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Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008
Amelinha e o colete

Um grupo de jovens amigos preparava-se para um passeio de bicicleta numa escaldante tarde de Domingo. Cientes das questões de segurança associadas a actividades desta natureza, os jovens envergavam coletes reflectores e capacetes típicos do ciclismo. Rapazes e raparigas, assim na casa dos 20, mais ano, menos tremoço. Eu andava por perto, empenhadíssimo na minha missão dominical.

 
Às tantas, este apuradíssimo sistema auditivo que transporto nas zonas laterais do crânio detectou uma conversa que merecia alguma atenção da minha parte.
 
Adulto preocupado: Amelinha, vais assim vestida?
Amelinha: Vou.
Adulto preocupado: Não levas o teu colete?
Amelinha: Não.
Adulto preocupado: Queres que te empreste o meu?
Amelinha: Não, vou bem assim, obrigada.
Adulto preocupado: Mas, não tens outra roupa?
Amelinha: Tenho, mas vou bem assim.
Adulto preocupado: (silêncio).
Amelinha: (meia-volta).
 
Não quis perder a oportunidade de registar o alvo de tanta preocupação por parte do adulto em causa e partilhar o objecto em si. Afinal, não há melhor disfarce para um fotógrafo, do que o próprio disfarce de fotógrafo. Se é que me faço entender. Aqui fica, então, o belo par de nádegas da Amelinha.
 
 
 
 
Portanto, e analisando friamente a questão, se de pé, firme e hirta, as nádegas da Amelinha já são o que se vê, uma provocação sensual irresistível, imagine-se a proprietária das mesmas encavalitada no selim de uma bicicleta. Imagine-se o efeito da flexão do corpo para a frente na disposição dos humildes calções e consequente visibilidade das perfeitas bochechas que compõem o par de nádegas. Imagine-se o aperto. Imagine-se o suor. Meu Deus…
 
Nota do autor: os factos aqui narrados, bem como a imagem e os suores sentidos, são em tudo coincidentes com a realidade presenciada e vivida. Ficção, só mesmo o rumo tomado pela imaginação nos minutos que se seguiram. pickwick
publicado por pickwick às 00:02
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Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008
Quinta da Vedação

Outro dia, fui dar um passeio de bicicleta naquela altura do dia em que ninguém desconfia, assim a hora e meia do pôr-do-sol, como quem chega a casa depois de mais um dia de trabalho no patronato. Embora tenha já uns percursos alinhavados para puxar pelas pernas, onde se destaca uma descida até ao Mondego e o penoso regresso a casa, sabe sempre bem explorar novos trilhos. Aqui, a aldeia é rodeada por matas de pinheiros e antigos terrenos agrícolas, algumas espécies florestais nativas aqui e acolá, um ou outro ribeiro, e muitas subidas e descidas. Quilómetros e quilómetros…

 
Relativamente perto, há uma quinta recuperada para efeitos de turismo, cujo tipo ainda não consegui perceber, embora no site da Câmara Municipal falem daquilo como se fosse uma versão rural do “Dolce Vita Tejo”. Para mim, parece mais uma treta para dar de mamar a uns quantos iluminados partidariamente bem conectados.
 
Acontece que a quinta passou a ter uma vedação de rede. Quem olha através da rede, só vê mato rasteiro e não percebe o que é que aquilo tem de tão maravilhoso assim. A originalidade do local é de tal ordem, que até o nome é original e só pode ter sido produto de momentos de profunda e divina inspiração: Quinta da Vedação (nome de código, claro). A originalidade não é tanta assim, pois já reparei que há mais umas quantas quintas com o mesmo nome espalhadas pelo país. O que quer dizer que, se eu comprar um terreno em nenhures e lá largar uma carrada de tijolos, posso pomposamente chamar o meu terreno de Quinta dos Tijolos. Básico. Muito básico.
 
Bem, posto isto da apresentação turística, cheguei ao portão da quinta e segui por um trilho apertado que segue do lado direito, junto à vedação, claro. Mais à frente, o trilho alarga-se e, durante uns dois quilómetros, vai-se cruzando com outros trilhos, fazendo curvas e contra-curvas, proporcionando aquele prazer imenso que é ir a esgalhar ora por cima de lajes de granito, ora em terra batida, a ver quando é que um gajo se espalha ao comprido e enfia com a dentadura num naco de rocha.
 
Entretanto, cheguei a um curso de água que dá pelo bonito nome de Cagavaio. Este, sim, é um nome original e divertido. Passei o curso e segui por um trilho que virava à esquerda, uma vez que o da direita levava a uma povoação onde já tinha passado noutra altura. Em poucos metros, o trilho que seguia passou a acompanhar a vedação da dita quinta. Um trilho majestoso, suficientemente largo para um jipe circular à patrão. Eu nem fazia ideia de que a vedação da quinta continuava para o lado de cá do Cagavaio, o que já parecia ser até um abuso, mas, dada a largura do trilho, não valia a pena reclamar.
 
