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Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008
Castelo pindérico
Coisa rápida, este post. Desculpa lá, ó Red. Hoje fui a Castelo Branco. Cidade, ah e tal, ensino superior, desenvolvimento, indústria, blá blá blá. Comecei bem, rumando a uma instituição da cidade. Placas com o nome das ruas? Quase não há. É o primeiro sinal de uma cidade pindérica. Até as aldeias mais pindéricas deste país têm nomes nas ruas. Sorte que é uma cidade anã, e não houve muito onde virar até chegar ao local certo. A instituição em causa, já agora, é o IPJ, essa coisa misteriosa. Cheguei com uma daquelas vontades de urinar que podem esperar mais uma hora mas que é melhor despachar mais cedo, não vá ter que se dar um nó no pilas em caso de desespero. Não havia placas para o WC. Se já não havia placas de rua, era coerente também não haver placas para o WC dentro do edifício do IPJ. Andei às voltas, como quem vê as montras, até descobrir uma porta que dava para uma zona de azulejos. Espreitei. Tinha ar de WC. Entrei no hall, desconfiado, não fosse uma câmara de tortura disfarçada. Duas portas, uma para cada lado. Placas? Sim, com o sinal internacional para o macho. Lá dentro, conferia: mictório em louça branca. Cá fora, sentado num cubo confortável, enquanto esperava pelas pessoas que me tinha convocado para uma reunião e que chegaram com quarenta minutos de atraso, reparei no espectáculo das pessoas que queriam dar uso ao WC. Resmas de mulheres que entraram pelo WC dos homens dentro, fugindo ao primeiro contacto com a louça branca do mictório. Resmas de homens desconfiados hesitavam à entrada. Finda a reunião, hora do almoço, a pressa para regressar a minha própria instituição fintava-me o prazer de almoçar à patrão num restaurante da zona. Solução de recurso: o McDonald’s. Encontrei a placa numa rotunda já à saída da cidade. Não tinha nada que enganar. Mas teve. Era a única placa, pois, no sentido para onde apontava, não havia mais nenhuma placa, nem o próprio McDonald’s. Após séculos de experiência em aceder a restaurantes saudáveis desta cadeia, já desde a década de oitenta, esta foi a primeira vez que não consegui chegar a vias de facto logo à primeira. Aliás, nem à primeira, nem à segunda, nem às outras. Evaporou-se. Compreensível, numa cidade onde as ruas não têm placa, os WC’s não têm placa… a placa do McDonald’s não tem restaurante. Valeu-me a Covilhã, cidade de verdade, com placas e conteúdos respectivos. pickwick
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Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008
As túlipas negras
Há uns bons anos atrás, a Ana ofereceu-me um livro chamado “A Túlipa Negra”. Adorei o livro. É muito difícil eu adorar um livro. Não passei da segunda página do “Senhor dos Anéis”. Outros nem encontrei coragem para abrir na primeira página. Outros, foram devorados em regime non-stop, apesar da imensidão de páginas em letra miúda. Depende do estado de espírito, depende da onda, depende do vento, depende do tempo livre, depende das gajas, e de mais uma infinidade de factores. Enfim, são gostos e desgostos, como se costuma dizer. E eu que pensava que a túlipa era uma daquelas ervas daninhas tipo Sardinheiras e Malmequeres. Li, aprendi e diverti-me à brava. Não me lembro minimamente qual o enredo nem quais os protagonistas. Também não interessa, que os livros são para voarmos e não para tirarmos apontamentos mentais de vidas alheias. A Ana, foi minha vizinha durante dois anos, numa daquelas caves arrendadas a estudantes pindéricos. Já falei dela muitas vezes. Sempre nutri um carinho especial por ela, embora não traduzisse esse carinho em actividades carnais. É verdade. Sempre reinou, ali, o respeitinho. Depois ela “chateou-se” por não obter de mim o que nós sabemos que ela queria, “chateou-se” com o meu companheiro de quarto por motivos idênticos, e com mais não sei quem, e com os gajos que só queriam dela o prazer momentâneo de uma noitada de sexo. Chateou-se e hoje é freira. A sério! Era uma porreira, a Ana. Querida Ana, se me estiveres a ler, aí na tua simpática clausura, o meu mais sincero obrigado pelas longas conversas que tivemos, durante as quais tentaste – insistentemente e em vão – educar-me para a boa moral, para as boas maneiras, para o respeito pelo sexo oposto, para a importância superior do amor em relação ao consumo carnal, e para a moderação alimentar. Ainda hoje penso