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Sexta-feira, 30 de Junho de 2006
A Síndrome de Arlete
A ouvir, na voz de João Vaz

O meu blog dava um programa de rádio - Rádio Comercial

 

A primeira Arlete que eu conheci na minha vida, era colega de casa de uma fulana que me cativou o olho. Viviam juntas, na mesma casa, portanto, todas estudantes universitárias, mais a irmã da Arlete. Depois de ter cativado o olho e lhe ter dado a volta, à amiga da Arlete, passei a ser cliente mais assíduo da casa, com todos os transtornos que isso traz, com os amigos e as visitas e os jantares e aqueles disparates todos que se fazem num primeiro ano de universidade. A Arlete, apesar de ser uma miúda aparentemente simpática, com quem se podia falar, era foleira como o galho de uma oliveira atropelada por um tractor. Lá estou eu com o trauma das gajas foleiras, mas as verdades e os factos não se devem esconder, a bem da vitória de Abril. Continuando. A Arlete era gorducha, muito morena, cabelo preto aos caracóis, dentes muito brancos e foleira, pronto. Metia-me impressão como é que poderia alguma vez haver um homem normal que quisesse alguma coisa com ela. O Zé, meu colega de curso e meu amigo, quis. Casou-se com ela e já tinha 2 filhos da última vez que soube deles. O Zé até era um gajo porreiro, mas, francamente… Enfim, eu escusei-me de lhe explicar que aquela gaja era foleira à brava e que a universidade e a cidade estavam cheias de miúdas com aspecto mais acolhedor e feminino, pois ele prestar-se-ia imediatamente a um ajuste de contas à moda de Mirandela, a terra dele, e não íamos querer cenas destas, pois não? A segunda Arlete que eu conheci, era da mesma idade da outra Arlete, mas com um desfasamento temporal de cerca de vinte anos. Fica bem dizer desfasamento temporal, é quase tão sofisticado como dizer time offset ou outras coisas giras do mesmo género que invadiam as aulas na universidade. Bom, esta Arlete, que é da terra onde agora vivo, é uma XXXX. Não pratica, profissionalmente, mas tem toda a parte depreciativa inerente. Ou seja, tem as mãos foleiras e acastanhadas pelo excesso de tabaco, tem os dentes tipo monstro-das-bolachas depois de comer o filme inteiro da “Carlinhos e a Fábrica do Chocolate” e levar de seguida uma joelhada nas mandíbulas, é mal feita, usa decote para mostrar ainda melhor o quão mal feita que ela é, e, pior que tudo, no dia de Carnaval de 2002 atirou-me um ovo à fachada da casa, minutos depois de eu recusar dar não-sei-o-quê ao bando de mascarados que andavam a correr todas as casas a pedir não-sei-o-que-mais. Por causa do ovo, que se cola que nem tinta à parede, passei quase uma hora em cima de um banco a escovar a fachada da minha casa. Se fosse uma gaja jeitosa, eu ainda desculpava, pronto, as miúdas giras têm direitos que as foleiras não têm, nomeadamente atirar ovos às fachadas das casas em época de Carnaval. Mas sendo assim, não há pão para feiosas. Eis, então, que surge a terceira Arlete. Ora bem, a Arlete é uma capanga da minha patroa. Eu já a conhecia de uma reunião anterior, mas, na quinta-feira, conheci o que pior há nela. Imagine-se: uma mulher quarentona, feia que nem uma morsa depois de ser violada por um cachalote muito macho, corpo muito disforme com proeminências estranhas em locais que não os seios, com um sorriso extremamente amarelo a lembrar a bocarra da traseira de um camião de recolha do lixo, e, chiça!, toda vestida de branco. O branco, como todos sabem, para além de ser transparente, o que fica muito bem nas mulheres jeitosas que gostam que os homens saibam a cor da lingerie e a sua preferência por fio de limpar os dentes, ajuda a dilatar o efeito visual que o corpo provoca no olhar do observador. O vestuário preto, pelo contrário, dá o efeito de emagrecimento, daí que esteja sempre na moda. Ora, como é que uma mulher destas se lembra de vir para uma reunião vestida de branco? Mas, como? Será louca? Mais louco será o marido. Sim, porque, ou é para disfarçar, ou a anilha de pombo que trazia no dedo quer dizer que há um homem (cada vez tenho menos esperança na nossa raça) que se casou com ela. Casar, ainda vá, pronto, é um gesto bonito e podia ser por condescendência. Mas, eu estou capaz de crer que há, de facto, um homem que durma com a Arlete. Ó pá! Por favor! Que tome uns comprimidos todas as noites para adormecer compulsivamente e não ter que se sujeitar ao sacrifício indescritível que é atender às necessidades sexuais da Arlete. Ou atire-se da janela. Ou atire-a a ela pela janela. Também tenho a mania que as miúdas chamadas Telma são muito peludas, mas isso é outra estória. pickwick
