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Segunda-feira, 31 de Maio de 2004
Resolução de problemas em Tróia
Dei a ler a uma colega o post sobre o problema técnico da conquista de Tróia. Pensava eu, na minha infinita ingenuidade, que a moça se iria debruçar seriamente sobre o assunto e também colocar em causa o processo de invasão da cidade a bordo de uma cavalgadura de tábuas. Mas não. Há mulheres que não perdem uma oportunidade para nos deitar abaixo o mais pequeno sonho de glória, de ficar imortalizado na história mundial como a pessoa que tinha encontrado um bug na aventura dos gregos. O primeiro comentário dela foi: “mas isso tinha solução”! Carvalho Araújo!!! Solução? E lá começou a enumerar maneiras de dar a volta à questão. A primeira, muito grosseira mas teoricamente eficaz, seria apanhar uma borracheira de água antes de subir para cavalo. Porquê? Porque se bebessem metros e metros de água, assim mesmo a abusar, a urina sairia sem cheiro, deixando de haver assim o problema de serem detectados por narinas sensíveis. Outra maneira, seria não beber mesmo água. Isto é, passar sede. Ou seja, não bebe, não urina, problema resolvido. Esta solução é radical, mas era capaz de funcionar. Por último, havia sempre a possibilidade de umas dietas especiais para que não urinassem tanto, ou para que a urina não cheirasse tão mal, ou não sei para que raio eram as dietas, mas a solução era mesmo as dietas. Que dietas? Não sei. Eu não percebo nada de dietas. Gosto é de apreciar as miúdas que fazem dietas. Ficam melhores que caracóis. Bom, mas é chato assim vir uma miúda e estragar-me tudo. Fiquei desolado. Como se não bastasse, por via do espevitamento do intelecto a que fui sujeito com tantas e tão sofisticadas soluções, lembrei-me ainda de uma possível quarta solução: oitenta centímetros de fio de pesca enrolados numa falcaça simples em redor do poderoso. Não haveria pinguinhas para ninguém. Talvez uma gangrena no fim e zás, mas homem que é homem faz tudo por uma causa. pickwick
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publicado por riverfl0w às 22:20
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O rodopio do lacrau
O lacrau é um bicho muito foleiro. Acho que é assim tipo escorpião, mas em versão ibérica, um pouco abichanado, nada daquelas cenas mortíferas do deserto africano que com uma picada consegue vaporizar vinte camelos. Se calhar não é e tenho uma ideia errada. Mas já cá vi um em Portugal e era mesmo como nos filmes, todo anormal com aquela vassoura a imitar um rabo, dependurada como uma madeixa de cabelo. E as tenazes... Ui! Medo!... Foi dessa vez que vi um, que memorizei aquele ar de desconfiança e prontidão para fuzilar o inimigo em jeito de retaliação. Assim como que a sentir-se ameaçado de todas as frentes, rectaguardas e alas laterais, rodopiando numa arrepiante elegância de movimentos. Ora para um lado, ora para o outro, vassoura armada e em posição. Um movimento dali e vira a vassoura, outro de acolá e vira para lá. A desconfiança, que também se lhe pode chamar “alerta” para não parecer tão mesquinho, leva o bicho a um estado de paranóia. Nem anda, nem desanda. Rodopia e rodopia. Anda cá tu que levas com a minha vassoura. O mundo pára. A vida pára. Não vá dar um passo em frente e ser apunhalado. Que paranóia. Não é vida. Eu não sou um lacrau, mas às vezes parece. Não se nota, mas eu sinto. Tal e qual. Bem, a elegância de movimentos não retrata bem a minha situação, por motivos de ordem morfológica, mas isso também é um pormenor secundário e irrelevante. O que interessa mesmo – embora não seja nada interessante – é o estado de paranóia. O que vale é que passa. A paranóia e a vassoura e o rodopio. E volta a andar-se para a frente, ou para os lados, ou para trás, mas anda-se. E baixa-se a guarda. E aprecia-se a paisagem. Sim, porque, afinal de contas, eis que se aproxima o verão, os tops, os shorts, e outra coisas que rimam com “s”. Para que há-de um gajo perder tempo e energias no rodopio da defesa? Que desperdício! Lacrau? Que mau gosto! Vamos mas é ser assim um animal mais social, sei lá... um coelho... ou um rato... esses é que sabem aproveitar o tempo, a socializar, confraternizar e outras coisas que rimam com “ar” e passam em canais da TV por cabo.... pickwick
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publicado por riverfl0w às 00:43
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Domingo, 30 de Maio de 2004
Milky Way

