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Segunda-feira, 30 de Junho de 2008
Fleshlight Original

Fleshlight Original é o mais realístico simulador de penetração vaginal existente no mercado [e o melão fresco? não conta?], com mais de 1 milhão de unidades vendidas em todo o mundo. Produzido em material extremamente macio e aveludado [veludo?! que refinado…] denominado Real Feel Super Skin o uso da Fleshlight irá proporcionar-lhe momentos de grande prazer reproduzindo a sensação da penetração sexual [hum… talvez seja mais a sensação de penetrar um melão...].

 
Instruções de Utilização:
Retirar a manga Super Skin do interior da caixa de plástico em forma de lanterna [um brinquedo para ser usado por homens, é vendido com o formato e nome típicos de um brinquedo para mulheres…] e colocá-la em água quente (temperatura de duche). Sacudir a água em excesso e voltar a colocar a manga na respectiva caixa.
 
1. Lubrifique o pénis, o orifício de entrada e o canal da Fleshlight em quantidade suficiente para que não haja irritação da pele devido a fricção. Utilize apenas lubrificantes á base de água. Lubrificantes á base de óleo ou silicone podem deteriorar o material da Fleshligh [os mecânico já não podem aproveitar o lubrificante para motores… ora bolas].
 
2. Utilize a Fleshlight da forma que lhe for mais agradável [era muito agradável se tivesse uma lâmpada na extremidade, tipo lanterna]. Existe uma pequena tampa na extremidade da caixa em forma de lanterna [serão as nádegas?] que pode ser apertada ou desapertada de modo a produzir mais, ou menos sucção no pénis [um regulador de sucção? e não é perigoso? vai haver muito enfermeiro a contar anedotas à custa dos desgraçados que forem parar ao hospital com a pila dramaticamente entalada uma lanterna esquisita].
 
3. No fim de cada utilização lave a manga Super Skin em água quente corrente e seque com uma toalha, ou deixe secar ao ar e volte a colocá-la na caixa. Embora não seja obrigatório poderá utilizar pó de amido de milho para manutenção da textura da sua Fleshlight [milho? pode não ser obrigatório, mas lá que é esquisito, isso é! quer dizer que, para as mulheres manterem uma textura da vagina sempre em forma e apetecível, deverão polvilhá-la com pó de milho? descobrem cada coisa...].
 
Dimensões aproximadas
Comprimento: 255 mm [por motivos óbvios, quer-me parecer que vai haver mais mulheres do que homens a comprarem este brinquedo].
Diâmetro da parte mais larga: 100 mm.
Diâmetro da parte mais estreira: 65 mm.
Diâmetro do canal de penetração: 19 mm [mas isto é algum brinquedo para macacos?].
 
Fornecido com amostra de lubrificante.
SUPER OFERTA: Oferta automática de uma embalagem extra de lubrificante sensual Flutschi Original.
Preço: 69,00 € [hem? quase setenta euros por uma passareca de borracha?!]
 
 
 
 
[não consigo evitar constatar as imensas semelhanças com um Corneto Morango] pickwick
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Domingo, 29 de Junho de 2008
Lionel Messi namora com modelo

O craque argentino Lionel Messi, 21 anos, jogador do Barcelona, tem um namoro secreto com a modelo e actriz Luciana Salazar Ortega, de 28 anos. A imprensa argentina tem especulado sobre um possível romance entre os dois. Luciana foi capa da última edição da revista Paparazzi como a nova conquista do jogador. Messi e Luciana conheceram-se por meio de um amigo em comum na altura do Campeonato do Mundo de 2006. Luciana Salazar começou a carreira aos 4 anos a fazer comerciais de TV e com 15 já tinha uma carreira de modelo promissora. O maior sucesso da modelo foi na televisão com a comédia Poné a Francella, transmitida pelo canal Telefé.

