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Domingo, 30 de Setembro de 2007
Sinais do Céu
Cheguei há minutos de uma viagem a uma terra distante, à beira da grandiosa cidade de Guimarães. Fui encontrar-me com amigos de uma associação suspeita de cujo nome prefiro não dar conta em público. Os pontos seguintes pretendem ser um relato sumário da viagem e dos sinais que recebi, obviamente vindos lá de cima.
 
1. De peso
Estávamos quatro, já na recta final do convívio, assim lá para os lados das despedidas, sendo que um era da terra e os outros três eram do estrangeiro, um dos quais moi-même. A propósito da vinda de longe, e fazendo os três estrangeiros parte da Direcção composta por quatro pessoas pelo que um estava ausente, comentei eu para o da terra: ah e tal, isto a Direcção está cá representada em peso. Sorri. É um facto, sempre são setenta e cinco por cento, pensei. Responde o gajo da terra: bem, você e o Jorge são, de facto, de peso. Olhei para a barriga gigantesca do Jorge. Sorri para o gajo. Apeteceu-me partir-lhe o crânio e fritar-lhe as tripas com óleo de palma. Seja como for, foi um sinal claro de que estou a bater bem fundo. Sinal de que está na hora de repensar a forma de vida e a forma de comer. Eu bem que tinha reparado que o cinto estava excessivamente apertado, mas pensei que fosse da chuva.
 
2. Imorredouro
No discurso solene do Miguel, aprendi mais uma palavra. Pensei que o homem se tinha enganado, sabe-se lá, embora seja reconhecida a sua cultura e sabedoria. Ah e tal, imorredouro. Deve ser uma pessoa que não morre a atravessar o Douro a nado, mas que morre naturalmente sentado numa cadeira, ou esticado num lençol. Cheguei a casa e tirei as dúvidas. É tipo imortal. Pronto. O que nunca morre. Sinal claro de que o meu vocabulário está cada vez mais adaptado à vida dos transportadores de baldes de massa. Se calhar, devia era parar de escrever e começar a ler, para aprender qualquer coisinha.
 
3. Alto ao trombone
O norte ainda mantém tradições muito católicas. Uma delas, curiosamente, é a ida à missa. Curiosamente, esta missa tinha fanfarra. Quer-se dizer, tinha uns fulanos a tocar trombone. Ou cornetim. Ou clarim. Ou trompeta. Não sei. Pareciam os corneteiros na tropa a sacudir os cobertores ao raiar da manhã. Estes, que estavam na missa, não estiveram à altura do acontecimento. A dado momento, começam a tocar no trombone como se fosse dar entrada na sala um pelotão de mulheres todas boas e todas nuas, facto que necessitaria de todas as honras e atenções. O senhor padre, visivelmente chateado, mandou-os calar o trombone, que ainda não era altura de soprar. Foi um sinal. Um sinal de que não é bom seguir uma carreira de tocador de trombone em missas a norte do rio Douro.
 
4. Na mesa com os presidentes e a decotada
Ao almoço, num salão com cerca de cem pessoas a desunharem-se para encher o bandulho com lombo de porco e vinho minhoto de qualidade magnífica, fiquei sentado numa mesa com altas personalidades. É o que dá um gajo fazer de conta que é da Direcção de uma associação qualquer. Era o patrão não sei de onde, era o presidente de não sei o quê, era o senhor padre de não sei que mais, o presidente da junta de freguesia da coisa de ali perto, e até o presidente da Câmara Municipal de Guimarães se sentou à mesa. Eu não gosto nada destas coisas. Um gajo nem pode comer à vontade, intimidado com tantas personalidades. Enfim. Mas, é óbvio que esta situação representa um sinal concreto de que estou a subir na vida. Há dez anos atrás, o máximo que eu conseguiria era um lugar no banco corrido onde se sentava o vogal da direcção da associação dos amigos da porcalhota. Para quebrar o gelo, a esposa do presidente de coiso e tal estava presente, uns vinte anos mais nova que o digníssimo, com um vestido de quem está num casamento e um decote de quem levou uma tesourada de um tarado qualquer. Lingerie preta e rendada, já que tanto insistem em saber.
 
5. Até quase estoirar
O almoço foi mesmo quase até estoirar. Ao ponto de ficar com dores estomacais, embora não tantas que me pudessem privar de terminar o repasto animalesco com um prato cheio de sobremesas gostosas e nada saudáveis. Sinal? Bom, sinal de que, qualquer dia, um descuido gastronómico vai fazer estoirar-me o estômago, espalhando nacos de carne e batata espapaçada pelos convivas ou clientes que tenham a infelicidade de estar em redor. 
 