Trilho e vedação seguiam lado a lado. Giestas altas, tojos e silvas, compunham a vegetação circundante, misturadas com penedos de granito. Estas coisas de andar pelos trilhos são muito bonitas, mas há que cuidar dos acidentes. Ou seja, cada vez que se atravessam silvas ao caminho, há que apear da bicicleta e levá-la ao ombro, para não arriscar um furozito pouco desejado.
 
Parei numa laje gigantesca para puxar da Canon e testá-la na caça ao pôr-do-sol, nos poucos minutos que ainda sobravam até o sol desaparecer lá ao fundo, por trás dos montes. Ainda perdi um tempinho a brincar aos fotógrafos, mas deu para relaxar, ali, no meio do nada, só com o laranja do céu, o verde da vegetação o cinzento do granito. Muito bonito.
 
Depois continuei, pedalei, subi e desci, e o raio da vedação parecia não ter fim. Um verdadeiro abuso. Do outro lado do Cagavaio, atrás de umas árvores, avistavam-se alguns edifícios pintados de amarelo-cocó-de-bebé, a destoarem completamente com a paisagem, já com os pontos de luz a funcionarem. Era o complexo urbanístico da quinta, pois claro. E a noite a cair, a passos largos.
 
A ideia não era pedalar de noite. Com sorte, daí a poucos metros encontraria outro trilho, mais plano, que me levaria a uma povoação e a partir da qual chegaria a minha casa em vinte minutos. E tanta sorte tive, que, daí a poucos metros, o trilho terminou abruptamente junto a um lameiro ao lado do curso de água. No lameiro, dois burros pastavam. Dos verdadeiros, tipo jumentos, asnos e ah e tal. A vedação continuava a fazer curvas e contra-curvas. À frente, a giestas enormes e silvas a condizer barravam o caminho, numa mistura de densidade impenetrável. Noite.
 
Nestes momentos, não há compostura que sobreviva! Então aqueles montes de esterco fizeram um trilho ao lado da vedação e depois acabam com o trilho assim, sem mais nem menos?! Cambada de testículos de javali que pariram o caraças da quinta!!!
 
Há já algum tempo que não praticava o calão lusitano corrente e de baixo nível, pelo que foi o momento oportuno para rever o repertório nacional e desenvolver a expressão oral.
 
Não havia mesmo outra solução senão voltar para trás, com a visibilidade a desaparecer e a espumar de raiva pelos cantos da boca. Ainda me aventurei num minúsculo eucaliptal que surgiu numa curva, mas, onde aquele acabava, recomeçava a vegetação alta e impenetrável. Meti o “farol” no guiador e foi sempre a abrir até chegar à estrada alcatroada, já depois das 22h00. Enquanto havia vedação, havia asneiras a bailar no ar, predominando as começadas por “C” e “F”.
 
Cheguei a casa às 22h30, ainda com restos de espuma nos cantos da boca e um olhar assassino como quem deseja ardentemente esfrangalhar à catanada os inventores da quinta e da sua vedação.
 
Para a próxima, além da bomba de ar para os pneus, do equipamento para iluminação, da chave-estrela, do cabo com cadeado e do spray lubrificante que costumo levar sempre na mochila para estas escapadinhas na natureza, vou levar também uma bateria de doze Volt, daquelas dos automóveis, uns cabos eléctricos com pinças e um tijolo.
 
E para que quero eu uma bateria, uns cabos e um tijolo? É simples. Da próxima vez que me irritar daquela maneira, no meio do mato, solto o animal que há em mim, salto a vedação, procuro o patrão da quinta, parto-lhe o tijolo na cabeça, baixo-lhe as calças e as cuecas, e frito-lhe os testículos com choques eléctricos. Sacanas, pá!... pickwick
publicado por pickwick às 00:06
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Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008
Linkados

Blogs com link para o “Arautos do Estendal”

