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Terça-feira, 31 de Outubro de 2006
Rui, és um malcriado

Já não sei o dia, mas houve um em que o Rui foi à rádio dizer umas coisas. Aliás, alguém o entrevistou, não sei se nos bastidores, se noutro sítio qualquer. Eu ia no carro, a escutar uma rádio nacional (a TSF ou a Comercial) de grande impacto, quando aparece o Rui a dizer umas besteiras num microfone qualquer, entrevistado não sei por quem. Ora, este Rui é o verdadeiro e único, o Reininho, daquela banda popularíssima em que se faz de conta que se canta, mas só guincha, mas não faz mal porque até cai bem no ouvido, até no meu, que até gosto de murmurar umas passagens desta ou daquela letra. Não é que eu fosse fã dos gajos, que isto de ser fã de cantores é uma idiotice sem descrição, mas pronto, até que se ouve bem. O Rui, então, aos microfones, não sei a que propósito de quê, lembrou-se de começar a fazer de conta que acabámos de conquistar a liberdade das liberdades, “m****” para aqui, “p***” para ali, enfim, tudo comentários de carroceiro. Fica mal. Por base, dizer asneiras em público é, sempre foi e sempre será, uma ordinarice! É ordinário, pronto! Um gajo está com os amigos, bebe uns copos, solta um desabafo, conta umas anedotas, liberta-se, ah e tal, sai uma asneira aqui, outra ali mais à frente, pronto, não vem mal ao mundo. Mas, aos microfones de uma rádio nacional? Francamente! Parece um daqueles putos que chega a casa depois de umas quantas horas de influências malignas no infantário, e quer mostrar ao mundo que já é crescido e desata a dizer “meda” para trás, “meda” para a frente, ri-se que nem um tolo, os pais chamam à atenção, ele acha ainda mais graça e ri-se ainda com mais vigor, até levar uma galheta que fica de beiça para o resto do dia. Só que, ao Rui, ninguém mandou um bufardo na hora. Não merecia menos. É que quase parece um orgasmo intelectual de vão-de-escada, isso de dizer asneiras num microfone de um órgão de comunicação público e nacional. É ordinário e mais nada! Escusa ele – e outros que tais – vir para aí armado em artista, como se aos artistas fosse desculpada a ordinarice e o nível reles de educação que alguns detêm. Nadinha! Antes pelo contrário, deviam era procurar superar-se a si próprios nesse bom hábito que devia ser exibir uma boa educação. Parece aquelas gajas que não aguentavam mais sem ir para a TV mostrar as maminhas, quando isso ainda era de bradar aos céus. Bem, continua a ser. Não há necessidade de andar de maminhas ao léu num programa de televisão, a menos que haja uma necessidade óbvia e apalermada de fazer alguém passar por inovador, arrojado, artista, desinibido, e outras coisas acabadas em “ido”. Dizer asneiras é a mesma coisa. Com a agravante de não ter a atenuante da boa paisagem que é um bom par de maminhas. Ou seja, aparece uma gaja com as maminhas ao léu e a gente pensa: sua badalhoca, ordinária, besuntava-te esses pára-choques todos com óleo-de-cedro. Equilibra, pronto. Agora, uma asneira, é sempre uma asneira e não tem atenuantes. Portanto, Rui, tenho a dizer que és um malcriado. Podes ser muito famoso, ganhar muito dinheiro, ter quilolitros de gajas a fazerem-te fila para beijar os pés, podes ir à rádio e à TV, mas, no fundo, não passas de um malcriado. Sabão azul enfiado à chapada nessa boca, é que era! pickwick

 

publicado por pickwick às 01:12
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Domingo, 29 de Outubro de 2006
A bolinha e o cachorro