nas tuas lições. Sempre. Bom, esta conversa toda sobre a Ana e as freiras e as túlipa negras, serviram apenas como vulgar introdução para os factos que me trazem à luz deste blog. E os factos são que a Rici – a minha colega rechonchuda e séria – mudou claramente a sua forma de estar no mundo. E essa forma de estar no mundo passa, para começar, pela pintura do cabelo, impecavelmente liso, numa cor preto-ruivo-brilhante. Um gajo olha e, assim de repente e numa fracção minúscula de uma milésima de segundo, fica a pensar que deu de caras com um borracho. Eu sei que “borracho” é um termo em desuso, caduco, típico de arrastadores de tijolos nostálgicos, mas a Magda fez o favor de me lembrar da sua existência. Um borracho é que a Rici não é, certamente. É mais para o bolachuda, pronto. Eu gosto dela, atenção! É querida, simpática, responsável, profissional, etc. Além do cabelo, também tem um dente desalinhado, daqueles que podem entrar de imprevisto numa das narinas. Presumo que terá sido o resultado de um tabefe mais viril proporcionado pelo namorado, numa noite de prazer mais intenso. Além do cabelo e do dente desalinhado, a Rici também aderiu à moda da pele ao léu. Timidamente, mas aderiu. Apesar do frio intenso que se tem sentido aqui nas fraldas da Serra da Estrela. Assim como que a medo, tem deixado escapar, para fora da roupa, um engraçado pneuzinho de gordura. Disfarça, tapando logo a seguir com a camisola pouco comprida, mas eu já conheço esta peça de teatro. Lá para Abril já andará com pêlos púbicos entalados no cinto. Isto é que foi um avanço! Mas, além do cabelo, do dente desalinhado, do pneu ao léu, e, porque não, de uns sorrisos a que não estávamos habituados, a maior novidade é a cuequinha dela, trazida à luz do dia num daqueles momentos em que deixava o pneuzinho vir espreitar o ambiente. Eu até fiquei sem jeito. Foi inesperado! Muito inesperado! “Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és”, passou a uma nova versão: “mostra-me um pedacinho das tuas cuecas e irei para o meu blog escrever disparates sobre o assunto”. As cuequinhas da Rici eram brancas, naquele tecido rasca de cueca-da-feira, compradas um ou dois números acima para poder acolher desvios volumétricos indesejados. Brancas, mas com uns motivos pequeninos a preto, que mais pareciam pontos uniformemente espalhados. O elástico era preto, também. Fiquei curioso quanto aos motivos. Seriam as iniciais do nome do namorado? Seriam ursinhos? Pulgas? Rodelas de micro-salpicão? Caveiras? Não resisti ao desafio. Fiz de conta que dava uma volta pela sala, com ar distraído, até lhe passar à porta dos quartos traseiros, à distância de três palmos. Foquei o meu olhar de lince, regulei-o para intensidade máxima, seleccionei o dispositivo de reconhecimento de padrões para o modo padrão-de-cueca e fiz as contas. Caramba! Eram túlipas! Dezenas de minúsculas túlipas negras!... pickwick
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Sábado, 12 de Janeiro de 2008
O anormal dos trinta
Hoje ligaram – pela n-ésima vez – do BLERK1, a solicitar mais dados técnicos da nossa instituição, por alegada exigência dos deficientes mentais do BLERK2 que não sabem a quantas andam e pretendem mostrar obra ao pessoal do BLERK3, na ânsia óbvia de trepar para um poleiro superior. O pessoal do BLERK1 são uns desgraçados, não mandam em nada nem em ninguém, e limitam-se a ser paus mandados dos loucos do BLERK2. A gente responde, a um telefonema, a outro telefonema, ah e tal, quantos profissionais não especializados, e quantos auxiliares, e quantos cozinheiros, e quantos profissionais no total, e ah e tal. Encolhemos os ombros, como quem lida com um manicómio tomado de assalto pelos doentes mentais que lá vivem, e vamos respondendo. São números. Apenas números. Porque, caso ainda ninguém tenha reparado, tudo o que o actual governo pretende é vencer a guerra dos números! Não há pessoas, mas apenas números. Sermos seres humanos ou salpicões de Lamego é a mesma coisa: números! Enfim. Por isso, veio-me o ácido gástrico às goelas com mais uma aventura dos números: o limite de velocidade a baixar para 30 km/h. E eu, pergunto: mas quem foi o anormal que se lembrou de baixar o limite de velocidade para 30 km/h? Sim, é um anormal! Só pode ser um anormal! Uma pessoa normal, daquelas que vivem com os pés assentes na Terra e ligados fisicamente ao mundo real, seria incapaz de lançar uma ideia tão disparatada como esta! Aliás, o