 
  1. http://antunesferreira.blogs.sapo.pt
  2. http://aprovadeagua.blogspot.com
  3. http://aritinha.blogs.sapo.pt
  4. http://avatares-de-desejo.blogspot.com
  5. http://banhadecobra.blogs.sapo.pt
  6. http://cheirinhoaalfazema.blogs.sapo.pt
  7. http://desenhosescritos.blogspot.com
  8. http://efeitos-de-uma-borboleta.blogspot.com
  9. http://embocados.blogspot.com
  10. http://embuscadovaleencantado.blogspot.com
  11. http://espelhosemascaras.blogspot.com
  12. http://estoriasdepai.blogs.sapo.pt
  13. http://estudo-casos.blogspot.com
  14. http://fotografiaincolor.blogspot.com
  15. http://girafinhaxxx.blogspot.com
  16. http://inbucharest.blogs.sapo.pt
  17. http://libertismo.blogs.sapo.pt
  18. http://moonlightsweet.blogspot.com
  19. http://o-da-joana.blogspot.com
  20. http://ooutroladodaoutramoeda.blogspot.com
  21. http://papoilasdoces.blogs.sapo.pt
  22. http://paraisodoinferno.blogspot.com
  23. http://pinkcode.blogs.sapo.pt
  24. http://quefaltadecu.blogs.sapo.pt
  25. http://reversivel.blogs.sapo.pt
  26. http://rosacarne.wordpress.com
  27. http://rumoseculturas.blogs.sapo.pt
  28. http://se_eu_soubesse.blogs.sapo.pt
  29. http://shakermaker.blogs.sapo.pt
  30. http://silenciofala.blogspot.com 
  31. http://umagotaigualasoutras.blogspot.com 
  32. http://embuscadovaleencantado.blogspot.com
 Alguns já fora de serviço, presumo que por motivos relacionais com o sexo oposto. Pois, o que contribui mais eficientemente para uma pessoa deixar de escrever num blog? Arranjar alguém do sexo oposto com quem se tenha uma relação que não deixe espaço para escritas dinâmicas e desabafos imprevisíveis. Se ficar sem braços também pode perder a vontade de escrever, mas isso será mais raro. Depois de casarem, o tempo volta a abundar, sinal evidente de que o namoro queima tempo à fartura e, já agora, notas de vinte euros também, em viagens e encontros em locais ermos ou simplesmente discretos. Há também os que fazem aparecer ainda mais tempo, por efeito da nascença de rebentos cheios de piada. Enfim, por fim há os que não deviam ter tempo para escrever num blog, mas para quem a necessidade desesperada de dizer disparates – coisa que não podem fazer no local de trabalho – exige que use um blog como armazém de aberrações literárias… pickwick
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publicado por pickwick às 00:21
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Terça-feira, 12 de Agosto de 2008
Rumpologia

Stallone lê o futuro através do traseiro

Sylvester Stallone é especialista em "rumpologia", a habilidade de prever o futuro das pessoas através do traseiro.
No fim-de-semana passado, em Ibiza, o actor ensinou Kate Moss a adivinhar o futuro e até permitiu que a modelo praticasse a arte no rabo da sua mulher, Jennifer Flavin.
A mãe de Stallone é uma grande mestre de tal arte de adivinhação e, agora, Kate Moss prometeu que irá seguir as indicações recebidas e ler o futuro em Inglaterra.
In Jornal de Notícias, 6 de Agosto de 2008
 
Como é que é isso?!...
Mas é pelas nádegas ou pela abertura do diafragma anal? pickwick
publicado por pickwick às 00:35
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Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008
A problemática dos macacos

Minho, 16h00. Depois de quatrocentas fotos tiradas, desde as 10h00, chegara a vez das últimas. É o que dá um gajo andar a fingir que é repórter fotográfico para uma revista, com um cartão de identificação a dizer “Press”, barba por fazer, cheiro a cavalo cansado, enfim, o aparato todo.

 
Às mijinhas, chegavam à minúscula praia fluvial duas centenas de crianças do 1º ciclo, darem um mergulho na pouca água do rio, pouco mais que ao nível do tornozelo. Quando há uma concentração de crianças, a probabilidade de apanhar expressões engraçadas e tirar fotos de mestre aumenta abruptamente. Claro que, para tirar fotos de mestre, é preciso ser-se mestre, mas isso agora não interessa. Aliás, acho que só interessava ao gajo que foi transportado juntamente comigo, para missão idêntica, com uma bolsa enorme a tiracolo, uma máquina profissionalíssima nas mãos e outra igual suspensa no ombro, ambas com canhões tipo macho-africano-bem-dotado. Nitidamente, era um profissional, o gajo. Até usava um colete, vejam só! Metia-se com as criancinhas todas, ah e tal, juntem-se lá aqui para tirar uma foto, coiso e tal, enquanto eu era mais do tipo discreto, tipo barata tonta a disparar em todas as direcções sem pedir nada a ninguém.
 
A determinada altura, o gajo aproxima-se de mim, com um sorriso, mostra-me uma das suas fotos de um grupo de crianças a posarem cheias de sorriso, e pergunta-me: quanto é que dá por uma foto destas lá para a sua revista? Senti-me ofendido, calmamente guardei a minha Canon compacta e pequenina e discreta e pobrezinha na respectiva bolsa, olhei-o nos olhos e parti para a loucura. Saquei-lhe a máquina das mãos, espetei-a numa pedra e comecei a gritar, completamente enlouquecido. O gajo foi apanhado de surpresa e não se conseguiu recompor a tempo de escapar à minha fúria, pelo que lhe escavaquei a outra máquina, parti-lhe dois dentes da frente, arranquei-me um tufo de cabelos, rasguei-lhe o colete e fiz-lhe uma luxação no ombro. Entretanto apareceu a GNR e foi o que o salvou, perante o pânico das criancinhas que desataram a chorar assim que o gajo começou a sangrar das beiças.
 
Bom, claro que entre o que um gajo deseja fazer e aquilo que realmente faz, vai um saltinho, por vezes bem longo, mas não custa nada sonhar. Fiz um sorriso aparvalhado, um “hehe” tipo deficiente mental, e ele começou a disfarçar que ah e tal, estava a brincar, que se eu quisesse mandava as fotos a troco de nada, porque estava ali por prazer e mais não sei o quê. Ok, pá.
 