Hoje é domingo. É um daqueles domingos do ano em que há um fenómeno civilizacional que cai bem em todos os lares: atrasam-se os relógios uma hora. Ou seja, ganha-se mais uma hora na vida, preferencialmente uma hora de sono. Mas eu não dei por nada. Acordei cedo demais, com uma moca daquelas que é melhor nem ir ao espelho, a rogar pragas não sei a quem por não conseguir dormir mais, estando ainda a cair de sono, com a visão turva, a cambalear. E pronto, como na cama não se consegue dormir mais, é erguer e fazer-me ao mundo. Corri a casa a abrir os estores para deixar entrar o solzinho matinal que tão bem sabe, logo pela manhã, o ar fresco e ah e tal. Mariquices, portanto. Depois desta ronda, voltei à sala e fui espreitar o ambiente lá fora com mais detalhe. Afinal, eram só 8h21 da madrugada! E quem é que estava na rua a estas lindas horas? A vizinha ali de umas casas mais à frente! E o que é que fazia a vizinha de umas casas mais à frente mesmo em frente do meu prédio? A vizinha passeava o cachorrinho, um daqueles montes de pêlos pirosos com palmo e meio de altura, que andam constantemente a varrer o chão. Já estou acostumado a vê-la por aqui, na rua, a passear o cachorro. É uma fulana trintona, não demasiado feia, mas cheia demais para o gosto refinado de qualquer apreciador básico. Digamos que não consegue arranjar calças para ela em qualquer loja, se é que me faço entender. Isso não deve incomodar o marido, que tem mais dois palmos de altura do que ela, e consegue ter quase o dobro do corpo dela. E que também costuma andar a passear o cachorro, constituindo uma cena ainda mais hilariante, um matulão com um 1,90m e cento e muitos quilos, a passear um cachorrinho minorca a varrer o chão com pêlo. No mínimo, um gajo destes deveria passear três rottweilers ao mesmo tempo. Ou um bezerro. Mas não. É mesmo um cachorrinho piroso. Marido e mulher exploram uma espécie de pub ali quase na esquina da minha rua. Um daqueles bares que ficam pela noite dentro com a escumalha das redondezas. Enfim, dá aquele mau ambiente, mas também deve dar uns trocos. Ora, e o que estava a vizinha a fazer ali em baixo, para além de passear o cachorro? Estava parada em frente do meu carro! Eu até abri a boca, a sério! Aquilo era do melhor para começar o dia logo bem disposto! A vizinha estava a ver-se ao espelho nas janelas do meu carro! Assim meia de esguelha, meia de costas, pescoço todo torcido quem nem uma pomba, olhos cravados no reflexo do vidro, as mãos nas nádegas por cima do fato-de-treino, apalpando, como quem diz: estás grandinho, mas ainda escapas. Vira para um lado, vira para o outro, observa, estica uma perna para trás… Parecia mesmo, mesmo, mesmo, mesmo uma passagem de modelos, ali em frente ao meu carro, por baixo da minha janela, diante dos meus olhos, patente no meu cérebro maldoso e ávido por cenas de mau gosto como estas. A muito custo reprimi umas valentes gargalhadas, escondido pelos cortinados. O facto de ser ainda “muito” cedo num domingo devia dar-lhe a sensação ser a única pessoa acordada num raio de vinte quilómetros. Azar o dela! Eu vi! Eu estava aqui! E, como bom arauto que sou, não esperei mais tempo para tocar a trombeta e anunciar ao mundo! pickwick

