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Segunda-feira, 5 de Setembro de 2011
Ding, dong!

Estava eu na pacatez da minha maison, com as minhas janelas tipo fenêtre, a tentar fazer alguma coisa de útil e produtivo para quebrar com a improdutividade do Verão que já se foi, quando tocou a campainha de porta.

 

Um gajo pensa que vive numa aldeia perdida nas beiras e que é como se vivesse numa ermida isolada no cimo de uma montanha, mas, afinal, de vez em quando, alguém toca à campainha. E não é o motoqueiro das pizzas, não.

 

Abro a porta e… numa fracção de segundo, assim como que num bater de asas de um colibri, vi a minha vida a andar para trás. No bater de asas seguinte, foi para exclamar “mau, mau, Maria!” para comigo mesmo. Já no terceiro bater de asas, um conselho a mim próprio cheio de sabedoria, sensatez e serenidade: “shttt… não olhes, pá! não olhes!”.

 

Plantadas à minha frente, estavam as minhas vizinhas de cima, mãe e filha. A mãe, ah e tal, agora não interessa e mais logo também não. A filha, 17 aninhos, fresca que nem uma alface, trajava uma coisa que, no tal bater de asas do colibri, me pareceu um vestido de noite muito sensual, daqueles com alcinhas fofinhas, a dar pelo meio da coxa, excepcionalmente decotado para não atrofiar os pulmões durante a noite. Como era hora do lanche, presumo que não fosse mesmo vestuário para dormir, mas não tentei verificar, especialmente porque já tinha reparado que a lingerie era preta e corria o sério risco de ser apanhado pela mãe a tirar as medidas à roupa da filha. Pior: ser apanhado com as retinas a caírem para dentro do decote da rapariga! E eu, que ainda não tinha a noção de que a rapariga era tão prendada ao nível do tórax. Mas mesmo muito prendada!

 

Espanto-me comigo mesmo. Como consegui recolher tantas evidências num bater de asas de um colibri? Estou com um poder de observação muito à frente!

 

Contextualizando, as duas vinham entregar-me um pack de três garrafas de vinho (cerveja é que era!), como agradecimento pela ajuda que dei à miúda numas dúvidas que lhe surgiram ao longo do ano com a Matemática, sendo que a respectiva terminou a coisa com dezoito valores.

 

Voltando ao que interessa, lá se foi aquela teoria de que as mães e os pais não têm noção de que as jovens saem da casca e abalam de casa à socapa com roupas capazes de facilmente provocar paragens cardíacas. Esta mãe, que até parece boa pessoa, acompanha a filha - esta quase em trajes menores - à porta do meu apartamento, em plena luz do dia. Será que, por eu viver sozinho, esta mãe acha que sou larilas e que até poderia trazer a filha de tanguinha e em topless sem que isso me despertasse apetites indecentes? Não compreendo, a sério. Escapa-se-me. Mas agradeço o gesto. Foi um gesto bonito, para uma tarde de segunda-feira. Até escusavam de ter trazido o vinho. pickwick

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publicado por pickwick às 21:54
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