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Sábado, 23 de Setembro de 2006
As Marias, a Ana e as Sagres
Começo por confessar que acabei o dia de sexta-feira numa onda totalmente Yunga. Conhecem? Eu também não, acabei de inventar. A onda “Yunga” vem do português clássico “chunga”, que, desmistificando, tem que ver com aquela necessidade rudimentar que um homem sente quando chega a casa, no final de uma semana de trabalho, e lhe apetece comer carne crua e beber muitas cervejas geladas. Yunga! Anotem! Vinha no carro, a caminho de casa, quando fui atacado pela onda Yunga. Parei no Pingo Doce e fui abastecer-me convenientemente, com febras de porco e um pack de Sagres. Costuma ser de Super-Bock, mas os plásticos e ah e tal, e foi mesmo Sagres. Misturado com febras apimentadas, até podia ser gasóleo agrícola, que eu não dava pela diferença. Enfim. Já marcharam todas, entretanto. Cheguei à caixa e encontrei a Ana Ferreira, assistente de caixa. Ora, eu gosto de reparar nos nomes das mocinhas, para imaginar como seria num ambiente mais informal e caseiro… eu chegava à caixa, olá Ana, olha, mete-me aí mais umas pastilhas para o mau hálito e uns cotonetes, está bem? Sim, docinho – respondia ela -, e uns emplastros para os costados, precisas? Não – dizia-lhe eu -, vou só ali buscar uma margarina e volto já. Era lindo, não era? Como num sonho. Bom, quanto à Ana Ferreira, nem sei que vos diga. Enquanto ela atendia o cliente à frente, eu pasmava-me. Olhava para o nome na placa, para as mãos, para os braços, para os pulsos, para o cabelo, para a cara, para o tamanho dela, para o peito, para as ancas, e, só quanto ela ditou o total da conta ao cliente, é que me consciencializei que era, de facto, uma gaja! Uma gaja-gajo! Não é uma Maria-rapaz! É mesmo uma gaja-gajo! Sem tetas! Sem ar de gaja! Aliás, com ar típico de gajo-que-joga-à-bola-e-cospe-para-o-chão. Não sei que dizer. Tem voz de gaja, mas o resto é gajo da cabeça dos pés, pelo que é dado a ver por cima da roupa de serviço. Para esquecer! Adiante. Quanto às Marias, bem, que tenho eu a dizer? Num post anterior falei de um suposto fenómeno sociológico com referências históricas, relativamente às Marias-de-não-sei-o-quê. Falo daquelas que querem apenas ser conhecidas como Maria, em vez de Maria-de-não-sei-o-quê ou apenas não-sei-o-quê. Hoje mesmo, confirmei isso com duas raparigas, uma com doze anos e outra com quinze. À de doze, a Maria Isabel, perguntei: queres que te chame Maria Isabel, Maria ou Isabel. Maria, disse ela. À de quinze, que tem um ar de sonsinha-mas-ai-que-sou-endiabrada, perguntei: queres que te chame Maria de Fátima, Maria ou Fátima. Maria, disse ela. É preciso mais? Claro que não! Maria está na moda e o resto é piroso, como as cuecas verde-fluorescente. Portanto, actuais e futuras mães, deixem-se de parvoíces e antiguidades. Gaja que é gaja, ou se chama Maria e pronto, ou chama-se outra coisa qualquer. Escusam de perder tempo com aquelas mariquices das vossas avós, de ah e tal, Maria da Natividade, Maria do Coito, Maria da Caganita e outras barbaridades que tais. “In” é a vossa filha chamar-se Maria Santos ou Maria Bonifácio. Maria de Mendonça também fica bem, parece sangue azul e “onça” faz lembrar pilhas de ouro, a brilhar, especialmente com aquele “de” pelo meio! Já agora, por falar na Maria de Mendonça, devo dizer que esta mocinha, de apenas doze anos, tem uns olhos azuis de morrer, um cabelo aloirado e farfalhudo, é giríssima, simpática, muito inteligente, mas tem um defeito, como todas as gajas inteligentes: desata-se a rir, descontroladamente, quase que a babar-se, de cada vez que fica sentada ao lado de um colega brutamontes com uma camisa de cavas e a cheirar a cavalo cansado e com a dentuça suja toda de fora. Maria, vê lá se acordas, está bem? Um gajo desses não descansa enquanto não te enfiar com uma chapada nas ventas por chegares atrasada com os chinelos e cervejola aberta. pickwick
publicado por riverfl0w às 01:23
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