6. Associação errada
Agora que relembro o almoço e o resto do dia, que, diga-se em abono da verdade, foi um dia muito bem passado, contabilizo o género dos convivas presentes. É de choque. A esmagadora maioria eram gajos fora de prazo, poucos ainda no prazo, e alguns que já foram reencarnados neles próprios. Em número reduzido, gajas fora de prazo, outras mais ou menos fora de prazo, e outras que borrifadas de cima a baixo com silicone. Só escapava, em mais de cem pessoas, a madame que se sentou na minha mesa. Como é de esperar, isto é um sinal inequívoco de que estou na associação errada. Há que trocar a nostalgia por erotismo. Sessenta por vinte. Rugas por mini-saias. Peitos peludos e devolutos por majestosos e sugestivos pares de maminhas. pickwick
publicado por pickwick às 23:41
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Quinta-feira, 27 de Setembro de 2007
Na senda dos malfeitores
(comentário sociológico… talvez as televisões estejam mais numa de entrevistarem sociólogos, em vez de políticos rascas)
Hoje as notícias traziam uma notícia humorística. Eu adoro notícias humorísticas. Falava sobre um malfeitor, tipo ladrão, que rouba as pessoas, e que tinha assaltado umas casas ou lá o que era. Um gatuno, portanto. Azar do catano, uma das casas era de um juiz qualquer. Eu não gosto de juízes. Deviam morrer todos afogados numa fossa séptica. Fiquei logo em pulgas com a notícia, porque as notícias de assaltos de há largos meses para cá, terminam sempre da mesma maneira: a polícia esfalfa-se para caçar os malandros que andam a meter-se com as pessoas de bem, apanha-os, levam-nos a tribunal, e o senhor doutor sua excelência excelentíssima manda-os em liberdade coitados, para qualquer dia se pensar em julgá-los ou pagar-lhes umas cervejinhas ou outra coisa qualquer que esteja dentro da mesma onda e tenha igual importância. Assim que vi a notícia, pensei: será que o pobre coitado vai sair em liberdade com aquela medida manhosa que permite à escumalha dar cabo da vida a qualquer cidadão e continuar a viver calmamente, com uma palmadinha nas costas? Cheirava-me que não. E, claro que não! Preventiva com o desgraçado. É preciso ter azar. Os juízes deviam ter as suas residências identificadas com um pano cor-de-verde-limão içado numa vara de bambu, mesmo no cimo do telhado. Enfim. Ou não terem residência, pronto. Ou não existirem. Ou assim. Bom, o tema e o choque que não deveria ter tido, remeteram-me, durante uns momentos, para uns pensamentos “vintage”, próprios de uma juventude cheia de hormonas inflamadas e muito pouco juízo. Nesse tempo, havia soluções rápidas para tudo. Depois de roubarem uma televisão de casa dos meus pais, era óbvio que a nação necessitava de uma perseguição eficiente e fatal. Dediquei horas a elaborar planos e perspectivar cenários. Sempre gostei de elaborar planos e perspectivar cenários. Os meus primeiros planos de sempre foram elaborados aos onze anos, encavalitado no cimo de uma parede que fazia de divisória nas casas-de-banho de uma caserna militar. Nesse tempo (a isto chama-se um “nested flashback”), e derivado da revolta que nutria por todo o ser humano que me chateasse o juízo, a solução óbvia era evadir-me para o outro lado do Atlântico. Assim, no cimo da parede, de caneta e bloco de notas na mão, fiz os planos. Material necessário, embarque clandestino num barco de transporte de contentores ou porcarias com destino ao Brasil, desembarque às escondidas, viagem para a Amazónia, construir cabana, caçar, fogueira, água, tanga à Tarzan, paz e sossego. O amigo que estava empoleirado na parede do lado e me escutava cheio de paciência, dava conselhos, punha questões, ria-se e abanava a cabeça. O bloco já não deve existir, nunca fui ao Brasil, mas a mania de planear idiotices, fugas e tropelias, tinha acabado de começar, prometendo uma carreira de sucessos. Quanto às perseguições aos malfeitores, como forma de contribuir para a limpeza da nação, mereceu planos também muito elaborados. Dupla personalidade e identidade, treino intensivo nas planícies alentejanas, armas silenciosas, métodos pouco convencionais de abater pessoas, matrículas falsas, criação de situações-armadilha para caçar gatunos em flagrante, sessões de tortura nos casos mais negros, e por aí fora. Um projecto de Pelotão da Morte, se conseguisse arranjar simpatizantes. Bairros inteiros a desaparecerem em chamas. Zonas de chuto transformadas em charco de caça aos patos. Depois ah e tal já não sei o quê as gajas e nunca mais me lembrei disto. A culpa, portanto, foi das gajas. Se não fossem as gajas a distraírem-me, a nação portuguesa seria hoje um paraíso de gente de bem, com a gatunagem erradicada. Os jornais bater-se-iam para noticiar coisas bonitas e iniciativas altruístas. Enfim, os caminhos da humanidade sofrem destes revezes. Não querendo parecer machista, embora não deixando de ser macho, relembro, a este propósito, o célebre pensamento da nação chinesa: as mulheres são a causa de todos os problemas que há no mundo. Têm toda a razão. No dia a partir do qual a ciência permita a procriação humana sem a intervenção directa dos seres humanos, as mulheres verão o peso da culpa da Humanidade sair-lhes de cima dos ombros. A partir desse dia, as provetas, ou o que faça o papel, serão a causa de todos os problemas que há no mundo. pickwick
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publicado por pickwick às 22:09
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Quarta-feira, 26 de Setembro de 2007
O poder da queca
(comentário político… isento, imparcial, apartidário e sem cebola) 
Notícia:

O Tribunal de Relação de Coimbra atribuiu a custódia da pequena Esmeralda ao pai biológico, Baltazar Nunes, no âmbito do processo de regulação do poder paternal que o opunha ao casal que tinha a menor à sua guarda. A decisão será hoje enviada às partes envolvidas no processo.”

