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Sexta-feira, 28 de Março de 2008
Como o meu pai quase matou o diabo
Isto da Páscoa tem destas coisas: a nostalgia atiça o relato de estórias inéditas na família.
 
Cena passada lá para o tempo da senhora das ceroulas, com o meu paizinho na quota dos oito aninhos.
 
A minha avozinha, na sua imparável missão evangelizadora, coadjuvada pelas minhas tias-avós beatas, explica ao meu paizinho a existência do Diabo. A maldade, blá blá blá. O meu paizinho questiona, na sua inocência, porque motivo não limpam o sarampo ao Diabo, e assim se resolvam todos os males do mundo. Ah e tal, ninguém consegue matar o Diabo, é impossível. Ou seja, para além de nunca ter sido visto, é impossível matá-lo. A história não cai bem à criança, que acaba por levar uma lavagem ao cérebro, mas que, apesar disso, ainda acha que, se o Diabo existe, deve haver uma forma de o mandar desta para melhor. Enfim. Junto com a estória do Diabo, muitas outras vieram, ao ponto de o meu paizinho se ter transformado num incrédulo quanto às questões de fé.
 
Um belo dia, as senhoras tentam mais uma estratégia inovadora para convencer o meu paizinho sobre o universo misterioso das coisas de fé. Batem à porta e as minhas tias-avós vão atender. Quem era? O Diabo, vinha trajado de vermelho, com chifres e rabo larilas, tal e qual as descrições exaustivas que tinham feito ao meu paizinho. Não querendo parecer grosseiras, as minhas tias convidam o Diabo a ir até à cozinha, para dar dois dedos de conversa, com a óbvia presença do meu paizinho. Ah e tal, estás a ver? É ou não tal e qual como te contámos. Bom, o Diabo e as duas senhoras puseram-se a botar faladura, ah e tal para aqui, ah e tal para ali, perante o silêncio do meu paizinho, que estava todo borradinho de medo perante a presença física do autor de todos os males do mundo, com chifres e tudo.
 
Acontece que o meu paizinho sempre teve um feitio pouco dado a contemplações. Apesar de medo que se tinha apoderado dele, uma figura franzina de oito anos, começava a vislumbrar a oportunidade para resolver, de uma vez por todas, aquela impossibilidade de liquidação do Diabo. Com jeitinho, pés de lã, foi rodeando a mesa para lá da qual estava o Diabo, aproximando-se de uma faca de cozinha que repousava ali a pouco mais de um metro. Com jeitinho, foi esticando mão, um olho na faca e outro no Diabo. A solução estava ali mesmo, a instantes: um salto de gato, mão no cabo de madeira e uma facada fulminante na barriga do Diabo.
 
Sorte do Diabo que as tias do meu paizinho estavam interessadíssimas em acompanhar as reacções dele perante aquele monstro, convencidas de que agora é que lhe iriam dar a volta às ideias. Sorte do Diabo que as senhoras perceberam, quase tarde demais, as intenções da criança e a utilidade da faca de cozinha. Sorte do Diabo, que elas saltaram para a faca a tempo.
 
Sorte da minha avozinha, que deve ter passado mal a noite agonizada com o preço que quase pagou pela brincadeirinha de se trajar de Diabo. pickwick
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publicado por pickwick às 00:05
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Quinta-feira, 27 de Março de 2008
O regresso do João
A Primavera já começou. Para a comemorar, ou não, aproveitei para ir ao cinema com o meu irmãozinho, porque ah e tal é Páscoa e não sei quê da família e muitos doces e muito borrego. Fomos ver o regresso do João, esse mítico herói da faca e da metralha, na sessão das 23h50 algures para lá do CascaisShopping.
 
Eu sempre fui um fã do João. Os tiros, as facadas, a voz embargada pela emoção, as armadilhas, as granadas, a fitinha a prender a gadelha, o arco e as flechas, enfim, um gajo à maneira, aniquilador dos opressores e salvador dos oprimidos.
 
Passados estes anos todos, vinte seis deste a primeira aparição, o João continua com os mesmos tiques divertidos. Olhos de carneiro mal morto, comunicação por grunhidos, físico inchado, gadelha, fitinha, flechas, etc.
 
Noto, com este olhar clínico que às vezes faz de conta que me caracteriza, algumas diferenças: são sessenta e um anos na pele; tem um mal disfarçado e pouco másculo papinho debaixo do queixo; obviamente usa uma cinta elástica de cor branca para segurar a barriga.
 
Em relação ao filme, algumas diferenças, também: catana artesanal, muito mais eficaz que a tradicional faca de sobrevivência do exército; aliás, tudo naquele filme parece mais eficaz do que nunca, a avaliar pela capacidade dos projécteis em cortar soldados a meio ou fazer-lhes explodir um quarto do corpo; há uma senhora que é um verdadeiro naco de mulher, que dá pelo nome de Júlia (nome de código Sara), a qual ainda julguei que viria a protagonizar uma escandalosa cena de sexo com o João em plana selva asiática.
 
Quanto aos baldes de sangue falsificado que foram usados neste filme, em quantidade inovadora, julgo que a culpa é daquele gajo que realizou “O Resgate do Soldado Ryan” e que lançou a moda de todos os actores e figurantes possuírem cerca de sessenta litros de sangue no corpo.
 
João, gostei da tua catana. Tenho que arranjar uma igual, um dia destes, talvez em Espanha. Também gostei da Júlia, mas podias ter-lhe afogado o namorado. Tens umas frases novas muito bacanas e já consegues dizê-las sem a seguir pegares numa M60 e varreres o quintal. Aliás, folgo saber que já não usas uma M60, que era muito pesada e dava cabo da coluna. A Júlia nunca meteu silicone no tórax, pois não? Para a próxima, esquece lá os grandes planos com o arco e a flecha, porque notou-se que tremias por todos os cantos para esticares as cordas e não abona nada a favor da tua virilidade. Sabias que a Júlia é uma desavergonhada e que há por aí dezenas de fotos ordinárias da rapariga? pickwick
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publicado por pickwick às 22:37
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