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Sexta-feira, 9 de Setembro de 2011
Campismo – parte 1 – a decadência

Conforme planeado, no último fim-de-semana de Agosto houve acampamento saudosista para o tal grupo de amigos de há duas décadas atrás, algures no norte alentejano. Duas tendas, um jipe UMM engenhosamente convertido em autocaravana, e uma verdadeira autocaravana xpto. Bom, uma das tendas não devia contar por inteiro, porque era daquelas que se transportam num disco e se atiram ao ar e montam-se sozinhas antes de caírem no chão e não me conformo com a falta de tradicionalismo.

 

Obviamente, tudo sinais de grande decadência. Aquilo que fomos e aquilo em que estamos transformados hoje. Exceptuando eu, claro, que me apresentei quase irrepreensivelmente, montando manual e pacientemente uma bonita tenda com um generoso avançado. A parte do irrepreensível falha apenas num pequeno detalhe: usei, só para mim, duas colchonetes e um daqueles colchões insufláveis de2 cmde espessura. Não é por já não ter corpinho para dormir no chão duro da natureza; na verdade, é porque, com três camadas de conforto, fica-se com a sensação de que se está a dormir num colchão de água, o que “cheira” logo a intensas relações carnais, “odor” que combina com as dezenas de biquínis que fui obrigado a suportar na vista.

 

A primeira noite, correu lindamente. Da última vez que tinha estado acampado com o Zequinha, já lá vão uns três anos, as coisas também tinham corrido lindamente. Começámos por beber um tinto apetitoso para acompanhar uma chouriça assada, depois passámos para a cerveja porque era verão e ficava bem, a seguir para ajudar à digestão foi uma aguardente de pêra, porque era verão mais umas cervejolas, porque ah e tal bota um licor de uva, verão cerveja, aguardente, cerveja, verão, licor, saco-cama, cerveja, licor, Gregório, cerveja, etc., até chegar o resto da malta toda, já de manhã alta, com as esposas e criancinhas e nós que mal nos segurávamos de pé e as garrafas vazias todas espalhadas pelo chão e enfim.

 

Desta vez, combinei com o Zequinha que ah e tal é só cerveja porque é verão, ok? Ok, disse ele, bebemos umas cervejolas, fomos jantar, mais umas cervejolas, começaram a chegar mais uns amigos, esposas, crianças, beijinhos, abraços, etc. Estávamos nesta alegria, e o Zequinha aparece com um café e um uísque: ah e tal, para ajudar à digestão. Um uísque? Bota abaixo, que em cima do jantar dilui-se logo. Entretanto, chegou o dono do jipe, abraço, beijinho, e o Zequinha aparece com mais um uísque para todos. Outro uísque? Ah e tal, por causa da digestão. Depois fomos brincar às autocaravanas e aos jipes armados em autocaravanas, bebemos mais umas cervejolas, e desejo, do fundo do coração, que depois disso não tenha acontecido nada de extraordinário. Porque não me lembro de me ter deitado, embora tenha acordado deitado. Tenho umas visões muito vagas da minha pessoa – ou o que restava dela – a correr para os pinheiros mais sombrios do parque de campismo, durante a noite, para os regar com qualquer coisinha, ora de cima, ora de baixo. Pelos vistos, terá havido uma vez em que nem consegui sair da tenda e… bom… o avançado da tenda é muito versátil… cof cof cof…

 

Dia seguinte, serenidade nas tropas. Mulheres, crianças, sopinhas, iogurtes, colheres à boca, fá fá fá, fé fé fé. Entretanto, como ninguém estava capaz de dormir a sesta, o dono do jipe teve uma ideia luminosa: ah e tal, vamos de jipe explorar as margens da barragem! Mas só os homens, ok? Ou seja, quatro gajos num jipe transformado em autocaravana, pesado q.b., sem uma única costela de prudência feminina que pudesse arrepiar-nos de ideias tolas. Poucos minutos mais tarde – incrivelmente, não foram precisos muitos -, estávamos com o jipe perigosamente inclinado, com as duas rodas do lado direito atoladas dentro das águas da barragem. Eu, que ia entretido a filmar a passeata, dei por mim sozinho dentro do jipe, de máquina na mão, com a malta lá fora de mãos na cabeça e a esbracejarem que nem uns perdidos (até levaram as carteiras e os telemóveis, os malandros!). Nem me atrevi a mexer um dedo, não fosse a porta do meu lado abrir-se de surpresa e eu cair directo nas águas da barragem, tal era a inclinação do bicho. Longos minutos depois, achei que seria boa ideia sair pela porta do condutor, até porque ele queria entrar e experimentar umas manobras. Bem, depois nos pendurarmos todos (mais uns mirones que entretanto apareceram para testemunhar um eventual naufrágio) do lado esquerdo do jipe, para ele não tombar enquanto o condutor metia o motor a “dar o litro”, lá saímos daquela triste figura. Voltámos ao trilho de onde tínhamos saído? Não, claro que não. Mal escapámos daquela embrulhada e já estávamos metidos dentro do mato, satisfeitos que nem uns putos que acabaram de escapar a meia dúzia de tiros de caçadeira depois de roubarem maçãs numa quinta. Mais uns metros e estávamos dentro de uma pseudo-urbanização, tipo condomínio privadíssimo de moradias pseudo-luxuosas, cujo segurança ficou surpreendido quando nos viu aparecer ao portão, mas vindos do lado de dentro. Só depois de apontar a matrícula é que nos deixou passar, o safado. Enfim.

 

À noite, já sem a adrenalina do jipe, e sob o olhar apreensivo das mulheres, fomos experimentar um fogão que mandei vir da Holanda, que consome apenas mini-lenha e o gás produzido pela combustão dessa lenha. Uma coisa muito à frente, dupla combustão, ah e tal, do tamanho de uma lata de fruta em calda. Infelizmente, o Zequinha desde pequeno que tem um problema crónico com fogueiras, daí que o fogão very-light e muito high-tech se tenha transformado num simples bidão para queimar lenha e fazer monstruosas labaredas. A coisa tomou tal proporção, que, lá para a meia-noite, o vizinho do lado veio retirar o seu “jet ski” de perto de nós, só para o caso de ah e tal. pickwick

publicado por pickwick às 22:41
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