limite de 50 já é disparate suficiente! São daquelas soluções típicas de cérebros-de-mexilhão! Anormais, portanto! É uma generalização e todos sabemos que generalizar é um procedimento errado e pouco inteligente. Excepto quando se escreve num blog onde impera o disparate, claro. As cidades, vilas e aldeias, apanhadas no mesmo saco das localidades, são seres urbanos pouco homogéneos. Ora há ruelas apertadinhas, ora há zonas residenciais, ora há vias em formato auto-estrada, ora há percursos sinuosos, rectas sem fim, subidas íngremes, curvas perigosas, escolas, desertos, passeios mais largos que a estrada, passeios assim-assim, sem passeios, hospitais, mercados, circulação intensa de peões, sem peões, etc. Andar a não mais que 50 numa auto-estrada e poder andar a 50 numas certas curvas de umas certas localidades, são situações só possíveis quando o país em que vivemos é reinado por completos anormais! E não venham com aquelas parvoíces das “Zonas 30 km/h" e "Zonas residenciais multifuncionais", porque a escolha destas zonas vai ser feita do mesmo modo inteligente com que são deixados os limites de 30 esquecidos durante vários anos depois das obras, ou como são colocadas as placas nos cruzamentos e bifurcações. O que adoro, mesmo, mesmo, mesmo, é um sinal de limite de velocidade de 10 km/h no meio de uma estrada larga, recta, deserta, de visibilidade alentejana, no meio de nenhures, sem vivalma por perto. São os gajos que metem placas assim é que vão andar a escolher zonas disto e zonas daquilo. São anormais, pronto! Raios os partam! É mais um número! Depois hão-de ir para a televisão, inchados da tripa cagueira, vangloriarem-se de mais um número: o trinta! Ah e tal, porque nós é que inventámos o trinta! Porque, antes de nós, saltava do vinte e nove para o trinta e um e era do caraças, morriam milhões nas estradas, e ah e tal. Ah, cambada de merdongas! pickwick
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Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2008
Apetece-me generalizar
Deve ser por o meu carro andar a fazer uns barulhos suspeitos na suspensão dianteira esquerda. Fico assim, mal disposto, e apetece-me generalizar. Eu sei que generalizar é feio e não fica bem. Não se deve meter dentro do mesmo saco o trigo e o joio. Mas, hoje, esta noite, apetece-me. Pronto. Que se lixe.
Os felinos da treta
Desde que aquele artolas dos “Gato Fedorento” foi apanhado com o cérebro inundado em bebidas alcoólicas, não consigo nutrir por aquele grupo artístico qualquer simpatia. E logo eu, que sempre me ri às gargalhadas com as gracinhas e piadinhas deles. Ria, mas deixei de rir. Cada vez que oiço um anúncio na rádio feito por eles, fico com aquele ar de enjoado, como de quem está a olhar para uma mulher muito, muito feia e peluda e horrorosa. Eu sei que foi só um que foi apanhado e que os outros ficaram sossegadinhos a curtir o resto da noite, mas apetece-me metê-los a todos no mesmo saco e baixar-lhes a bitola para bem rente ao pó da calçada. Deixaram todos de ser engraçados, originais, cheios de piada, hilariantes, brilhantes, whatever. Passaram todos a ser uns bêbados, grosseiros, aspirantes a criminosos do asfalto. E não vou deixar de dizer “ah e tal”, porque ainda eles não existiam e já eu ouvia dizer “ah e tal”. Porque, ah e tal, eu até sou alérgico a gatos.
A escumalha do BCP
Tenham dó! Não pode haver gente de bem a ser accionista do BCP. Não falo do mini-accionista-de-algibeira, mas, sim, daqueles accionistas-caramelos que aparecem por aí, na comunicação social, armados aos cágados e às passarinhas, vestidos de preto, como se fossem pessoas honestas. Claro que não são honestas! E o Zé Manel? Ah pois é! O Zé Manel, o tal que se veste de preto e que esturrou milhões em obras de arte, convencido que ia ficar mais culto só por forrar as paredes com fortunas, é um dos tais. Eu não gosto do gajo, pronto. Tem aquele ar de Hydrurga leptonyx (foca-leopardo, para os mais distraídos), tão inculto como um barril de cerveja barata, incapaz de disfarçar que arranjou todo aquele dinheiro às custas de incontáveis trafulhices. E os outros vão pelo mesmo caminho. Qualquer pessoa com mais de 0,05% de acções do BCP só pode ser energúmeno-de-gravatinha-pirosa. Ou 0,01%. Sim, tudo para o mesmo saco. E escusam de dizer que ah e tal, o esforço, a dedicação, o empreendedorismo, a inovação, a cueca, e tal, porque isso são conversas de tasca. Deviam era ter vergonha na cara e… enfim!