música: Ugly – Sugababes
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publicado por riverfl0w às 21:26
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Quarta-feira, 28 de Junho de 2006
Tique taque…
Hoje fui apanhado de surpresa. Outra vez. Bem, não foi bem uma surpresa, porque já raras são as coisas que me surpreendem, mas pronto. Apareceu um mocinho novo para aprender a arte da fazer contas. Chama-se Fábio, vou ter que o aturar durante mais umas semanas, e não sei como é que não lhe enfiei um chapadão! O Fábio é um personagem que se arrisca a ser levado pelo vento, conduz um Opel Tigra com ar altamente abichanado (bem condizente com o condutor, aliás), e usa uma camisa Denim não-sei-o-quê. Se há coisas que me irritam profundamente, ou que me fazem rebolar no chão a rir, são os tiques. E os taques. Os tiques e os taques, como qualquer bom relojoeiro sabe explicar, andam aos pares. Bom, então o Fábio tinha um tique e um taque, os quais passo a descrever. O tique, primeiro. No pescoço. Não é bem no pescoço, é mais nos miolos, que comandam os músculos do pescoço e lhe provocam uns tiques na gadelha. Ah, faltava dizer, que o rapaz tem daquelas gadelhas típicas dos betinhos irritantes, muito farfalhuda como que a dizer olhem para mim que eu sou mais que vós. Assim, numa média de 2 vezes por minuto, o rapaz dá um tique no pescoço, daqueles para sacudir a gadelha e meter na ordem uns quantos cabelos. Isto, como qualquer pessoa compreende, é altamente irritante. Especialmente com aquele arzinho de beto gay! Há coisas na natureza que são impressionantes, e uma delas foi a quase incontrolável vontade que se apoderou de mim de também ter um tique no (meu) braço e ajudá-lo a sacudir a gadelha, os piolhos e o amaciador para o cabelo, fazendo-lhe saltar os olhos das órbitas com o impacto. A sério! Cada vez que tinha um tique, eu tinha um princípio de tique também no meu braço, pá, uma coisa extraordinária, um fluxo de energia que só consegui controlar com muito esforço. Depois, há o taque. O taque deste jovem é, a cada vez que se engana e é chamado à atenção, repetir um “tem razão”, daqueles como quem aprova o reparo, porque se não aprovasse estava o caldo entornado e tinha que se chatear comigo. Do género: Ele: 1+3=5 Eu: Não… 1+3=4 Ele (depois de pensar um bocado): pois é, tem razão… É ou não é um taque irritante? Assim, passar duas horas com um gajo com ar gay, camisa Denim, com tiques para ajeitar a trunfa de 30 em 30 segundos e a dizer “tem razão” de 5 em 5 minutos, não é maneira de se ter uma vida saudável. É quase como ter um rafeiro bisgarolho a ladrar-nos incessantemente para as pernas… em pouco tempo somos tentados a pontapeá-lo sem medidas. Enfim. pickwick
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publicado por riverfl0w às 21:12
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Terça-feira, 27 de Junho de 2006
Tratado das meias
Não sei o que dizer sobre meias cor-de-rosa. Desde que um fulano teve o atrevimento de me sugerir uma camisa cor-de-rosa, a mim, que levava umas calças coçadas e uma barba asquerosa por fazer, tudo é possível. Mesmo assim, continuo a achar que meias cor-de-rosa é mesmo só para gaja. E, há que concordar, fica-lhes muito bem. Aliás, às gajas, sejam miúdas ou mulheres feitas, as meias ficam bem de qualquer cor. Acho. Pois, pensando melhor, há meias que ficam mal às gajas. São aqueles tipos de meia de vidro, de cor azul-a-fugir, que mais parecem os cortinados nojentos e meio transparentes das casas de pornografia barata. Fica assim a ver-se a pele por baixo, meio azulada, tipo uma perna com um torniquete, prestes a ficar inutilizada e a precisar de uma amputação. Mas, pronto, fora essas meias, todas as outras ficam bem nas gajas. Incluindo as cor-de-rosa. É melhor não entrar naqueles pormenores das meias brancas até ao joelho com uma saia axadrezada, tipo “plaid”, ou só até ao tornozelo, de renda, com saia rodada acima do joelho, porque isso deixa-me assim um bocado descontrolado… e a espumar… Ah! Lembrei-me de outro tipo de meias que ficam altamente pirosas: as meias às riscas horizontais multicores. Especialmente se forem até acima dos joelhos, tipo pipi-das-meias-altas. Ah… essa depravada de totós e sardas foleiras! Com bonequinhos, tipo rato Mickey ou os estrunfes, também ficam muito bem, assim curtas, a querer fazer passar um “quê” de sensualidade inocente e teenager. Um tipo de meias que ficam muito bem numa gaja são aquelas de lã grossa, de meia canela, para usar exclusivamente no Inverno rigoroso, e só em casa, com “lingerie” curta, em cima