Eu até gostava de me pronunciar sobre casos mediáticos, como o da menina Esmeralda, que não conheço, e da menina Madalena, que também não conheço. Gostava, mas evito. No entanto, há algo nesta notícia que me espanta, mas não deveria espantar. Não tem que ver com a própria Esmeralda, coitada, que não conheço, nem com os adultos envolvidos na palhaçada em que a coisa toda virou, às custas de jornalistas ávidos de qualquer porcaria que possa ser publicado e, de preferência, que possa assanhar e estragar a vida de alguém. E, também, às custas do ser humano parolo e pobre de espírito que habita no corpo e mente de oitenta por cento dos portugueses. Tem que ver, isso sim, com o poder da queca. Ah pois é! É que, quando falamos de um “pai biológico”, estamos a falar, precisamente, do poder da queca. O amigo Baltazar, que, mesmo sem o conhecer, aparenta ser um bandalho equiparado a chimpanzé, deu um dia uma queca, limpou-se ao guardanapo e meteu-se ao fresco. Os pormenores não interessam. O facto é que deu uma queca e engravidou a moçoila que viria a parir a Esmeralda. Todos nós, rapazes bem dispostos, gostamos de dar uma queca. Dá saúde e proporciona bem estar. Eventualmente, essa queca pode transformar-nos em pais biológicos. Se, depois, vamos ser pais ou não, isso não interessa. Pais biológicos somos logo à partida, mal a moçoila esvazie a barriga. É impressionante! O poder da queca, no entanto, revela-se ainda mais impressionante quando surgem situações como esta, que envolve a menina Esmeralda, em que uma simples queca tem mais valor do que anos de amor, carinho e afecto. Não faz muito sentido. Imagine-se, o Baltazar, seboso, porcalhão, mal cheiroso e extremamente grosseiro, já a perder o tino depois de meia grade de Sagres, apanha a Aidida a jeito, rasga-lhe o saiote e zás!, penetra-a com a suavidade de um martelo pneumático a abrir caminho numa parede de cimento armado. Em dezoito segundos vêm-se dentro da Aidida, dá um arroto, chama nomes feios à rapariga, peida-se à valente, e atira o corpo nojento para cima de um colchão fedorento, adormecendo profundamente. A Aidida chora, coitada, por não lhe ter saído na rifa um rapaz decente e simpático. É a vida! Noutro mundo, à parte, mais adiante, um casal minimamente estável trata o fruto daquela queca da treta com todo o amor, carinho e afecto de que é capaz, como se uma sua filha se tratasse. Anos mais tarde, uma sua excelência da treta mete nos pratos da balança a queca, num, e o amor e o carinho, no outro. Com um estrondo fantástico, o prato da queca estatela-se na mesa, com evidente supremacia de peso. Amor, carinho, afecto? Pffff… que é isso?, gente! Se deu a queca, isso é que conta! Isso é que vale. É o pai biológico e não se fala mais nisso! O amor e o carinho são banalidades, insignificâncias, parolices cor-de-rosa. Coisa de homem é dar a queca, engravidar a miúda, gritar ahhhhhhhh e bater os punhos no peito como o Tarzan! Baltazar, nós sabemos o que tu queres! Disfarças mal, é o que é. Queres uma pita em casa para lhe fazeres festinhas ao colinho, para… enfim… já ia para aqui começar a disparatar, mas não vale a pena. No meio disto tudo, só tenho pena de duas pessoas: a Esmeralda, coitada, que vai sofrer no corpo a tua doença mental e a tua preversão; e a sua excelência da treta que adulterou a medição da balança, pervertendo os valores mais básicos que nos distinguem dos animais bravios, sinal evidente de uma grande pobreza de espírito e de uma muito má formação pessoal. Esmeralda, se me estás a ler, cuidado: se o teu paizinho biológico começar a querer fazer-te festinhas, afinfa-lhe com um golpe de alicate universal nos testículos! Perde logo a vontade de querer ser homem. pickwick
publicado por pickwick às 22:06
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Terça-feira, 25 de Setembro de 2007
Xi, tanta água!
Isto de estar no patronato, é do melhor para se saber de coisas que não faríamos ideia se estivéssemos pura e simplesmente do lado de fora. Hoje, a novidade foi a conta da água. Eu sei que na minha instituição convivem diariamente mais de três centenas de pessoas, mas, francamente, seiscentos e tal euros por mês?! Quando me disseram o número, mandei-me logo aos arames e exclamei: carago!, isso dá para dois computadores! (assim modestos, mas dá) Não sei quê, a culpa é da relva, argumentava o patrão Zé, que é tanta e gastam-se pipas de água para a sustentar, para depois ficar verdinha, e não sei que mais, e diz o chefe dos funcionários que ah e tal, sabe, fica bonita assim toda verdinha, e precisa de água para estar assim, e coiso e tal. Eu, por mim, embora não o tenha dito, arrancava a relva toda e metia calhaus do rio, daqueles seixos redondinhos como as maminhas das meninas, e acabava-se os gastos com a água. Não é que os seiscentos e tal euros sejam todos gastos em água para as plantinhas coitadinhas que também precisam de se alimentar. Na viagem para casa vim a matutar na coisa, com o número entalado na garganta. Ora, trezentas almas por dia, dá um mínimo de seiscentas mijadelas por dia e duzentas lavadelas de mãos (as outras almas não lavam as mãos para poderem condimentar de forma natural as sandes de fiambre), e, assim por alto, digamos que umas cinquenta almas aproveitam as instalações para defecar. Depois, diariamente haverá umas cem almas que tomam banho. Mesmo sem ver o recibo da água, há outras despesas para além da água em si. Há o aluguer do contador, por exemplo. Tal como quanto compramos um carro, também temos que, todos os anos, pagar o aluguer do motor. Tem lógica, obviamente. Chegado a casa, dei de caras com – que coincidência – o recibo da água da minha própria casa. Catorze euros e não sei quê. Sendo que, pasme-se, seis e tal eram de uma taxa qualquer de tratamento de resíduos sólidos. Se bem percebo, a Câmara Municipal da minha terra cobra-me seis euros e tal para me tratar dos… dos… bom, dos poios! Com base em quê mediram esta taxa? Hum? Será chapa cinco? Se sim, fazem mal, porque há lares onde predomina a diarreia e aí deveria haver um descontozinho, tendo em atenção a redução da componente sólida dos resíduos. Por outro lado, há lares onde abundam os comilões, do género de pessoas que comem por duas ou três e que, consequentemente, defecam proporcionalmente, devendo ser taxados por esse excesso. Num lar de meninas cuidadosas com a alimentação, que comem uma folha de alface para o almoço e dois centímetros de cenoura para o jantar, a taxa para o tratamento de resíduos sólidos devia ser anulada, uma vez mais tendo em conta questões de proporcionalidade. No meu caso particular, posso tentar fazer um simples exercício académico para avaliar se os seis euros que pago valem a coisa. Ora, vejamos. Imaginemos que não havia saneamento básico aqui no bairro e que todos os dias, logo após o íntimo acto de obrar, feito de forma simples e modesta para dentro de um balde preto daquele das obras que são mais baratos e têm uma pega e são fortes e aguentam o peso todo e se ficarem com mau cheiro não faz mal porque podem ir para o lixo porque foram baratos e além do mais o preto disfarça bem a cor das obras que costumam ser castanhas e ah e tal e isso agora não interessa porque já estou a ser muito badalhoco e ah e tal. Fazendo as contas a uma média, digamos que era plausível que, finda uma semana, houvesse um balde preto e mal cheiroso pronto para enfrentar a luz exterior do dia. Como em qualquer experiência científica na área da física mecânica, na qual se desprezariam aspectos insignificantes como o atrito, também aqui, de forma científica, se poderia desprezar o pivete depois de uma semana de armazenamento de poios e dejectos. Pormenores. Findo o mês, seriam quatro baldes cheios. A quem é que eu iria pagar para me levar os baldes daqui para fora? E quanto! Ah e tal, podia eu mesmo levá-los e enterrá-los no quintal, para adubar a terra, potenciando a cultura de tomates de dois quilos, mas, francamente, não me estou a ver a descer as escadas com um balde cheio de coiso e tal. Não me fica bem. Depois, no dia seguinte, no café da esquina, estaria alguém a contar que ah e tal esta semana o fulano tal andou com uma caganeira muito amarela com leves tonalidades de laranja e verdura. O fulano coiso e tal? Não, o outro que é do patronato, que há três semanas atrás tropeçou nas escadas durante a noite e entornou o balde todo por ali abaixo, o porcalhão. Não era bonito, não. Contas feitas, seis euros não custa nada a dar e poupa umas quantas vergonhas. Preço justo! pickwick
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Segunda-feira, 24 de Setembro de 2007
Via de acesso
Na sequência de um trabalho outrora lançado pelo meu estimado parceiro de blog, faço aqui uma pequena actualização dos termos usados nas pesquisas das pessoas que abrem este blog e que, evidentemente, saem tão depressa como entraram, nunca mais voltando. A saber, com apontamentos em parênteses:
 