Os patrões da treta
Os patronatos que superintendem o patronato ao qual pertenço, vivem no caos. Acima do meu patronato, e hierarquicamente, temos o BLERK1, o BLERK2, e, no topo dos topos, o BLERK3. Uma sexta-feira, ao final da tarde, ligaram do BLERK1 lá para o meu patronato a dizer: ah e tal, os gajos do BLERK2 querem saber até ao final do dia de hoje umas informações, para fazerem um estudo. Quantas salas têm?, perguntaram. Agarrei num bloco de notas, apontei, contei e informei. Na sexta-feira seguinte, à mesma hora, voltam a ligar do BLERK1, porque ah e tal os gajos do BLERK2 querem saber umas informações para um estudo. Quantas salas têm? Olhe lá, eu há uma semana atrás já vos disse quantas salas temos! Ah sim? Deve ter falado com a minha colega. E, já agora, quantos funcionários têm? Ainda estive para lhe perguntar se estava a gozar comigo ou se ainda estávamos em 1985 ou se toda a estrutura acima da nossa estava no caos, mas desisti, pensando para comigo que a pessoa do outro lado do telefone devia ter pendurado o cérebro no cabide, junto com o casaco. Há uns meses, os palermas do BLERK3 (topo da hierarquia), mandaram para toda a rede, hierarquia abaixo, um e-mail com uma novidade importante, dando conhecimento de um procedimento a tomar com brevidade por todos os patronatos como o meu. Li o procedimento e fiquei a pensar se tinha sido enviado pela senhora que lava as escadas, a avaliar pelas dúvidas que o texto suscitava. Fui ao site, procurei o contacto, encontrei o telefone do respectivo centro de atendimento telefónico, liguei, questionei, coloquei as dúvidas, e veio a resposta: não temos conhecimento de nada disso… espere lá que vou perguntar ali ao meu superior… olhe… o meu superior também não sabe de nada disso… (camelos, camelos, camelos, todos eles).
Bang Bang
Era mesmo disso que precisava toda a cidade das tripas. Os seguranças todos (sem excepção), os tais da “noite”, trespassados a tiro, enrabados por gorilas peludos, chamuscados com maçaricos, pilas electrocutadas, testículos esmagados com tijolos, enfim, coisas assim. Eles, os seguranças, mais os donos dos estabelecimentos, os barmen (homens do bar, em português), as galdérias de passarinha-de-aluguer, os presidentes dos clubes, as namoradas e ex-namoradas e concubinas e esposas dos presidentes dos clubes, os arrumadores, os peçonhentos, os vadios, os drogados, as strippers, todos eles, abatidos, aleijados, estropiados, atirados ao rio com um calhau preso ao pescoço. pickwick
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Terça-feira, 8 de Janeiro de 2008
O rego, as saias, a baleia e a caspa
Hoje, que foi um dia sombrio e humedecido por uma chuvinha constante, fui forçado a reparar que a Marta trazia metade do rego do cu à mostra. Não se pense que tenho um fetiche qualquer, ou que passo a vida a espreitar para o fundo das costas de todas as mulheres. Nada disso. Trata-se de uma simples e inocente questão de contraste de cores. Eu explico: a pele é clara, a roupa é escura, logo uma combinação escuro-claro-escuro faz realçar a parte clara, ou seja, a pele. Percebido? Confesso que fiquei um bocado chocado. Por um lado, estamos no Inverno. Por outro lado, o princípio do rego do cu, ou o início das entre-nádegas, é uma cena muito sexy. Consegue, até, ser excitante. Mas, é mesmo só o princípio. Quando metade do rego fica ao léu, perde toda a sensualidade e faz lembrar uma cigana fumada a preparar-se para defecar atrás de um frigorífico ferrugento. Torna-se, portanto, chocante! Após alguma meditação, cheguei à conclusão que este acidente visual teve origem na falta do cinto nas calças. Nada de extraordinário. Estas visões chocantes têm o condão de me transportar para outras dimensões. Neste caso, para a dimensão das saias. Veio-me à alembradura, mais uma vez, aquela teoria que persegui durante anos, mas que nunca alcancei, sobre o que condiciona o uso de saias nas mulheres. Nos homens, é fácil: ou se é maricas, ou se é escocês, ou se tem uma inflamação testicular incurável. Nas mulheres, ficou por descobrir. Durante anos a fio, observei com atenção que o uso de saias não se distribui no tempo de forma uniforme. Isto é, há dias que dá para andar todas de saia, dias em que não se vê uma saia, e dias assim-assim. Ao princípio, associava