A uma amiga estrela, porque afinal uma bolsa de estudo está apenas ao alcance dos melhores.

Milky Way

Far roads, high roads...
The Milky Way is beauty
and there's no beauty without stars.
It's milky roads
of the starry light
lead us into the supreme view:
stars, planets, constellations...
everything in the same picture.

If you start vertically
without wings
and reach beyond a high road...
you are a star!

riverfl0w
September 22nd 2003

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publicado por riverfl0w às 18:26
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Quinta-feira, 27 de Maio de 2004
É feio... mas apeteceu-me...
Eu sei que é feio. É feio desejar-se mal a alguém. Mas hoje apeteceu-me... Até tenho vergonha de escrever isto, porque eu até sou um homem de bem, ou pelo menos não sou de mal, ou no mínimo não costumo atropelar velhinhas e roubar gelados às criancinhas durante o inverno. Seja. A verdade é que tem de ser dita. E a verdade é que me apeteceu... Não é que eu seja de violências e dessas coisas de partir braços e pernas e torcer pescoços e abafar com almofadas e pendurar pelos suspensórios no estendal da roupa no 20º andar, mas ele há vezes em que o animal que há dentro de nós se liberta ligeiramente das amarras da civilização. E quando falo de animal, não estou a falar, obviamente, de borboletas e colibris. As minhas opções no reino animal passam por espécies com dentes afiados, garras poderosas, coices fabulosos, patadas incríveis e uma fome desmesurada. Quem diz fome, diz má disposição. Tanto faz, desde que o efeito final seja uma grande selvajaria e muitos mortos, feridos, coxos e esmagados. E enfim, foi assim que me senti hoje, qual animal entalado numa jaula de papel, controlado apenas por um diminuto espirro de civilização. Diminuto, mas suficiente para que não transformasse o meu local de trabalho no palco de mais uma carnificina. Mais uma, porque no talho a carnificina é diária e banal. E eu não trabalho num talho, note-se. Motivação? Sei lá... pode ser do tempo encoberto, da falta de sol, do excesso de peso, dos cortes de água, ou... ou... enfim... nem digo mais, que pode parecer feio. Bom, mas isto há-de passar. Avizinha-se mais um fim de semana. Vou aproveitar para vestir o meu fato de vilão da Marvel e aterrorizar os habitantes de uma qualquer capital europeia. Para aliviar o estresse. pickwick
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publicado por riverfl0w às 21:37
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O Porto de Mourinho

A constelação portista voltou a brilhar no estrelato europeu. Depois do calcanhar de Madjer, três artistas voltaram a firmar o nome do clube nortenho como Campeão Europeu: Carlos Alberto, Deco e Alenitchev. A verdade é que, como todos sabemos, não são as individualidades que fazem este Porto ganhar. É o conjunto, liderado pela mão de Mourinho, que faz a diferença. Poder de circulação de bola, uma coesão táctiva invejável e o espírito aguerrido que os caracteriza são as armas que os fazem triunfar.