publicado por pickwick às 08:53
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Quarta-feira, 25 de Outubro de 2006
Técnicas para engatar professores de natação
É mesmo professores e não professoras. Não, não virei para o outro lado. Mas é que uma das nossas leitoras está aflita por não conseguir engatar o seu professor de natação, que tem uns olhos verdes giríssimos e uns faróis que ui ui. Alguém sabe o que são os faróis de um professor de natação? Eu não sei. Nas mulheres, os faróis são os penduricalhos utilitários que cobrem o tórax, tudo bem, mas nos homens é um mistério. Bom, dispus-me a preencher esta lacuna no pavilhão do conhecimento desta leitora, idealizando algumas técnicas de sucesso garantido para engatar o seu professor de natação, o tal com uns faróis que não sei o quê e o qual ela não consegue convidar para tomar um café.
Técnica 1 – A canela
A Sofia (nome de código da leitora) sai do balneário, entra na área da piscina coberta e dá uma canelada na esquina, logo a seguir à zona chuveiro. Posto isto, só tem que mostrar como está aleijada e dorida, muito sofrida, desolada e fragilizada. O professor virá em seu auxílio, a saltitar de azulejo em azulejo, ajoelhando-se aos seus pés, doidinho por fazer uma massagem na canela em busca de uma cura milagrosa por via dos dedos. Esta técnica baseia-se no par vítima-atenção, em que a vítima, por ser vítima, chama a atenção. Irresistível. No caso de não chamar a atenção logo à primeira, recomenda-se que a Sofia repita a manobra, desta vez com mais convicção, pontapeando violentamente a esquina com a canela, rachando a tíbia e jorrando sangue pelo recinto, ao que pode adicionar uns gritinhos e umas cambalhotas pelo chão. Ele vem, toca-lhe, blá blá blá, ficam grandes amigos e pronto, já podem ir tomar um café a seguir.
Técnica 2 – A nódoa vermelha
Baseada na técnica anterior, esta é mais refinada e menos sujeita a que se descubra o engodo. A Sofia usará um emplastro bem grande num braço, ou num ombro, ou no pescoço, durante algum tempo, findo o qual retirará o emplastro desastrosamente, deixando uma nódoa avermelhada, derivada do sangue a afluir desesperadamente à zona dorida. De seguida, corre para a piscina, dentro de cujo recinto entrará com um ar de mártir, beicinho tremido, a segurar a nódoa para não cair, como se isso aliviasse a dor. Vale deixar cair uma lágrima ou parar para fazer um ar de quem acabou de ficar sem o carro que foi comido por um crocodilo. O professor reparará na Sofia, sentir-se-á preocupado e irá ter com ela, para saber o que se passa. A Sofia contará como foi agredida violentamente pelo ex-namorado, que a quer de volta para que lhe passe a roupa a ferro, cozinhe uns jantares, limpe o apartamento e aqueça a cama. O ex-namorado persegue-a, faz-lhe a vida num inferno, e a Sofia nem sequer tem um ombro amigo para chorar, pois o malandro tratou de lhe dar cabo das amizades todas. O professor terá pena dela, afaga-lhe o cabelo, diz-lhe umas palavras bonitas e carinhosas, ficam grandes amigos e já podem ir tomar café.
Técnica 3 – Sem elástico
Esta técnica é bastante agressiva e pode ter resultados imediatos. A Sofia vai para a aula de natação de biquíni. Previamente, retirou o elástico da cuequinha do biquíni. Já dentro da piscina, trata de mergulhar de cabeça o mais perto possível do professor. Vale dar um gritinho como se tivesse perdido o equilíbrio ao saltar. A cuequinha voará com o impacto na água e o professor ficará tão impressionado que não tirará os olhos da Sofia durante o resto da aula. A Sofia aproveitará para treinar melhor o mergulho e até poderá pedir dicas ao professor, aproveitando o facto de ele estar atento aos seus saltos para a água. Ele dará umas dicas, trocarão uns olhares cúmplices, ele dá-lhe mais uns conselhos, depois brincam sobre a malandreca da cuequinha, ficam grandes amigos e já podem ir tomar café.
Técnica 4 – A do Bastos
