Março 2014
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
procurar na gaveta
 
roupa no estendal

A flash of lightning…

Second chance date

Um cheirinho à noite

Uma questão de espírito.....

Novas teorias dos incêndi...

No espírito da gazela

Combinação imperfeita

A mulher da minha vida

Os pernis desequilibrista...

A fuga

O estado da barriguinha

Banho de leggings

Deslumbramentos

A mulher de laranja

Mistérios do Corpo Femini...

roupa famosa

Teoria do Caos

O spiderman fez-me chorar...

Contadores de Anedotas

Quiche Lorraine

É na boa

Dez coisas que hoje me irritaram...

A Síndrome de Arlete

Generation Buraca

Feel like doin' it?

roupa na gaveta

Março 2014

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Dezembro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Dezembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Agosto 2010

Julho 2010

Maio 2010

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Abril 2009

Março 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Fevereiro 2006

Novembro 2005

Agosto 2005

Abril 2005

Janeiro 2005

Dezembro 2004

Outubro 2004

Setembro 2004

Agosto 2004

Julho 2004

Junho 2004

Maio 2004


escreve-nos! já!

arautosdoestendal@gmail

3 dabliús
tags no estendal

todas as tags

Powered by Technorati

Quarta-feira, 22 de Novembro de 2006
O decote da Diana

Ao contrário do que o título possa parecer, este post não é uma apreciação sobre os conteúdos do soutien da Diana. Pareceria mal, da minha parte, exercitar a escrita sobre assunto tão pouco nobre. Até porque, note-se, a Diana tem apenas 15 anos. Mas, adiante. Hoje foi dia de “corta-mato”, essa bela disciplina do atletismo. Antes de falar da Diana, gostaria de falar da X, que não sei o nome, atleta do escalão superior da prova. A X, para além de ter ar de… de… enfim, lábios finos e vincados pela inveja permanente e pelo mau íntimo explosivo, foi trajada com o que de melhor deve ter encontrado na melhor loja da metrópole mais próxima. Incluindo um boné piroso, de marca, das traseiras do qual saltava um rabo-de-cavalo. Confesso que me deu vontade de lhe pregar uma rasteira e acabar-lhe com aquela passada muito snob, muito lenta e muito altiva, obrigando-a a aterrar com as ventas no lamaçal ali mesmo ao lado. Imagine-se, uma sirigaita armada aos cágados, a correr no meio do mato, por cima de ervas molhadas pelo aguaceiro e sapatilhas enterradas na lama, com o mesmo porte com que as gajas podres de boas dos filmes se passeiam pelas marginais de cidades à beira-mar. Tal e qual. Ela nem era boa, nem estava num filme, e os sete quilómetros que a distanciavam do sopé da Serra da Estrela não davam hipótese para aparecer nada que se parecesse com uma praia. Enfim. Só ao estalo, digo eu. Ainda antes da Diana, gostaria de apenas comentar que a Bruna apareceu para assistir à prova com o seu tradicional casaco de ganga e as suas tradicionais calças de ganga. Até aí, nada de novo. As calças de ganga, porém, eram especiais de corrida: as costuras dos bolsos e das presilhas eram feitas com linha cor-de-rosa-fluorescente! E pensei eu, cá para comigo: para que raio é que uma miúda vai comprar umas calças de ganga assim? Ao fim de alguns minutos, descobri o motivo! É que as cuequinhas são exactamente da mesma cor! Fantástico, não é? Só a mim é que não lembra ir para a rua com umas cuecas da mesma cor que a linha das costuras das calças! Bom, mas este post era mesmo sobre a Diana, esse fenómeno da natureza, digno de ser parido no Entroncamento numa noite de trovoada e queda de granizo, ao som dos apitos dos comboios. A Diana fez parte da equipa maravilha de meninas que abriu a cerimónia de entrega de medalhas e que fez a sua entrega aos vencedores. Todas trajadas de preto, as dez meninas fizeram o seu melhor por merecer as palmas e os assobios da assistência, embora coordenação seja algo além das suas capacidades. Não havendo dinheiro para comprar fato preto igual para todos, cada uma arranjou-se como pôde. A Inês, por exemplo, trajou com os ombros à mostra. As restantes, trajaram discretamente. E a Diana, bem, a Diana apareceu com um decote. Eu ainda não tinha dado por nada, o que até nem parece meu, mas a Maria, ao meu lado, chamou-me a atenção quando levou as mãos à cabeça a murmurar “aquela parva não pára de mexer no decote”. Ora, eu não podia ficar indiferente, não é? Então, e o que se passava? A Diana tinha, de facto, um decote, mas não era nada assim de escandaloso. O problema é que passava o tempo todo a ajeitar o material: seios mais para cima, decote mais para baixo, salta, salta, mexe, mexe, olha para dentro, abre mais, mexe, ajeita… Durante a cerimónia, deve ter fugido para os balneários mais de dez vezes, na ânsia de melhorar a disponibilidade visual dos seus atributos. Realmente, dava um bocadinho nas vistas assim a mexericar descaradamente no peito e no decote, como se estivesse permanentemente descomposta. A Maria ria que nem uma perdida, cá de cima. Não tirava os olhos da Diana. Parecia eu, no meio de uma praia, em pleno Verão. Maria, tu gostas de gajas, é? Não perguntei, mas fiquei a pensar para comigo, bem caladinho. Eu bem que faço um esforço, a sério, eu tento, procuro ser compreensivo, tolerante, ver o lado positivo, mas continuo a não compreender! Só vejo um culpado no meio de toda esta perversão feminina: o caramelo que inventou a roupa interior feminina! pickwick