E este post vem a propósito de quê? É que muitas das fotos que tirei às miúdas de 7, 8 e 9 anos, assim mais coisa menos gafanhoto, ficaram completamente estragadas. E porque ficaram completamente estragadas, apesar de já ter rifado o cartão de 4Gb e comprado um de 2Gb que funciona lindamente? Porque muitas das miúdas passavam a vida a escarafunchar as narinas com os dedos e a retirar de lá todos os macacos possíveis e imaginários!
 
É frustrante! Um gajo apanha assim uma carinha larocas a olhar o horizonte, à espera de vez para entrar na água, num belíssimo dia de sol, e quando vai a disparar ela mete o dedo todo dentro do nariz, feita bruta! Não há condições!
 
Como se isso não bastasse, e porque depois acabei por ficar especado a ver se elas tiravam o dedo de dentro do nariz, as miúdas tinham todas o horrível hábito de enfiar o dedo logo de seguida dentro da boca, para lhe tomar o gosto! Como nos filmes de terror! A minha sorte foi ainda não ter almoçado, senão ia ficar mesmo enojado e o resultado podia ser pouco higiénico.
 
Algumas delas, devo dizer, tinham umas carinhas muito giras, promissoras de poderosas beldades daqui a uma década. Ou não. Ou não, porque, sabendo-se deste hábito pouco higiénico, há que compreender que, por mais bonitas que fiquem, por mais podres de boas que fiquem, aqueles corpos vão crescer alimentados a macacos do nariz! Ou seja, debaixo da pele sedosa, haverá quilos de macacos do nariz acumulados nas células, nas articulações, nos músculos, a largar sebo no couro cabeludo, enfim, uma grande nojeira orgânica! pickwick
publicado por pickwick às 00:20
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Domingo, 10 de Agosto de 2008
O incrível professor

Pela frescura de uma manhã de sábado, fui até ao Minho, para mais uma reportagem fotográfica. No entanto, pouco depois de sair da A25 e entrar na A29, parei de dedilhar em cima do controlo de mudança de estação no rádio do carro. O ecrã mostrava “RRAVEIRO”, pelo que presumo fosse a Rádio Regional de Aveiro. Se não era, passou a ser!

 
E que estava a passar de tão especial para me quedar por aquelas ondas? Ora, estava mesmo, mesmo, mesmo a começar um programa do “Professor Mambo”. Se não era Mambo, pá, era qualquer coisa parecida com uma feijoada de tretas.
 
Apesar de estar numa fase de dolorosa ressaca pelo descalabro gastronómico da véspera, ou, para ser mais preciso, da rega que assistiu à refeição, consegui memorizar partes significativas do programa do “professor”. Fiquei fascinado.
 
Bom, em primeiro lugar, o senhor faz de conta que não fala português, exprimindo-se num francês aparentemente finório, não conseguindo, contudo, disfarçar um sotaque piroso. Ao seu lado, estava a sua tradutora de serviço, uma brilhante D. Isabel (se não era Isabel, passa a ser), que se exprimia em português como se fosse a Primeira Dama do país.
 
A sessão começou com as cordiais saudações do “professor”, montadas num discurso de dez minutos sobre disparates idiotas como, por exemplo, presumir que os ouvintes tinham abandonado tudo o que estavam a fazer para correrem para a sua rádio só para ouvir o programa. Só lhe faltou agradecer aos bombeiros que se baldaram à chamada para combater um monstruoso incêndio num lar de idosos, apenas para ficarem no quartel a escutar o programa. Enfim. Sempre tudo traduzido pela D. Isabel, claro.
 
Entretanto, liga uma ouvinte. Que se chamava Isabel? Mau! Em tempos tive uma namorada chamada Isabel e se calhar estou a fazer uma grande confusão, em resultado da violenta ressaca. Bem, se não se chamava Isabel, passa a chamar-se. A outra será apenas a “tradutora”. Esta é a “ouvinte”. Pronto.
 
A ouvinte explica que a sua vida é uma desgraça, o casamento não sei quê, blá blá blá. O “professor” pede, no seu francês piroso, a data de nascimento da “ouvinte”. A “tradutora” imediatamente traduz para a “ouvinte”. Esta, obviamente uma pessoa culta, responde naquela forma que as pessoas broncas usam para parecerem doutoradas consumadas: ah e tal, primeiro o ano, 1964, depois uma cambalhota e duas piruetas, o dia, 28 (ou 26?...), e com um salto mortal à retaguarda, sai o mês, Fevereiro.
 
Imediatamente a seguir ouve-se uma música tipo “Quem quer ser milionário” e a “tradutora” explica: o professor Mambo já está a concentrar-se no seu caso! A música continua. Eu, com a cabeça ainda à roda e agarrado ao volante, sinto que se me escapou algo. Caso? Qual caso? A mulher só disse a data de nascimento, carago!
 