do sofá e ah e tal. Bom, há uma versão destas meias que ultimamente anda na moda e que, francamente, dão tão mau aspecto como um velhote de bengala com umas chuteiras da Adidas calçadas e passear-se no Museu da Vista Alegre. Falo daquelas meias de lã grossa com pitons antiderrapantes. Ou seja, umas bolinhas super-pirosas que evitam aquele prazer milenar de deslizar no soalho lustrado dentro de um par de meias. Uma aberração do comércio, é o que é. Depois, vêm as meias para homem. Ora bem, essas querem-se grossas. Porquê? Para amortecer os pontapés. Não estou a falar em pontapés nas bolas, mas sim noutras coisas da vida. Como gajas, gatos, gatunos e outras coisas começadas com “ga”. As gajas, segundo reza a história, acham que aos homens ficam mal meias brancas e ah e tal, mas nunca as vi a olhar-me para as meias. Não sei quem inventou essa história, mas é um profundo disparate. A meia branca é mais barata, é mais pura, serve para praticar desporto e fica muito bem como pano de limpeza no “cockpit” do veículo. Eventualmente, e aqui fala a experiência, uma meia branca bem enroladinha, em forma de esfera mal feita, torna-se uma excelente bola de micro-basquete, para aquelas noitadas em que não cabe nem mais uma cervejola no bucho. Mas, a parte que mais me impressiona nas meias - e que ainda não sei muito bem se é pela positiva ou pela negativa - é o sexo. Fazer amor, portanto, para os mais pudicos. Sexo de meias, de peúgas, a bem dizer. Os corpos nus, suados, a brilharem ao luar, upa-upa… e… dois pares de meias calçadas. Assim contado, parece um bocado piroso. Especialmente se um gajo se levantar para espairecer e andar a passear todo nu pela casa, pilirau ao pendurão como os pêndulos dos relógios, com um par de meias calçadas. Realmente, assim descrita, a cena parece mesmo pirosa, mas no Inverno o chão está frio e um gajo distrai-se. Lembro-me, muito vagamente, de ter, ao longo da minha vida, dado de caras com outras versões de meia-de-gaja, coisas de meter medo ao susto, de cores indescritíveis e padrões muito enjoativos. Por uma questão de qualidade de vida, fiz-lhes um “erase” no “memory stick”, ficando apenas gravado os esgares de desagrado associados ao choque da vista. Meninas, mulheres deste mundo, por favor, não comprem meias pirosas! Por favor! Não estraguem a paisagem, está bem? Obrigado! pickwick
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publicado por riverfl0w às 23:33
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Segunda-feira, 26 de Junho de 2006
Golos e outras baboseiras
Ontem, Domingo, foi dia de jogo. Em dias destes, algumas pessoas aproveitam para ir a sítios públicos onde não andará a grande massa humana que vagueia fora de casa naquela busca incessante pelo mítico calhau que lhes preencha a existência. Não tive essa sorte, porque missões mais nobres e entusiasmantes me preencheram o Domingo, mas, depois de actividades na natureza, piqueniques, sestas à sombra, fugas estratégicas e viagens de comboio, cheguei finalmente a casa quase à hora em que uma percentagem estupidamente grande da população portuguesa estaria a preparar-se para, impacientemente, assistir a mais um joguinho daquela coisa a que chamam a Selecção Portuguesa. Pessoalmente, prefiro gajas. E, se tiver que ser uma Selecção, ao menos que seja uma Selecção Rochery do Pingo Doce. Portanto, gajas ou gelados, mas gajos peludos e ordinários é que não, por favor. Claro que, aqui neste prédio da 2ª Guerra Mundial (como o meu irmão tão bem descreveu o edifício à minha mãezinha), estas preferências não são partilhadas. Aqui, como no prédio em frente, e nos outros todos aqui nesta grande aldeia, o povo sentou-se colado na TV. Eu, sentei-me calmamente em frente do computador, com acesso à Internet, para me cultivar um bocadinho com as notícias do fim-de-semana. Ia a leitura a meio, quando explodiu uma saraivada de “GOLO” por todo o lado. Não era difícil de perceber que um dos cromos da equipa portuguesa tinha conseguido, com mais um golpe de sorte, enfiar a bola dentro da baliza adversária. E fiquei cá a pensar para comigo, por que raio é que esta gente grita “golo”. Toda a gente (os que têm TV) vê que foi golo. As gralhas dos comentadores “desportivos” gritam desalmadamente que foi golo, certamente num gesto de simpática atenção para com os invisuais. Há necessidade de as pessoas em casa gritarem também que foi golo? Eu acho que não. Então, gritam porquê? Bem, eu vejo aqui algumas semelhanças com o sector dos indivíduos infelizmente portadores de deficiências mentais. Onde trabalho, há lá um, o Cristóvão, a quem eu veria com