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Sábado, 29 de Agosto de 2009
As filhas dos patrões
Hoje fui almoçar a casa do patrão. É a segunda vez que ele convida, nas últimas duas semanas. Aliás, nos últimos cem anos. Da primeira vez, foi assim um convite mais rebuscado, ah e tal, com aviso prévio à navegação. A ementa foi qualquer coisa da perna de um porco ou de uma vaca, que já não me recordo, mas que devorei com a devida cerimónia. Afinal, a mulher do patrão ainda me trata por você, embora a partir do mês que vem vá começar a trabalhar na mesma instituição que eu e o patrão e marido.
 
Hoje, a coisa foi mais à bruta. O sub-patrão anunciou que ia almoçar – o que é extraordinário – e o patrão secundou-o, complementando com a informação de que eu ia lá comer a casa dele. Ainda sussurrei discretamente que ah e tal vou ali a casa e já venho, mas devo ter sido pouco convincente, porque ele atalhou logo a seguir, com ar de patrão consumado, que nã, nã, vais lá a casa. E pronto. O patrão é que manda.
 
Regra geral e sem excepções, detesto ir comer a casa de alguém. Exceptuam-se os casos dos amigos, em que este acontecimento é um grande prazer. No caso presente, somos colegas de trabalho, e um colega de trabalho nunca é um amigo. Enfim, podia-me dar para comer um grelhado de ratazana embrulhada em couve-de-bruxelas, mas, pronto, tenho esta mania (e outras do mesmo género).
 
Desta vez, a filha também almoçava. Por momentos fiquei confundido com o aspecto da moça, assim tipo miúda do 11º ano, leve e fresca, extremamente elegante, olhos escuros e enormes, um sorriso tipo não sei que agora não me lembro mas que enfim, um rosto bonito e uma camisa meio desabotoada. Pois, não ia estar a dar-me ao trabalho de escrever um post se não houvesse um pormenor qualquer associado à zona torácica. A confusão, afinal, era só nas habilitações académicas da rapariga. Não é miúda do 11º ano. Está só a terminar o curso de Medicina, pronto. Pouca diferença, portanto.
 
Assim sendo, a filha do patrão é médica. Das filhas do ex-patrão e actual sub-patrão, duas são médicas e a terceira, que ainda está na secundária, tem notas para entrar em Medicina a fazer o pino; complementarmente, as duas filhas médicas são duas brasas. Depois estou eu, o misterioso adjunto do patrão, uma nódoa social sem descendência e com um grande défice de juízo. Não tenho filhas, nem um gato, nem um cachorro, nem um periquito e nem sequer um peixinho de plástico a boiar num alguidar. Há dias em que me sinto ligeiramente intimidado… pickwick
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publicado por pickwick às 19:25
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Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009
Actualização do patronato
Embora este assunto tenha retroactivos a Junho deste ano, só agora me ocorreu registá-lo aqui.
 
Em Junho, portanto, houve uma actualização do patronato da minha instituição. As “regras do jogo” mudaram, por força de lei, e o patronato – eleito democraticamente - teve que cessar funções à força, o que, já agora, não deixa de ser um pormenor interessantíssimo neste bonito país armado aos cucos. Assim, o patrão deixou de ser o patrão, eu deixei de ser o vice-patrão, e as duas vice-patroas também foram à vida.
 
Após movimentações discretas, embora insistentes, recrutámos um conhecido para, no âmbito da nova lei, sujeitar-se a ser nomeado patrão. Este, aceitou o desafio na condição de que eu e o ainda patrão aceitássemos alinhar com ele.
 
Assim que o novo patrão tomou posse, nomeou o ex-patrão como sub-patrão e nomeou-me a mim como adjunto do patrão. Na teoria, deixou de haver patronato, de acordo com a lei. Há o patrão, há os dois cromos que o coadjuvam, mas se alguma coisa correr para o torto, só o patrão é que leva nas orelhas, enquanto que, antigamente, era o patronato – uma equipa – que apanhava. Enfim, coisas dos tempos e da imaginação do Sócrates. Na prática, continua a parecer um patronato, mas, se eu urinar fora do penico, é o patrão que leva nas orelhas, embora depois tenha de ser eu a passar a esfregona no chão.
 
Nesta nova conjuntura, posso adiantar que houve um acréscimo de qualidade de vida. O novo patrão é, de longe, muito menos stressado do que o anterior, que agora é sub-patrão. Ou melhor, tem outras formas de encarar a vida.
 
Considerando que a velocidade do caminhar natural de um ser humano é de cerca de 5 km/h, o novo patrão tem um tique que muito me diverte: várias vezes por dia, levanta-se e começa a caminhar de um lado para o outro, dentro do gabinete, a uma velocidade aproximada de 8 km/h (estimativa), enquanto pensa em voz alta. Por vezes, faz o mesmo quando está ao telefone. Isto é muito giro. Em especial porque o gabinete tem um degrau a toda a largura e ele ainda não tropeçou nele! Mas há-de chegar o dia!
 