publicado por pickwick às 17:35
link | tocar à trombeta | toques de trombeta (2) | favorito
|
Sexta-feira, 17 de Novembro de 2006
Mas quem era aquela monga?!
Bem, acabei de receber um daqueles telefonemas transcendentais que deixam um gajo entre a vontade de rir e a de partir as fuças a uma certa e determinada gaja. É início de serão calmo aqui nesta residência. Toca o telefone fixo. À partida, é suspeito, porque hoje ninguém liga para telefones fixos. Atendo. Voz de gaja com pronúncia mete nojo. Boa noite, ah e tal, sou da empresa “não-sei-quantos”, é natural que não conheça porque acabámos de chegar a Viseu e estamos a divulgá-la. Eu já suspirava… empresas… Continuando, ah e tal, comercializamos um aparelho que não-sei-o-quê-para-doenças-respiratórias, o senhor tem alguém com problemas respiratórios? Não, não tenho. Ainda bem, graças a Deus, não é? Sim… É casado? (Mau, mau Maria) Não! Vive sozinho? Sim… Bem, finda a descrição breve do âmbito profissional, vem a bomba. O senhor gostaria de me ajudar? Estaria disponível para receber um colega, menino ou menina (confesso nesta parte da menina tive um flash repentino de uma mocinha de 19 anos com uma saia muito curta a vir a minha casa promover as maravilhosas capacidades de um aspirador com pega baixa), para lhe fazer uma demonstração do aparelho? É o que tenho pedido às pessoas da sua região, para me ajudarem. Não custa nada. Não estou interessado! Não está interessado em ajudar-me?! Não, não estou! Mas, é só para receber um colega meu aí em casa para fazer uma demonstração! É que o nosso patrão paga-nos por cada demonstração que façamos, e se o senhor não me ajudar, ele não nos paga! Não me vai ajudar?! Não, não vou! Mas não lhe custa nada ajudar-me! Pois não, mas não estou interessado! Olhe, espero que quando o senhor precisar de ajuda, não lhe voltem as costas como o senhor me está a fazer a mim. Boa noite! Bang! Ora bem, mas que m**** vem a ser esta?! Ah e tal, ajude-me senão o meu patrão não me paga?! Mas que raio de parvoeira anda a passar pela cabeça desta gente?! Que raio de gajas, galdérias, mongas, rameiras do caraças, andam ao serviço de empresas foleiras que vendem aparelhos suspeitos e misteriosos? Devem ter levado uma lavagem ao cérebro e emprenhado uma cassete pirata pelos ouvidos sebentos, para terem aquele discurso todo de lambe-gervásios, mas que se desmorona completamente quando aparece um gajo mal-disposto como eu a dizer que não, com voz de quem está a achar muita graça ao pedido de ajuda. Só lhe faltou soltar umas carvalhadas violentas e mandar-me para o outro lado do rio. Este é o tipo de miúdas que nasceram num daqueles lares sem referências, cujos progenitores deviam ter sido proibidos - logo na adolescência - de procriarem, para não deitarem cá para fora estes must-be-abortos que depois ligam para casa das pessoas a pedirem ajuda para os patrões lhes pagarem! Este é o tipo de miúdas que, se ainda não pariram, estão para o fazer brevemente, já que a barreira com o animalesco é muito ténue naquelas cabecinhas, vindo a deitar cá para fora, por sua vez, aberrações ainda maiores, enchendo este país com estupores de saias curtas, cérebros de galinha e muitas teias de aranha nos pontos mais altos e ocos do corpo. pickwick
publicado por pickwick às 00:02
link | tocar à trombeta | toques de trombeta (1) | favorito
|
Quinta-feira, 16 de Novembro de 2006
E uma rolha, não?