a opção de vestuário a factores meteorológicos: se está frio, andam de calças, se está calor, saias para arejar as partes baixas. Teoria refutada rapidamente pela verificação casual de que havia mais saias do que calças em dias de frio e chuva, e mais calças do que saias em dias de calor. Terá que ver com a lua? Nunca me dei ao trabalho de fazer registos e comparar com um calendário lunar. Vento? Telejornal da véspera? Humidade relativa do ar? Satélites artificiais? Magnetismo da Terra? Nunca cheguei a perceber. Aliás, nunca cheguei a tratar o fenómeno com rigor científico. Apenas deambulava pelas ruas, exclamando: “olha, hoje está a dar-lhes para as saias”, ou “ora bolas, hoje que me apetecia ver umas pernas, andam todas de calças”. Olhei novamente para o rego do cu da Marta. Os meus pensamentos voaram novamente, desta feita para uns curtos minutos do dia de ontem, durante os quais estive – em casa de uma amiga - frente a frente com uma TV alimentada por uma antena de interior, originando uma imagem muito rasca, ora a cores, ora a cinzento, cheia de chuva e riscos. Três pessoas – dois homens e uma mulher – estavam sentados num sofá, de mãos dadas, tipo gostamos-de-comer-a-três, esperando ansiosamente um anúncio. Veio um anúncio, um dos bisontes ganhou qualquer coisa e os três abraçaram-se com paixão – os dois que não ganharam estavam com uma paixão intensa para torcer o pescoço ao outro e partir-lhe ambas as pernas e os dentes e a cara toda, mas isso mais ninguém reparou. O bisonte afastou-se e o outro bisonte e a baleia ficaram de mãos dadas, com o mesmo ar anormal que tinha antes, quando eram três. Depois disseram não sei quê, eles levantaram-se, foram não sei para onde, deram um grande plano da mulher-baleia e aí eu perdi a paciência. A minha anfitriã ainda tentou amenizar a coisa, porque ah e tal, ela é da Madeira, e até é engraçadinha de cara… mas lá achou que, com o ar de vómito que eu exibia, com os trejeitos de completo nojo que preenchiam por completo o meu rosto, não valia a pena insistir mais a defender a miúda. Eu sou pouco tolerante a coisas feias e mal feitas em grandes planos televisivos, pronto, admito. Olhei novamente para o rego do cu da Marta. Depois para o cabelo da Carolina. Mais um pensamento fantástico. A caspa está praticamente erradicada. Há longos meses, diria mesmo que para cima de um ano, que não vejo caspa nos cabelos das pessoas à minha volta. Aliás, nem em mim. Sinal dos tempos? Tempos de mudanças climatéricas, a caminho do derradeiro holocausto? Falta de chuva? Secura? Água da rede com bactérias letais para o vírus da caspa? Olhei novamente para o rego do cu da Marta. Estava tapado pelo casaco. Foi do frio, pois claro. Enfim, sem nojo, não há pensamentos que me aflijam! pickwick
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Domingo, 6 de Janeiro de 2008
Ligue 114
Começou aquela cena de não se poder fumar não sei onde. Lá na minha instituição, o dia dois de Janeiro serviu para, entre outras coisas, desinfestar a famosa “sala de fumo”. Na prática, era o cantinho reservado aos dois ou três trabalhadores que gostam de puxar pelas brasas nos beiços. Era, mas deixou de ser. Ao abri a porta, leva-se com um fedor a fumo de tabaco rasca que até dá tonturas. Podiam fumar assim umas cigarrilhas aromáticas, ou um bom cachimbo, mas não: é tabaco rasca e pronto. Abriram-se as janelas, arrancou-se a mola da porta, mandou-se a toalha da mesa redonda para a lavandaria, colocaram-se mais mesas e espetei com um pomposo cartaz na porta a dizer “gabinete de trabalho”. Mais um espaço roubado aos ricos para dar aos pobres. Foi um gesto bonito. Depois deixámos o espaço a “snifar” paus de incenso o resto o dia, para tentar eliminar o pivete a tabaco. Quando me vim embora, no final da tarde, já parecia uma sala normal. Respira-se, lá dentro. Na comunicação social, fala-se estupidamente que as pessoas estão a aceitar civicamente a lei que proíbe o fumo em locais fechados e não sei quê: Fala-se estupidamente porque, de facto, na realidade, na prática, não se trata de civismo por parte dos fumadores! É um erro pensar que as pessoas têm civismo. Nos países nórdicos, diz-se que as pessoas têm mais civismo, blá blá blá… mas que grande parvoíce. Um finlandês é tão cívico quanto