Poucos conhecem, no entanto, a história de futebol de Mourinho. Começou como apanha bolas no Vitória de Setúbal e Belenenses, clubes cujo treinador era o seu pai, Félix Mourinho. Mais velho, ingressou num Curso de Gestão, (onde esteve matriculado um dia) e mais tarde em Educação Física. Concluído o curso, foi convidado, por Sousa Cintra, a ser o intérprete de Bobby Robson durante a estadia do inglês em Alvalade. E Robson gostou do rapaz. Seguiram os dois para Barcelona, sendo o papel de Mourinho um pouco mais preponderante: uma mistura de intérprete com treinador adjunto. Foi nestes anos que Mourinho consolidou os seus conhecimentos de futebol. Continuou com Van Gaal no Barcelona depois da saída de Bobby Robson para o PSV, e aí chamou à atenção do Benfica. Depois, a progressão como treinador: Benfica, União de Leiria e FC Porto. E agora, estão tratados os pormenores que o levam até ao Chelsea na próxima época. É de facto uma ascensão que revela toda a ambição do treinador português, mas que nem sempre justifica a arrogância que demonstra.

Resta agora saber qual será o papel do Porto na Europa, sem o estilo revolucionário de Mourinho e com uma pressão asfixiante, inerente a dois anos seguidos de conquistas europeias. Para Mourinho, boa sorte no futebol inglês. Para o Futebol Clube do Porto, votos de que continuem a elevar o nome português nas mais altas instâncias europeias.
De um (sportinguista) português orgulhoso,
riverfl0w