O Manelinho (nome de código) nasceu há poucos dias, fruto de uma gravidez de risco, dado os 213 quilos da mãe Manuela (nome de código). Sim, 213 quilos, quase um quarto de tonelada! Manuela tem 33 anos e vive com o Manuel, que tem 28 anos. O Manuel, como se deduz, é um tipo sem um mínimo de bom gosto, com o devido respeito. Manuela já tinha parido previamente dois gaiatos, agora com 11 e 12 anos. Manuela pesa habitualmente 199 quilos. E deve passar a vida colada nas vitrinas das lojas, porque já domina a técnica de ilusão óptica dos 9, levando os leitores a crer que habitualmente tem cento e tal quilos, um peso aceitável, sendo “tal” uma coisa pouca, quando, de facto, é habitualmente uma grandessíssima baleia com 200 quilos. Desculpa lá, ó Manuela, mas acima dos 130 quilos qualquer ser humano é promovido imediatamente a baleia! Manuela engravidou pela primeira vez aos 16 anos. Era uma pita, andou a reinar às mulheres e tunga! Consta que, na altura, teria os seus 80 quilos. Muito bem! Há poucos anos atrás meteu uma daquelas coisas gástricas que dão os seus resultados, mas, com ela, não serviu de nada. É compreensível. Uma gaja com 200 quilos que consegue convencer um homem a engravidá-la, também consegue convencer-se a si própria de que cabe sempre mais um naco de chicha pelas goelas abaixo, dilatando à força o pouco estômago que ficou disponível. O Manelinho não foi planeado. Tanto a Manuela como o Manuel estão desempregados e vivem à rasca. A Manuela, aliás, já pariu 4 vezes à custa do mau gosto de outros homens que não o Manuel. Ou seja, o Manuel não é um caso isolado. Há mais como ele! Como é possível? Bem, com putos paridos, sem emprego, sem dinheiro, ela não toma a pílula, ele é alérgico ao látex dos preservativos; são o exemplo típico de que isto precisa tudo de ser corrido à chapada e metido na linha! Aliás, família mais portuguesa, não deve haver, exceptuando a ilha de Girabolhos. Estava aqui a tentar perceber a história e, segundo parece, para o Manuel foi o primeiro caso de paternidade! Ou seja, temos aqui um gajo que se juntou a uma mulher com 213 quilos que já tinha parido quatro crianças! Como não bastasse, o Manuel já foi vítima de um tumor cerebral, sendo que o tratamento de quimioterapia roubou-lhe grande parte da visão. Ou melhor, não vê mesmo. Recapitulando: um gajo de 28 anos desempregado e que não vê um palmo à frente, juntou-se a uma mulher desempregada e com 213 quilos, e fez-lhe um filho! No meio desta pobreza de espírito tão grande, volto a bater-me pela necessidade de, a bem da nação, prevenir que uma larga fatia das mulheres seja mãe. Ah e tal e a liberdade! E o caraças! Dá-se a liberdade a uns para que, depois, isso contribua para que percamos a nossa. Mas que raio de cidadãos é que aquele par de jarras vai legar ao mundo? Delinquentes? Eu sei que isto é assim muito mórbido, mas irrita-me profundamente viver rodeado dos frutos de desastres como este. Estamos a falar de crianças que vão nascer, viver e crescer sem referências. As únicas linhas orientadoras são as do umbigo e do salve-se quem puder. Quando lhes começarem a nascer pêlos no corpo, será o princípio do caminho para a asneira, a toleira, e outras coisas acabadas em “eira”. O pessoal não percebe. A parolice da liberdade fala mais alto. Tão alto que nem se dá pelo que vai acontecendo, pelos efeitos nefastos que tudo irá ter. É uma nação inteira a viver ao bom estilo “carpe diem”, de olhos postos no céu à espera da nova geração de telemóveis repletos de inutilidades. Uma rolha é que era! Rolhas às gajas! Só engravidam com autorização e mais nada! Acabe-se com o lixo humano! No caso particular da Manuela, a rolha poderia trazer algumas dificuldades, como se depreende facilmente. Era preciso encontrar onde a enfiar! Chiça! 213 quilos! Não há condições… pickwick

publicado por pickwick às 18:16
link | tocar à trombeta | toques de trombeta (1) | favorito
|
Sábado, 11 de Novembro de 2006
Querida Ekaterina

Entre os e-mails que chegaram à minha caixa do correio durante a noite, os quais acabei de ler, encontrava-se um, muito fofinho, enviado por uma tal Ekaterina B. Parei para ler, atentamente.

 

Hi! I am Ekaterina. I am a kind, sociable woman.

I have a lot of tenderness inside my soul which waits for somebody to be given to. I dream someone to steal my heart one day - I want to love and to be loved! People say I have a strong personality, but I am weak inside and like every woman I want to be defended by some strong knight in this world!

I have some questions for you if you want to get to know me closer:

I will be waiting for your reply to admin@1WIFEFORU.INFO

Would you like to know me better and to meet me?

Waiting for your reply, Ekaterina.

 

Obviamente esta seria a oportunidade da minha vida, para encontrar uma das mulheres dos meus sonhos, com muito tenderness na alminha e uma vontade férrea de que lhe roubem o coração. Ekaterina, querida, para ficares sem o coração, só tens que ir a uma loja chinesa ali a Águeda ou ao Retail Park em Aveiro, ok? Mas, pronto. Também quer ser defendida por um forte cavaleiro. Alguém te anda a bater com o cinto e a trancar-te num roupeiro? Quem é? Não resisti à curiosidade de averiguar quem seria esta presumível beldade russa. Uns segundos e o Google já me apontava para a ficha técnica da menina, que passo a transcrever.

 

First name: Ekaterina; Last name: Brovenkova; Age: 27; Date of birth: 20 Oct. 1979; Country: Russia; City: Novosibirsk; Height: 173 cm; Weight: 78 kg; Hair color: Brown; Eye color: Hazel; Education: Some college; Profession: engineer ofsewing production; Occupation: technician in sewing production; English language: Fair; Other foreign language: None; Religion: Christian; Marital status: Not married; Children: None; Smoking: No; Drinking: No; Hobbies, interests: I like dancing, singing, drawing too! I adore nature, swimming. I can say that i am very communicative, kind woman. I like pets and horses! I enjoy traveling and embroidering and cooking! I can play guitar a little and i am found of music; Personal information: Here I am, dear Stranger! I am very charming, interesting and with a good sense of humor girl. ; Searching for a man:

I would really like to meet a man who will be may second half, Caucasian raceion, preferably not less than 170 cm height and not older than 45 years old. I would like to get acquainted with a man of taste, good looking without physical drawbacks. I would love if he is very self-confident, strong, caring and understanding.