Não era um gajo chamado Bastos que dizia aquelas graçolas de “onde estavas no 25 de Abril” e “há que dizê-lo com frontalidade”? Se não era, passou a ser. Esta técnica baseia-se, portanto, na frontalidade. A Sofia perde a timidez, dirige-se ao professor de natação e, com um sorriso angelical, diz-lhe umas coisas bonitas, assim como se fossem em jeito de gracinha, mas cheias de verdade. Gaba-lhe os faróis (os tais que ainda não sei o que são), ah e tal não sei o quê os olhos verdes não sei que mais, que ele é muito simpático, muito musculado, pisca-lhe o olho, dá-lhe uma palmadinha na nádega, etc. Ou seja, é atacar à tubarão. Com frontalidade. Para que não haja dúvidas que é mesmo para o engate e que a Sofia não anda ali para enganar ninguém. Ele sucumbe a tanta sinceridade, conta à Sofia como sonha todas as noites com ela e com os seus atributos mais vistosos, ficam grandes amigos e lá vão eles tomar café.
Técnica 5 – O distribuidor, versão gaja-gaja
Depois de mais uma aula a dar aos braços, a Sofia sai e vai ao seu carro arrancar uma das chupetas do distribuidor. Basta abrir o capot do carro e procurar assim uma cena parecida com aquelas que se usam para tirar o leite das tetas das vacas. Se o carro não tiver disso, por causa destas modernices todas dos fabricantes, também vale arrancar discretamente um dos cabos da bateria. Depois, com muita serenidade, de capot bem aberto, espera pacientemente que o professor de natação apareça, sendo que o carro da Sofia deverá estar estacionado estrategicamente mesmo ao lado do carro do professor. Obviamente. Quando ele aparecer, é só dar aquele ar de aflição, que ah e tal o carro não pega. Ele tenta ajudar, espreita aqui, espreita ali, faz uma festinha no radiador para dar a impressão que percebe de motores, trocam uns comentários sobre o infortúnio da situação e o tempo passa. Eventualmente, o professor dará conta que a chupeta ou cabo está fora do sítio. Se não der conta, a Sofia pode aproveitar um momento de distracção para repor a coisa no sítio, dispondo-se logo a seguir a fazer mais uma tentativa, que correrá bem. A Sofia fica aos pulos, super alegre, comenta que foi da presença dele que o carro ficou bom, ele é um anjo, os anjos são muito amigos, e vão tomar um café.
Técnica 6 – O distribuidor, versão maria-rapaz
Situação idêntica à técnica 5. No final, a Sofia descobre, espantadíssima com a sua própria perspicácia de gaja, que está uma chupeta fora do sítio, ou cabo, ou whatever, pelo que tratará de meter no lugar, fazendo com que o carro pegue logo. De seguida, perante o pasmo do professor, a Sofia vai contar a história da sua vida, de como aprendeu a consertar motores e mudar o óleo e tal. Ele fica impressionado com a história, ouve-a até ao fim, sorri com as aventuras dela, ficam amigos e lá vai um cafezinho.
Técnica 7 – Netjacking
Esta técnica é muito refinada, exigindo conhecimentos técnicos e alguma paciência. Partindo do nome do professor de natação, a Sofia usará a Internet, com todas as suas potencialidades, para conseguir os contactos do professor: e-mail, Messenger, hi5, etc. Depois, usando um nick muito sexy e um avatar que apanhe entre o pescoço e o umbigo, entrará em contacto com ele via Messenger. Um avatar, como todos sabem, é uma foto que se usa para mostrar os atributos de quem está por detrás de uma identificação misteriosa na Internet. Há quem meta patinhos amarelos, mas isso já é uma técnica muito mais refinada de apelo à curiosidade ou ao fetiche, como forma de engate. Através do Messenger, a Sofia irá cativar irremediavelmente o seu professor. O avatar fará desta aproximação um sucesso garantido! Passadas umas semanas de muitas conversas virtuais, haverá lugar a revelar que, afinal, a Sofia é aluna de natação. Pode ser tipo surpresa mútua ou tipo timidez abundante que ah e tal tinha vergonha de o contactar directamente e que ele ficasse com uma ideia errada dela e não sei que mais que se costuma dizer quando se pretende disfarçar um engate. Por essa altura, já serão uns grandes amigos, e já podem deixar-se de computadores e enredos virtuais e irem tomar um café frente a frente.
E pronto, Sofia, é tudo por agora. Boa sorte com isso. Ficamos a torcer por ti. pickwick
publicado por pickwick às 19:17
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Terça-feira, 24 de Outubro de 2006
10.000* voyeurs!