bons olhos que gritasse “golo” a olhar para a TV. O pobre coitado, que tem Trissomia 21, repete facilmente e com alguma alegria qualquer coisa, descontando as alterações que a sua situação física provoca nos sons. Com sorte, talvez até consiga dizer qualquer coisinha sem se babar, o que é muito bom. Esses, como o Cristóvão, eu compreendo. Agora, pessoas teoricamente normais, a terem essas atitudes, é que eu já não entendo. Será alegria? Mas alegria de quê? Devem gostar de ganhar o que ganham e aplaudir uma equipa de macacos peludos cujos vencimentos mensais ultrapassam a soma dos vencimentos de toda uma vida de trabalho de um cidadão normal. Devem gostar, devem. Devem gostar de aplaudir uma coisa que não traz benefício nenhum para a condição de vida do normal cidadão, pois se a selecção portuguesa marcar vinte golos contra o Brasil, nenhum de nós irá ganhar mais uns euros ao final do mês, nenhum de nós pagará menos por um litro de gasolina, nenhum de nós verá perdoada a sua dívida dos empréstimos aos bancos, e nenhum de nós verá reduzido o seu horário de trabalho. Ainda assim, a malta teima em gritar “golo” e esticar uma versão chinesa da bandeira portuguesa na varanda. Mas para que é que a malta mete uma bandeira portuguesa a arejar? É por sermos muito patrióticos? Claro que não somos patrióticos. Por vontade do comum cidadão, Portugal até podia ir para o caraças, juntamente com o resto dos seus habitantes, desde que não faltasse dinheiro no bolso para gastar estupidamente em coisas inúteis. É que, como é sabido, o português está sempre a arranjar maneira de chular o Estado que somos, afinal, todos nós, e isto, a bem dizer, não se pode chamar de patriotismo. Mas, enfim, é como os portadores de Trissomia 21: se lhes dermos uma bandeira portuguesa para as mãos, eles também a vão meter numa varanda, apesar de não compreenderem porque o que estão a fazer. pickwick
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publicado por riverfl0w às 13:57
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Sexta-feira, 23 de Junho de 2006
Feel like doin' it?
A ouvir, na voz de João Vaz

O meu blog dava um programa de rádio - Rádio Comercial

 

São 6 da manhã. Horas de estar a dormir, entenda-se - como provavelmente estarão a fazer 90% das pessoas à distância de menos de cinco fusos horários - exceptuando uns quantos que hão de estar a fazer relinchar as molas dos colchões. Se eu não fosse, portanto, ligeiramente insano, estaria a ressonar - embora não ressone - em vez de estar pr'aqui a escrever baboseiras. A questão é que esta madrugada fui assaltado por uma ideia altamente filosófica. Muitas vezes pensamos naquilo que deixámos por fazer, em certas oportunidades que não agarrámos com ambas as mãos... existe até aquele cliché - que fica sempre bem na boca de uma loura qualquer, até porque é fácil de decorar - do "só me arrependo daquilo que não fiz". Pois bem, aqui entre nós, temo que não passe mesmo de um cliché. A verdade é que em qualquer coisa que façamos, mesmo que se trate da oportunidade do século, existe sempre algum pormenor - por mais ínfimo que seja - que não corre bem. Como quando pisei a miúda mais gira da escola inteira, no Baile de Finalistas (que por acaso até estava a dançar comigo), ou quando gaguejei na minha primeira peça de teatro por me ter esquecido da deixa. São momentos que acabamos por recordar com alguma piada, ternura até, mas guardamos alguma mágoa por não terem sido... perfeitos. Os únicos que acabam por ser inexoravelmente perfeitos são, esses sim, aqueles que nunca aconteceram. Situações que ficaram apenas num pensamento, num sorriso, num olhar cúmplice. Aí, imaginámos tudo como queremos - até ao mínimo detalhe - e é assim que fica maravilhosamente guardado no álbum de recordações. Como se tivesse acontecido. Até ao dia em que disfrutamos da alegria imensa de se ter realizado, e guardamos aquela mágoa pequenina de não ter sido perfeito. Quer-me parecer que Flaubert já dissertou sobre este assunto, mas se assim for, é preciso que compreendam que em mais de 4000 anos de história humana é difícil de lembrarmo-nos de coisas originais. Ainda assim, vale a pena pensar nisto. riverfl0w
música: Perfect – Smashing Pumpkins
publicado por riverfl0w às 06:03
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Quinta-feira, 22 de Junho de 2006
Parideiras condicionadas