 

Junto com a ficha técnica vinham as respectivas fotografias elucidativas.

Do e-mail fazia parte, também, um questionário lançado pela Ekaterina, que gentilmente respondi.

 

1. Are you interested in serious relations with Russian woman?

Assim de momento, não. Nem sérias, nem a brincar. As russas não inspiram confiança, metem anúncios pirosos na Internet e enfrascam-se todos os dias com vodka.

2. Are you planning to visit Russia?

Não. Nem a Rússia, nem outro país qualquer. Tenho mais que fazer do que andar a vadiar e a alimentar os lucros de empresas de transportes aéreos.

3. Would you like to correspond or to talk by phone?

Corresponder é bonito. Carta para lá, carta para cá. Muito bonito. Era um caso a pensar, mas, sem uns dólares no envelope, não estou a ver a que propósito é que me ias responder. E falar ao telefone?! Estás louca? Ninguém deve entender o que dizes e o tempo todo que levaria até perceber que não te percebia era pago a peso de ouro às empresas de comunicações.

4. Why are you interested in Russian lady?

Bem, pensei que eram todas loiras e podres de boas. Gajo que é gajo, não se pode desinteressar por uma mulher assim. Nem que seja, tão só e apenas, um mero interesse antropológico.

5. Have you ever been to Russia?

Não. Para coisas vermelhas, chegou-me a China, obrigado.

6. What is important for you in relations and am I right for you?

Importante mesmo são os dois palminhos de testa que fazem falta a tanta mulher. Não consigo ver se os tens ou não, mas esses três palminhos de queixo não abonam muito em teu favor. Já pensaste em fazer uma plástica? E como é que eu iria dizer à minha mãezinha? Olha, esta é a Ekaterina Brovenkova e veio de Novosibirsk. Se viesses da Caganita-de-Cima, ainda vá, mas de Novosibirsk?! Bom, depois, tens mais um centímetro que eu. Inaceitável. E pesas quase tanto como eu, o que é ainda menos aceitável. Gostas de dançar, cantar, desenhar, nadar, apreciar a natureza?!, viajar, costurar, cozinhar, e também gostas de cães e cavalos. Isso não me cheira nada bem, sabes? Principalmente a parte dos cães e dos cavalos. Há uns tempos vi umas coisas na Internet com mulheres que gostavam de cães e cavalos que me deixaram muito enjoado. Se és indicada para mim? Não me parece. És muito pesada, tens um queixo do tamanho da Ponte Vasco da Gama e não tens o cabelo loiro nem os olhos verdes ou azuis. Portanto, querida Ekaterina, és aquilo a que, na gíria, se chama uma russa-falsa. Uma fake-russian, como dizem os franceses. E só mais uma coisinha… Não queres pensar em mudar o teu apelido? Brovenkova?! Cova? Chiça, eu até teria arrepios se me deitasse ao teu lado e adormecesse! pickwick 

publicado por pickwick às 11:25
link | tocar à trombeta | toques de trombeta (1) | favorito
|
Sexta-feira, 10 de Novembro de 2006
Um gajo 360º e outras parvoíces