Outro tique do novo patrão, e que muito aprecio, é o ritual da paragem. Ao meio-dia em meio, mais cinco minutos, menos cinco minutos, toca-lhe o alarme biológico e anuncia em voz alta que está na hora de irmos almoçar. Às dezassete e trinca, mais meia hora, menos meia hora, toca-lhe novamente o alarme e anuncia que está na hora de fecharmos a loja. Uma vez que não temos horário de trabalho fixo, este tique do novo patrão é uma lufada de ar fresco após dois anos num patronato em que facilmente se chegava à hora do jantar e ainda se estava no gabinete de volta dos papéis…
 
Até o nível das conversas foi actualizado para um índice diferente. O novo patrão saca palavrões com muita frequência, talvez pelo facto que ter findado a presença feminina no gabinete, e certos comentários são propositadamente tão brejeiros que um gajo fica com dores de barriga de tanto rir. Não se poupa em comentários explícitos sobre o aspecto físico desta ou daquela colega, o que é muito bom, até pelo carácter informativo, e assim fico ansioso pela apresentação ao serviço de uma nova colega que, segundo ele, é “muito boa em todos os aspectos”.
 
A ver vamos, se o ambiente divertido é sol de muita dura… pickwick
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publicado por pickwick às 00:33
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Quarta-feira, 26 de Agosto de 2009
Que bonitos calções
Tenho uma colega de trabalho com um perfil extraordinário:
- o rosto é tal e qual o daquela primata do filme “Planeta dos Macacos”, que tinha uma relação próxima com o humano;
- é magrinha, o que abona em seu favor, embora não perdesse nada usar soutiens mais sugestivos;
- é simpática e disponibiliza-se facilmente para ajudar;
- tem uma verruga foleira, mas acho que só mesmo eu é que dou por ela;
 
Nome de código: Fafá (se enchermos um modesto tupperware com as mamas da Fafá de Belém, o volume que sobra equivale ao volume das mamas desta minha colega; portanto, é mesmo só nome de código e não quer dizer absolutamente mais nada.)
 
Bom, a Fafá é uma mulher casada e mãe de duas filhas, que são as duas mais bonitas que a mãe. Vá, mais correctamente, as duas filhas conseguem parecer-se menos com a miúda do “Planeta dos Macacos”.
 
Acontece que o marido da Fafá trabalha a cerca de 500 km de casa. Ou seja, a maior parte do tempo, a Fafá vive sozinha com as duas filhas, sem o marido, e tal, de cama fria, e coiso e tal. Pronto, já se sabe como é.
 
Com a chegada do Verão, surgiu a oportunidade de passaram férias juntos, os quatro, junto à praia, bem longe daqui.
 
A Fafá regressou na semana passada e passou lá pelo patronato para nos cumprimentar. Hoje, voltou a passar para nos cumprimentar. É uma querida, já se está a ver. Veio vestida exactamente com a mesma roupa com que se apresentou na semana passada. Presumo que a tenha lavado durante o fim-de-semana. Da primeira vez, fiquei sensibilizado, mas, não sei porquê, varreu-se-me da memória passados uns minutos. Hoje, talvez por estar mais sereno e despreocupado, prestei mais atenção ao aparato.
 
Embora as próximas frases pareçam retiradas de uma qualquer revista cor-de-rosa, não foram. São produto original.
 
A Fafá, então, veio trajada com uns calções curtos e uma blusa simples. Os calções, de ganga clara, eram mais curtos do que o que seria de esperar numa mulher casada e mãe de filhos, com ar habitualmente conservador. As pernas bronzeadas sobressaíam, meio brilhantes (às tantas estava de collants e nem dei por nada), abaixo da ganga. Facto: não é normal aparecerem mulheres naquele gabinete com uma tão grande percentagem das pernas ao léu! Não é que eu me queixe, mas aquele gabinete é um lugar sagrado onde as pessoas se afundam em trabalho. Tirando os momentos em que a loira dentuça aparece, invariavelmente sem qualquer vestígio de soutien.
 
Sobre a blusa, não me ocorre nada. Já sobre o que vai debaixo da blusa, tenho algo a dizer: ou é a Fafá que gosta de maminhas afuniladas, ou é o marido dela que tem um fetiche por maminhas afuniladas, ou as duas coisas. O certo é que – e isto é extraordinário nos tempos que correm – o soutien da Fafá lhe favorece as maminhas em forma de funil. Porque, hoje em dia, as mulheres usam e abusam de soutiens que quase triplicam o volume visual dos peitos, para gáudio dos machos apreciadores. O que se passará na cabeça de uma mulher, mãe de filhos, para usar soutiens em forma de funil? Permanece o mistério. Pela parte que me toca, são dois pontos a menos!
 
