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Quinta-feira, 17 de Maio de 2012
Fofo

Era domingo de Páscoa e a família estava reunida à mesa. Dando uso aos meus dotes no manejo de lâminas, comecei por apurar o gume da faca com umas passagens milimetricamente calculadas no fuzil*, em grande estilo. Seguiu-se o trinchar da carne de borrego, o empratamento, a abertura do tinto, etc.

 

A determinada altura, e não me recordo bem a propósito de quê, a minha mãezinha lembrou-se de referir um marco da história familiar, ocorrida em África, cerca de uma década antes de o meu irmãozinho vir ao mundo. Contou ela que, durante os meus primeiros três anos de vida, poucas ou nenhumas eram as pessoas que me tratavam pelo nome. Para o povo que convivia com a minha família, eu era, simplesmente, o “fofo”. Ah e tal, eras tão loirinho, de olhinho azul, tão giro, tão fofo… e o meu irmãozinho, que desconhecia a coisa, já tinha quase um naco de borrego a sair-lhe pelas narinas à custa de umas quase animalescas gargalhadas que fez questão de soltar, qual rebentamento de fogo de artifício. A minha mãezinha ria-se, deliciada por o filho mais novo estar a apreciar tanto uma estória familiar com quatro décadas.

 

Podia ser fofo, mas foi por essa altura que me estreei na arte de beber cerveja até cambalear, e na condução desportiva – o meu paizinho consegui filmar-me a conduzir o carro da família, sozinho e sorridente, terminando o filme com a viatura enfeixada numa árvore.

 

A partir de uma certa idade, devo ter começado a exibir um olhar entre o aluado e o perigoso, e os amigos da família deixaram de me chamar fofo. Ainda bem. Todo o gajo tem que ter um ponto de partida para começar a construir uma reputação. Ou não. pickwick

 

* No sábado passado fui almoçar com a minha mãezinha. Ela, querendo exibir um incremento de conhecimentos técnicos, atreveu-se a tentar afiar uma faca com o fuzil. Foi o suficiente para eu quase entrar em pânico! Aqueles movimentos foram de tal forma, que, por momentos, antevi um golpe no braço, outro barriga e dois nos cortinados! Num gesto instantâneo, embora sereno e suave, sosseguei-lhe a mão, ilustrando o movimento correcto de vaivém da lâmina. Foi o mesmo que querer ensinar um crocodilo engasgado com um naco de gazela a movimentar-se delicadamente numa mesa de um qualquer casamento. Mas o arroz de favas estava divinal!...

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publicado por pickwick às 20:55
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7 comentários:
De cocacolagirl a 18 de Maio de 2012 às 11:14
Já viveste no continente africano? Tem lá alguns países que estão na minha lista de países a visitar antes de ir desta para melhor :p
De pickwick a 21 de Maio de 2012 às 22:27
Vamos lá ver... só porque me embebedei com cerveja e estampei um carro contra uma árvore, não quer dizer que tenha vivido em pleno no continente africano. Até aos três anos de idade, não se pode falar em "viver", propriamente. Foi mais... vegetar, vá... :-)
De cocacolagirl a 21 de Maio de 2012 às 22:36
Oh, eu a pensar que tinhas umas histórias giras para contar sobre as tuas vivências por África :)
De pickwick a 21 de Maio de 2012 às 22:45
Lamento desiludir...
Quer-se dizer... a minha mãe contou-me que um dia o Pascoal (o criado de cor lá de casa) descuidou-se e largou o carrinho de bebé onde eu ia... numa descida... parece que foi um filme daqueles...
De cocacolagirl a 22 de Maio de 2012 às 19:17
Coitada da tua mãe deve ter apanhado um susto daqueles...se por acaso tiveres o "bichinho" de gostar de actividades radicais já sabes de quem é a "culpa" :p
De Peixe Frito a 18 de Maio de 2012 às 17:07
As mães são sempre um espectáculo. Principalmente porque lembram-se sempre de coisas que dispensávamos que se recordassem -.- Beijinhos, ó fofooo :D
De pickwick a 21 de Maio de 2012 às 22:29
Ainda assim, devo reconhecer que tive muita sorte... se a conversa tivesse acontecido na presença dos meus tios, das minhas primas e dos maridos das minhas primas, nada no mundo seria suficiente para levantar da poeira do chão a minha amachucadíssima reputação...:p

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