Em poucos segundos, a música termina e o “professor” começa a dissertar sobre o “caso”, prontamente assistido pela igualmente fantástica “tradutora”. O “professor” vai revelando o que a sua impressionante capacidade de vidente consegue produzir sobre a vida pessoal da “ouvinte”, perguntando, a cada novidade, se é verdade, para que a “ouvinte” confirme. Extraordinário!
 
Era o filho que lhe fazia a vida negra. Era o casamento que começou a descambar quando o filho fez 4 anos. Era a filha que era uma ingénua. Eh, pá! Impressionante, mesmo. Depois a “ouvinte” decidiu revelar que o marido era um homem lindo, lindo, lindo, tão lindo que as mulheres olhavam todas para ele. Depois um dia ela não aguentava mais e disse ao marido que era melhor divorciarem-se e ele pediu 15 dias para pensar e findo o prazo ela questionou-o e ele respondeu que era do caraças porque quanto estava com ela só pensava nas outras e quando estava com as outras só pensava nela. E vice-versa, portanto.
 
A próxima cartava foi jogada pelo “professor”: o marido da “ouvinte” não era para ter casado com ela, mas, sim, com outra, uma antiga namorada. A “ouvinte” ficou muito espantada e exclamou que o marido nunca lhe tinha contado nada disso, do seu passado, mas deu o benefício da dúvida ao “professor”. Este, aproveitou para revelar que o problema do casamento dela estava naquele facto que o marido nunca lhe revelou.
 
Entretanto, com a aproximação do Porto, o rádio acabou por perder a sintonia da estação e lá se foi a continuação do programa, para grande desconsolação minha. E, finalmente, fechei a boca de espanto que já trazia há vários quilómetros. Completamente deslumbrado com um mundo maravilhoso e fantástico do “professor Mambo”.
 
Como é possível adivinhar-se tanta coisa apenas com uma data de nascimento? Incrível! Qual Hulk, qual quê! Incrível é o “professor Mambo”.
 
Se aquilo era possível, não se poderia obrigar o homem a escrever um livro com todas as datas de nascimento possíveis e as vidas pessoais dos respectivos? Sim, porque, obviamente, ninguém mais nasceu no mesmo dia, mês e ano que eu! Mas, caberia num livro? Talvez um DVD interactivo… Ou dois… Ou em volumes, por década.
 
Pessoalmente, acho que um homem daqueles tem uma obrigação para com o Homem! Não pode usar aqueles poderes todos apenas para ganhar uns trocos para si. São poderes que tem de usar como um dever para com a sociedade! Eu explico!
 
Exemplo 1: anda aqui um gajo a jogar no Euromilhões e no Totoloto todas as semanas, apostando uns cêntimos num sonho em que arrecada uns trocos para acabar de pagar o empréstimo da casa, sofrendo de ansiedade semanal, quando bastaria ao “professor” fazer uma análise à minha data de nascimento e saber logo se alguma vez vou ganhar o Euromilhões ou o Totoloto, e, se for o caso, em que dia. Podia, ou não podia? Claro que podia! Mas, não, o sacana anda para aí a ganhar dinheiro quando devia publicar um livro já com as datas de nascimento de todos aqueles que vão ganhar o Euromilhões ou o Totoloto.
 
Exemplo 2: um gajo arranja uma namorada, é muito giro, flores, piqueniques, cinemas, frases bonitas, valentes quecas em locais imprevistos, amor, muito amor, passarinhos, etc.; o senhor “professor” mais não faria senão a sua obrigação se informasse um gajo se valia a pena andar para ali a investir tempo e dinheiro, prevendo uma eventual separação ou divórcio num futuro a curto ou longo prazo. Podia, ou não podia? Claro que podia! Mas, não o faz. O sacana! Era sua obrigação, publicar um livro com todas as situações de incompatibilidade de datas de nascimento. Nasceu a 18 de Janeiro de 1976? Então nem pense em casar-se com alguém que tenha nascido a 24 de Novembro de 1971, ou a 31 de Dezembro de 1991, ou a 14 de Julho de 1979, ou… Ah, mas espere lá, nasceu a 18 de Janeiro de 1976? Então procure casar-se com alguém que tenha nascido a 21 de Junho de 1964 ou a 2 de Abril de 1998; mas, cuidado, que se casar com quem nasceu a 21 de Junho de 1964 vai ter dois gémeos larilas e nunca vai ter netos, enquanto que se casar com quem nasceu a 2 de Abril de 1998 vai ter uma filha única chamada Esmeralda que vai ser cantora de serviço no restaurante “O Manel dos Leitões”… pickwick
publicado por pickwick às 11:58
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Quinta-feira, 7 de Agosto de 2008
Quem está, está…

Na viagem que fiz a Trás-os-Montes, na semana passada, tomei conhecimento de uma perspectiva do mundo e da vida deveras interessante, da autoria de um daqueles “Ti” qualquer coisa que vivem numa aldeia qualquer e têm uma horta e frequentam a tasca em busca de maior sabedoria.

 
Ora, essa perspectiva consiste no seguinte:
 
O mundo está todo mal, com essas coisas de uns morrerem e outros nascerem. Nada disso! Devia ser assim: ninguém nasce, ninguém morre, quem está, está… quem não está, estivesse!
 