(in Jornal de Notícias)
 
Comentário Arautos do Estendal:
Confesso que não faço ideia de quem seja o Lionel, nem o Messi, nem a Luciana, embora o Salazar e o Ortega me façam lembrar qualquer coisinha. Valha-me a Internet, que me abate a ignorância em pouco segundos. Ora, obviamente que fiquei interessadíssimo em saber quem era esta Luciana, até porque as Lucianas costumam ser um pouco avariadas e extrovertidas. Calha que esta também é. E galdéria consumada, desde os 15 anos. Bom, presumindo que o Messi seja mais um daqueles gajos que correm atrás da bola, broncos como um poste de madeira, mas com uma conta bancária atulhada de notas e moedas, o primeiro impulso é pensar que arranjou uma gaja toda boa. A abundância de dinheiro, quando de braço dado com a patetice, compra tudo, como é sabido. Encontrei uma imagem – parte da qual reproduzida mais abaixo – que mostra um pormenor do corpo da rapariga, nomeadamente a zona do tórax. Eu não é para me fazer esquisito… mas já perdi o apetite com o que se vislumbra no pormenor… pickwick

 

publicado por pickwick às 00:28
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Sábado, 28 de Junho de 2008
Conselho de mãe

A mãe de Pamela Anderson acredita que a sua filha teria uma vida sentimental bem mais simples se fosse lésbica. Com três casamentos fracassados, a actriz voltou às boas com o primeiro ex-marido.” (in Jornal de Notícias)

 
Comentário Arautos do Estendal:
Mas que raio de teoria é esta? Que insinuação insultuosa é esta? Uma carcaça a sugerir que uma mulher terá uma vida sentimental mais simples com outra mulher do que com um homem? Isso é o mesmo que sugerir que os casamentos fracassaram porque os ex-maridos tinham pila e pêlo no peito! As relações sentimentais entre lésbicas são mais fáceis, simples e duradouras? Porquê? Porque nenhuma das duas envolvidas ronca, bebe cerveja ou dá bufas na cama? Porque uma namorada lésbica nunca apalpará as mamas com força e gana suficientes que dê cabo da massa de silicone? Porque uma relação quente a duas é um simpático regresso à infância, com tantos brinquedos? Porque, afinal de contas, o que as mulheres mais gostam de fazer é apreciar outras mulheres, comparar, tirar as medidas, e agarrarem-se umas às outras? Enfim. Por estas e por outras é que, daqui a uns anos, algum cientista de renome virá à praça pública anunciar que, com base em estudos credíveis, chegou à conclusão que, as mulheres que gostam mesmo, mesmo, mesmo de homens, e só, só, só de homens, nasceram todas com um excesso de hormonas masculinos, cheiram facilmente a cloreto de sovaco e têm uma tendência incrível para fazerem brotar pêlos pretos por todos os poros. pickwick
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publicado por pickwick às 14:49
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Quinta-feira, 26 de Junho de 2008
A fraude nacional

Apetece-me falar de política, se me for permitido.

 
Podia falar do trotil para o depósito do meu quatro-rodas, podia falar da carcaça, podia falar da Manuela Leite que também é uma valente carcaça, podia falar do disfarce da liberdade, podia falar das escandalosas diferenças de nível de vida, etc.
 
Mas, não. Quero falar mesmo é de uma fraude nacional que me anda a tirar a paciência: essa coisa bonita que dá pelo nome de “Novas Oportunidades”!
 
As “Novas Oportunidades” não são, ao contrário do que possam pensar, novas oportunidades. São oportunidades únicas, impensáveis, irracionais e escandalosas. O povo é que ainda não percebeu o alcance da coisa.
 