1% da população portuguesa já pôs o pé neste estendal. Venham os outros 99. Até está frio, a gente aperta-se. riverfl0w

 

* Para efeitos de contagem, foram também contabilizadas as visitas de robôs, brasileiras, transsexuais e porquinhos-da-índia. Estas informações não dispensam a consulta do folheto informativo. Em caso de dúvida, consulte o seu médico ou farmacêutico.

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publicado por riverfl0w às 19:04
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Segunda-feira, 23 de Outubro de 2006
Um gajo distrai-se e…

E vem aqui e parece que entrou numa nave espacial a caminho do mercado de legumes e frutas do planeta Ziborg. Sinto-me… eh pá! Sinto-me constrangido! Intimidado! Atrofiado! Ó river!!! A gente tinha combinado que era só escrever e ah e tal. Outro dia já tinha um gajo a chagar-me o juízo porque o nosso blogue não tinha “rss” e mais não sei quê que não percebi o que ele queria dizer. Sorte a minha, que passados uns dias isto tudo levou uma reviravolta Moulinex e apareceu misteriosamente um rectângulo abichanado a dizer “RSS”, como se fosse um daqueles símbolos gay de pendurar na panela de escape do carro. Nuno, espero que fiques satisfeito com este salto na tecnologia de ponta e possas usar essa porcaria do RSS como bem entendas. Lá para 2009 vou arranjar paciência e pedir a alguém para me explicar o que é um RSS. Até lá, recuso-me a querer saber o que é. E river, não venhas cá outra vez com essa cantiga do ah e tal “sindicância realmente simples”, porque eu não gosto nada de sindicatos dos blogues, bem sabes, nem de bacalhau com natas, nem de bacalhau à gomes não sei de onde. Bom, isto das mudanças é tudo muito bonito, mas eu não gostei. Não é que eu seja um natural atrito às mudanças. Às vezes pode parecer, como daquela vez em que eu teimava em usar o Windows 95 quanto toda a gente usava o Windows Millenium, ou quando não largava o Windows 98 já no tempo em que o Windows XP tinha teias de aranha. Tudo tem uma justificação credível e racional. Mesmo a versão do Paint Shop Pro que uso hoje, que fará 10 anos daqui a uns meses. O pessoal é que não compreende! O pessoal tem aquela mania alarve de querer sempre a última versão de tudo, para depois andar a tentar engatar as miúdas com aquelas conversas das versões 9.2.3 e do Windows Znig-X21 e ah e tal. Como a sociedade não permite que se ande por aí nas ruas com a pila de fora, a olharem todos uns para os outros e a tirarem medidas, na base da sobrevivência e da lei-da-pila-maior, há que usar outros estratagemas para medir forças e impressionar adversários e presas. Desculpem lá, mas eu não curto nada essas cenas. E não gostei desta mudança no blogue. Um gajo senta-se no PC, bate um texto e uns disparates, vai ao site para meter mais um post, e vem uma mensagem pirosa a dizer que puf!, o painel de administração do blogue foi-se com os pintos para o galinheiro. Não é de um gajo ficar pior que estragado? Depois de alguns dias até se repor a ordem e um pouco de serenidade, descobre-se que, nos mais de 200 posts deste blogue, com uma média de uma página A4 cada um, todas as aspas foram convertidas em quadradinhos. Todas! Isto na minha terra tem um nome, mas a censura anda aí e é implacável, por isso, bico calado. As aspas até são uns símbolos egípcios raríssimos, daí os técnicos não terem previsto a sua utilização em blogues. Seja como for, enquadro este upgrade (“salta lá, ó grade!”, em bom português) dos blogues na versão informática do “Princípio de Peter”. O mesmo do “Receituário de Peter” e mais não sei o quê que apareceu na altura. E como, para bom entendedor, meia palavra basta, mais não digo. Aliás, isto tudo dos blogues só vai ter um final: os conteúdos tornar-se-ão aspectos secundários, sendo os milhares de adereços a única fonte de atracção de leitores. É como o Messenger, onde há pessoas que me contactam quase só por símbolos, línguas de fora, macacos desdentados e cus à mostra, em vez de perguntarem se o tempo está bom, como qualquer ser humano normal. Enfim. Outra coisa que não gosto nesta cena é isso do “tag”. O que vale é que, a mim, não incomoda directamente, pois consegui publicar um post no “novo blogue“ e não me apareceu nenhum “tag” lá pelo meio. A mesma sorte não teve o meu camarada de blogue, que escreveu um post e levou logo com uns “tags” a poluir o ambiente. Aliás, isto do “tag” quer-me parecer que é uma espécie de vírus em forma de papagaio. Ora, repare-se no final do post do river: “tags no estendal tags no estendal tags no estendal tags no estendal…” É um ataque do Vírus  do Papagaio. Tag deve ser o nome do papagaio. E também atacou o menu do lado esquerdo, enchendo aquilo tudo com palavras ao acaso, algumas delas com letras gigantescas! Mas é um vírus porreiro, conhecedor, culto: as palavras maiores são “humor” e “mulheres”, embora trocados os tamanhos em termos de relevância. Já que falamos em vírus, eu não tenho nenhuma “ferramenta de agregação”, está bem? Tenho um berbequim da Black&Decker com trinta anos que era do meu paizinho, umas chaves de parafusos, quatro alicates, dois martelos e mais umas bugigangas inofensivas. “Ferramentas de agregação” parece o nome do joystick de uma daquelas naves de combate da série “Espaço 1999”. Ou seria da “Guerra das Estrelas”? Qualquer coisa do género, pronto, não interessa. E, river, só mais uma coisinha: o que raio está a fazer um pixel cinzento-muito-muito-escuro-quase-preto no fim da página? Não podias meter um sapo-verde-de-riso-amarelo ou a Paris Hilton, como toda a gente? pickwick

publicado por pickwick às 23:53
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Domingo, 22 de Outubro de 2006
Le centre du monde est partout
doclisboaHoje foi noite de doclisboa. O doclisboa, para quem não conhece, é um festival internacional de cinema documental que se realiza em Portugal desde 2004, organizado (e bem!) pela apordoc. Já na edição anterior tinha por lá passado e, a bem dizer, tinha gostado muito do que vi.