Pessoalmente, apenas tenho umas quantas reticências. Como é? O pessoal envelhece ou fica tal e qual para sempre? Se ficar assim para sempre, dá para recuar 15 anos e tal e apanhar o barco? Há alguma possibilidade de uma parte das adolescentes crescerem só até aos 21, para passarem a fasquia da maturidade e assim haver mais oferta? Dá para concretizar o falecimento súbito de algumas pessoas, com base numa lista criteriosa?
 
Outro dia, quando vinha de passagem por umas aldeias serranas, passei ao lado de uma daquelas piscinas fluviais muito bem cuidadas e apresentáveis, repletas de corpos bronzeados, biquínis e relva verde. Uns metros mais à frente, numa moradia com alguma dimensão, um casal descansava na varanda, ao abrigo da sombra que os protegia do sol abrasador que se fazia sentir.
 
Perguntei a mim mesmo porque raio não estavam também ali no meio da confusão, esticados na relva ou a chapinharem na água fresca da montanha. Provavelmente, porque já pertenciam ao escalão etário 70+, com todos os inconvenientes que daí resultam, nomeadamente o corpo ressequido e visualmente pouco estético que poderia não se enquadrar muito bem naquele rebanho de peles jovens e músculos elásticos.
 
A teoria do “Ti” qualquer-coisa não era mal pensado, pois poupar-me-ia a um futuro em que também eu, incansável apreciador do corpo feminino, acabaria por ficar em casa, plantado numa varanda, incapaz de me desnudar no meio daquelas fibras todas, daquele fedor a juventude.
 
Enfim. Mas, lá vai ter que ser, um dia, daqui a muitos anos. Até lá, carago!, deixem-me cá aproveitar o mundo e embebedar a vista com tanta coisa boa que por aí anda… pickwick
publicado por pickwick às 00:17
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Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008
Malditos veraneantes

Domingo, acordei às 8h da madrugada, ainda o sol vinha a subir no horizonte e os caraças dos passaralhos não tinham feito mais nada senão chilrear debaixo da minha janela, ou vá, no quintal da vizinha.

 
A cambalear, completamente bêbado de sono, uma mão a coçar a nuca e a outra a fazer o mesmo dentro da cueca, avancei decidido até à sanita, para cuidar das necessidades. Satisfeitas, tomei aquela banhoca que tira o mau cheiro do sovaco e refresca a alma.
 
Com aquele jeito de mestre que só os homens conseguem, passei a lâmina dupla pelas beiças, levando a eito a espuma e os pêlos, como se fosse o começo de uma nova vida. Todo nu, completamente nu, passei a ferro uns calções e uma t-shirt a dizer “Impossível”. É um acto arriscado, pois um gesto imprudente pode levar a uma catastrófica queimadela na ponta da pilinha, gerando um drama e muitos decibéis.
 
Vesti-me, meti a máquina a tiracolo, catei os pertences pessoais imprescindíveis e desci para o carro, com aquele prazer de sentir que a vizinhança ainda estava toda na cama, deixando a rua toda por minha conta. Bom, agora que descobri que há uma gaja toda boa a morar no prédio mesmo em frente ao meu, poderia acrescentar que o prazer foi parcial, pois faltou ir a entrar no carro e a gaja estar a pentear-se em plena varanda, ainda com a minúscula roupagem de dormir, abanada pela brisa matinal. Enfim. Parece que não se penteia na varanda.
 
Pela fresca é que se anda bem na estrada: temperatura agradável e pouca gente a conspurcar o asfalto. Um dos trajectos que tinha pela frente, era uma parte do troço Seia-Covilhã, naquela curvatura permanente que passa por Loriga e Unhais-da-Serra. Apesar de ninguém parecer gostar daquele trajecto, eu, que o fiz semanalmente durante um ano inteiro, nos remotos anos de 2000 e 2001, tenho particular simpatia por ele.
 
A meio do percurso, dei de caras com uma povoação que dá pelo nome de Alvoco da Serra. E pensei cá para comigo: mas que é isto? Alvoco da Serra? Carago! Já me enganei!
 
Dei meia volta e tentei regressar a um suposto cruzamento onde supostamente teria tomado a estrada errada. Não encontrei cruzamento algum, pelo que, mais adiante, tive que voltar a inverter a marcha, resignando-me a um muito provável lapso no sistema de armazenamento de dados. Pouco depois estava a entrar noutra povoação, também com um nome estranhíssimo: Outeiro da Vinha. Este não era um dia de sorte, sendo provável que a povoação seguinte fosse Faro ou Beja.
 
Ao atravessar Outeiro da Vinha, tentei lembrar-me das aldeolas por onde costumava passar naquele trajecto, ocorrendo-me duas delas, cujos nomes me saltavam para a frente do processador: Vasco Esteves de Baixo e Vasco Esteves de Cima.
 