O “9º ano”, por exemplo, que se obtém com um mínimo de 3 anos de estudo no ensino regular diurno, ou menos que isso no ensino nocturno, pressupõe, penso eu, que se estudem X disciplinas e Y conteúdos em cada uma, com conhecimentos testados através de provas. A partir das “Novas Oportunidades”, o “9º ano” não pressupõe absolutamente nada, pois pode obter-se em três meses qualquer teste sério de conhecimentos. E o 12º ano vai pelo mesmo caminho, com facilidades que seriam inimagináveis num mundo racional. É apenas preciso aturar o sistema que dá estas facilidades, alinhar nas sessões presenciais e fazer os pseudo-trabalhos (com a mão mágica de um amigo ou familiar que, de facto, obteve uma qualificação no ensino regular). Coisa pouca e ridícula, quando comparada com o esforço necessário para concluir o 12º ano no ensino regular diurno.
 
Já pouco nos falta para sentirmos necessidade de questionar onde cada profissional obteve a sua qualificação. Pouco nos falta – acreditem – para começarmos a questionar se o médico que nos atende tirou o curso via “Novas Oportunidades” ou via ensino superior regular.
 
Na prática, o país salta, de uma forma milagrosa, para um nível de qualificação escolar do povo que apenas se podia sonhar. Resmas de iletrados certificados com o 9º ou 12º ano. Resmas! Um país qualificado, mas mantendo o mesmo nível de iliteracia do tempo da outra senhora. Uma coisa bonita de se ver, que encherá de orgulho toda uma classe política e todo um povo. Uma fraude, portanto!
 
E, sendo uma fraude, porque não é denunciada aos quatro ventos, a toque de trombone e buzina de camião? Porque metade do povo está a aproveitar a coisa. E a outra metade que não está, das duas, uma: ou não está para se dar ao trabalho intelectual mínimo necessário, ou é familiar de alguém que está a aproveitar. E assim continuamos.
 
A seu tempo, espero, a História se encarregará de denunciar, preto da tinta no branco do papel, a fraude nacional destas oportunidades. pickwick
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Quarta-feira, 25 de Junho de 2008
Estatística e Darwinismo

Outro dia, saí com uma amiga. Eu gosto de sair com amigas, como é óbvio, porque é uma forma simples de me obrigar a tomar banho, fazer a barba, lavar os dentes, vestir roupa lavada e passá-la a ferro porque ainda estava toda amarrotada após a seca. Quando a amiga é uma grande amiga, um gajo tende a desleixar-se ligeiramente, até porque já não adianta tentar disfarçar.

 
Mas, melhor que sair com uma amiga, ou com uma grande amiga, é sair com uma grande amiga com um grande decote! E foi o que me aconteceu hoje! Tem os seus riscos, claro, que um gajo é capaz de ter fama de pessoa decente e depois ser apanhado em flagrante com os olhos completamente enfiados no decote dela e o beiço de baixo descaído. Em especial, quando o decote é daqueles a esbanjar generosidade, em que o vestido é mais parco que o próprio soutien.
 
É um daqueles decotes em que um homem tem vontade de perder o tino, enfiar o nariz entre as duas maminhas e inspirar o perfume peitoral (e escrever frases disparatadas como esta, também). Ou enfiar o nariz entre as duas maminhas e adormecer, embalado pela ondulação peitoral (não melhora muito, pois não?).
 
Antes de sairmos, eu ainda lhe perguntei se não ia meter um alfinete para fechar um pouco o decote, mas o programa para hoje era mesmo uma jornada de generosidade. Eu que o diga, que passei o tempo a esticar a vista lá para dentro, completamente hipnotizado. Enfim. Sou um fraco, já sei.
 
O povo, obviamente, não ficou indiferente ao decote. Afinal, o povo é feito de seres humanos, com olhos, pescoço rotativo e radar incorporado. Curiosamente, a grande maior parte das pessoas que meteram descaradamente os olhos no decote da minha amiga, eram mulheres! É um curioso dado da estatística humana.
 
Para que raio é que uma mulher espreita o decote de outra mulher? Para comparar? Para se roer de inveja num ataque de masoquismo? Ah e tal, a da direita é quase do tamanho da minha esquerda. Carago, aquilo são balões ou são mesmo verdadeiras? Que vaca, se tivesse metade do que ela tem, também andava assim com elas a apanhar sol. Coitadinha, pára na estação de serviço para meter ar nisso, ó tábua! Enfim.
 
