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Segunda-feira, 16 de Abril de 2012
Os fechos das mochilas

Foi certamente no ano de 1987. Necessitava de trocar a minha mochila de campismo, com armação exterior em tubo de alumínio, típica da época, por algo maior, com o dobro ou o triplo do tamanho. Depois de umas buscas, descobri uma loja de malas de viagem que tinha dois tipos de mochila, da marca “Jackal”. Uma delas, cativou-me logo de imediato. Enorme, bem acolchoada nas zonas estratégicas, muito bem apetrechada de alças, fitas e bolsos. Com jeitinho, metia duas namoradas lá dentro, bem encolhidinhas. Na época, não era habitual as mochilas trazerem a referência à capacidade em litros, mas aquilo dava, à vontade, para cima de 100. Na época, nem sequer era hábito ver-se mochilas daquelas.

 

Durante mais de duas décadas, esta mochila serviu-me fielmente. Nos invernos, quando ia para a Serra da Estrela fazer umas longas caminhadas, tudo cabia lá dentro: a tenda, o cobertor, o saco-cama, as mudas de roupa, as camisolas, o rolo de ph, a comida, a bebida, a máquina fotográfica, a objectiva de 300 mm para a máquina fotográfica, o flash para a máquina fotográfica, o digestivo, as velinhas para alumiar a noite, a lanterna, as pilhas de reserva para a lanterna, a faca-de-mato, os amendoins, etc. As fitas exteriores permitiam acoplar uma infinidade de objectos, com destaque para cobertores extra e toldos para a chuva. O pano de que era feita resistia heroicamente a pontapés, tojos, rochas afiadas e voos imprevistos para superfícies agrestes.

 

No entanto, ao fim de uns cinco anos de uso, o cinto acabou por rasgar-se, tal era o peso. A partir de aí, as idas para a serra implicavam suportar totalmente o peso nas costas, em vez de o distribuir também pelas ancas.

 

Há poucos anos atrás, no vale que sobe de Unhais da Serra para cima, fui atacado por dores violentas na coluna, que me obrigaram a parar quase de dez em dez metros para alivar o peso das costas. Desconfio que houve uma vértebra que… ah e tal… mas isso agora não interessa. Durante os seis meses seguintes, não aguentava caminhar mais do que uma hora seguida (sem mochila) ou correr mais que dez minutos. Depois, a coisa melhorou naturalmente (milagrosamente?), mas deixei de usar a mochila em grandes caminhadas.

 

Passei a usar uma outra mochila, recente, com capacidade para meia dúzia de tarecos (45 litros). Com o cinto bem apertado, para aliviar as costas. De inverno, aquilo pouco mais leva lá dentro do que o saco-cama e umas garrafas de litro de… ah e tal…

 

Por essa altura, já andava há alguns anos a pensar em comprar uma mochila grande para substituir a “Jackal”, dada a sua idade e desgaste. Mas, não encontrava nada no mercado que lhe chegasse aos calcanhares. Poucas fitas, poucos bolsos, material frágil e esquemas sofisticadíssimos para os costados. O que mais me afligia, é que todas tinham um ou dois fechos de correr à frente, a abrir na vertical. Este foi o motivo maior pelo qual nunca cheguei a comprar a mochila. E insultava repetidamente os fabricantes das mochilas, por meterem fechos à frente, os quais se acabariam por estragar facilmente mal se começasse a querer encher a mochila à força. Além de que facilitaria a entrada de água dentro da mochila.

 

Nas férias do Natal de 2011, levei mais a sério a necessidade de comprar uma mochila grandinha, pelo menos maior que a de 45 litros. Corri algumas lojas e descobri, vergonhosamente, que aqueles fechos na frente das mochilas, afinal, não eram fechos para o interior da mochila, mas apenas para um bolso frontal. Ou seja, bem que já podia ter comprado a mochila há uns bons anos! Tanso! Enfim… Esclarecidíssimo, comecei a escolher uma que aguentasse os ambientes hostis de tojos e giestas de dois metros. Encontrei uma muito simpática, da Monte Campo, 65 litros, com aspecto resistente.

 

Quanto cheguei a casa, descobri, para meu espanto, que o modelo da Monte Campo que acabara de comprar, deve ser a única mochila à venda no mercado em que o fecho frontal dá, de facto, acesso ao interior da mochila, e não a um bolso… Já não sabia se havia de saltar pela janela e amenizar a frustração com uma tentativa falhada de suicídio, ou meter a mochila na assadeira das chouriças e chegar-lhe o fogo… O certo é que, ao chegar à fase de atestar a mochila com garrafas de espumante e cervejas de litro, o sacana do fecho começa a fraquejar. Quem sabe se isto não é um sinal do além, a sensibilizar-me para o consumo moderado de hidratantes… pickwick

publicado por pickwick às 20:10
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