Assim sendo, este ano tive então o cuidado de me credenciar antecipadamente junto da organização do evento. Até aqui tudo bem. Eis senão quando (adoro esta expressão… vocês não?), ao dirigir-me ao balcão de acolhimento para levantar o livre-trânsito, me dão não só o dito mas também – e pasmem-se – uma maleta preta de trazer a tiracolo da TV5, com a bonita inscrição que dá título a este post. “É o dossier de imprensa” – disse a menina, enquanto fitava os meus olhos transbordantes de emoção. A verdade é que em todos os eventos onde tive direito a um dossier de imprensa – e não foram tão poucos assim – este não passava de uma capinha com alguns documentos de utilidade questionável e, com sorte, uma caneta Made in Pakistan ou um mini-bloquinho de notas do Continente. Compreenderão pois o meu espanto ao receber, de mãos trémulas, uma mala em tudo semelhante à do Tintim - essa referência do jornalismo francês (ainda que se trate apenas de um personagem de BD). Obviamente, o meu próximo passo será arranjar umas calças de sarja e um terrier que saiba ganir em francês.

Voltando à realidade. Imediatamente senti que a pasta tinha um peso atípico – inviabilizando com sucesso qualquer tentativa de sprint furtivo atrás de um VIP – o que me levou a intuir que as surpresas não ficariam por aí. E não ficaram. O recheio era composto por:

- Programa do evento;
- Agenda Cultural dos próximos três meses;
- Publicação doclisboa: "Histórias mínimas: o documentário japonês contemporâneo";
- Sinopse e ficha técnica de todos os filmes plus fotos e currículo de todos os realizadores, produtores e júri - num total de 230 páginas;
- Um exemplar da docs.pt - revista de cinema documental;
- Bloco de notas muito catita, journalist style, plus duas canetas;
- Convites para o LUX, B.leza, entre outras (oh, infortúnia! a Sílvia Alberto está lá e eu não posso ir...);
- Informações sobre o alojamento de todos os intervenientes (sim, eu sei onde a nova namoradinha de Portugal está hospedada);
- Dados de todos os jornalistas acreditados - onde o meu nome surge ao lado de nomes como... muitos ilustres desconhecidos (os restantes 48 jornalistas que me perdoem a ignorância);
- e... the last but not the least... duas bisnagas de produtos da Rituals - uma de esfoliante e outra de gel de banho - que deixaram a minha mãe em estado de pré-lacrimejo.

E mais. Tomei um café servido por uma mulher como só se vê nos filmes de Hollywood sobre corridas ilegais de automóveis - if you know what I mean - que no final sussurou, com um sorriso atrevido, "Este é por conta da casa". Se a isto acrescentarmos dois excelentes documentários - "A Sunday in Pripyat", de Frédéric Cousseau e "The Fisherman and the Dancing Girl", de Valeri Solomin - rapidamente perceberão porque sou (e serei certamente) fã incondicional do doclisboa.
Amanhã, tenho já encontro marcado pela tarde, onde vou (engatar a deusa do bar/assistir a "China Blue", um documentário americano de referência sobre os efeitos secundários da globalização)(riscar o que não interessa).

Fica então o repto a quem se interesse e possa estar presente, sendo que o festival continua até 29 de Outubro, na Culturgest. Consultem o programa e não se preocupem com os preços, pois mais depressa vêem dois documentários no doclisboa do que bebem uma imperial no LUX. riverfl0w
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publicado por riverfl0w às 04:06
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Sábado, 21 de Outubro de 2006
Custou, mas foi
Ora confessem que lá que os posts dos Arautos do Estendal têm os cantos mais bonitos que a Web alguma vez viu... hein? riverfl0w
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publicado por riverfl0w às 05:56
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Sexta-feira, 20 de Outubro de 2006
Pressão, só conheço a da cerveja.
"Sinto que estou seguro no clube e não há lugar para receio do futuro. Em pequeno, frequentei ginásios e por isso tenho as costas largas. Pressão, só conheço a da cerveja." Augusto Inácio, in conferência-de-imprensa-há-meia-hora-atrás.