Os homens, esses, têm um motivo fácil para espreitarem o decote de uma mulher: a vontade imparável e infinita de enfiarem o nariz lá dentro. Afinal de contas, duas das principais diferenças entre a fisionomia do ser humano e do macaco têm que ter uma razão de existir: a mulher tem mamas proeminentes e o homem idem para o nariz, para que se encaixem na perfeição; a macaca não tem mamas (mamocas, vá) e o macaco tem nariz achatado, porque neles todo o prazer se resume ao encaixe das bacias. Coisas de Darwin, portanto. pickwick
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Terça-feira, 24 de Junho de 2008
A moda em Rambo III

No fim-de-semana que findou ainda há tão pouco tempo, tive uns momentos de nostalgia pura, por ocasião da passagem do mítico “Rambo III” no canal AXN (na Cabovisão). E como é que eu vi o canal AXN? Porque estava em casa de uma amiga. E porque é que eu estava em casa de uma amiga? Porque a amiga me arrastou para lá. E porque é que eu me deixei arrastar para lá? Porque sou um franganote e o decote dela é extremamente convincente. E porque é que eu fiquei a ver o Silvestre em tronco nu em vez de comer a amiga? Bem, quem disse que eu não comi a amiga, hem?

 
Já estou a desconversar. Seja como for, a vantagem de alguns canais de televisão por cabo é que repetem os mesmos filmes em menos de 24 horas. Esta técnica de programação é excelente para os filmes que começam num sábado à noite e apanham um gajo desprevenido e cheio de sono. Nestas alturas, o cérebro entra em manobras e muitas são as cenas dos filmes que ficam na zona branca da memória. Nalgumas destas manobras, por vezes surge um vergonhoso fio de baba a escorrer pelo canto da boca. Enfim, entretanto alguém dá uma cotovelada, o cérebro tem um pico de corrente eléctrica e o corpo vai para a cama. A meio da tarde, repetem o filme. Aí, um gajo apercebe-se dos momentos em que o cérebro parou e exclama: “ena pá, eu não me lembro desta cena!...”
 
Mas, o intuito de escrever sobre este clássico do cinema, é denunciar a gadelha impressionante do Silvestre neste filme. Note-se que eu sempre fui – e ainda sou – um fã da saga Rambo. Ele encarna o meu desejo secreto de partir a cara e os ossos a uma longa série de gente. Sobre a gadelha, confesso que hoje desceu-me sobre a cabeça um balde de água gelada. Quase que uma facada nas costas!
 
Eu explico. O Rambo é assim um gajo todo macho, muito viril, de peito varonil e porte musculado, como bem sabeis. Mas, aquele penteado…
 
Bom, eu sei que foi em 1988 e por essa altura havia umas modas um bocado abichanadas, em que, supostamente, as mulheres adorariam que os homens se vestissem com roupa larilas (às flores, por exemplo) e tivessem cuidados tipicamente femininos com o cabelo, ao ponto de usarem penteados de gaja em filmes de tiros, bombas e facadas, como foi o caso deste. Quando o cabelo andava molhado, bem, ainda disfarçava, faz de conta que estava empapado em lama e sangue. Mas, nas cenas em que estava seco, por favor!, aquele aspecto larilas não se conseguia sem um mínimo de quarenta e cinco minutos nas mãos de uma cabeleireira! Só faltava cheirar a pêssego!
 