um português, e vice-versa! A diferença é que, na Finlândia, se um cidadão resolver urinar fora do penico, está tramado. Em Portugal, se um cidadão resolver urinar fora do penico, molhar a parede, defecar na sala de um museu e a seguir atirar um tronco de bosta à nuca de um polícia, acontece-lhe o mesmo que se tivesse pedido uma imperial na esplanada de uma praia. Portanto, pare-se lá com essa conversa de retrete, está bem? O povo está é com medo! Medo que venha a ASAE e apanhe alguém em flagrante, de cigarro na boca, e lhe reviste o carro e leve os DVD pirateados. Se vier o presidente da ASAE, não há crise, mas, cuidado com os agentes! Em tempos, tive um colega de trabalho que insistia no seu direito de fumar a seu belo prazer, onde lhe apetecia, quando lhe apetecia, por mais pequeno que fosse o espaço, e por mais grávidas que partilhassem esse espaço. Malta assim, continua por aí, à solta. São os gajos por causa de quem deveria ser criado mais um número de emergência: o 114 (o 113 já está a ser usado pela equipa do urso amestrado). Assim, quando confrontado com um palhaço qualquer que insiste em fumar onde não deve, os incomodados, ou o proprietário do espaço, podem ligar directamente o 114, em vez de chamar a PSP ou a GNR. Ligando o 114, é activada de imediato a Team 114, que se deslocará de helicóptero. Sim, com um dístico gigante a dizer “Team 114”. Ao contrário da Team 113, cujo aparelho aterra na estrada, os elementos altamente treinados da Team 114 descem para o cenário de actuação por cordas, usando a conhecida técnica de rappel. Esta técnica, como é sobejamente sabido, deve o seu nome ao método utilizado inicialmente, que consistia em fazer passar a corda pelo corpo, em “S”, criando atrito, e, assim, permitindo fazer uma descida controlada. Na descida de grandes barragens ou edifícios, o excesso de atrito provocava um fenómeno de aquecimento e inflamação da pele, conhecido entre os praticantes por “rapa a pele”. Da conjugação das palavras “rapa” e “pele”, surgiu o termo hoje usado: rappel. Bom, os membros da Team 114 descem em rappel, por cordas estáticas esticadas a partir do helicóptero, estacionado a trinta metros do solo. Um outro cabo, em aço, é esticado também. Neste cabo é fixo um dispositivo metálico – o DARDO -, com uma pega, que será puxado para baixo por um dos elementos da equipa (o elemento Ómega), o último a descer. Em trinta metros, o atrito do cabo de aço no DARDO fará com que este aqueça ao ponto de ficar incandescente. Assim que o elemento Ómega pousar as solas das botas no chão, já os restantes elementos da Team 114 terão capturado o infractor e baixado as suas calças e roupa interior. Num instante, o elemento Ómega introduz no ânus do infractor o DARDO - Dispositivo Anal de Redenção Dolorosa e Olfativa. A imensa dor e o intenso cheiro a pêlos do cu queimados, terão o duplo efeito de convencer o infractor a redimir-se para todo o sempre, eternamente, recusando em definitivo o consumo de mais qualquer cigarrinho até ao final da sua vida, nem que seja numa praia deserta ou no cume de uma montanha! Um outro elemento da Team 114 enfiará um toalhete Dodot (embebido numa pomada para queimaduras, especialmente encomendado àquela empresa) entre as nádegas do infractor, como consolo, e toda a equipa é recolhida pelo helicóptero através de cabos com estribos para os pés. Mais um espaço liberto de nicotina! Missão cumprida! pickwick
publicado por pickwick às 22:02
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Sexta-feira, 4 de Janeiro de 2008
O povo javardolas
O dia um de Janeiro de dois mil e oito começou muito bem. Depois de uma noite maravilhosa, de céu limpo, com milhões de estrelas lá ao longe, chegou um sol fantástico. Não há nada como o sol a bater na barraca, logo pela manhã, para aquecer o ambiente e incentivar à alvorada tardia. Infelizmente, foi coisa de pouca dura, pois vieram as nuvens e estragaram tudo. Ou apenas uma nuvem, segundo a teoria de alguém. Uma nuvem imensa, que cobriu o topo da serra por completo e mergulhou o povo naquele estado crítico da visibilidade de “um palmo à frente do nariz”. Depois de desmontada a barraca e arrumadas as trouxas, abalámos calhaus acima, a apalpar o terreno, pisando a neve com cuidado por causa das surpresas, em direcção