó água,
Lava-me os pés. (ok, perceberam? Com o guarda chuva, só molho os pés... certo?)

pickwick

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publicado por riverfl0w às 12:41
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