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publicado por riverfl0w às 13:23
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Quarta-feira, 26 de Maio de 2004
Pedinchite aguda
Pensei que me tinha livrado dela até ao Verão, mas hoje vim a descobrir que não. Raios a partam... não tenho nada contra ela, pessoalmente, mas contra a maneira como se acerca de mim para pedinchar. Mais uma vez. Não tenho nada contra pedirem-me ajuda para isto ou para aquilo. É um prazer ajudar e ser útil. Mas, ó meus amigos, quando se nota a léguas que nos pedem ajuda porque têm preguiça, ó pá, aí tenham paciência... só dá vontade de lhe pegar pelos cabelos e rodopiar-lhe o corpo por cima do parapeito da janela. O caso é o seguinte: a fulana, tal como muitas fulanas, flausinas e trastes-que-tais, tem a mania que não percebe muito de computadores. Ora, em face da necessidade de usar uns quantos como consequência da sua profissão, toca a chatear este colega de trabalho para que lhe dê uma mãozinha. Eu é que só tenho duas mãozinhas e já usei as duas e os pés e acho que até uma orelha, em momentos anteriores em que a dita fulana recorreu aos meus préstimos. Acontece que estes meus préstimos são de um nível científico extraordinário, capazes de serem aprendidos e executados por uma criancinha de 8 anos após observar a primeira vez, e só com um olho. Mas esta fulana insiste em não querer aprender. Pois, é mais fácil vir pedinchar aqui ao colega, que não tem mais nada para fazer fora do seu horário de trabalho. Não há paciência! Ainda por cima, aborda-me como se eu fosse pago para andar atrás dela, feito mordomo que passa a escova no fato do patrão porque este não sabe como se passa a escova no fato. Irritam-me profundamente as pessoas que insistem em estagnar o seu conhecimento naquele patamar para o qual treparam pomposamente décadas atrás, ainda que seja apenas o primeiro degrau de uma imensa escadaria. Ou anos. Ou meses. E não têm vergonha de serem assim. Não têm vergonha de serem ignorantes. Não têm vergonha de não mexerem uma palhinha para aprenderem mais alguma coisa na vida. Provavelmente a culpa é nossa. Nossa, dos normais. Minha, que não sou muito normal, mas que consigo disfarçar quando está nevoeiro. Culpa minha, porque eu devia era ter-lhe enfiado dois dedos nas narinas, levantando-a do chão, e dizer-lhe num bafo pestilento: “Ó sua @#$+*\ mal jeitosa, carregas naquele botão redondo e psicadélico na frente do computador, o bicho liga-se, carregas no botão maricas do leitor de cd’s, metes lá dentro o cd, voltas a carregar no maricas para engolir o cd, e tá feito!!! Ok??? E agora: xô!!!...” pickwick
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publicado por riverfl0w às 00:20
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Segunda-feira, 24 de Maio de 2004
Direito ao histerismo
“Se eu sou uma miúda, tenho direito a ser histérica!” Esta ouvi hoje. Foi dito a brincar. Seja. Mas onde há molho, há água. E este arremesso de piadinha lá terá o seu fundo de verdade. O histerismo faz parte do ser-se humano, do mesmo jeito que o açúcar faz parte do arroz doce, embora não com o mesmo efeito, antes pelo contrário. Tanto dá a homens como a mulheres, mas é nestas últimas que a coisa toma proporções que tornam a paciência um bem em vias de extinção. Há ataques e manifestações de histerismo feminino em várias medidas, pesos e doses, mas exercem sobre mim sempre o mesmo resultado: irritam que se fartam. Quando a coisa se transforma num exercício físico de expressividade, ultrapassando as barreiras diminutas da mera desordem psicológica, aí sim, a coisa fica mesmo feia e impossível de aturar. Olhos esbugalhados e a voz a fugir para o assobio, provocam em mim aquela vontade animalesca de pegar alguém pelos tornozelos e bater com o corpo na parede. Como quando se bate num tapete pendurado no estendal. Não há paixão, amor ou atracção que não fiquem irremediavalmente comprometidos e destinados ao meu esquecimento, quando uma mulher lhe dá para isto. Não há condições. E não havia necessidade. O mundo é tão bonito, tão grandioso, tão extenso, tão ilimitado... Para que é preciso gritar? Para que é preciso esbugalhar os olhos? Para que é preciso arfar? Ó minhas amigas, deixem-se disso... por favor... não sejam histéricas! Bebam uma aguinha com gás e vão ver que ficam logo como novas. (eu dantes tinha uma paciência infinita para aturar isto, mas com o passar dos anos, das ondas e das modas, foi-se esgotando, esgotando, esgotando...) pickwick
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publicado por riverfl0w às 22:17
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O poder do vazio!
Há momentos, há dias, há alturas, em que o vazio se apodera de nós. É algo estranho, algo imprevisível, algo incontrolável, em que saltar do buraco não está fácil. Do buraco, da cova, do poço, enfim, do vazio. É como que querer correr à frente de um touro mal disposto e descobrirmos que temos um dos pés acimentado dentro de um balde. É como que nos enterrarmos no lodo do pantanal enquanto que todos à nossa volta ganham asas e levantam voo. É como que ir na mais apinhada avenida da mais populosa cidade à hora de maior tráfego, descobrirmos repentinamente que estamos nus, e olhamos em redor, sós, completamente sós. Vivemos um tempo em que as mágoas não se afogam, atrás das costas não há espaço para onde atirarmos o que se nos atravessa pela frente, e dentro do autocarro não há argolas nem varões onde nos agarramos. O sorriso não faz sentido, o amor não faz sentido, o palpitar do coração não faz sentido, e a vida é apenas uma tenda de circo vazia. Circo... o trapezista é comido pelo leão, o domador de cavalos é atropelado pelo palhaço, a contorcionista é queimada pelo cuspidor de fogo. Não há espaço para um livro, não há espaço para uma música, não há espaço para um grito de socorro, de desespero, de aflição. Nos curtos momentos em que o processo vacila, tropeça, emperra, podemos ver lá bem ao fundo o fim da linha, o princípio do que a seguir vem, o brilho da luz. Mas isto vai acabar. Hoje, amanhã, ou depois. Tanto faz. Ou nem por isso. Se calhar só mais ou menos. Quem saberá? Quem nos ajudará? De quem é a culpa? A culpa só pode ser das 3 latas de super-bock 0,5L de ontem à noite. Sofregamente esvaziadas. pickwick
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publicado por riverfl0w às 00:45
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Quinta-feira, 20 de Maio de 2004
Amália

Há algum tempo, a dupla Markl & Ribeiro, da Best Rock FM, anunciava ter descoberto o enorme potencial do Serviço de Mensagens Escritas da PT. Diziam que aquele era em potência o serviço de chamadas eróticas dos pobres por um custo bastante mais reduzido, com bastante piada.
Podem ouvi-los aqui (5:29):