  • vidios de gajas pretas (brancas, amarelas e marcianas, aqui temos de tudo)
  • como tirar o mau cheiro dos canos de WC (com pasta para os dentes, tal como quando temos mau cheiro oral)
  • Moviflor (também vendemos móveis da Floribella, se preferirem)
  • maminhas de miúdas (sim, definitivamente, dominamos o mercado nacional de maminhas, e estamos aberto a propostas de franchising)
  • nus em flagrante (em alternativa, temos nus em pelota, em compota de pêssego ou com natas)
  • tshirt molhada (já conhece o nosso concurso trimestral da miss tshirt molhada, com fotos exclusivas?)
  • herbalife vaucher jn (herbalife, bife de novilho, gambas grelhadas e outros produtos dietéticos e naturais)
  • nua na cam (aceitamos cartão de crédito, embora demos preferência pagamentos em numerário)
  • estendal de roupa (e as respectivas donas de casa extremamente sexy)
  • mulheres apanhadas em flagrante todas nuas (a Polícia Judiciária costuma pedir a nossa preciosa e estimada ajuda para desvendar esses casos inéditos de delinquência feminina)
  • anedotas de lavar a loiça (temos anedotas sobre anedotas, anedotas sobre lavagens, anedotas sobre loiça, mas não fazemos misturas, obrigado)
  • comida para cágados (às quintas-feiras é o nosso dia de leiloar magníficos lotes de comida para cágados, fabricados em exclusivo para o nosso blog segundo processos tradicionais e com certificação de qualidade)
  • calendário de mulheres feias (já está em produção o de 2008, que promete bater todos os records de vendas)
  • gajas apanhadas de fio dental (é um verdadeiro sucesso este programa em que escondemos câmaras de filmar nos armários espelhados das casas de banho, para apanhar as gajas quando vão tratar da sua higiene oral)
  • sexo entre secretária e patrão (somos especializados neste tipo de fetiche, com milhares de clientes em todo o mundo – temos secretárias da Moviflor, em cerejeira, pinho mel e faia)
  • strippers Coimbra (a nossa casa de fados - o Estendal - em Coimbra, é a mais afamada casa de strippers da região centro, desde Beja até Figueira de Castelo Rodrigo, com performers dos melhores cursos da Universidade de Coimbra)
E, ainda:
  • adolescentes nuas fotos
  • fósforo de duas cabeças
  • hospedeiro de bordo
  • restaurante teta da onça
  • homens tarados pra mamar leite de mulher
  • revistas com penteados 2007
  • mulheres super gordas
  • luciana zara
  • luciana abreu novas mamas
  • gajas+lingerie
  • luciana abreu silicone
  • lulu caty.com
  • ementas com frazes romanticas para casamentos
  • quarentonas nuas
  • luciana abreu soutien
  • vestuario dos xungas
  • penteados de cabelo
  • biquines para grávidas
  • loiras sacanas
  • trintonas carentes
  • historias de pénis
  • fotografias sexo mulheres prenhas
  • lojas de corpete dos tempos medievais
  • como se faz o rodízio á brasileira
  • tartes
  • comprar retalhos de ganga
  • contos eroticos sogra 2007
  • bateria moulinex
  • sms fixes para o telemóvel
  • bola de carne
  • pitas apanhadas msn
De forma resumida, este blog recebe a visita diária de cerca de dez leitores e duzentas almas em busca de coisas tórridas. De forma resumida, o universo lusófono não prima pela moralidade e decência. É bonito de saber. E “homens tarados p’ra mamar leite de mulher”? Vou mas é comprar umas cervejinhas, que já estou a ficar agoniado com estas visitas… pickwick
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Domingo, 23 de Setembro de 2007
35 milhões de euros
(comentário político… então?, quando é que me chamam para o jornal das 20h?)
 
“José Mourinho vai encaixar cerca de 35 milhões de euros como forma de indemnização pelo despedimento do cargo de treinador do Chelsea. A decisão do multimilionário e dono do clube, Romam Abramovich, interrompe um contrato que tinha validade até ao final da época de 2010, mas o técnico português vai receber tudo a que teria direito se continuasse no cargo até essa data.”
 