Hoje fiz o favorzinho àquela gentinha que pensa que as novas tecnologias podem influenciar pela positiva aquela outra gentinha que não se deixa influenciar porque dá muito trabalho à cabecinha. Do tipo: Joca Maganas é ladrão e preguiçoso; vamos dar-lhe um computador para ele se civilizar e virar cidadão exemplar; oh, ainda só passaram 3 semanas e o Joca já é licenciado e dador de órgãos; fantástico! Bem, não curto esta onda, mas pronto, deveres a quanto me obrigais. A Fabiana e a Rita estavam concentradas a fazer umas palavras cruzadas numa página da Internet. As palavras necessárias versavam sobre ângulos, triângulos e outras coisas fantásticas do maravilhoso mundo das coisas que acabam em “gulos”. Uma das palavras, com apenas quatro letrinhas, era o nome que algum iluminado e ofuscado se tinha lembrado de atribuir a um ângulo de 360º. Assim como que num gracejo, sugeri que era uma palavra que tinha o mesmo significado que “bonito”. Claro que não usei a palavra “significado”, porque estas crianças de 13-14 anos não detêm vocabulário tão extenso e não compreenderiam se lhes estava a falar de pizzas ou de hamburgers. Bom, a sugestão não surtiu muito efeito. A Fabiana alvitrou “belo”. Nada mau, pensei eu. Pois, mas é outra, disse-lhe eu. Segundos de confrangedor silêncio e grande dose de paciência. Então?, perguntei eu. Olhem, quando vocês vêm um rapaz que acham bonito, como é que dizem? Com quatro letras! Gajo, respondeu a Rita. Pois, mas gajo quê? Mais silêncio. Respondeu a Fabiana, em voz baixinha: gajo todo bom! Pois, mas “todo bom” não tem quatro letras, pois não? Pois não, confirmou a Rita. Sinceramente, não sei onde vou buscar tanta paciência, numa sexta-feira ao final da tarde, para manter uma conversa deste nível em tom de voz calmo e sereno. Alguns metros à frente, a Andreia, sozinha em frente do seu computador, debatia-se com o mesmo problema. A Andreia é a miúda que ontem trazia “cuequinhas verde-alface com elástico lilás, sendo que cerca de 20% das mesmas estavam fora das calças”. Hoje vinha trajada normalmente. Devia estar doente. Fiz o mesmo conjunto de sugestões à Andreia, ah e tal, rapaz bonito, e o mesmo tipo de respostas, ah e tal, belo, todo bom, hi hi hi… Ora bem, depois de muita fumarada a sair daquele crânio, a Andreia lá teve um rasgo de imaginação e conseguiu, a muito custo, sacar do banco de memória aquela palavrinha de quatro letras sinónima de bonito, que é muito pouco usual na língua portuguesa e no dia-a-dia das pessoas normais: giro! Não há condições, ó pá! Minutos mais tarde, já noutro contexto, oiço ao longe um programa da televisão portuguesa de uma tarde de sexta-feira em dois mil e seis. Uma jovem loira com ar de meretriz solicitava aos telespectadores, também obviamente jovens, qualquer coisa do género: és traidor, ou já traíste alguém?, então liga-nos! Mas que raio de parvoíce vem a ser esta? Mas está tudo louco? Um programa para crianças a promover a traição como algo tolerável e com honras de audiências loucas na televisão?! Mas que m**** é esta?! Enfim! Duas horas mais tarde, já a noite tinha caído, resolvi contar estas cenas macabras à Carina e à Adriana, que são duas meninas de dezasseis anos muito queridas e muito simpáticas, sendo que a Carina tirou o aparelho dos dentes há poucos meses e a Adriana quer ser médica. Fiquei desiludido por descobrir que a Carina sabia o nome da apresentadora daquele tal programa lunático, bem como o nome do programa, e não sei que mais dos morangos, e tudo isto apenas pela cena dos traidores e o carago! Isto é normal? Não é, não pode ser. A Carina baixou imediatamente uns três mil e setecentos pontos na minha estima. Em tom de brincadeira, sugeri que um dia destes aquelas miúdas avariadas dos neurónios ainda iriam começar dizer “gajo 360º” em vez de gajo “todo bom”. Rimo-nos todos os três e ah e tal. Algumas dezenas de minutos mais tarde, a Carina comentou para a Adriana – baixinho - que ah e tal, aquele professor novo lá da escola é todo 360 graus. Caiu-me o queixo. Olhei para a Carina com um ar entre o pasmo e o reprovador. Ela sorriu, meio corada, com a dentuça recém-recauchutada toda à mostra. Eu abanei a cabeça, desolado. Ainda agora a abano. Bela maneira de acabar uma semana: a nadar em parvoíces! pickwick

publicado por pickwick às 22:54
link | tocar à trombeta | toques de trombeta (1) | favorito
|
Quinta-feira, 9 de Novembro de 2006
Sinais divinos