à Torre. Deveríamos demorar apenas alguns minutos, mas, com aquela visibilidade, a marcha foi feita como quem está a percorrer com os dedos o corpo de uma deusa toda nua, pela primeira vez. Devagarinho, portanto. Mais à frente, começámos a ouvir vozes. Devíamos estar próximos, obviamente, mas pouco mais se via para além de neve, calhaus e a maldita nuvem omnipresente. A determinado instante, quase chocámos com uma fila de carros e autocaravanas estacionados. À esquerda, como um monstro a sair do nevoeiro, erguiam-se aqueles edifícios foleiros. E entrámos no mundo divertido da Torre. Centenas de pessoas, vestidas como se estivessem no meio da serra, andavam ali, para trás e para a frente. Uns a entrar e a sair do centro comercial. Outros a entrar e a sair do café. Outros a entrar e a sair dos carros. E resmas, mas resmas, mas muitas resmas, a chafurdarem no lamaçal congelado em que se tinha transformado a zona mais alta de Portugal continental. Luvas, trenós de plástico rasca, sacos de plástico, óculos pirosos, gorros, casacos volumosos, dentes por lavar, risadas, registos fotográficos, carros topo de gama, sei lá. Todos os anos encontro estas cenas e fico decepcionado com este meu povo. Vêm lá de baixo, da civilização, equipados a rigor, muitos em carros topo de gama, para depois se comportarem como cachorros rafeiros a chafurdar na primeira poça de lama que encontram. É que, a bem da verdade, não se pode dizer que aquela malta andava a brincar na neve. Não, isso é que não! A neve é branca e dá para lamber, tipo sorvete de aroma natural. Por um lado, o nevoeiro não convidava ninguém a aventurar-se para longe dos carros. Por outro, o povo é mesmo rasca e contenta-se com aquela coisa nojenta e castanha que sobra depois de centenas de botas lamacentas espezinharem a neve branca. Francamente, e não querendo ofender ninguém, aquela malta parecia um bando de javardolas. Sai a família toda do seu Mercedes ou BMW, e toda a esfregarem-se naquela nojeira, a rirem-se, a atirarem bolas de lama congelada, e fotografarem-se uns aos outros, as miúdas a guincharem de histerismo e alegria, enfim. Uma coisa sem palavras. Este povo contenta-se mesmo com qualquer porcaria. Eu até acho, na humildade da minha curta visão comercial, que alguém poderia ganhar rios de dinheiro a vender máquinas de fabricar neve, para os cidadãos instalarem no quintal lá de casa e esquiarem e atirarem bolas de neve uns aos outros e guincharem à vontade e tirarem todas as fotos que quisessem. Até podiam instalar na varanda, ou na sala, ou num canteiro de flores, porque, pelo que deu para ver, qualquer sítio serve para o efeito. E os equipamentos que eles levam? Ui! Elas é casacos brancos de penas de ganso! É gorros com aspecto de penico de lã! É botas de ir à horta apanhar alfaces! É luvas de lavar retretes! Enfim. Centenas de exemplares desta gente, deste calibre medonho, e filas intermináveis de carros a entupir as estradas. Mais valia deixar de haver neve na serra e a Torre passar a servir apenas de palco a festivais eróticos para motards. Os motards, apesar daquele aspecto sabujo e vestuário carnavalesco, sempre se comportam de forma mais… humana… pickwick
publicado por pickwick às 20:41
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Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2008
Uma barraca na neve
Depois do repasto muito calórico do jantar do dia trinta, e da noite passada ainda na civilização, seguiu-se a viagem até à Serra da Estrela, tardiamente, como manda a tradição. Os carros ficaram à beira de uma casa de férias no Covão da Gaja (nome de código para um local algures no coração da serra). Subimos encosta acima, em direcção à Torre, pisando as primeiras placas de gelo. Um uísque viria a calhar. A malta começa a já não ter idade para estas aventuras cansativas. Esteve um sol de escaldar nesse último dia do ano. Quase que dava para as miúdas andarem de biquíni – e creio que só não andaram por uma reles questão de moda. À medida que subíamos em altitude, aumentava a quantidade de neve por todo o lado. É bonito andar na neve, com a mochila carregada com o saco-cama, o cobertor, a colchonete, os toldos, as bebidas que fazem rir, os petiscos, as meias, o rolinho de papel higiénico, as velinhas e a lanterna. É bonito