Assim que cheguei a Vasco Esteves de Baixo, compreendi como me estão a fazer falta umas férias e como o Alzheimer me anda a afectar em larga medida.
 
O meu destino ficava bem mais à frente, numa aldeola que responde pelo nome de Barco, embora não tenha encontrado nenhum veículo aquático, nem sequer um leito de água. Objectivo? Mais uma reportagem fotográfica, com a minha Canon SX100IS e o estúpido cartão de 4Gb.
 
Mais um desastre, com a parelha Canon-4Gb a deixar-me embaraçado, centenas de fotos a desaparecerem de vista, às dezenas de cada vez. Mesmo assim, fui teimoso e insisti no gatilho. Que se lixe, pensei eu.
 
Para além do desatino com a tecnologia, ainda apanhei um daqueles escaldões de lagosta, passei horas a pingar suor que nem um porco e comecei a ter delírios com aquele fantástico e gelado néctar de cevada.
 
Pelas 16h30, despedi-me dos meus anfitriões e meti-me à estrada, quase engolindo a frescura gelada do ar condicionado do carro. Na mente, tinha-se desenhado um programa de festas fantástico: ia parar na primeira tasca à beira da estrada, beber sofregamente uma caneca de meio litro de cerveja geladíssima, e, depois, parar na primeira fonte à beira da estrada e beber água que nem um animal até ficar a verter água com ranho pelas narinas.
 
Obviamente, a tasca seria daquelas mesmo à beira da estrada, numa aldeia perdida no meio dos montes, com pouquíssima clientela, propriedade de um fulano barrigudo e todo suado que estava a dormir a sesta enquanto a sua filha de 19 anos toda boa fazia o atendimento aos clientes. Ela também estaria cheia de calor, com um top laranja arregaçado e calções tipo mangueira-dos-bombeiros.
 
Para meu desespero, que fui viver para a província para poder ter paz e sossego, todas as tascas estavam a abarrotar de clientes. Veraneantes. Resmas! Por todo o lado. E não eram só carros com matrícula amarela com um “F” estampado no meio das estrelinhas. Fui somando quilómetros, às dezenas, sem encontrar qualquer tasca onde pudesse ser atendido com um raio de privacidade superior a meio metro.
 
Às tantas, comecei a compenetrar-me que a cerveja teria que ficar para outras núpcias. Mas, a garganta estava tão seca e a desidratação era tal, que seria obrigatório parar na primeira fonte que me aparecesse.
 
Acontece que os veraneantes são, de facto, uma praga impressionante. Em todas as fontes por onde passei, havia resmas de veraneantes a empestar o ambiente, alapados nas sombras, ocupando o espaço público. Uma após outra, fui deixando para trás todas as fontes, rogando pragas e insultando ferozmente todos os veraneantes que andavam fora de casa, atravessando-se no meu caminho.
 
Felizmente, num golpe de sorte, já quase a chegar a São Romão, encontrei uma fonte sem ninguém. Pudera, não tinha zona de estacionamento em cima da fonte. Parei o carro a uns metros e, de uma corrida, não fosse aparecer algum veraneante com ares de melga, atingi a saída de água. Com um ar ganancioso, numa pose parecida com aquele mutante do “Senhor dos Anéis” que passava a vida a sussurrar pelo anel, bebi água até ficar quase o depósito cheio, com aquela sensação de que bastaria um tímido arroto para me sair água pelo nariz e pelas orelhas e pelos olhos.
 
Muitos quilómetros mais à frente, chegado à minha aldeia, fui direitinho ao Pingo Doce atulhar o cestinho com cervejas. Já em casa, esperei uns intermináveis 25 minutos para que o congelador cumprisse a sua missão, findos os quais comecei a concretizar o sonho que se tinha iniciado logo a seguir ao almoço, quando o calor do dia era mais abrasador. E foi com a cerveja meio gelada a escorrer pela goela que comecei a escrever este post.
 
Entretanto, parei de beber, porque me lembrei que mais logo ainda tenho de sair para ir regar as plantas a casa de uma amiga que foi de férias… uma veraneante, portanto. Ora bolas… pickwick
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Terça-feira, 5 de Agosto de 2008
Mau humor

 

Por mero acaso, tropecei nalguns comentários aos refinados posts deste blog, coisa que me trouxe alguma alegria, tanto pela leitura, como pela releitura. Aqui ficam, porque a voz também tem que ser dada ao caro leitor:
 
Autor: Mictório
Post: Castelo pindérico
Comentário:
Deves ter a p*** da mania tu!!! Tomara a tua cidade ser tão boa como CB!! Considerada a 23 melhor capital europeia e 2 melhor cidade com qualidade de vida em Portugal!!!!! Mama na bucha porque dor de corno deve ser f*****!!!
 
(23º lugar a nível europeu? As coisas que aprendemos na Internet… seja como for, a minha cidade não é tão boa como CB, porque não é cidade, felizmente; é vila, é pequena, e não há cidade que lhe chegue aos pés, com tão poucos carros, com tão poucos habitantes, com tanta paz e com tanto sossego…)
 
Autor: Desconhecido
Post: O Forno e o Zé do Pipo
Comentário:
Meu caro amigo, em vez de estar a denegrir a imagem de São Romão através da sua conversa repleta de paneleirices, tivesse ficado em sua casa e tivesse comido o pão que o diabo amassou. Não passa de um abutre nojento.
 