Obviamente que eu também quero! Também quero que a minha patroa-madre-superior, que é uma patareca, mal encarada, mal educada e muito bruta, me interrompa o contrato e me pague já, já, já, tudo a que eu teria direito se continuasse nas minhas funções até ao final da minha carreira. Aliás, querida patroa, deixa-me só fazer as contas, que já te digo. Ora bem, se fizer as contas por baixo, isto é, se considerar que não seria aumentado até ao final da minha carreira, coisa que tu tanto adorarias porque me estimas como a um filho bastardo ranhoso e se morresse pelo caminho melhor ainda porque terias que pagar a alguém em início de carreira para me substituir e que sairia muito mais barato e eu também gosto muito de ti e se morresses tu pelo caminho eu deitava uns foguetes e uns panchões e abria uma garrafa de champanhe porque acho que és uma pobre de espírito com defeitos graves de fabrico e muitos traumas de infância e psicologicamente doente e não fazes falta nenhuma ao mundo porque não sabes o que andas a fazer mas tens a mania que vives num pedestal e não sei quê e já não sei onde é que ia porque agora perdi-me com o entusiasmo de te chamar nomes feios e até fiquei com as unhas de fora… hum… contas… contas… ora bem, desculpa lá este desvio, já cá estou novamente. Contas feitas, terias a pagar-me a magra quantia de 437500 euros. Já! Eu sei que nem sequer chega a meio milhão de euros, é uma vergonha. Mas, ao menos, sou uma pessoa de bem. Um gajo que nos próximos três anos ganharia trinta e cinco milhões de euros, não é uma pessoa de bem. Aliás, nem sequer é uma pessoa normal. Nem ele, nem a aberração do Abramovich. É tudo gente perigosa, doente, distorcida. Deviam ser engolidos por um sapo gordo e cuspidos na sarjeta. Não, não é inveja. O dinheiro na posse de grunhos, ainda que em quantidades difíceis de imaginar, não causa inveja. Repúdio, é o sentimento. É como os novos-ricos da nossa praça, pirosos até mais não, idiotas em abundância, grunhos e pobres de espírito. Deles só têm inveja os que se batem pelos mesmos valores, os também pobres de espírito. Bem, os velhos-ricos também acabam por não ser muito melhor, que isto do dinheiro em abundância normalmente está associado a limitações do espírito. Há excepções, claro. No caso concreto do Zé das Mouras, e apesar de eu não apreciar o “futebol” profissional - que nem se devia chamar futebol porque não é propriamente um desporto -, o homem padece do mal que assola a minha patroa-madre-superior. É bruto, é mal encarado e é mal educado. Ou seja, se lhe tirassem as roupinhas pirosas de marca e todos os sinais exteriores de riqueza e lhe esvaziassem as contas bancárias, teríamos algo parecido com um brutamontes das obras: porco, grosseiro, brejeiro, idiota e pobre de espírito. Por falar em pastéis de bacalhau, este homem não deveria pagar ao Estado Português uma gorda percentagem desses trinta e cinco milhões? Tipo, uns doze milhões? Ah e tal, imposto sobre rendimentos e não sei quê. Não devia? Vai pagar? Às tantas, não vai. Enfim, estou para aqui a falar mal de um fulano ordinário, quando devia estar a falar de gajas. É melhor falar de gajas ordinárias, do que gajos ordinários, é certo, mas esta coisa dos trinca e cinco milhões deixou-me mal disposto. Se eu recebesse, de repente, essa quantia, por via de um despedimento, em vez de uma patética quantia que nem chega a meio milhão, isso, sim, é que era vida. Começava por espancar a minha patroa-madre-superior com uma mangueira de borracha cheia de areia por dentro. Dada a ligeireza do abandalhado Código do Processo Penal, e as facilidades dadas aos facínoras, poderia continuar por aí, em perfeita liberdade, a espancar as pessoas que se me atravessassem no estômago, a comer bifes de novilho com batatas fritas em restaurantes, e até me poderia dar ao luxo de ser ordinário, bruto, mal encarado e mal educado, porque, na pior das hipóteses, acabaria ofuscado pelas luzes da ribalta, com a fronha escarrapachada nas manchetes de revistas e jornais, a servir de tema para sonhos eróticos de dois terços da população feminina, e, pela certa, teria que contratar uma secretária para gerir o parque de fãs tresloucadas e insaciáveis. pickwick
publicado por pickwick às 19:07
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Sábado, 22 de Setembro de 2007
Azevedo ganha um quinto de Macedo
(comentário político… pode ser que me recrutem para a televisão e me paguem banheiras de dinheiro)
 
“O Estado vai poupar cerca de 260 mil euros com o novo director-geral dos Impostos. Segundo apurou o Correio da Manhã, José Azevedo Pereira ganha menos de um quinto do que auferia antes Paulo de Macedo. Se optar pela retribuição do seu lugar de origem (prerrogativa existente no Estatuto do Pessoal Dirigente), o professor do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) não deverá ganhar mais de 4200 euros por mês, contra os 23 mil ganhos por Paulo Moita de Macedo (o salário que recebia como administrador da seguradora Médis, do Grupo Millennium/BCP).”
 