Há aquelas parvoíces dos Direitos Humanos e dos Direitos das Fêmeas e dos Direitos às Liberdades e outras anormalidades começadas com “direitos”. Eu sei que há, mas não pode continuar a haver. Pelo menos, não da forma oferecida como tem sido desde que se conquistaram. E não, porque é um cancro. Daqueles que infestam a sociedade, que minam a civilização, e que irritam enormemente. O direito a parir tem de ser condicionado. Mas tem mesmo, carago! Mães não há muitas, no meio de tantos milhões e quaquitribilhões de mulheres. O que há muito, isso sim, são Parideiras. E o que é uma parideira? É uma fêmea – por enquanto – que apenas dá o seu contributo fisiológico para trazer ao mundo uma criança, sustentando-a (ou não) durante uma série de anos. Portanto, e para que não haja dúvidas, uma parideira é uma mulher que dá à luz, mas que depois se demite da função que a civilização lhe atribuiu para os anos vindouros – ser a Educadora do rebento. Como não dá educação ao rebento, deixando-o crescer como uma aberração da sociedade, cravejado de traumas fingidos e desvios sociais acentuados, não passa esta mulher de uma simples parideira. Como as galinhas e as peruas, aliás. E outros animais. Pois, falta concluir com esta perspectiva: a mulher parideira não passa de um animal que pariu. Ponto final. Ora bem, e estas cenas deviam ser condicionadas, obviamente. Deu-me para isto, hoje, depois de observar com alguma atenção um bando de “pitas” de 12-15 anos. Deviam ser todas carimbadas de “parideiras condicionadas”, imediatamente, e para sempre. Aliás, “parideiras inviáveis”, definitivamente, mas pronto, há que dar o benefício à dúvida que o futuro reserva sempre. Estas “pitas” estão predestinadas a serem os espécimes de classe mais reles daquilo a que uns quantos poetas inspirados designaram de “vacas”. É uma evolução natural e previsível, esta. Basta olhar e está tudo visto. Esta gentinha de meio palmo e muito vazio, não pode parir. Era só o que nos faltava! Até podiam parir petizes saudáveis, sim, mas, e depois? Que sairia dali? Que educação teriam aquelas amostras de bovinos para dar? Zero! Ou menos, ainda. Portanto, tem de ser missão da civilização corrigir-se a si própria, prevenindo que o futuro traga aberrações ainda maiores do que as que já circulam por aí. Chama-se a isto um processo auto-correctivo. Carimbam-se estas “pitas” logo que se denota a pinta, e pronto, meio caminho andado para a prevenção eficaz. Ou seja, pode partir-se logo para aquelas operações maquiavélicas de extrair não sei o quê dos ovários e cortar não sei o quê no útero e encher não sei o quê nas trompas e ah e tal. Depois, que andem por aí a roçar-se com trolhas e a rebolarem com bêbados, que não virá muito mal ao mundo. Porque estas “pitas”, a bem dizer, do jeito que estão as coisas, vão todas emprenhar muito cedo, ficando depois muito surpresas, apanhadas a meio da festa da vida, atiradas para aquela chatice de vida de progenitora à qual darão o mínimo dos mínimos. É mau, esta onda, mas ainda há-de vir o dia! Daqui a uns anos, provavelmente quando eu já não andar cá, mas vai ser esse o caminho. A sociedade vai ver-se a braços com um descontrolo total da transmissão de valores de geração em geração, e terá que meter a mão na massa para endireitar tanta coisa torta. O direito a parir terá que ser adquirido, como se de um passaporte se tratasse. Estará dependente do percurso de vida até aí, e não olhará a desculpas. A sociedade condicionará as tantas coisas que hoje fazem parte daquela libertinagem disfarçada de liberdade e direitos a que estamos habituados. E vai doer, pois vai, mas terá que ser assim. Os direitos não serão adquiridos, como até agora, mas terão de ser conquistados. A diferença, em relação ao passado, é que estarão inteiramente disponíveis para serem conquistados. Só faltará mesmo conquistá-los. A Patrícia quer ser mãezinha? Quer? Então vamos lá ver como tem sido a sua vida!... Ah pois é! Vai doer, mas vai ser assim, depois de termos todos batido muito lá no fundo. pickwick
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publicado por riverfl0w às 21:12
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Segunda-feira, 19 de Junho de 2006
Vestido de chimpanzé