Parece que o estilo de vida do Jardel já está a alastrar por Aveiro. riverfl0w
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publicado por riverfl0w às 20:00
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Quinta-feira, 19 de Outubro de 2006
A globalização ultra-personalizada

Web 2.0, RSS feeds, aggregation tools, tagging, social bookmarking - estes são hoje os termos in da World Wide Web. E pensar que quando nos metemos nesta coisa dos blogues - em meados de 2004 - surgia uma caixinha inócua com a indicação "Escreva aqui o seu texto", onde depositávamos alegremente isto e aquilo. E saber que, à data, Ajax era sinónimo de marca de limpa-vidros ou de um clube de futebol holandês, onde jogou o nosso saudoso Dani. Hoje, no entanto, o Ajax foi promovido a linguagem de programação client-side e o Dani a apresentador de televisão de 3ª categoria. E mais, hoje RSS é o acrónimo de Sindicância Realmente Simples (Really Simple Syndication) – como se um termo que inclui a palavra “sindicância” pudesse efectivamente ser “realmente simples”.

E é neste mundo de areias movediças - onde a tecnologia de ponta de hoje é obsoleta na próxima semana - que os blogs se instalam. Na verdade, estamos actualmente a percorrer o caminho da globalização ultra-personalizada. Acabei de inventar o termo, mas na prática quer dizer que somos todos impelidos a seguir um mesmo caminho – o global – mas temos a 'vantagem' de personalizar esse ‘global’ de modo a que ele se torne unicamente nosso. O mesmo será dizer que somos obrigados a almoçar todos os dias sardinhas em lata, mas em contrapartida podemos escolher a cor da lata e o tipo de metal usado na anilha de abertura. O mesmo será dizer, no caso do nosso blog, que somos obrigados a mudar de servidor sempre o SAPO assim o exige - ainda que nem todos os conteúdos que anteriormente produzimos sejam totalmente compatíveis com o novo servidor (!) – mas ao menos podemos alterar a cor do pixel que está escondido no canto inferior direito da página, porque ele é cinzento-escuro e eu quero que ele seja cinzento-muito-muito-escuro-quase-preto.

Mas enfim, enquanto a paciência não nos faltar cá andaremos, mesmo que nos vejamos obrigados a escrever em Courier New em nome dos Web standards. E já que nos damos ao trabalho de estar a par do estado da arte, pede-se que dêem uso às tags no estendal e incluam o nosso RSS feed (http://arautosdoestendal.blogs.sapo.pt/data/rss) nas vossas ferramentas de agregação. E quem sabe se amanhã serão vocês a despejar jargão informático num post às 4 da manhã. riverfl0w