Poupar? Poupar?! Poupar o quê? Aqui, não se poupa nada! Só se redistribui irmãmente. Não se poupa no dinheiro, nem certas pessoas se poupam na vergonha – nem os que pagam, nem os que recebem. Aquele @#*/& do Paulo Macedo não tem ponta de vergonha para ocupar um cargo público a ganhar uma coisa daquelas… vinte e três mil euros! Não é normal! Para fazer o quê? Cobrar impostos? Não sairia mais barato contratar um motard com gadelha até ao cóccix, piercing à boi-mexicano, colete enfeitado e sovacos a cheirar a catinga? Aliás, daria para contratar exactamente vinte e três motards, com vencimentos de mil euros! Pensando melhor, contratavam-se vinte e dois motards e sobravam mil euros mensais para pagar a strippers e fornecedores de cerveja, garantindo a alegria permanente e a motivação. Eficiência profissional garantida. E não é preciso fazer comparações com nenhuma alta figura do Estado. Vinte e três mil euros por mês, merece bem um galho de figueira retorcido pelo rabo acima. Sem óleo de coco. Antes disso, o @#*/& já ganhava o mesmo numa empresa pertencente a um grupo bancário que faz parte – como todos os outros grupos bancários – da escumalha que nos últimos anos me tem andado a subir a prestação da casa. Porque não sei o quê e porque não sei que mais. Há dinheiro a mais. Só pode haver. Eu, sinceramente, não queria ganhar tanto, que até teria vergonha, mas não havia necessidade de ele ganhar vinte vezes mais que eu! Até cinco vezes mais, ainda vai, mas vinte já ultrapassa os limites da boa educação. E tanto dinheiro, para quê? Para fazer o trabalho de vinte e dois motards? Francamente! Ainda assim, nem fez metade do trabalho que devia ter feito. Meio país continua a rir-se com as escapadinhas do fisco. E não é a minha metade! Quatro mil e duzentos euros já me parece um vencimento em condições para um director geral auferir, sem ser mal-educado. Sim, porque o @#*/& é, definitivamente, um gajo mal-educado: ao fim de um ano, ganhava mais de um terço de milhão de euros. Em três anos, teria ganho um milhão de euros, já desprezando o facto consumado do aumento semestral de vinte por cento. Uma pessoa educada, uma pessoa de bem, que trabalhe para o Estado, recusa receber tanto dinheiro, especialmente quando o Estado é o Português, que é tão pobrezinho, coitadinho, e anda quase nu. E que raio é aquele Estatuto do Pessoal Dirigente, que permite que duas pessoas que desempenhem o mesmo cargo público, ganhem vencimentos com uma diferença tão escandalosa? Eu, se fosse o Zé Pereira, exigia um mínimo de vinte mil euros! Mas isto faz algum sentido? Então, imagine-se a função dirigente de escavadoras na Câmara Municipal da Frigideira-de-Cima. Dirige uma escavadora, portanto, manda nela, ela obedece, enche-lhe o bandulho com gasóleo, dá-lhe trabalho, dá-lhe descanso, toca a buzina, manda piropos brejeiros às meninas que passam, ah e tal. Esta função, imagine-se, por motivos que não lembram ao diabo, vai ser exercida por uma actriz de sucesso da cinematografia erótica, uma dirigente do corpo meio despido, que passará a receber o mesmo que recebia quando actuava para as películas, acrescido dos biscates na recta da Alfarrobeira-das-Naves e debaixo do chaparro à saída de Beja. Vá, assim por alto, catorze mil e quatrocentos euros por mês, para fazer contas redondas. Daí a algum tempo, e depois de meia dúzia de buracos mal esburacados, a actriz vai embora e é contratado um condutor de escavadoras, com fato-macaco, barba por fazer e barriga-de-cerveja. Como ganhava um rendimento mínimo de setecentos e vinte euros por causa dos oito filhos que não tinha, naqueles esquemas enviesados inventados por mentes distorcidas e aluadas, assim continua a ganhar, ao volante de uma escavadora, onde dias antes se sentava uma galdéria a receber um ordenado vinte vezes superior ao seu. Os munícipes, revoltados com a injustiça latente e sentindo-se enganados e roubados durante tanto tempo, perseguiriam a actriz pelas ruelas e vielas e jardins da sede de concelho, apanharam-na ao virar da esquina da gaiola dos periquitos e espancaram-na até à invalidez. Era o que o @#*/& do Paulo Macedo também mereceria, por ser mal-educado e aceitar receber do Estado um vencimento desumano. Ao pau com ele! pickwick
publicado por pickwick às 15:13
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Sexta-feira, 21 de Setembro de 2007
Gaita p’ra gravidez!
Hoje, partilhei uma sala, durante uma manhã inteira, com a Xi. A Xi, para os mais esquecidos, onde me incluo, é uma das novas coleguinhas lá do trabalho. Para além de ser coleguinha, de ser novinha, de ser jeitosinha, de ser elegantezinha e de ter umas maminhas bondosas, é, também, e infelizmente, uma gravidazinha. Do género de ter uma gravidez. Barriga a inchar, corpo equilibrado para trás para equilibrar, etc. Por enquanto, pouco se nota, e quase que passa por uma barriguinha sexy. Eu, que sei da verdade, já fico com o estômago embrulhado. É que, a bem dizer, a mocinha tem um corpinho de fazer inveja a qualquer uma, e escorrer baba a qualquer um. O Fifi que o diga, que quando ela passa segue-a com os olhos e só não lhe salta para cima e lhe ferra as unhas porque, pronto, ah e tal, civilização e não sei quê. Bom, o certo é que a moça é muito elegante, muito bem feita e muito sensual. Quer-se dizer, sensuais são todas, desde que não sejam aberrações. Mas, esta está acima da média, tenho que confessar. Até de cara não fica mal, embora aqueles óculos… enfim! Por uma questão de rigor científico, e porque me está a dar – claramente – para o disparate, decidi fazer uma resenha de pontos a favor e pontos contra, relativamente a esta mocinha.
Pontos a favor:
1. Corpo rigorosamente perfeito. Não tem gordura, não tem celulite, não tem pneus. Elegante. Muito elegante.
2. Seios perfeitos, de tamanho garboso e suspensos no ar por uma misteriosa força (barbas de baleia?).
3. Tem um colega de trabalho que não regula bem da caixinha junto ao tecto e que faz logo uma festarola com uma qualquer malga de vinho estragado e cinco tremoços.
Pontos contra:
1. Não usa lingerie em condições. É verdade! É verdade! Hoje e ontem reparei nesse pormenor técnico. Usa soutiens sofisticados, com cores pouco comuns, tipo cor-de-vinho-tinto-azedo, com alças rendadas, que não combinam nada com uma cuequinha rafeira comprada nos ciganos e já com evidente excesso de uso. Rafeira, usadíssima e de cor branca-badalhoca-e-usada. Fiquei com a ligeira impressão de que, se alguém lhe pega pelo elástico da cuequinha, fica logo com um naco de pano rafeiro na mão. Não combina, pronto. Além do mais, não fica bem uma gaja toda boa usar roupa interior de tão fraca qualidade. Não fica, pronto. É como montar uma bicicleta sem pedais. É como comer caviar com champanhe azedo.
2. Usa calças de ganga que fazem papinhos na região vaginal. Isto deve ter um termo técnico mais simples e objectivo, mas, de momento, não me ocorre. Basicamente, e apesar de as calças não lhe ficarem muito apertadas, o tecido na zona vaginal (há algum termo mais civilizado ou educado para isto?) é extremamente justo, o que faz com que acompanhe – milímetro a milímetro – os contornos da pele. Daí que, tal como quase todos sabem e uns poucos imaginam, surjam dois papos invertidos, isto é, virados para baixo. Não sei se me estou a fazer explicar bem… É assim como uma valeta para a água das chuvas, mas virada ao contrário. Não é que seja para ter água. É só para exemplificar. E depois os papos são como as bordas da valeta. E a valeta está voltada ao contrário. Pronto. Como em qualquer gaja, boa ou horrenda, fica mal esta apresentação. É como andar vestida com saia e casaco, tipo executiva séria e competente, mas com uma mama de fora. Não fica bem.
3. Óculos. Não tenho nada contra óculos. Aliás, até tenho uma pequena atracção por mulheres com óculos. Ficam sexy, dão um ar intelectual e previnem pensamentos exclusivamente carnais. Acontece que os óculos da Xi não são uns óculos normais. Aliás, nem parecem óculos. A bem dizer, o que ela usa à frente dos olhos parece ter sido arrancado à força do capacete de um elemento do Corpo de Intervenção da PSP, depois de ter sido agredido e atropelado por um bando de loiras em fúria a correrem atrás de um jogador de futebol todo nu. Por outro lado, também tem algumas parecenças com viseira do RoboCop. Em resumo, não fica bem a uma gaja toda boa andar com a viseira do RoboCop.