O fim-de-semana passado foi mesmo em cheio. Para além de ter acordado com um corpo nu ao fim da sesta de sábado e de ter enchido a fronha da minha patroa com dardos lançados a meias com uma amiga, também fui às compras com outra amiga e ainda fui almoçar a um restaurante altamente romântico, numa cave e uma ementa de picanha deliciosa, com outra amiga. Ou seja, 4 mulheres num único fim-de-semana. É o que se chama ter bom proveito. Bom, mas não posso deixar passar em branco essa bela actividade que é ir comprar roupa. Especialmente roupa para ir a um casamento. De outra pessoa que não eu, está claro. Cada vez que passo em frente de uma loja de mariquices para casamentos, não consigo evitar uma careta de enjoo e um abanão de cabeça. Nem sei bem que palavras serão melhor empregues, mas é uma coisa que me fascina pela negativa. A minha prima vai desembolsar a módica quantia de cerca de 300 contos para pagar um vestido piroso. Tem de ser piroso! Só pode. As noivas ficam sempre pirosas, e quanto mais querem parecer bonitas, mais monstruosas ficam. Acho que, em todos os casamentos que já fui, fiquei sempre a comentar para comigo mesmo: “poxa… a miúda até não era feia… mas agora assim…” Se, por um lado, empastam-se com quilos de maquilhagem foleira, ficando com aquele ar de nativas de África que põem uma camada de bosta de búfalo no rosto para tratar a pele, por outro lado, vestem-se com as vestimentas mais abobalhadas que algum criador embriagado inventou, com uns folhos e umas rendas e umas pirosices indescritíveis a rojar pelo chão. É mesmo piroso, a sério. Parecem ursas num circo falhado de aldeia. Ao menos os noivos safam-se com mais facilidade, envergando um fato e mais nada. Claro que há os que gostam de fazer parceria com a ursa da noiva, e compram uns fatos todos artilhados, com folhos maricas a sair das mangas e outros adereços de que não há memória. Enfim, é tudo muito foleiro. Daí que, ao ir às compras, tive que me sujeitar à oferta, dentro dos limites do reino animal. Ou seja, animal por animal, que seja um mais próximo do homem. Os ursos, como toda a gente sabe, descendem dos peixes, logo não têm nada a haver com o bicho homem. Assim, o animal mais próximo será o chimpanzé, e foi à cata disso que entrei numa loja: para comprar roupa que me deixasse com ar de chimpanzé. Se no capítulo das calças a coisa correu bem, já na parte da camisa o funcionário da loja correu alguns riscos quando sugeriu uma camisa cor-de-rosa. Eu ainda fiquei atónito a olhar para uma camisa cor-de-rosa (realmente cor-de-rosa) na prateleira das camisas para homens, como se houvesse algum engano, mas o funcionário prontificou-se a garantir que se usava muito. A minha amiga compactuou com o funcionário nesta trama de convencer os homens - esses animais másculos, viris, de peito varonil e muitos pêlos a saltar pelo colarinho – de que usar camisas cor-de-rosa é fashion. Mas como é que alguma vez no mundo usar uma camisa cor-de-vomitado-de-mousse-de-morango pode ser fashion???? Bom, de entre as cores foleiras que povoavam a loja, acabei por ficar-me com uma cor-de-pérola-não-sei-de-que-porcaria-de-recife. A seguir, foi o trauma das gravatas. Eu acho as gravatas ao mesmo nível da bolinha que os palhaços usam no circo, mas enfim, aqui a situação era uma boa causa: fazer a vontade à minha mãezinha, que muito preza as gravatas e outros adereços que fazem de qualquer homem decente um autêntico urso. A ideia até era boa, as cores das gravatas é que são um escândalo. Não têm cabimento, a sério. O expositor rotativo parecia uma terrina de sopa cheia de vomitado de um banquete, uma mistura entre vómitos de bifes de novilho, bacalhau com natas e muitas sobremesas. Pensei, por várias e muitas vezes, em virar costas e sair disparado da loja, mas a minha amiga não ia achar piada e depois nunca mais ia falar comigo e pronto, sucumbi à azia de ficar com uma gravata cujas cores já não me lembra, mas que parece uma espécie de preparado de enguia para fritar. Na loja da frente, a sapataria. Posso resumir a aventura na sapataria desta forma: vim-me embora com uns sapatos por um preço aceitável, mas que, tal como a esmagadora maioria dos sapatos nas sapatarias, tem um formato horrível: um bico-de-pato-com-gripe. Os sapatos dos palhaços são do tipo bico-de-pato-inchado-depois-de-um-sopapo. Estes que comprei são bico normal, apenas com gripe. Enfim, no final, o conjunto completo é tal e qual um chimpanzé. Só me faltou comprar um bocado de corda e um pneu. pickwick
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publicado por riverfl0w às 20:06
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Domingo, 18 de Junho de 2006
Colares de pérolas e dardos na patroa