Foi sensivelmente por essa altura, segunda metade da década de oitenta, que os meus compinchas me obrigaram – com argumentos da treta baseados em tácticas de caça às fêmeas – a andar, pelas ruas da cidade mais densamente povoada do mundo, com botas à cowboy, óculos espelhados, blusão preto e mousse no cabelo. Sim, mousse no cabelo! E andava eu no ginásio a fazer musculação, diariamente, para depois fazer figuras destas em público. Tenho uma foto desse dia no meu quarto. Olho para ela. Olho para o penteado do Silvestre no “Rambo III”. Realmente, seguir a moda é o caminho mais rápido para parecermos uns patetinhas, daqui a duas décadas. pickwick
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Segunda-feira, 23 de Junho de 2008
Socorro!...

Um exemplar do sexo feminino, que teoricamente atende pelo nome de Regina, fez-me um pedido de amizade no meu “hi5”. Anexo uma das fotos mais emblemáticas que esta doçura de mulher tem no seu perfil, para que se perceba a situação de aflição momentânea em que me vi.

 
Eu sei que qualquer um pode ser vítima de uma tentativa de “amizade” grotesca no “hi5”, mas, há sempre aquela esperança de que os convites provenham de exemplares do sexo feminino com algo de feminino, de sensível, de belo. Não necessariamente de uma Deusa, mas, vá lá, de uma mocinha portuguesa a tresandar a simpatia e a arreganhar a dentuça com um bonito sorriso.
 
Mas… isto?!... Francamente! Eu até fico meio desorientado e, com as alterações climáticas inesperadas que se têm verificado ultimamente, quase que sou obrigado a sofrer violentos pesadelos, noite após noite, e até acordado, nos quais as mulheres comestíveis do planeta são substituídas por exemplares destes, de dentes afiados e um desejo insaciável de carne masculina. Medo! Muito medo! pickwick
 

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Domingo, 22 de Junho de 2008
A Rici vai casar-se

A Rici é uma colega que apareceu algures em Dezembro, para substituir aquela outra colega podre de boa que estava infelizmente grávida. A Rici, para as memórias mais degradadas, é uma rapariga ainda com poucas primaveras, mas com muito presunto na coxa. Rosto engraçado, com um sorriso bonito, cuida-se com primor, até pinta o cabelo, mas não consegue disfarçar os presuntos entre o umbigo e os tornozelos.

 
Esta semana, não me ocorre o dia com precisão, a Rici apareceu de saia de ganga até ao joelho. Ora, como é sabido, o tecido de ganga necessário para dar a volta àqueles dois presuntos tem uma área tal, que por pouco cobre um campo de futsal. Sendo até ao joelho, transforma aquela miúda numa matrona conservadora e impossibilitada de provocar a erecção a um homem normal. Mesmo assim, mesmo assim, há ali qualquer coisa que me transcende.
 
Por um lado, está o facto de, a par da saia, a Rici ter revelado comportamentos inesperados, nomeadamente posicionando-se na sala de convívio sentada com as pernas bem abertas. E, quando digo “pernas bem abertas”, posso adiantar números: amplitude do ângulo de abertura seguramente superior a 55º. Não fosse o mau estar automático que me provocam as gajas excessivamente reboliças, estaria aqui, agora, a dissertar sobre roupa interior e depilação feminina. Mas, o mau estar eminente foi mais forte que eu e fico-me pela amplitude do ângulo de abertura. Resta referir que a situação surgiu por mais que uma vez, em locais diferentes. Sobreaquecimento das virilhas? Who knows?...
 
Por outro lado, a Rici vai casar-se. Outro dia saiu a correr porque ia não sei onde “provar” o vestido de casamento. Eu olho e penso, para comigo, como é possível. Isto é, daqui por uns cinco anos, no máximo, a rapariga vai estar tão gorducha, tão rechonchuda, que terá que andar todos os dias equipada com “crampons” e “bastões de caminhada” (termos técnicos de montanhismo), para não começar a rebolar a cada passada. Enfim.
 
Eu até simpatizo com ela… mas… tem destas coisas… pickwick
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Sábado, 21 de Junho de 2008
Golo!...