Ando a receber misteriosos sinais. Só podem ser divinos! Entram-me pelos olhos a dentro! Só pode querer dizer que algo de maior se aproxima! Passo a partilhar. Há dois dias atrás, comecei por ser atendido pela menina da gasolineira que usava uma cuequinha vermelha a saltar fora das calças e ah e tal. Este foi o sinal um. Mal saí das bombas, reparei que o indicador do nível do combustível estava a gozar com a minha cara, mantendo-se tal e qual como antes de abastecer e com a luz laranja acesa. Sinal dois. Preferi evitar pensamentos obscenos sobre a possibilidade de o manejo da mangueira por parte da menina ter danificado algum sensor no depósito. Alguns quilómetros mais à frente, o ponteiro do indicador do nível de combustível pura e simplesmente deixou-se cair, como morto. Sinal três. Anoitecia quando fui à papelaria onde agora trabalha a tal menina de saia clássica. A outra, a do cabelo empastado de nhanha com um decote obsceno, já não trabalhava lá. Sinal quatro. Enquanto pagava, apareceu uma das pouquíssimas pessoas que me poderia conhecer aqui nesta aldeia perdida nos montes. Ainda esperei que não me reconhecesse, porque é solteira, beata e enfermeira e não é propriamente daquele tipo de pessoas que me cria empatia, mas correu mal. Fui apanhado pela frase “eu bem me parecia que estava a reconhecer esta cara”… Passo meses sem me cruzar com gente que me conheça, aqui. Sinal cinco. Já depois de anoitecer, fui ao Lidl ali na cidade ao lado, com uma amiga, e dei de caras com um antigo colega de trabalho, que quase me arrancou o braço, e que olhou com muita curiosidade para a minha companhia, assim com o fez a companhia dele. Eu passo meses sem me cruzar com quem quer que seja, conhecido, em supermercado algum. Sinal seis. Ainda com a mesma companhia, desloquei-me a outra cidade ainda maior, com o objectivo de fazer umas compras num hipermercado. Eu passo meses sem me cruzar com alguém conhecido naquele hipermercado, mas, naquele dia, e só podia ser naquele dia, dei de caras com os meus tios, no parque de estacionamento. A quem tive de ter a delicadeza de apresentar a minha companhia, até porque eles mal olharam para mim e só tinham olhos para a minha companhia. Sinal sete. Já agora, não vá alguém divagar, a minha amiga não ia nua, e até trajava de forma bastante conservadora. Na secção de roupa para homem, no hipermercado, acabaram-se as cuecas XXL. Sacanas! Não sabem gerir stocks? Sinal oito. Na viagem, o indicador do nível de combustível saltou subitamente para o “atestadíssimo”. Sinal nove. À noite, no sossego e no silêncio desta sala, prestei-me a uma análise sobre a menina da cuequinha vermelha que me atendeu nas bombas de gasolina. Sinal dez. Depois disso, joguei no Euromilhões via Internet, motivado sabe-se lá porque força misteriosa. Sinal onze. Dois dias depois destes acontecimentos, o indicador do nível de combustível mantinha-se estupidamente no “atestadíssimo”, apesar de já levar no pêlo mais de duzentos quilómetros. O máximo que o ponteiro já se aguentou foi nos cento e cinquenta quilómetros, depois de atestar. Sinal doze. Não sei que força me moveu, mas hoje parei ali numa estrada para espreitar um monumento edificado em homenagem a um acidente grave que vitimou dezenas de pessoas. Já lá passei ao lado centenas de vezes, durante uns quatro ou cinco anos, mas só hoje, e logo hoje, fui espreitar para ver o que dizia. Sinal treze. Depois da “visita” e logo após arrancar com o carro, o indicador do nível do combustível começou a decrescer normalmente, acusando o natural consumo. Sinal catorze. Para fazer um número mais redondo, a esta série de acontecimentos junto um último, ocorrido cerca das oito horas e quarenta minutos: a Andreia trazia cuequinhas verde-alface com elástico lilás, sendo que cerca de 20% das mesmas estavam fora das calças. Este conjunto de sinais, que só podem ser divinos, apontam para que algo de misterioso e fantástico esteja para acontecer em breve. Numa leitura na diagonal e análise na outra diagonal, saltam à vista algumas traves mestras que podem ajudar a sustentar uma teoria. Repare-se: lingerie folclórica, encontros inesperados, mulheres, combustível, falhas tecnológicas, cuecas, acidentes, beatas, super e hipermercados. Isto não deixa margem para dúvidas! Estes quinze sinais divinos indicam, clara e objectivamente, que esta sexta-feira vou ganhar o Euromilhões e depois vou ter uma vida de tormento, com mulheres, muita luxúria, acidentes e muito consumo, sendo olhado de lado com reprovação e indignação por beatas e conservadores! pickwick