Há fins-de-semana que nos apanham de surpresa. Ou surpresas que nos apanham ao fim-de-semana. Neste que agora mesmo findou, acordei a meio de uma bela tarde de sábado com uma bela princesa na minha cama. Estava toda nua e tinha um colar de pérolas tipo cor de uva ainda a tostar ao sol. Ora, como todos sabem, faz parte do sonho de qualquer macho que se preze acordar com uma bela princesa toda nua na sua cama. Com ou sem colar, sem ou com pérolas. É bonito, é sensual, é apaziguante, é relaxante. Está calor, cheira a férias, cheira a outras coisas que não são para aqui chamadas e sabe bem. Quando se traça um quadro assim, imagina-se um ambiente condizente e requintado, “à matador”, portanto. Contudo, neste fim-de-semana, a única coisa que se aproveitava deste quadro era mesmo a bela princesa com o seu colar de pérolas, porque o resto, bem, era o caos: um quarto com 1,5x3,0 m, que não passa de um cubículo; dois sacos-cama usados, abertos à toa e a necessitarem de uma máquina de lavar; um estendal portátil para secar roupa, atulhado com o conteúdo de duas máquinas de roupa cheias, num mix divertido e colorido de t-shirts, meias foleiras e cuecas másculas; livros e revistas empilhados debaixo de pilhas de pó; uma caixa da roupa suja perigosamente aberta, sujeitando quem passe a cair lá dentro; roupa que já não sei se está usada ou lavadinha de fresco, espalhada em cima de tudo e mais alguma coisa; e uma cama que foi um sofá rasca em metal e que milagrosamente sobreviveu a 140 kg. O que me vale é que esta princesa não é mariquinhas, senão o acordar a meio da tarde teria sido o fim do mundo. Ah, falta só acrescentar um pormenor sobre o ex-sofá rasca: aguenta mais do que 140 kg… tem a haver com aquela cena da física, sobre a energia cinética e etc. Mas isso, é outra estória. Também neste mesmo fim-de-semana, dei comigo a partilhar vivamente com uma amiga íntima, muito íntima, uma mão cheia de amarguras derivadas da estupidez crónica da nossa patroa. E como se partilha devidamente uma amargura? Bem, há várias maneiras… Mas acabámos por encontrar uma forma reconfortante de afogar as amarguras. Para tanto bastou um computador com Internet, uma impressora e um jogo de dardos afiados. Vai-se à Internet, saca-se uma foto da nossa patroa, imprime-se, prega-se no alvo redondo, dá-se uns passos atrás, e zás! Confesso que acabámos por divergir ligeiramente na zona a atingir. A minha amiga, que é uma amiga íntima, tinha uma predilecção mórbida por atingir o coração. Era tanta a predilecção que recortou um coração em papel amarelo e colou-o sobre o externo da fotografia da nossa patroa. Eu ainda lhe tentei explicar que o coração fica mais ao lado, ah e tal, mas ela não quis saber, ficou mesmo ao meio e pronto, bota os dardos para cima. A minha preferência foi para a zona da cabeça. A testa fica sempre muito bem com um dardo bem espetado, idem para o queixo, mas o melhor de tudo é mesmo num olho. É artístico e fica bonito. E enfim, podia dar-me para pior. Às tantas, o mal é sono… pickwick
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publicado por riverfl0w às 23:11
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Quarta-feira, 7 de Junho de 2006
O amor é como o capim
O Guã ligou-me esta semana, novamente, sendo que as vacas vieram novamente à conversa. O Guã é o tal que foi pintar vacas com frases brilhantes para o meio da cidade, num momento de reflexão interior de grande projecção mediática. Desta feita, tinha para me transmitir um daqueles pensamentos eternos que nos revelam grande sabedoria. Era um pensamento comprido, mas posso resumi-lo assim: o amor é como o capim… o capim nasce, com toda a beleza da natureza, cresce, floresce, torna-se lindo, verdejante, apetecível, deslumbrante, eleva os sentidos, torna tudo mais cor-de-rosa (apesar de ser verde), até que um dia… vem uma vaca cheia de fome e dá cabo de tudo! Ora bem, portanto, para os que não perceberam o pensamento todo, a vaca aparece no prado e come o capim. A relva, a erva, whatever. Eu acrescentaria que a vaca ainda há-de acabar por ruminar a coisa. Se bem me lembro, ruminar é aquele acto educadíssimo de puxar a comida do estômago para a boca, para mastigar mais um bocado e, finalmente, engolir de vez. Deve ser assim. As vacas têm destas coisas… ruminar o que se comeu, mesmo que lhes seja indigesto. É um fenómeno psicológico difícil de explicar. Portanto, imaginemos que o capim já não está nos conformes com os gostos mais refinados da vaca, mas ela não hesita em puxar para cima para mastigar e, pasme-se, voltar a engolir. Eu cá não percebo, mas deve ser mesmo típico das vacas. Tal como é típico dos fanáticos por futebol arrotar e grunhir como se percebessem alguma coisa do que deitam cá para fora. O pensamento, é bonito. E muito realista. Depois de meditar nele, puxei do livro das memórias e constatei que é muito comum vir a vaca e comer o capim. Estragar tudo, portanto. Não é que tenham de ser sempre as vacas… não… é sabido que nos prados também há bois, mas todos sabemos que há mais vacas do que bois… deve ter a haver com aquela coisa do equilíbrio da