4. Riso mal feito. Pois é. Se mantivesse um ar sério e deixasse escapar apenas um sorriso discreto de vez em quando, não ficaria a perder. Acontece com muitas mocinhas e mulheres feitas, a gente olha, ah e tal, que brasa, ui, que naco, olé, que bichaça, mas, depois, riem-se de uma coisa qualquer, e esfuma-se tudo. Parecem turbarões engelhados, enjoados, cheios de cócegas, depois de comidos e regurgitados pela Moby Dick. Foleiro. Muito foleiro. Tenho que deixar de contar piadas ao pé dela, para ver se não estraga o ambiente com aquela bocarra transfigurada. Bom dia e boa tarde parece-me bem e suficiente.
5. Certo e sim. Esta mocinha usa e abusa do “certo?” e do “sim?”, no final da explicação de qualquer facto ou teoria. Torna-se demasiado repetitivo. Parece uma máquina. Um cyborg com óculos à RoboCop, corpo made in Photoshop, lingerie escolhida pela mulher do talho, e riso de tubarão enjoado. Por falar em tubarão, a Xi também tem nariz de tubarão. pickwick
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Quinta-feira, 20 de Setembro de 2007
Às armas! Às armas!
É agora! É o momento! Chegou a hora! Às armas!
Notícia:
“Três violadores condenados a 10, 12 e 14 anos de prisão no Tribunal de Sintra estarão já desde esta madrugada em liberdade como consequência da entrada em vigor do novo Código de Processo Penal, que restringe os prazos de prisão preventiva”.
Eles, agora, andem aí. Ladrões, pedófilos, violadores, assassinos, blá, blá, blá, o lixo da humanidade de calça de ganga ou de fazenda vincada. O que eu não consigo entender, é porque é que os acéfalos dos jornalistas (falta pouco para deixar de os haver, substituídos que estão a ser por uma panóplia de amadores com artrose no cérebro) noticiam o “caos nos tribunais”. Nos tribunais?, seus broncos? Quais tribunais? O caos vai ser é nas ruas, nas vossas e na minha casa! É um meu carrinho lindo e azul que está em perigo! São as janelas que tenho que trancar! É o olhar por cima do ombro! Em poucas semanas, Portugal estará transformado no cenário dantesco no início daquele maravilhoso e bem conseguido e bem interpretado e muito intelectual filme com o Silvestre, ah não sei quê, do demolidor, em que depois aparecia o Snipes e batia no Stalone e não sei quê e o Stalone batia no Snipes. As ruas em fogo, carros a arder, segurança zero, vidros partidos, violações, assaltos, assassinatos, enfim, do melhor. Nos tribunais e noutros locais da mesma temática onde diariamente se vive num planeta qualquer distante, o planeta Zorg, os responsáveis pelo caos nas ruas fazem de conta que os seus locais de trabalho também são um caos, mas não são, porque o povo sabe, porque o povo é inteligente: nessa doentia máquina de fazer e fazer cumprir leis, os dejectos da humanidade continuam no planeta Zorg, embrenhados em pormenores ridículos e inúteis, a nadarem em urina-legislativa. Os sacanas! Nas ruas, o matador, o esfolador, o violador, o gatuno, ora rouba e é apanhado, ora sai novamente para as ruas, a intervalos de vinte minutos. Portanto, dadas as circunstâncias, e após uma análise cuidada da situação, creio que o povo português está em condições de inverter a queda vertiginosa da nação. Terá que ser agora, hoje. Mais tarde, será tarde demais. O apelo à nação, à minha nação, ao meu povo: às armas!, às armas! Peguemos em armas e varramos o lixo humano que em breve verá a liberdade perpétua como a forma eterna de vida. Homens, mulheres, crianças e idosos, todos temos a obrigação de pegar em armas, erguermo-nos e honrar o passado heróico dos que conquistaram a nossa terra, a nossa língua e a nossa autonomia. Às armas, já disse! Não vale vassouras com cabo em plástico! Como abutres, seguimos os passos da polícia e, caçados os gatunos, assaltamos a polícia, roubamos os gatunos, partimos-lhes as articulações de braços e pernas, e enterramo-los vivos numa vala comum. Como falcões, entramos de rompante pelos tribunais dentro, e, na ligeireza de uma audiência, batemos na vergonhosa raça dos juízes, raptamos os suspeitos, para, horas depois, com as articulações de braços e pernas esmagadas, os atirarmos para o fundo de um rio, com um bloco de cimento agarrado ao pescoço. Nas prisões e cadeias, ou nas cadeias e nas prisões, e também nos estabelecimentos prisionais, entramos de surpresa (bem, depois de lerem este blog já não é surpresa, mas não faz mal, fica a intenção), manietamos os guardas, coitados, que não tem culpa de nada, tiramo-los para fora dos edifícios e, com combustível potente (aguardente é que não, é mal empregue), pegamos fogo a tudo, deixando aquela corja, aquele lixo, aqueles dejectos, arderem até os ossos ficarem em cinzas. Qualquer fuga encetada por um ladrão de malinhas de senhora por esticão, é prontamente interceptada pelo povo em fúria, que, de forma simples e rápida, desmembram, por esticão, o corpo do malandro. Para os menos cultos, quatro motorizadas presas com cabos a cada um dos membros de um ser humano, dão um excelente resultado, desde que partam em direcções diferentes. Nas bombas de gasolina, estações de serviço ou postos de abastecimento, um sofisticado sistema electrónico encarrega-se de, em caso de assalto, promover o abate imediato dos ladrões, a tiro, sendo o corpo imediatamente recolhido e lançado a uma fornalha, para cremação. Nos bancos, apesar de merecerem um assalto semanal para partilhar os fabulosos lucros, qualquer gatuno sabe que, mesmo com reféns, mesmo com ameaças, mesmo com armas e explosivos, o seu destino é a electrocussão com uma descarga de 10000 Volt nos testículos. Violadores pendurados pelos testículos (outra vez estes) na gaiola dos abutres no Jardim Zoológico de Lisboa. Arrombadores de automóveis empacotados em carcaças metálicas nas prensas de ferro velho num qualquer sucateiro (vi num filme e gostei, pronto). Podia ficar aqui, um dia inteiro, a debitar receitas eficientes para o lixo humano que uns abelhudos licenciados em direito arranjaram maneira de deixar permanentemente nas ruas. Às armas! Uma laranja roubada vale decepar uma mão. E, no fim, quando tudo acalmar, quando o pretendente a ladrão achar mais saudável cavar terra e plantar batata, o povo dará a estocada final, juntando na Praça de Touros do Campo Pequeno (chegará), todos os palhaços, labregos e aberrações que meteram no papel as regras que lançaram o caos nas nossas ruas e nas nossas casas. Aí, todos juntos, todos nus, estes mete-nojo verão entrar na arena um pelotão de cyborgs, modelo Black Gay - Dick XXL Prolonged, com o sistema de lubrificação desactivado, o temporizador de necessidade de prazer programado para dezoito dias, e o “modus operandi” regulado para o Status N – Muito Bruto. Então, em paz, o povo baterá palmas e acabará o dia a beber cervejolas fresquinhas e a dançar à volta de uma fogueira. pickwick
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Quarta-feira, 19 de Setembro de 2007
Conversas de cágados ao crepúsculo
Sobre a bisexualidade
Xu (nome de código) – “Repara... ser bi é que é! Se só comesses massa, até te esquecias do sabor do arroz. Não há nada como conjugar. Portanto, se experimentares vários sabores, podes saber qual é que gostas mais, ou menos... E, ainda mais, quando tiveres farto de um sabor, trocas por outro. Não ser bi, é como uma gaja tomar a pílula e depois vomitar... não faz efeito, nem é proveitoso como deveria ser”.
Querida Xu,
Ser bi, sendo do sexo feminino, é bom. É agradável, como diria o Miguel. Entre a massa e o arroz, a pílula e o vómito, há o poder de escolher, de alternar, de saciar a fome do dia. É bonito. É a liberdade no seu esplendor. Parece-me bem, desde que sobre para o nosso lado. Contudo, não sei até que ponto a facilidade com que se troca de sabor é benéfica para o equilíbrio individual. Enfim, um assunto a merecer um estudo científico aprofundado. Para um dia destes. Falta-me, como é óbvio, discutir o assunto com uma praticante da modalidade disposta a partilhar as suas convicções e motivações.
 