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publicado por riverfl0w às 03:57
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Quarta-feira, 11 de Outubro de 2006
Os patrões do mundo
Uma vez que não tenho televisão em casa, as poucas oportunidades de ouvir notícias pela boca de alguém é mesmo no rádio. Há estações e tal que dão mais música que outras e vice-versa. A TSF é mais conversa e tal, com noticiários, comentadores e fóruns. E cromos. Um dos cromos é o José Pedro Gomes, esse arauto do erro, dedinho pronto a apontar as falhas e as loucuras de quem faz fora do penico ou não tem jeito para a coisa. Ouvindo daqui, ouvindo dali, críticas ao governo, críticas ao passarinho da vizinha, um gajo fica com a nítida sensação que andamos para aqui todos a empastelar. Ou seja, o mundo não anda. O mundo empastela-se. Politicamente falando, claro, sendo que a política não é reservada aos obscuros políticos, mas a praticamente tudo o que envolva decisões e estratégias, desde o futebol até à ementa de um restaurante. E o mundo empastela-se porque as coisas não andam direitas, caem e levantam-se, amarfanham-se, estragam e estragam-se, enfim, dá é vontade de correr toda a gente à chapada. Quanto a actuações de governos e governantes e respectivos satélites, cuja vez a muitos calha, tenho a dizer que, ou é para estragar de vez, ou é para estragar às prestações, ou não é para fazer nada que se aproveite. É como tentar lavar umas cuecas todas borradas e impregnadas de caca: quanto mais se esfrega, pior fica, pelo que o melhor é ir fingindo que se lava, lava, lava, lava… As bombásticas medidas lançadas recentemente pelo Ministério da suposta Educação, com rufar de tambores e toques de clarinete, são mais um fingir que se lava. Na prática, são mais umas quantas medidas que não vão mexer nem uma palha no que existe actualmente, embora dê o aspecto de se andarem a mover montanhas e a parir mamutes. Ora bem, já não deve ser a primeira vez que o afirmo, mas, anotem, isto precisa mesmo é de uma reviravolta de 540º. Porquê 540º? É simples. Primeiro, uma volta completa de 360º, e depois, meia volta, ou seja, 180º, para ficarmos virados do avesso e não haver semelhanças com o passado. Tipo ah e tal, uma nova ordem mundial. Isto de assembleias, de repúblicas, de ministros, de presidentes, de políticos, isto tudo tem que acabar. Está demasiado obsoleto e já deu o que tinha para não dar. Há que inventar um novo sistema, uma nova ordem mundial, algo completamente virado do avesso e sem ligação com o passado, com os vícios, com as ideologias de cuecas-p’ró-ar. Algo que meta tudo na linha. Não há cá guerras de canivete e alguidar, não há cá países bons e países maus, atrasados e desenvolvidos, super-potências e territórios-coitadinhos, opressores e oprimidos, ricos e pobres. Obviamente que, para levar esta forma de existência ao mundo, torna-se necessário distribuir chapada. A chapada, como bem sabem, é a melhor forma de propagação do tino. Claro que isto até parece aquelas coisas parvas que apareceram em tempos, em que somos todos iguais e somos todos muito queridos e amamo-nos todos uns aos outros. Nada disso! Nessas invenções pirosas, também entrava a chapada, mas de forma ineficaz, ridícula e duvidosa. Vamos exemplificar. Imagine-se que íamos num autocarro e um dos passageiros dava largas à imaginação e soltava uma bufa mortífera, consequência de uma apimentada feijoada da véspera. Três mulheres e cinco crianças sentiam-se mal com o mau cheiro e o autocarro tinha que parar para evacuar os passageiros saudáveis e mudar as mulheres e as crianças afectadas para as ambulâncias que entretanto chegariam. Vinha a polícia (política, fardada, whatever) e interpelava o gajo das flatulências mal cheirosas. Ora, num sistema político como os criados até agora, pela Humanidade, poderíamos ter vários cenários. Ou a polícia voltava a meter todos no autocarro e fechava os olhos. Ou a polícia discursava sobre o Partido e não sei que mais, porque o Partido isto e o Partido aquilo, e levava o homem para as catacumbas da tortura, para lhe partir os dentes e trilhar os testículos numa máquina medieval. Ou, então, tínhamos um novo sistema. A polícia questionava os passageiros sobre o eventual incómodo e solicitava uma atitude sequencial ao gajo da bufa. Por atitude sequencial, entende-se um pedido de desculpas, oferecer um jantar às três mulheres e às cinco crianças como sinal de arrependimento, chorar baba e ranho, meter uma rolha de cortiça blindada no buraquinho entre-as-nádegas, ou qualquer coisa do género. Não havendo lugar a atitude sequencial, ou seja, não havendo arrependimento e gesto de compensação, o indivíduo seria imediatamente levado para “a ilha”, para bem longe, com o objectivo de não voltar a incomodar as pessoas daquela forma tão badalhoca. Ora, falta inventar este novo sistema político. No entanto, atente-se ao seguinte pormenor: os primeiros a inventar este sistema político, terão a patente da sua criação e poderão cobrar uma comissão de franchising a todos os países. Sim, porque todos os países quererão aderir a esse sistema, claro. Caso sejamos nós, os portugueses, a inventá-lo, os rendimentos provindos desse franchising serão de tal forma chorudos, que nos tornaremos na nação mais rica e poderosa do mundo. Seremos, a bem dizer, os patrões do mundo! Para mim, vou querer uma moradia T6, com piscina aquecida e coberta e em forma de coração, jogo de matrecos com registo digital de golos, mesa de snooker com tabuleiro para pousar as bebidas, ginásio, jardim japonês com nenúfares, um jipe, um sofá, armário para sapatos, churrasqueira, cão, horta, aspirador silencioso, bicicleta com mudanças que funcionem, e uma panela de pressão. pickwick
publicado por pickwick às 19:44
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