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Terça-feira, 13 de Março de 2012
A dieta, a tareia e o rodízio – parte 2

Quanto eu era jovem e ter cabelos brancos era ainda uma miragem, lembro-me muito bem da adrenalina que antecedia uns animados combates de judo. Era homem para urinar 200 ml em tranches de 10 ml, tantas eram as idas ao WC. Aliás, o número de vezes que urinava era diretamente proporcional ao tamanho das tareias que levava, como que uma forma de o meu subconsciente adivinhar a desgraça.

 

Passados cerca de duas décadas, a coisa está mais calminha. Muito mais. Uma única e discreta visita ao urinol. Fiquei impressionadíssimo comigo mesmo, devo dizer.

 

Esperavam-me quatro combates. Claro que, bem vistas as coisas, podia só fazer o primeiro e ir logo de maca para o hospital, mas, a esperança é a penúltima a morrer. (a última é a barata)

 

Do primeiro combate, pouco me lembro. Por um motivo qualquer, apaga-se-me da memória todos os movimentos e acontecimentos dos meus próprios combates. O Miguel deve ter-se entusiasmado com o início das hostilidades e falhou-lhe a filmagem da coisa, pelo que fiquei sem registo em vídeo. O adversário tinha mais um palmo do que eu e já o tinha defrontado em Outubro, em Lisboa. Continuava assanhado e bruto, o moço. Parece-me que, depois de ter-me tratado como um boneco de trapos nas mãos de um carniceiro, aconteceu-lhe o mesmo que em Lisboa: ficou com os bofes de fora ao fim de dois minutos. E, tal como em Lisboa, aproveitei a exaustão alheia para lhe “fazer a folha” e pumba!

 

No segundo combate, outro calmeirão, cheio de sangue na guelra. A coisa esteve a correr mesmo mal. A determinada altura, fiquei por cima dele e comecei a estrangulá-lo. Eu sei que parece coisa feia, dito assim, a frio, mas o judo tem destas trocas de carinhos. Infelizmente, o homem tinha os braços bem mais compridos do que eu, pelo que conseguiu deitar-me as mãos e começar também a estrangular-me. É como um caçador estar a encher um coelho com chumbo e este responder à pedrada. Não é bom, pronto. Como ninguém morria estrangulado, o árbitro fartou-se e interrompeu. Entretanto, faltava uma meia dúzia de segundos para o combate terminar e eu ia jurar eu estava a perder por uma cagagésima. Em desespero (isto parece um desporto para desesperados), consegui espetar com ele no chão e o árbitro encerrou logo ali o caso. O adversário não gostou da piadinha, bateu com a mão no tapete e guinchou um “que estúpido!”, como quem saltou do avião com a mochila cheia de chocolates em vez de um para-quedas. Pumba!

 

Ao terceiro combate, saiu-me um baixinho, com ar de perigoso. Já tinha as pernas meio a vacilar de fraqueza e provavelmente já nem podia com uma gata pelo rabo. Foi uma estafadeira. Eu bem que tentava atirá-lo ao chão, mas ele estava com um mau feitio tramado, não alinhava no jogo, fazia-se difícil, e, ainda por cima, tentou estrangular-me no chão, o mauzão! Entretanto, à n-ésima tentativa, consegui levá-lo ao chão assim meio de lado e o árbitro pontuou uma lasca de ponto a meu favor. Antes de recomeçar, olhei o cronómetro do painel: 20 segundos para acabar. Se não tivesse nenhum azar até ao fim, ganhava a coisa. Eh pá! Contra os meus princípios, decidi fazer ronha. Para trás e para a frente, tipo jogador de futebol manhoso, como se fosse fazer alguma coisa, mas sem me atrever a tal, e movimentando-me de tal maneira que nem o adversário conseguia fazer nada de jeito. E soou o “gongo”. Pumba!

 

Último combate, com um Filipe, um amigo que treinava comigo há 20 anos atrás, e de quem eu levava porrada todos os treinos. Adivinha-se aqui um factor psicológico muito pesado, certo? O meu treinador ainda veio com uma conversa comigo, ah e tal, tu fala lá com o teu adversário, ele perdeu todos os combates, se perder também contigo, tu ficas imediatamente campeão nacional e coiso e tal. Eh lá, pensei eu, suborno?! Mas ele tem que dar o litro, respondi feito ingénuo. Oh pá, nestas coisas, a gente tem de falar, e ah e tal, voltou o treinador à carga. Entretanto, apareceu o Filipe, com um grande sorriso, coiso, vamos lá? E o treinador, cof cof cof. Havia necessidade destas cenas? Claro que não havia. Como se não bastasse isto tudo, saiu-me uma árbitra na rifa. Gira, gira, gira, com uma vozinha tão sexy, mas tão fofinha, que um gajo fica logo sem condições para andar à porrada. “Hajimé”, disse ela, para dar início ao combate, como quem pede para afastar os lençóis porque está muito calor… (há aqui muita interpretação artística, eu sei, eu sei) Bom, é certo que foi porradinha da feia, com a voz da árbitra a dar música romântica de fundo. O Filipe não parecia nada cansado e eu bufava que nem um touro a cada dois segundos. Tentei aplicar uma técnica manhosa, mas saiu asneira da grossa e ia perdendo logo ali. A seguir, o Filipe também aplicou uma cena manhosa, eu cai-lhe em cima e a menina deu-me uma amostra de meio pontinho. Eu acho que foi muito generosa. Demasiado até. Depois veio o “gongo” e pumba! Ao vermos o vídeo, os meus amigos do peito insistiram na teoria de que a árbitra estava fascinada com as minhas nádegas, ocultas pelo grosso fato de judo. Tenho que concordar, pelo vídeo, que o olhar dela parecia eternamente fixado no volume dos meus glúteos. Cena estranha, realmente. Por falar em nádegas, o único defeito da árbitra era, precisamente, o excesso de nádegas, assim mais para os presuntos do que para as nádegas. Mas aquela vozinha e aquela carinha larocas, deixaram-me a suspirar. Sim, porque, entre cada bufadela, havia sempre espaço para um suspiro.

 

Ainda agora, passada uma semana, o Nando continua a não saber como é que ganhei os combates todos. Ele só me via a apanhar tareias atrás de tareias, sempre a ficar por baixo, em desvantagem. Eu também não sei. Não me lembro. Mas podia procurar a árbitra no Facebook e adicioná-la, assim só para tirar as teimas. Ou, se calhar, não. Podia estar fascinada com a marca do meu fato, cuja etiqueta aparece pouco abaixo do cinto. Sei lá. pickwick

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publicado por pickwick às 20:07
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