Pois bem. Porque os Arautos do Estendal nunca param quietos, e têm sempre um olho no estendal e outro nas pessoas que passam, conseguimos fazer melhor. Descobrimos a Amália! Decote ousado, lábios levemente pintados, olhos verde-penetrante que nos acompanham a cada segundo e um penteado que revela alguma vaidade. Pela descrição, podia bem tratar-se de uma lapdancer… Mas não. É apresentadora poliglota de Serviços Informativos. De palato nitidamente luso, embora de sotaque um pouco maquinal, ela é a verdadeira coqueluche da robótica falante.

Podia, num rasgo de lascividade, pô-la a ler uma qualquer rubrica sexual da Maria ou da Ana, mas seria injusto com aquele trejeito tão angelical. Nada melhor, portanto, que premiar todos os acidentais leitores deste blog com um excerto do nosso grande Camões:

Instruções:“As armas e os barões assinalados, Que da ocidental praia Lusitana, Por mares nunca dantes navegados, Passaram ainda além da Taprobana, Em perigos e guerras esforçados, Mais do que prometia a força humana, E entre gente remota edificaram Novo Reino, que tanto sublimaram. E também as memórias gloriosas Daqueles Reis, que foram dilatando A Fé, o Império, E as terras viciosas De África e de Ásia andaram devastando. E aqueles que por obras valerosas Se vão da lei da Morte libertando; Cantando espalharei por toda a parte, Se a tanto me ajudar o engenho e arte. Luiz Vaz de Camões”

  1. Abram esta página.
  2. Seleccionem a língua portuguesa, e a voz da Amália.
  3. Copiem o texto transcrito abaixo e colem na caixa "Enter text" 
  4. Primam “Say it!”
  5. Esperem alguns segundos.
  6. Deliciem-se!

Queria, antes de me despedir, apelar à vossa moralidade. Apesar de ser tentador, esforcem-se por não usar a Amália para fins mais libidinosos. O namorado dela pode ser grande. Tenho dito! riverfl0w
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publicado por riverfl0w às 20:55
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A Conquista de Tróia – um problema urinário
Esta semana fui ao cinema. Adoro cinema. Especialmente quando passam filmes. E fui bem acompanhado, ainda por cima, que é coisa cada vez mais rara, tal como a minha farta cabeleira. Fui ver aquele filme sobre Tróia, que não me lembro já como se chamava, mas que metia dois actores conhecidos: o Pito aos Brados e o Pedro Ó Ferramenta. Ilustríssimos. Também gostei da loira que merecia ser atirada aos leões e que se apaixonava pelo mariquinhas da cidade. Mas algumas partes intrigaram-me. Como o cavalo de madeira podre. Que grande treta! O famoso equídeo, que é tão usado para descrever a jogada que a história conta, só pode ser uma fraude. Só pode. Senão, vejamos: os moços esconderam-se dentro do bicho provavelmente durante a noite. No dia seguinte, o mamarracho de tábuas foi encontrado pelos habitantes da cidade e levado portas dentro para gáudio do povo e delírio dos taberneiros que devem ter feito uns trocos muito jeitosos, a avaliar pelos corpos esticados no chão por todo o lado. Durante a noite, no mínimo 24 horas depois de se terem entalado lá dentro, é que os moços saltaram fora e foram a correr abrir a portinhola das muralhas. Mas, ó meus amigos!, 24 horas sem urinar? Como é possível? Mesmo com potes de barro onde verter as águas, eles eram tantos que o pivete em menos de nada invadiria as narinas dos que passassem perto. E seriam descobertos. Isto já para não falar nos que sentissem uma necessidade incontrolável de defecar, dado que a comida naqueles contextos devia ser uma bela porcaria. E os gases? Ui!... Esta história do cavalo está muito mal contada, para ser franco. Aposto como foi tudo inventado, só para vender mais. pickwick
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publicado por riverfl0w às 12:35
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