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Segunda-feira, 8 de Junho de 2009
A saudosa Maria
Uma das minhas colegas de trabalho deste ano (vá, chamemos-lhe Caty, para ninguém desconfiar) é familiar próxima (assim tipo prima) de um gajo com quem vivi durante cinco anos, num sótão de uma casa centenária, juntamente com mais três ou quatro rapazes. Éramos todos, na altura, jovens estudantes universitários, cheios de energia, sonhos e baboseiras.
Ora, acontece que, no passado fim-de-semana, a Caty calhou meter a conversa em dia com o primo e parece que veio à baila a minha pessoa. Será que o gajo contou algum disparate?, pensei eu. Será que me enterrou? Espero que tenha dito que eu era bom rapaz, muito zeloso e cumpridor, e que não me metia em confusões nem nos copos.
Ora, de todos os disparates que o primo lhe podia ter contado, qual é que ele foi buscar? A Maria, está claro. Ah e tal, contou a Caty a rir-se, ele contou-me de uma tal Maria…
E eu pensei logo para comigo: hum, sacana, andou-lhe a contar da minha ex-namorada que caminhava como uma pata, a abanar-se, e que um dia atirou uma mama para as minhas mãos e eu tive logo que pedir desculpa e livrar-me da mama…
No final do dia, não resisti mais tempo e resolvi meter conversa com a Caty, na esperança de ela me contar o que o primo se tinha andado a chibar. Felizmente, ou infelizmente, que ainda não sei, afinal, a Maria não era essa Maria, apesar de o nome Maria ter vindo por a outra também se chamar Maria, embora passado alguns anos eu já não gostasse tanto de lhe ter chamado Maria, mas também não ia voltar atrás e mudar-lhe o nome só por causa da outra, e como Marias há muitas, pronto, assim ficou.
E quem era a Maria? A Maria era uma faca-de-mato de estimação, que comprei há uns vinte anos atrás, para me acompanhar nas minhas deambulações pelas serras e matas. Tinha mais de um palmo de lâmina e o seu peso dava muito jeito na hora de desferir golpes nas giestas e silvas, enquanto que o fio bem afiado era de uma utilidade enorme quando se acabava de assar uma chouriça. Enfim. Uma ferramenta muito útil. Depois há aquela vez, num primeiro de Janeiro, quando saí do mato para pegar no carro na aldeia do Sabugueiro, e reparei que me tinham roubado a antena, e passei-me, e tirei a Maria da mochila e comecei a gritar e a esbracejar e a esgrimir a Maria e a ameaçar meio mundo, a tal ponto de ter espantado aquela malta toda que se reunia na praça onde jaziam os típicos troncos a arder. Mas, isso já lá vai.
Ora, não sei, ao certo, o que é que o primo lhe contou, mas, o certo é que, o que ficou na memória da Caty é que eu dormia com a Maria debaixo da almofada! Ou seja, está ali um gajo no patronato, a tentar dar um ar de civilizado, de consciente, de dedicado, de sereno, disto e daquilo, até toda a gente pensar que eu sou o gajo mais calmo e sereno à face da terra, e depois vem-me aquela rapariga com uma estória que ah e tal eu dormia com uma faca-de-mato debaixo da almofada e, ainda por cima, ela chamava-se Maria! A isto, chama-se uma valente facada na reputação!
Para mais, eu não dormia com a Maria debaixo da almofada. Há leitores deste blog que o podem confirmar. Vá, podia ficar assim a jeito, ao lado da mochila, mas, debaixo da almofada, é que nunca!
Reponha-se a verdade, carago!!! pickwick
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publicado por pickwick às 23:28
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