O facto de eu não ter televisão em casa é, só por si, um claro indício do meu interesse minúsculo pelo futebol. Eu gosto de entrar num campo, correr atrás da bola, marcar um golo a cada dez anos, correr atrás dos jogadores, suar que nem um mustang, tropeçar na bola, ser fintado, enfim. Mas não acho graça nenhuma ficar especado a ver uns iletrados grosseirões, com contas bancárias atulhadas de euros, fazerem a mesma coisa. Por mim, eram todos apedrejados e pagos com o salário mínimo nacional. Mongos!

 
Bom. Gostos à parte, outro dia fui convidado, pelos colegas de trabalho, para assistir a um jogo da selecção do Euro2008 em cada de um deles. Ah e tal, depois bebemos umas bejecas e comemos umas francesinhas. Futebol, cerveja, comida. Cerveja + comida = 2; 2 contra 1. Bem ponderado. Aceitei o convite.
 
Foi um jogo em que a selecção portuguesa teve uma sorte para além do normal e conseguiu ganhar. Não me lembro contra quem, porque também não interessa, nem puxa carroças. Já cheguei atrasado, no preciso momento em que festejavam o primeiro golo. Mas, assisti ao segundo golo. Pontapé daqui, cabeçada dali, ah e tal, e a bola entra. Golo, pronto.
 
Como é hábito nestas coisas pindéricas, nem me mexi com o golo. Sentadinho como se tivessem anunciado que nasceu mais um cogumelo na mata do vizinho. Se fosse eu a marcar, era uma coisa. Mas, sendo um gajo que ganha uma quantidade escandalosa e sobrenatural de dinheiro, o facto de ele conseguir enfiar a bola na baliza é completamente irrelevante.
 
O mesmo não se passou com os meus cinco colegas, que saltaram das cadeiras, tipo gorilas de pau feito, a gritarem “golo” como quem grita por socorro ao ser perseguido por um elefante de pila erecta. Um deles, o Zé, passou-se com a emoção e, para além de saltar da cadeira e gritar, correu para a parede (onde o jogo estava a ser projectado através de um videoprojector) e atirou-se de pés. Literalmente. Com os dois pés. Contra a parede. Punhos cerrados. Doentio.
 
Depois foi buscar um pano molhado e passámos cinco minutos de jogo com o Zé a tentar limpar o canto inferior esquerdo da imagem. Bonito. Como se não bastasse, depois vieram as francesinhas, ensopadas em molho respectivo, comprado no Lidl, com ar de sopa instantânea. Entre as 3h e as 5h da madrugada, todos os convivas se levantaram da cama para despejarem litro e meio de água pelas goelas abaixo, desidratados com o excesso de condimentos do molho.
 
Esta semana, combinaram todos ir ver outro jogo da selecção a casa do Paulo. A selecção portuguesa perdeu. Mas, marcou dois golos. Sortudos. O Zé, continuava com o mesmo grau exorbitante de emoção desportiva. O Paulo projectava o jogo na parede da garagem, numa tela. Outro Zé, presente, rogava pragas aos alemães, balouçando agressivamente uma cadeira de plástico nas mãos. O primeiro Zé, em cada golo português, saltava que nem uma mola e, por momentos, ia jurar que se ia atirar de pés contra a tela na parede. A sério. Corria para ela e estacava a escassos centímetros, pronto a espetar um sopapo na parede. Eu, ficava impávido e sereno, sentadinho na cadeira acolchoada. Eu, sonhava com o jantar que começaria a seguir ao jogo. Mal podia esperar. Carne grelhada. Ui!... E cervejas fresquinhas…
 
Ainda gostava de saber para que é que se grita “golo” quando a bola calha entrar numa das balizas. O pessoal pensa que são os jogadores que têm arte. O pessoal pensa que foi o treinador que os treinou fantasticamente. Mas, o pessoal esquece-se que o futebol vive mais de sorte do que de arte.
 