publicado por pickwick às 20:39
link | tocar à trombeta | toques de trombeta (2) | favorito
|
Terça-feira, 7 de Novembro de 2006
A gasolineira da cuequinha vermelha

Saí daqui em direcção ao rio, pela estrada nacional, e parei nas bombas de gasolina a meio do caminho. Costumo parar lá porque fica a caminho do trabalho e não tem filas de clientes. Aliás, tem mesmo poucos clientes, sendo que alguns apresentam-se com bastante mau aspecto na tasca respectiva, enfrascando-se com algo que não aparenta ser gasolina. Estas bombas de gasolina, para além dos clientes com mau aspecto, são caracterizadas pelo bonito facto de não haver homens a fazer atendimento. Nem a encher depósitos, nem a encher copos. Só mulheres! Bem, não é propriamente este um motivo em particular que me leva a abastecer ali com alguma frequência. Pode parecer, mas não é, ok? Para que não restem dúvidas, as mulheres que ali atendem adequam-se perfeitamente ao tipo de clientes que frequenta a tasca. Ok? Mas, hoje foi um dia diferente. Atendeu-me uma mocinha, très élégant, dos seus dezassete aninhos, mais coisa menos carapau, calças de ganga de cintura baixa, uma sweat decotada por cima de um top branco e quase um palmo de pele à mostra entre a cintura das calças e o início da sweat. À parte umas quantas borbulhas faciais, estava ali um exemplar feminino digno de todas as atenções. Enquanto a miúda vertia a gasolina para o depósito, saltou-me para o olho – como um cisco! – uma tira vermelha logo acima da cintura. À frente e atrás. Pois é! Era a cuequinha da menina da gasolineira, vermelhinha até mais não, a brotar que nem uma flor para fora da roupa. É bonito de ser ver e até provoca um sorriso malandro, mas não deixa de ser ordinário. Há locais para tudo e umas bombas de gasolina não é o local mais indicado para andar com um pedaço da cuequinha vermelha de fora da roupa, assim, a ver-se. Uma mulher em lingerie fica bem em casa, num sofá, mas numa praça de legumes fica foleira. Uma mulher nua fica bem na banheira, na cama, no sofá, mas na rua não passa de uma brejeirice. E uma menina com a cuequinha vermelha à vista fica bem em quase todo o lado, excepto ali, agarrada à mangueira da bomba. Certo? Seja como for, e porque cinquenta litros demoram o seu tempo a entrar para dentro de um depósito, aproveitei a ocasião para, disfarçadamente, apreciar em mais detalhe a nova funcionária em toda a plenitude do seu serviço. Ora, isto deve estar na moda, certamente, mas porque raio é que estas miúdas (e as graúdas também o fazem, as parolas) usam umas calças assim, apertadíssimas na cintura? A bem dizer, aquilo espreme-lhes a camadinha sexy de celulite que rapidamente invade a cintura, estragando, de todo, aquela linha curva das mulheres que as faz tão belas! Ou seja, a natureza planeou as coisas para que, visto de frente, a partir do umbigo (chamemos-lhe o ponto U), o corpo da mulher acompanhe harmoniosamente os ossos nas ancas, com delicadeza e suavidade, até atingir um extremo (chamemos-lhe o ponto V). Um excesso na limitação deste extremo leva à aparição tortuosa e incomodativa para o olho das chamadas “peidas”, mas isso é outra estória. Bom, depois deste extremo, no ponto V, o corpo volta a encolher, sempre em harmonia. A natureza encarregou-se, realmente, de fazer com que esta curva, que parte do ponto U, passa no ponto V e vai até ao joelho, seja uma curva única, perfeita, de fazer saltar os olhos das órbitas de qualquer apreciador. Ora, a menina da gasolineira com a cuequinha vermelha, estragou tudo isso. Aquela cintura apertada, como é usada por resmas e resmas e mais resmas de miúdas por esse país fora, espreme indelicadamente a linha entre o ponto U e o ponto V. Ou seja, a camada de celulite natural e sensual que cobre a linha, é empurrada para fora das calças, fazendo quase que um balão, mesmo acima da cintura. O que antes parecia uma camada natural, agora parece um balão nojento de celulite. A linha que antes fazia a forma de um “)“, agora tem o mau aspecto de um “3”, sendo que o balão de baixo é coberto por ganga e o balão de cima é em celulite comprimida. Francamente, nem o pedaço de cuequinha vermelha à vista ajuda a minimizar o estrago! Foleiro! Muito foleiro! Bem, depois de ficar enjoado com o pontapé na estética, restava a parte do tórax. A menina da cuequinha vermelha tinha um top branco, como já foi referido. No acto de pingar as últimas gotas de gasolina para o depósito, obrigando a uma inclinação do corpo, a pele branca dos seios contrastava com o peito bronzeado e o top branco. Ficava-lhe bem, não demasiado conservador, não demasiado ordinário, o necessário para perceber o que para ali ia. Como diria o poeta: “vieram as maminhas e salvaram a pátria”. Por falar em maminhas, hoje fui à papelaria mais sofisticada cá da terra, que por acaso até é uma papelaria mesmo sofisticada, até para uma grande cidade, descobri que a menina que lá trabalhava, já não trabalha. Nos tempos livres é treinadora de uma equipa feminina de um desporto qualquer, aqui na terra. Uma desportista, portanto. Ui!... Era uma menina morena, cabelo oleoso derivado do gel ou da pasta, dentuça de rato e sempre, sempre, sempre, mas sempre, com um muito, muito, muito, mas muito generoso decote, quase mal protegendo umas magníficas maminhas. Desculpem lá. Maminhas, não. Tenho que parar de usar esta palavra, que é tão brejeira e não dignifica as suas portadoras. Seios é que é. Seios! Magníficos seios! Portanto, a menina não trabalha lá mais. Em sua substituição, está outra menina, também nos seus vinte e poucos anos, muito conservadora. Saia no joelho, travada, de tecido clássico, camisola total, cabelo liso sem mistelas e uma aliança no dedo. E seios tímidos, tipo semi-bola de ténis. Será que os patrões já se aperceberam que vão passar a ter menos clientes? Se não se aperceberam, em breve vão chocar com essa realidade. Eu, por mim, fico com muita pena. Pelo andamento da coisa, vou passar a comprar mais gasolina e menos canetas! pickwick

publicado por pickwick às 23:10
link | tocar à trombeta | favorito
|
Domingo, 5 de Novembro de 2006
Junte-se à festa!

Já indaguei mas ainda não sei. Os supermercados Plus têm anúncios do seu aniversário na televisão? Ou é só na rádio! É que, na rádio, já não posso ouvir mais aquilo. Normalmente sou um indivíduo calmo, excepção feita aos momentos de irritação. E o anúncio do aniversário dos supermercados Plus que passa na rádio tira-me a calma toda! Porquê? É daquela vozinha extraterrestre que, no final, termina com um “junte-se à festa”! Ouvindo rádio quando viajo, vezes sem conta dou comigo a reprimir um impulso explosivo para retirar o taco de basebol azul a dizer “Portugal” que descansa debaixo do banco do morto. Para quê? Para espatifar o rádio de onde brota aquela voz irritante e nojenta! Não sei bem o que aquilo parece. Assim uma espécie de mistura entre uma gaja a ser pisada por um rinoceronte em fúria e uma arara brasileira depois de consumir uns charros bem mandados. Será um efeito digital, produto de algum software de áudio? Ou há mesmo alguém que consegue produzir aqueles sons a partir das cordas vocais? Se existe essa pessoa, devia ser enforcada ou atirada aos crocodilos! Que nervos, carago! Que nervos!!! Outra hipótese é ser o minorca dos filmes do Chuckie: o próprio Chuckie! Nunca vi o filme, que não há paciência, mas o rosto esfrangalhado bate certo com a voz nojenta. Só por causa disso fico com arrepios só de passar em frente de um supermercado Plus, não vá andar por lá o Chuckie a deslizar pelos corredores, dentro de um carrinho de compras, a chamar os clientes para a festa de sangue e tripas que decorre nas traseiras do supermercado. Junte-se à festa, diz ele. Pois sim! Espera sentado, ó nojento! O que vale é que, na minha terrinha, não há supermercados desses. Aqui é só supermercados com meninas simpáticas e atendimento personalizado. Nada de aberrações da natureza. Pronto, no Pingo Doce há a tal Ana que parece um homem cheio de hormonas, mas a rapariga às vezes até consegue sorrir para os clientes, especialmente mulheres. Deve ser lésbica. Adiante. De resto, dou graças ao acaso por não haver cá daqueles supermercados. Nem Chuckies. pickwick

