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Quinta-feira, 1 de Outubro de 2009
A crise do casamento

Ou não!

  

Hoje conheci a última profissional a ser recrutada para a minha instituição. Era loira e tinhas olhos negros. Até agora ainda não consegui decidir se era loira natural com lentes de contacto pretas, ou loira pintada com olhos negros. Um dia destes espero descobrir.
 
Eu acho que as loiras são o máximo. Dentro do respectivo contexto, claro.
 
Acontece que esta loira, que ainda por cima é elegante, embora quarentona avançada, trazia uma aliança de casamento!
 
Parece uma coisa banal, mas fez-me tocar aqui meia dúzia de sinos dentro da cabeça.
 
Duas horas antes, sofri um choque quando, em conversa com outra colega, esta contou que ah e tal e não sei quê o meu marido e tal. E tinha eu pensado que esta, ao menos, como era novinha, magrinha, com duas maminhas luxuosas do tamanho de meloas, seria solteira! Mas não! Era casada! Sem anilha! Só por causa disso, de agora em diante hei-de tratá-la por palito-com-meloas.
 
A mulher-orc, também é casada. A queixo-de-golfinho também, mas não conta por que eu não gosto de mulheres com queixo-de-golfinho. A verruga-negra, também é casada, mas é muito querida, embora eu não aprecie verrugas. E por aí fora, que nunca mais acaba.
 
Quais é que não são casadas?
- A barriga-de-pote, embora pareça ser boa moça apesar de falar pelos cotovelos e pelos joelhos e pelas articulações dos dedos.
- A carcaça-eléctrica, que com sessenta e cinco anos não há quem a queira nem quem lhe meta fita adesiva nas beiças para se calar e um dia destes ainda cai dos saltos altos abaixo.
- A rabiosque-pizza-familiar, porque tem cara de doninha e maminhas de esquilo e pestanas tipo escova de arame e no meio disto tudo ainda tem um rabiosque daquele tamanho.
- A javalina-ervilha-saltitona, porque tem cara de javali e passa a vida aos saltinhos como se fosse uma ervilha que estivesse sempre a cair da panela e já agora também tem corpo de javali, mas fêmea, claro.
- A narina-parideira, que tem um pai com tanto dinheiro que até deve incomodar. Numa serra portuguesa há umas pedras do tamanho de um punho de criança que brotam de penedos de granito, sendo estas últimas chamas de pedras-parideiras. Portanto.
 
Ou seja, não andem para aí a dizer que ah e tal o casamento está em crise! Tirando os exemplares pouco apetecíveis para o consumo, está praticamente tudo matrimonialmente amarfanhado. Ou então, eu é que tenho um azar imenso. pickwick
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publicado por pickwick às 22:45
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