Palhaçadas à parte, há um motivo simples para os portugueses falharam sistematicamente o prolongamento da estadia nos campeonatos: falta-lhes o treino técnico de “remates sob stress”. Isto é como na tropa, onde o verdadeiro tiro se treina com uma modalidade conhecida como “tiro de combate”, em que o tiro é feito sob condições de elevado stress e pressão. É o que falta aos portugueses, assim de caras. Porque, convenhamos, e apesar de eu não perceber nada da coisa, os nossos jogadores dominam a bola. Mas, parecem uns ceguinhos a rematar em stress. Seguem uma proporcionalidade directa simples: quanto mais stress, mas alto sai o remate.
 
Enfim, depois de o espertalhão do Scolari sair, estou disponível para treinar a selecção portuguesa. E quero febras grelhadas e cerveja fresca todos os dias. E bolo de bolacha para as sobremesas. pickwick
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Quinta-feira, 19 de Junho de 2008
Sacana da Paula

A Paula (nome de código) é uma miúda porreira, lá do trabalho, com quem eu simpatizo e por quem tenho bastante estima, acrescendo de forma positiva o facto de ser bem apetrechada frontalmente, pese embora a falta de sintonia e estética abaixo do umbigo. A propósito da ida do parque mencionado no post anterior, mostrei-me completamente renitente em participar na coisa. Ela insistiu, ah e tal, anda lá, deixa-te de fitas, não sei quê da piscina, blá blá blá, deixa-te disso e tal. E eu respondia, que não, que não gosto de más companhias.

 
É que, entre o magote de gente, iria uma das peruas – ainda por cima, a mor – que me têm deixado o sistema nervoso infestado de pulgas ao longo deste ano de iniciação ao patronato. Confesso que é daquelas pessoas a quem eu partiria o pescoço com o maior das descontracções. Tem focinho de pintassilgo, ombros estreitos tipo canguru, e umas nádegas da largura do Mississipi. Ah, e também tem graves problemas de memória. Bom. Eu, que já não gosto de patuscadas de âmbito profissional, ainda menos gosto quando me apetece partir o pescoço a um dos participantes.
 
A Paula, que é boa rapariga, lá insistiu, e tal, que não sei quê depois das boleias para voltarmos todos porque não sei quem ia para não sei onde e tal e coisa. Quando dei por isso, já estava entalado ao volante do carro com nove frangos assados atrás do banco e um fedor a molho barato por todo o lado.
 
Dada a dimensão do magote, quase que não dei pela perua, o que me permitiu esfrangalhar com gosto as coxas e peitos de frango. E assim foi durante o resto da tarde, inclusive dentro da piscina. Aliás, neste ambiente aquático azulado, a minha atenção estava completamente focalizada no controlo e fiscalização de fraudes, pelo que quase não dei por ela. Vá, minto. Dei uma vez, quando saiu para fora de água e mostrou aquele corpo foleiro e disforme. Um nojo. Adiante.
 
Quando eu pensava que a tarde até ia acabar bem, chegou a hora do regresso. Ah e tal das boleias, fulanos vão com sicranos, A e B vão com C, etc. Ainda não consegui perceber se a Paula fez de propósito para se vingar das minhas iniciais reticências à participação no evento… mas, com tanto carro e tantas boleias, acabei com a perua sentada no banco do morto no meu carro! No meu carro, carago! No banco de trás ia a ruiva, uma colega simpática, que se deve ter divertido à brava com o esquema. Aliás, lá atrás devia dar para ver bem a espuma a sair-me pelo couro cabeludo. Não descansei enquanto o silêncio não se abateu naquele espaço apertado entre quatro portas. Raios me partam a sorte!
 
Uns bons minutos depois de termos regressado todos à instituição, um grupinho de colegas fêmeas divertia-se a relembrar a situação. Parece que seguiam num carro uns metros atrás, onde reinava a galhofa às custas da minha triste sina… sacana da Paula… amanhã faço-lhe a folha… pickwick
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