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Quinta-feira, 20 de Outubro de 2011
Os abraços que esborracham

No fim-de-semana passado, estive com algumas amigas. Não são propriamente daquele tipo de amigas que são mesmo amigas e confidentes e que estão ao nosso lado quando nos borramos todos e é preciso mudar a fralda. São mais do tipo ah e tal assim amigas como quem é conhecido e tem algumas coisas em comum mas pouco mais que isso.

 

Seja como for, são raparigas muito sentimentalistas, muito emotivas, muito dadas a momentos nostálgicos e discursos de chorar baba e ranho. Simpatizo com elas pela forma como se dedicam a causas sem fins lucrativos e como vivem essas causas. São umas queridas, pronto.

 

Ora, acontece que o fim-de-semana, para além de ter sido ocupado com uma actividade de uma causa sem fins lucrativos, também foi aproveitado para fazer um flashback das actividades do último ano que passou, puxando pela memória colectiva e explorando a emotividade dos presentes. De forma ligeira, dei (juntamente com o Carlos) alguns contributos para a realização de algumas dessas actividades, pelo que pairava nos corações de duas das amigas um pouco daquilo a que algumas almas chamam pomposamente de gratidão.

 

E como a gratidão é uma coisa bonita, resolveram tirar uma fotografia comigo e com o Carlos. Elas atrás e nós à frente. E, dada a boniteza da gratidão, fizeram questão de se encostar a nós, de forma muito amistosa, não fossem passar por emplastros. Acontece que ambas as raparigas são dotadas de adereços peitorais naturais com dimensões compatíveis com uma desmedida generosidade. Adereços que, num abraço pela retaguarda, ficaram completamente esborrachados nas nossas costas.

 

Mais tarde, na despedida, e porque a gratidão é uma coisa bonita, houve direito a sentidos, apertados e prolongados abraços, com os adereços peitorais a esborracharem-se novamente, desta feita no meu peito varonil.

 

Confesso que fiquei meio sem jeito com aqueles abraços pela frente e à retaguarda. O Carlos diz que ah e tal, dantes também ficava muito incomodado mas que agora isso já lhe passou e que se está nas tintas se as maminhas delas ficam todas espalmadas nas costas ou no peito dele. Eu não consigo evitar sentir-me incomodadíssimo. Acho que as maminhas femininas são daquelas coisas que todas as mulheres deveriam preservar para momentos de maior valor, como é a amamentação efectiva de um filho ou a amamentação fictícia de um namorado. Acho que não são coisas para se andar a esborrachar contra os corpos sensíveis de homens sérios com os quais não há compromisso algum!

 

Por outro lado, dou comigo a tentar perceber o que passa pela cabeça daquelas raparigas. Uma já é quarentona e mãe e a outra está daqui a nada nos trinta. Será que têm peitos sem sensibilidade? Não sabem que uma mama com o diâmetro de um prato-de-sobremesa causa pressão considerável no corpo masculino? Se sabem, esborracham-nas porque é saudável e activa a circulação, ou só porque sim? Será alguma mensagem oculta, assim como que um regresso às delicadas técnicas de engate do Homem das Cavernas? Sinceramente, nunca compreendi.

 

Seja como for, tenho que reconhecer que esta coisa de abraços sentimentalistas com exemplares do sexo feminino é uma alternativa muito válida ao grosseiro apalpão. Isto é, um gajo vai apalpar as maminhas de uma rapariga, para quê? Para lhe tomar o volume, obviamente. É uma simples questão de curiosidade científica, nada mais. O pessoal é que diz logo que ah e tal ordinário, tarado, vadio. Mas, não é nada disso. É só a curiosidade. São verdadeiras? Ou metem um balão de ar para dar volume? São das que caem até ao umbigo, ou aguentam-se? São panquecas, ou pães-da-avó? Enfim, curiosidade científica, portanto. Um abraço daqueles permite fazer esta aferição rigorosa sem que haja lugar a mal entendidos ou a tabefes à conta de virtuosidades achincalhadas.

 

Por falar nisso, resta-me dizer que, da aferição decorrente dos abraços das duas amigas, resulta uma avaliação muito positiva: autênticos Pães-de-Mafra! pickwick

publicado por pickwick às 21:56
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