Sobre a memória
Xua (nome de código, da mesma menina, mas para ninguém topar que é a mesma) – “A memoria é como o queijo, os buracos são necessários. Se a memória fosse toda entrelaçada, sem espacinho... não tinha piada ver um gajo bom (falando por mim) e pensar: Oh, este já eu vi, e tinha aqueles calções, etc., etc. Prefiro morrer na ignorância, do que ver e não querer voltar a ver”.
Querida Xua,
Não tenho objecções a repetir a visualização de algo que nasceu ao mundo para ser observado. A postura não será “oh, esta eu já vi”, mas, sim, “ui, lá está esta boazuda outra vez”. Por outro lado, há situações em que, realmente, é preferível a ignorância à confrontação com algo que nos choca. Basta ver o caso daquela Teresa que apresenta e orienta programas televisivos de pirosice omnipresente, com dentes em forma de ancinho para catar folhas e cabelo pintado de burra. Prefiro não saber que ela existe, do que vê-la novamente.
 
Sobre as minhas colegas
Xue (nome de código, fazendo de conta que é uma outra) – “Então, mas, e as colegas? Fenotipicamente reprovadas? Fenotipicamente, de fenótipo = aparência. Ah pois, há um ditado que diz assim: os homens são como os parques de estacionamento, os bons estão ocupados e os que há livres são para deficientes. O mesmo se aplica às mulheres. Deixa lá, sempre podem ser boas colegas, porque colegas boas já são”.
Querida Xue,
Obrigado por este raro momento de incremento cultural. Quando li a palavra fenotipicamente pela primeira vez, veio-me logo à cabeça uma colega com substanciais problemas hormonais, com sangue de cobra e pêlos de morcego. Afinal, não. E, sim, estão aprovadas, na falta de melhor. Quanto ao ditado, é um ditado muito bonito. Ou seja, as mulheres boas estão ocupadas e as livres são para os deficientes. Será mesmo assim? E as que estão ocupadas mas andam em liberdade? Hum?
 
Sobre as maminhas
Xui (como se depreende, é um nome de código diferente) – “Ups, as minhas devem ser diferentes, não crescem nem deixam de crescer por serem ou não apalpadas”.
Querida Xui,
Não sei que te diga. Pode ser que a teoria se aplique apenas às menores de dezoito anos. Não sei. Merecia um estudo científico, não merecia? Por outro lado, pode ter que ver com a forma e a energia com que são apalpadas. Ou a técnica. Será preciso untar com óleo de coco? Influencia se está lua cheia ou quarto minguante? É um mistério.
 
Sobre a esperança
Xuo (será nome de código, ou verdadeiro?) – “A esperança é sempre a última a morrer e a primeira a matar”.
Querida Xuo,
Permite-me que corrija. A esperança é a penúltima a morrer. A barata é que é a última. E é a segunda a matar. A primeira a matar é, na realidade, a loiraça que tira o biquini na praia, provocando um colapso cardíaco no senhor de setenta e três anos que estava à espreita atrás da duna.
pickwick
publicado por pickwick às 00:10
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