(tivesse ficado em casa e comido uma pizza instantânea do Lidl, isso sim… quando ao abutre, é uma ave na qual nunca pensei que alguém me revisse, a não ser pela semelhança da careca, pois não comungo da paciência do bicho para ficar à espera que um naco de carne podre lhe caia no prado à sua frente…)
 
Autor: Monika
Post: Luciana and her new boobies
Comentário:
OLHA MINHA PITA DUH K****** TU FALAS DA LUCIANA E NAO A KONHECES ... SE FALAS ASSIM DELA NA VERDADE É PK GOSTAS DELA NOJENTA DA M****... VAI TE AKABAR DE KRIAR FILHA DA P***!!!!!
NAO SABES KOM KEM TE METES! A LUCIANA NAO TE FEZ MAL NENHUM ... NAO A MALTRATES KOM ESSAS PALAVRAS ESTUPIDAS ... SE SOUBEXES UH ODIO K TE TENHO MESMO NAO TE KONHECENDO!! NEM IMAGINAS ES GANDA P*** DESGRAXADA K NAO TENS VIDA PROPRIA DE CERTEZA PARA ANDARES A FALAR ASSIM DA LUCIANA ELA É UMA PESSOUA TAL KOMO AS OUTRAS METEU CELIKONE E DAI ?? UH K K TU TENX K VER KOM ISSO HMM?? SIM EXPLIKA M LÁ UH K K TENX K VER KOM ISSO POIX OLHA MINHA PITA EU SOU GRANDE FÃ DELA MXMO NAO TENX NADA K ANDAR A FALARA MAL DA LUCIANA PK ELA NAO TE FEX MAL NENHUM A VIDA É DELA NAO TENX NADA K ANDAR A FALAR ASSIM DELA .... ELA MUITO MAIS K NINGUEM MERECE SER FELIZ ... É KOM MUITO ORGULHO K SOU FÃ DELA!!! POR ISSO AGRADECIA K NAO ANDAXES PRA I A FALAR MAL DELA ... PK KEM FALA DELA ASSIM ... NAO GOSTA DE ADMITIR MAS NA VERDADE GOSTA DELA MAS NAO KONXEGUE DEMOSTRAR... POR ISSO ANTES DE FALARES MAL DA LUCIANA LAVA A BOKA SUA NOJENTA DE M**** !!!
 
(indescritível, mas saborosamente moderno, este comentário… tanto pela ortografia, como pela brilhante tirada de que há sempre alguém que, surpreendentemente, merece muito mais que ninguém ser feliz… como por essa fantástica teoria de que quem “fala mal” de alguém, é porque gosta mesmo desse alguém, embora não queira admitir… ou isto são os belos ensinamentos da revista “Maria”, ou não sei…) pickwick
publicado por pickwick às 00:05
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Segunda-feira, 4 de Agosto de 2008
Coitado do Jessie

A entrada em mais um fim-de-semana seduziu-me para o aluguer de um filme em DVD, no clube cá da merdaleja. Ultimamente, tem sido difícil escolher um, entre as centenas disponíveis, porque praticamente todos apresentam um ar de genuína porcaria artística. Será produto de uma crise mundial de falta de imaginação?

 
Entre as novidades, estava um filme com um nome compridíssimo, a saber: “O assassínio de Jesse James pelo cobarde Robert Ford”. Ora, ambas as personagens existiram, na realidade, embora com algumas diferenças em relação ao filme.
 
Robert Ford tinha um ar pouco másculo, tal como o actor, mas, pelo contrário, não tinha o cabelo liso e empastado de ranço. E não tinha lábios finos e inquietos, como o actor.
 
Jesse James, tinha menos ombros que o actor e a barba era muito mais comprida e escura. Aliás, esta obra cinematográfica seria mais próxima da realidade se não tivessem contratado o Pito para o papel principal, que, como sabem, não deixa que ninguém lhe pinte a barba ou lhe dê uns acrescentos. E mais: Jesse James tinha umas ancas enormes, como se tivesse parido dois gémeos por cada assalto que fez ao longo da sua vida de aventuras. Mais ainda, enquanto que o Pito tem uma queixada de quem come carne crua deste os três anos de idade, o verdadeiro Jesse James tinha um queixo apertadinho e afunilado, o que lhe dava um ar um pouco pateta e razão pela qual começou a usar barba.
 
O que eu não sabia, mas fiquei a saber ao fim de quinze minutos de filme, é que a obra foi realizada pelo nosso querido e adorado Manoel de Oliveira, disfarçado sob o pseudónimo de “André”. Tarde demais, direi eu, senão teria ficado na prateleira do clube, em troca de uma porcaria menor com crocodilos a comerem pessoas num lago qualquer... pickwick
publicado por pickwick às 00:02
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