publicado por pickwick às 15:48
link | tocar à trombeta | favorito
|
Quarta-feira, 1 de Novembro de 2006
Os finados, as loiras e as vaqueiras
Hoje foi dia de acorrer aos cemitérios. Eu até nem desgosto dos cemitérios, especialmente não sendo dia de enterro de alguém conhecido. O que vale é que conheço pouca gente que morra pelo caminho. É uma questão de seleccionar: nada de condutores de carroças, pilotos das vinte e quatro horas de Le Mans, suicidas compulsivos, pára-quedistas, acrobatas de arame, etc. Só gente saudável. Enfim. Acabei por também ir ao cemitério, com a minha mãezinha, e os meus tios, e mais uma enchente de gente que para lá foi distribuir e regar flores e outros adereços. Teoricamente, íamos só visitar a campa dos meus avós, mas a minha mãezinha e o meu tiozinho e a minha tiazinha não resistiram em visitar as campas de quase metade dos “habitantes” do cemitério, cumprimentando os vivos que por ali iam circulando, comentando os falecidos e as flores e os adereços. É como ir ao centro comercial e encontrar resmas de gente conhecida, ao virar de cada esquina ou em frente das montras. Ali era em frente das campas, mas o aspecto era o mesmo. Eu fui atrás, um pé à frente e outro atrás e olho na multidão, até porque cenas destas, só uma vez por ano. A minha mãezinha, às tantas, começou a ficar muito aflitinha. Cruzou-se com o viúvo de uma colega de escola falecida ainda há dois meses, esbarrou com a campa de um outro colega de escola que era muito divertido e contava muitas anedotas, e mais outro e ah e tal. Assim num sussurro, dizia-me no meio de uma aflição: ai, os meus colegas já foram todos… Enfim, e eu a responder: estás para aí com coisas, mas ainda vais andar para aí mais uns vinte anos… (eu sou mesmo optimista quando toca a idades, não sou?) Com o passeio turístico pelo cemitério, nem sequer escapou a gaveta (isto deve ter um nome técnico, mas para mim aquilo era uma simples gaveta) envidraçada de uma fulana que foi casada com um sobrinho de uma cunhada da minha tiazinha. A cunhada da minha tiazinha também por lá andava, no cemitério, e prestou-se a relembrar a história dessa fulana, que era casada com o sobrinho dela, mas que o deixou e juntou-se com um piloto e depois a fulana foi para uma das ilhas e o piloto ficou cá e depois ela andou lá metida com não sei quem e ela até era assim saída da casca. A cunhada da minha tia deu assim uns saltinhos esquisitos e fez uns trejeitos sugestivos, em vez de dizer que ela era saída da casca, mas o que ela queria mesmo dizer é que a fulana era saída da casca… galdéria, portanto! Bem, o piloto não gostou, foi ter com ela ou ela veio ter com ele e bang bang, matou-a com uma pistola. Já era uma fulana crescidinha, dos seus vintes. A gaveta dela é a mais vistosa de todo o cemitério, com uma foto quase em A3 a cores, ela com ar de come-todos e um monte de bonecas e peluches à volta da fotografia. Quem passa, até pára para olhar. A minha mãezinha e os meus tios quiseram ver o aspecto e andaram para trás e para a frente até encontrar a gaveta, mas não se dignaram reparar que, mesmo em frente, estavam umas pessoas, algumas sentadas em banquinhos de praia, de guarda, sendo que uma senhora tinha umas feições parecidíssimas com a fulana que levou o tiro. Assim tipo mãe. Eu, assim que topei o filme, passei ao largo, mas a minha mãezinha e os meus tios pararam mesmo em frente, com aqueles cochichos e ah e tal. Enfim. Está-lhes no sangue esta falta de discrição, não há nada a fazer. Mas, da multidão que invade o cemitério, há uma fatia que me impressiona profundamente. Já em anos anteriores tinha reparado, mas hoje dediquei-me a apreciar com maior detalhe. Essa fatia, são os ciganos. Resmas deles! Ó pá… Não há condições! Eles, ainda aparecem com um ar minimamente normal, tipo encontro recreativo de capangas, com ar de quem resolve tudo à facada e aos feijões, mas elas… Bom, elas abusam do mau gosto! A maior parte usa cabelo loiro e comprido, enquanto que a outra parte usa-o comprido e loiro. Depois, calçam botas de cano alto à cowboy, vestem saias ou calças à cowboy, chapéu à cowboy com laçarote a passar debaixo do queixo, camisa à cowboy, colete à cowboy, falam alto como se estivessem a falar para as vacas e transformam o cemitério num misto de Dia dos Finados e Rodeo Americano. Só faltam as esporas, os cavalos e os laços. Os respectivos deviam trazer as pistolas debaixo das camisas, para completar o arranjinho. Não há condições! pickwick
publicado por pickwick às 20:55
link | tocar à trombeta | toques de trombeta (2) | favorito
|