Esta é mais uma prova de como as aparências iludem. Afinal, esta mulher conservadora, que era a imagem que eu guardava da Fafá, é uma exibicionista que fica com demasiados calores depois de passar uns dias com o marido à beira-mar. pickwick
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publicado por pickwick às 00:09
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Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009
Acidentes rodoviários
Já nos finais do mês de Julho, pela manhã, fiz-me à estrada daqui até Sintra. Ia passar uns quatro dias na companhia de uns amigos, algures numa quinta junto à serra. Coisa bonita, portanto.
 
Saltei fora do IP3 para apanhar um troço de auto-estrada até Condeixa, passando, a partir daí, a circular na velhinha Nacional nº1. Eu gosto deste trajecto, que, para além de poupar nos custos de combustível e portagens, proporciona uma paisagem muito mais diversificada, com milhares de casas e casinhas, lojas e indústrias, anúncios e tascas, gente a circular a pé ou em duas ou em quatro rodas, montanhas, árvores, contentores do lixo, pontes e buracos. Não há motivo algum para um gajo se aborrecer ou para adormecer de tédio ao volante.
 
Desta vez, no entanto, e apesar de desperto para o perigo acrescido dos acidentes rodoviários, fui vítima de um.
 
Foi assim: eu ia descansado da vida, já a deixar Condeixa para trás, numa zona em que a estrada era ladeada por abundantes matas, quando sou surpreendido, à minha direita, por uma moçoila dos seus vinte anos, linda que se fartava, boa que até doía, com uma blusa insignificante e uma saia com cerca de 14 cm de altura. Sim, 14 cm de saia é assim tipo ah e tal esqueci-me da saia mas como o cinto é largo ninguém nota. Sem exagero! Não bastasse esta visão, a moçoila ainda fez o favor de sorrir para mim, de orelha a orelha, obviamente satisfeitíssima por me ver de boca aberta e de olhos pregados nos seus atributos mais vistosos.
 
Com a distracção da paisagem, saí fora do alcatrão e a roda direita embateu violentamente num penedo ali perto. Como era de esperar, o carro capotou violentamente quatro vezes seguidas antes de se estatelar violentamente em cima das quatro rodas. Sem que eu conseguisse controlar, o embate das quatro rodas fez com que o carro saltitasse violentamente durante vários metros, qual elefante pardo a saltitar suavemente de nenúfar em nenúfar na Lagoa Azul. E a moçoila ficou para trás.
 
Ao fim de uns cem metros, ainda o carro ia a rabear de forma ligeiramente descontrolada já no asfalto, surgiu, à minha esquerda, uma segunda moçoila, igualzinha à primeira. Só que esta, para piorar toda situação, para além de ter o que parecia ser uma saia igual à da outra, tinha-a completamente arregaçada até à cintura! Literalmente! Ainda por cima, quando ia a passar por ela, virou-se de costas para mim, a provocadora! Para que conste da acta, eram duas as magníficas e divinais bochechas das nádegas, perfeitas bolas de carne sem qualquer ponta de gordura, de tonalidade ligeiramente carente de sol, redondinhas como as bolinhas chinesas de terapia.
 
Não sei o que aconteceu, mas o motor de repente enguiçou, bloqueou as rodas e o carro deu dois mortais à frente, elevando-se a cerca de catorze metros de altura. Durante a subida do primeiro mortal – lembro-me como se tivesse sido daqui a um bocado -, o meu cérebro ainda labutou, em velocidade acelerada, para tentar discernir se entre as duas bochechas haveria algo parecido com um discreto fio dental, mas, infelizmente, não chegou a resultados. Quanto mais o carro se elevava no ar, pior o ângulo de observação das bochechas. Felizmente, ao fim dos dois mortais à frente, o carro aterrou em cima do farol direito, amortecendo a queda. Mais uns saltinhos durante uns metros e, graças à dificilmente igualável perícia do condutor, o carro retomou a marcha monótona pela Nacional nº1.
 
Percorri vários quilómetros completamente desorientado, em dúvida sobre se teria adormecido ao volante e começado a sonhar, ou se tinha mesmo passado por duas deusas em preparos pouco conservadores e a tresandar a erotismo barato.
 
Tal como há quem chame acidentes de terreno a qualquer monte de terra e calhaus, também somos livres de considerar que duas gajas daquele calibre à beira da estrada são verdadeiros acidentes rodoviários, já que estão mesmo em cima da rodovia.
 
Nota 1: o relato das cambalhotas e reviravoltas e demais agitações a que o carro foi sujeito, é pura ficção, sendo a única parte desta estória nessas condições.
 
Nota 2: as duas meninas não trabalham ao Domingo, conforme pude verificar na viagem de regresso, quatro dias depois. pickwick
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publicado por pickwick às 21:09
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