enterrar a bota na neve e entrar meio litro de neve pelo cano da bota dentro. É bonito cair na neve. É bonito estar distraído e levar com uma bola de neve. É bonito saltar um ribeiro e enfiar um pé lá dentro, por engano. É tudo muito bonito e eu gosto muito e é muito giro. Quando já se avistava as “bolas da Torre” – esse mítico símbolo fálico serrano –, chegámos ao destino: um buraco plano, do tamanho de um campo de futebol, completamente coberto por um manto branco de trinta centímetros de neve, atravessado por um ribeiro, fora de vista de qualquer ponta de civilização. O local ideal para uma passagem de ano com os amigos. Longe de tudo e de todos. Com uma técnica apurada ao longo de anos de experiência, lográmos montar uma barraca à cigano, mesmo em cima da neve. Uma obra magnífica, de piso único, capaz de albergar cinco boémios e três boémias, mais os seus pertences, a mesa para o jantar, a sapateira, o salão de jogos, a iluminação, a arrecadação, a adega, a cozinha, os quartos e a despensa. Um luxo! Ainda se conseguiu erguer uma parede de protecção contra o vento, feita com enormes paralelepípedos de neve, ao bom estilo esquimó. À fogueira secou-se a roupa, aqueceram-se os corpos fustigados pelo frio da noite, e assaram-se as chouriças (aromatizadas com o fedor do vapor que se libertava das meias). Aproveitando a paisagem e o local privilegiado, tiraram-se fotos artísticas depois do sol se pôr. Umas mais artísticas que outras, claro. Tenho a reclamar a inexistência de sinalização indicando o trajecto do ribeiro que atravessa o local. Por causa desta falha, em certa ocasião vi-me inesperadamente com uma perna enterrada por completo – até aos túbaros, como se diz – na neve, e a bota (e o respectivo conteúdo) mergulhada na fresca água do ribeiro. Ui, tão bom! Por falar em “bom”, é bom relembrar a sorte que tivemos por haver aquele manto branco de pureza. É que toda aquela zona está infestada de poios e caganitas de cabra. Poios, para quem não sabe, são amontoados artísticos de bosta de vaca. Assim, ficou tudo soterrado pela neve. Sorte a nossa. Para a maioria. O mesmo não se pode dizer dos gulosos que meteram à boca duas ou três rodelas de chouriça que haviam caído ao chão naquela zona em redor da fogueira que não tinha neve… Por falar em poios, pouco antes de cair definitivamente a escuridão, fui acometido por uma vontade súbita de defecar – assim uma daquelas coisas que, ou se trata do assunto rapidamente, ou nos salta um poio por uma orelha e outro poio por uma narina. Atravessei cem metros de neve e agachei-me atrás de um penedo. Olhei melhor em redor e reparei que o penedo tinha uma saliência mesmo a jeito de eu apoiar uma das bochechas do rabo. Portanto, em jeito de resumo, defequei que nem um rei, a mil e novecentos metros de altitude (mais metro, menos metro), sentado, com as botas enterradas na neve, a apreciar uma paisagem fantástica desta nossa natureza. Este tipo de prazer, não é para todos! Ui, tão bom! Entre o jantar, que acabou cedo, e as comemorações e festejos da passagem de ano, ousámos desafiar a tradição e mantivemo-nos acordados. Valeu-nos o Trivial Pursuit, edição Genius, à luz das velas. Valeu-nos a santa ignorância generalizada, pois, ao fim de várias horas de jogo, havia apenas uma equipa com uns extraordinários dois queijos! Tínhamos ali matéria para ficar a jogar até ao fim da tarde do dia seguinte! Depois, quando se ouviram os primeiros foguetes no ar, lá ao longe, o Daniel fugiu com a garrafa de champanhe para cima de um penedo a uns cem metros da barraca e tivemos que ir todos atrás, pelo meio da neve, naquela escuridão, com o ar frio a coçar-nos a pele, porque ah e tal, é meia-noite, e não sei quê. Resultado: a garrafa voltou cheia para a barraca, que ninguém se atreveu a fazer mais do que beijar o gargalo e fingir que emborcava meio litro de penálti. Para o próximo ano, ficam, desde já, duas sugestões:
1. Nada de fogueiras, senão o pessoal fica a brincar aos ciganos e ninguém janta em condições.
2. A garrafa de champanhe fica presa ao mastro da barraca com uma corda, para ninguém fugir com ela para local ermo e frio. pickwick
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publicado por pickwick às 20:07
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