qualidade, certo? Portanto, estatisticamente, como há mais vacas que bois, haverá mais vacas a comer o capim e estragar tudo, do que bois a fazer o mesmo. Feio, feio, é estragar tudo. Seja boi, vaca ou um tabuleiro de xadrez, tanto faz. É feio e é foleiro. Eu também faço como os bois que vão ao prado a estragam o capim. De tempos a tempos. Às vezes, é por uma questão de preservação da qualidade de algo, mas outras é mesmo porque um gajo não as pensa, não as medita e não tem paciência para prevenir. É verdade. O que vale é que costumam ser coisas pequenas, de pouca monta. Se um gajo foi boi e ao mesmo tempo for engenheiro de pontes, aí é que não convém muito, mas isso são pormenores secundários. Entretanto, há uma vaca especial que nos últimos tempos até tem aparecido na TV, que adora aparecer no prado e comer o capim todo. Às vezes, não vem para comer… vem mesmo é para se borrar toda pelas ancas abaixo, para cima da erva, e deixar tudo que é um nojo, mal cheiroso e com mau aspecto. Não quero citar nomes, para não ser processado, mas ela anda aí… a dar cabo do capim… pickwick
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publicado por riverfl0w às 19:11
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Sexta-feira, 2 de Junho de 2006
Uma miúda chamada Z
Eu não quero ser chato, mas há alturas na vida em que devemos usar um método prático para esconder identidades. Não é das coisas mais bonitas da vida, isto de esconder destas coisas, mas pronto, há aquela coisa da privacidade e ah e tal, e pronto, chegamos a este ponto. Por isso, chamemos-lhe a miúda Z. Portanto, Z é um nome de código, que tem directamente a ver com o nome da visada, mas que só eu conheço a chave. Coisa difícil de adivinhar, digo já. Bom, a Z estava ali há bocado com o mesmo problema que eu: falta de inspiração. Isto de ter blogues é muito giro, mas depois há que mantê-los, alimentá-los, dar-lhes mimos, levá-los ao jardim. Um fotoblogue torna-se mais simples, porque até se pode tirar fotografias a uma ratazana no esgoto do prédio ao lado, que dará sucesso garantido, bastando acrescentar uma frase emblemática. E vai daí, achei que a Z daria um bom tema para divagar. Para disparatar, portanto. Bom, então o que eu queria dizer sobre a Z, é que ela devia mudar de ares. A sério. Isto aqui em Portugal é muito bonito, ah e tal, morangos com natas, morangos com açúcar, mas o mundo é muito grande e há que ultrapassar fronteiras e conhecer o desconhecido. Não falo de fronteiras físicas, tipo arame farpado ali em Vilar Formoso, mas de fronteiras culturais e psicológicas. Não sei se me estou a exprimir objectivamente. Provavelmente, não. Se calhar o objectivo mesmo, é ser subjectivo. Digamos que, quando a mente está que parece que vai rebentar, há que dar pano à vela e correr os mares do mundo. Não é que haja alguém com a mente para rebentar, longe de mim apontar o dedo a alguém, mas enfim, é sempre uma possibilidade. Como se diria antigamente, abrir os horizontes. É uma das coisas que mais gozo dão na vida, isto de abrir os horizontes. É deitar para trás das costas as peripécias e os pormenores do mundo com o conhecemos, dar um passo em frente sem escorregar no chão acabado de lavar, e avançar. É estabelecer novas metas, novas formas de estar, novas abordagens, novos métodos de lidar com os outros e com o dia-a-dia. Não por necessidade de abandonar o que se tem e o que se vive, mas pelo gosto de ir mais além no espectáculo do inconstante circo da vida. Mesmo sem mudarmos nada ou quase nada do nosso encaixe físico no mundo, podemos mudar por dentro, subordinar as nossas opressões, subjugar as nossas aflições, dar um chuto nas tíbias das nossas ansiedades, enfim, encontrar outro eu mais… mais… como direi? Com uma respiração mais solta? Como se já não faltasse mais nada de importante. Como quando se sobe a um patamar da vida em que olhamos para baixo e ficamos satisfeitos, podendo sentar-nos e contemplar, sorridentes, o que tivemos, o que temos e o que fazemos. A felicidade, resumidamente. Raio da felicidade… tanto se fala nela, mas parece uma enguia! Enfim, bom, quando à Z, fica a sugestão. Eu adoro dar sugestões destas, ah e tal, abrir os horizontes, moscas e formigas. Fica bem, convenhamos. Depois a malta fica na mesma, continua com os horizontes tal qual estavam, abertos ou oprimidos, conforme os casos, vão beber uma imperial e comer uns tremoços e pronto, tudo bem. Mas quem é que inventou esta cena dos blogues??? pickwick
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publicado por riverfl0w às 23:36
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